

Por Tito Barata, no Facebook
Ouvi falar do Maicá, pela primeira vez, na letra de “Enchente Amazônica”, música de Paulo André e Ruy Barata composta nos anos 1970.
Pouco tempo atrás, vi fotos do lago do Maicá, leste de Santarém, distante cerca de vinte minutos em barco-motor pelo rio Amazonas. A paisagem é deslumbrante. Um paraíso ecológico natural habitado por pescadores e uma fauna extraordinária.

Pois bem. Ontem, a Câmara de Vereadores de Santarém, numa manobra suspeita, aprovou o projeto que visa construir um porto graneleiro no local para escoar soja da região, mesmo contra a vontade da imensa maioria da população que já havia se manifestado um ano antes em audiência pública.
É mais uma agressão à Amazônia, que teima em resistir aos ataques encorajados pelos poder público. (Fotos: Nilson Vieira)
Esse lago já foi mais bonito. Já se encontram lixo produzido pelos próprios pescadores e pela população em geral nas suas margens. Os bairros Pérola do Maicá, Área Verde e Jutaí avançam a passos largos para engolirem de vez esse paraíso. Isto é, já estão agredindo há um bom tempo.
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