Papão reforça ataque para reagir na Série C

Diretoria do Paysandu deve anunciar dois novos contratados ainda esta semana. Saiba quem são -

A diretoria do PSC deve anunciar nas próximas horas dois novos reforços para a sequência da Série C.  Um é o atacante Vitor Feijão (foto), ex-Figueirense e Guarani-SP, e o outro deve ser o atacante Magno Cruz, ex-CRB. Ambos já estariam em Belém para realizar os primeiros exames médicos.  

Feijão é paulista, tem 24 anos, e foi revelado pelo Paraná. Já defendeu Jacuipense, Coritiba, Criciúma, Ceará e Guarani. Contratado pelo Figueirense no começo do ano, fez 14 jogos e marcou um gol. Depois da chegada do técnico Elano, passou a treinar em separado. Pode atuar como ala ou no meio-campo.

Magno Cruz já rodou por todo o Brasil e jogou também no exterior. Pelo CRB, foi campeão alagoano realizando 21 partidas. Não marcou nenhum gol. Tem no currículo passagens por Cruzeiro, Vasco, Bahia e Atlético-GO. Jogou em Portugal, Tunísia, Catar e Japão.

A busca por reforços se acentuou diante do mau momento do PSC na Série C. Com 11 pontos, o time ocupa a sexta posição – podendo ser ultrapassado hoje pelo Manaus, que tem 11 pontos também e enfrenta o Vila Nova no complemento da 10ª rodada. situação do Paysandu na competição nacional não anda das melhores.

Lakers/Lebron, Hamilton e Nadal: um domingo histórico

O dia 11 de outubro de 2020 ficará marcado para sempre na história do esporte. Na NBA, na Fórmula 1 e no tênis, os livros de recordes foram alterados e ganharam novos nomes no topo.

Na NBA, o Los Angeles Lakers venceu o Miami Heat por 106 a 93, fechou a série melhor de sete das Finais em 4 a 2 e garantiu o 17º título da história da franquia, empatando com o Boston Celtics como as duas franquias que mais venceram a liga em todos os tempos.

Na Fórmula 1, Lewis Hamilton venceu o GP de Eifel, na Alemanha, e alcançou o 91º triunfo de sua carreira. Com isso, o piloto da Mercedes igualou a marca de Michael Schumacher como o mais vitorioso da história do esporte.

Por fim, Rafael Nadal enfrentou Novak Djokovic na final de Roland Garros e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 6-0, 6-2 e 7-5, garantindo seu 20º título de Grand Slam e empatando com Roger Federer como os maiores vencedores da história do tênis masculino.

Afinal, Lewis Hamilton é o melhor?

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Do blog de Flavio Gomes

SÃO PAULO (aqui, P2) – E o dia chegou. Hamilton igualou Schumacher hoje e prestou suas homenagens ao heptacampeão mundial. E o destino quis que o recorde de 91 vitórias fosse igualado na Alemanha de Michael.

Mais tarde, tem textão da corrida. Por enquanto, fiquem com a crônica sobre o melhor de todos os tempos já no ar no Grande Prêmio, que reproduzo aqui. E comentem à vontade! Agora tenho um avião para pegar…

Na Fórmula 1, a discussão sobre o melhor de todos os tempos é permanente. Fangio? Senna? Schumacher? Prost? Hamilton? Clark? Lauda? Piquet? O que vale? Número de títulos? De vitórias? Velocidade absoluta numa única volta? Percentuais de triunfos, poles e troféus sobre GPs disputados?

Cada um escolhe seu critério. Eu me sinto muito privilegiado de ter acompanhado muito de perto as carreiras de alguns desses nomes – Fangio e Clark são as exceções. Dos demais, poderia elencar façanhas, proezas, realizações e talentos transbordantes. Não faltam feitos a cada um deles.

Senna era rapidíssimo em voltas de classificação. Em velocidade pura, muita gente garante, nunca houve ou haverá alguém como ele.

Prost era um relógio. Inteligente, calculista, preciso, dava aulas a cada GP – daí a alcunha de ‘Professor’. Nunca houve ou haverá alguém como ele.

Schumacher ganhou campeonatos e corridas de todo jeito. Na chuva, no seco, saindo de trás, com quatro paradas, sem trocar pneus, de todo jeito. Além do mais, abraçou a missão impossível de recolocar a Ferrari nos trilhos da glória. Como ele, nunca houve outro e jamais haverá.

E Lauda? O que dizer de sua volta às pistas depois de quase morrer queimado? E de Piquet, o que falar de Piquet? Inventivo, criativo, capaz de ganhar campeonatos com três motores diferentes e batendo de frente com um companheiro inglês numa equipe inglesa! Nunca mais veremos um Lauda. Nunca mais conheceremos um Piquet.

Nunca mais, nunca mais…

Quando Schumacher encerrou a carreira pela primeira vez, no final de 2006, pedi um autógrafo a ele. Sendo mais exato, dois: um numa camiseta, outro numa credencial. Afinal, nunca mais haveria um heptacampeão. Nunca mais alguém ganharia 91 GPs.

Bem, Hamilton fez isso. Falta o hepta. Questão de semanas. No mais, superou o alemão em tudo. Vitórias, poles, pódios, GPs na liderança, e blábláblá.

Alguém imaginaria isso em 2007, quando ele estreou dando uma coça em Alonso, bicampeão vigente, estrela maior de uma F1 já sem Schumacher? Não, não dava para imaginar. OK, foi campeão no segundo ano, 2008, mas nos cinco seguintes, não. E ficar cinco anos sem título pesa em carreiras que não são tão longas assim quando se olha para alguém que precisaria ganhar sete para igualar outro alguém.

Pois Hamilton o fez. Porque, como Schumacher, espreme a hegemonia imposta por sua equipe até a última gota em proveito próprio. Mas e essa hegemonia? Seria a mesma se o piloto fosse outro e não Lewis? A Ferrari dominaria a F1 de 2000 a 2004 do jeito que dominou se Schumacher não estivesse lá? Quem faria tantas poles com a Lotus se não Senna? Quem derrotaria Mansell depois de dar uma pancada na Tamburello? Quem voltaria a ser campeão depois de ver a morte debaixo de uma Ferrari em chamas?

Tendo a dizer que não para todas essas perguntas. Grandes pilotos amplificam a capacidade de uma grande equipe. Alguém questiona o papel de Vettel no tetra da Red Bull entre 2010 e 2013? Webber faria igual? Barrichello faria o que Schumacher fez? Rosberg e Bottas fariam o que Hamilton faz?

De novo, tendo a dizer que não. Um puxa o outro, o outro puxa o um. Quantas vezes não vimos a Mercedes claudicar nos últimos anos para, na corrida seguinte, dar a volta por cima? Quanto de Hamilton pudemos ver nessas reviravoltas?

Sendo assim, sim: Hamilton, no momento em que igualar o número de vitórias de Schumacher, e com o sétimo título no bolso e mais um monte de GPs pela frente, passará a ser o maior de todos os tempos. E que bom que estamos vendo isso acontecer no nosso tempo. Porque não pudemos ver Fangio – a maioria de nós. Porque não pudemos admirar Clark. E outros tantos, que por um motivo ou outro não alcançaram números e conquistas tão impressionantes.

Mas tenho plena consciência de que o título de melhor de todos não será acoplado ao nome de Hamilton por todo mundo. Eu mesmo tenho o meu melhor de todos os tempos, e ele nem na F-1 correu – chama-se Bernd Rosemeyer e morreu em 1938 aos 28 anos num carro prateado a 400 km/h numa estrada alemã; é o meu melhor de todos os tempos e pronto, posso?

Claro que posso. Como você que venera Senna e o tem como um herói que ganha corrida com uma marcha não precisa mudar de opinião, agora que Hamilton se tornou o melhor. E você que admira Piquet e sua incrível capacidade de dar nó nos adversários não precisa mudar de opinião, agora que Hamilton se tornou o melhor. E você que passou a vida suspirando por Schumacher numa Ferrari flamejante não precisa mudar de opinião, agora que Hamilton se tornou o melhor. E você que enxerga em Lauda um exemplo inigualável de superação não precisa mudar de opinião, agora que Hamilton se tornou o melhor.

E principalmente você, que vê em Hamilton um piloto quase infalível, dedicado, engajado, carismático, relevante, velocíssimo em uma volta rápida, arrojado em corrida, preciso como um relógio, que dá nó em seus adversários, que é capaz de vencer uma prova com pneu furado, e que além de tudo milita sem medo por causas essenciais para a humanidade, principalmente você, não precisa mudar de opinião. Para você, ele sempre foi o melhor.

Agora é mais ainda.

Lebron e NBA expõem atraso do Brasil ao ameaçar punir Carol

Por Rodrigo Mattos

Ao conquistar o título da NBA pelo Lakers, Lebron James fez um discurso político sobre o combate à desigualdade e à brutalidade policial. Agradeceu aos organizadores da liga pelo acordo que permitiu aos atletas se manifestarem sobre o que vinha ocorrendo nos EUA. “Todo mundo teve uma voz sobre o que acontece na América”, disse ele.

LeBron James exibe o troféu de campeão da NBA e o de MVP das Finais - Mike Ehrmann/Getty Images

A NBA é uma das ligas mais avançadas do mundo em termos de exploração de potencial econômico. E foi a organização esportiva que talvez tenha melhor reagido à pandemia de coronavírus com a bolha que isolou atletas para a disputas de jogos.

Em paralelo, houve um acordo com os jogadores para que eles pudessem participar do movimento “Black Lives Matter” que se espalhou pelos EUA após a morte de George Floyd por policiais. As camisas dos times e as quadras tinham expressões pedindo por mudança social, e os atletas tinha total liberdade para se expressarem politicamente.

A NBA quebrou assim regras antigas e hipócritas do esporte de não misturar política com esporte como as escritas na carta olímpica do COI e em regras da Fifa. Deu aos seus atletas uma voz. Enquanto isso, no Brasil, a atleta de vôlei de praia Carol Solberg será julgada na próxima terça-feira por falar um “Fora Bolsonaro” após um jogo. Sequer existem regras claras que proíbam a manifestação política em competições.

Os procuradores e juízes de Carol criaram leituras subjetivas das regras para ameaça-la. O CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) não menciona vedação à manifestação política. O regulamento do torneio só proíbe manifestações contra o patrocinador que é o Banco do Brasil, não o presidente Jair Bolsonaro. Lembremos, ainda não vivemos em um país em que o presidente é dono de empresas com capital estatal, essas são de todos nós. Pelo menos é assim que funcionam democracias.

A forçada de barra para punir Carol enquanto Lebron pode se expressar livremente mostra a distância entre a NBA e o esporte nacional. Somos atrasados, retrógrados, repressores, enquanto eles são libertários e entenderam a evolução da sociedade. Se olharmos o desenvolvimento econômico da NBA e do esporte brasileiro, não é difícil entender quem está na vanguarda e quem está atrasado.