“Ciro no pé”.
Pedro Alles
“Ciro no pé”.
Pedro Alles


O técnico Dado Cavalcanti comandou na manhã desta quinta-feira o último treino antes da viagem para Santarém, onde o Paissandu enfrenta o São Raimundo amanhã à noite, no estádio Barbalhão. Depois da movimentação, o treinador mostrou-se gentil e encheu de elogios o time santareno. “Vamos enfrentar uma equipe bastante qualificada, que está fazendo uma bela campanha”, destacou Dado, no estilo preferido dos técnicos para enaltecer adversários diretos.
Observou que o time bicolor terá várias mudanças – a maioria por critério técnico, para poupar atletas. “Chegamos a essa partida com algumas alterações, diferente dos jogos passados em que a gente sempre repetia grande parte da nossa escalação. É um fato novo, mas temos que nos adaptar rápido para poder trazer a vitória”, disse.
Quanto à maratona de jogos, Dado diz não se preocupar por enquanto, preferindo foar no S. Raimundo. “Nosso pensamento é só sobre o jogo desse sábado. Depois disso a gente avalia e analisa o que tem nas mãos. Junta os cacos, analisa quem está se recuperando e aí já pensa no nosso próximo jogo. É assim que nós pensamos e executamos aqui dentro do Paysandu”.
Apesar das várias mudanças programadas para a partida, não será desta vez que o meia inglês Ryan Williams fará sua estreia com a camisa alviceleste. Ele segue treinando e prestigiando jogos junto aos torcedores na Curuzu, enquanto aguarda regularização após um mês em Belém.
São Raimundo e Paissandu se enfrentam neste sábado (3), às 20h, no estádio Barbalhão, pela oitava rodada do Campeonato Estadual. (Foto: Ascom/PSC)


Imaginemos o que diria o velho Estadão se isso ocorresse durante o governo Dilma…

Mais um país terá o árbitro de vídeo (VAR) em seu campeonato nacional a partir da próxima temporada. Nesta terça-feira, a Federação Espanhola de Futebol e a Liga anunciaram a implementação do recurso na primeira divisão do Campeonato Espanhol.
Em comunicado, as entidades declararam que resta apenas uma aprovação da International Football Association Board (órgão que regulamenta as regras do futebol) para que tudo seja feito visando a utilização, à princípio, apenas na elite nacional. A central de vídeo será na “Cidade do Futebol” da Federação Espanhola, no município de Las Rozas.
O VAR ainda não foi confirmado na Copa do Mundo deste ano e será definido pela Fifa a partir da análise da eficiência em sua primeira temporada de uso mais efetivo em algumas competições promovidas pela própria entidade, como no Mundial de Clubes de 2017. O recurso já está sendo utilizado na maioria das principais ligas europeias, como o Campeonato Italiano, Alemão e Português.
Os testes dos árbitros e assistentes da primeira divisão da Espanha terão início a partir desta sexta-feira, em simulações off-line, ou seja, sem efeito e comunicação com o estádio e a partida que esteja sendo realizada. O treinamento contará com o estudo do protocolo do VAR e exercícios práticos.
De acordo com a entidade que determina as regras do futebol mundial e se prontificou a promover o protocolo do árbitro de vídeo, a utilização do recurso é permitida em apenas quatro casos específicos: lance de gol, confirmação de pênalti, aplicação do cartão vermelho e confusão na identificação de um atleta.


O cantor, compositor e guitarrista Lou Reed nasceu nesta data, 2 de março de 1942, no Brooklyn, em Nova York (EUA). Foi um dos fundadores da banda Velvet Underground, em 1964. “Eu sempre acreditei que eu tinha algo importante para dizer, então eu disse isso”, disse Lou sobre o Velvet, que se destacou pelas experimentações e os vínculos do Andy Wharol, guru do movimento pop art.
Na carreira solo, Lou lançou discos importantes, como “Transformer”, “Berlin”, “Rock’n’Roll Animal” e “Lulu” (em inusitada parceria com o Metallica). Morreu em 27 de outubro de 2013. Suas canções de maior sucesso são “Walk On The Wild Side”, “Perfect Day”, “Vicious”, “Satellite Of Love”, “Sweet Jane” e “Romeo Had Juliette”.

Por Fernando Brito, no Tijolaço
Há cinco anos começava o processo de autodestruição do Brasil.
Nascia o “padrão Fifa”, triste ironia, da “eficiência” e da “ética” que nos reduziu a um pastiche de democracia, onde uma camarilha de políticos se dedica a destruir o parco estado de bem-estar social que pudéramos construir em uma década.
Os atores mais destacados, os blackblocs, desapareceram no éter: de manchetes, capas de revistas, teses acadêmicas viraram absolutamente nada.
Ficou, das “jornadas de junho”, o que nascia ali e poucos desconfiavam: o processo de radicalização da idiotice, mergulhado na classe média e antipovo do que qualquer movimento de nossa história recente.
A pseudo extrema-esquerda se reduziu a pouco mais que ele, é um quase nada, serviu apenas para criar uma onda liberticida que nos levou à barbárie em matéria de liberdade artística, sexual, comportamental. Suas “conquistas” foram tornarem-se vítimas de mais discriminação, de mais violência e mais ódio. Mais intenso e, infelizmente, mais disseminado.
A negação da política e a transformação da luta democrática em apenas uma de suas pernas – a afirmação do direito das minorias – em detrimento de outra: a afirmação dos direitos das maioria.
Esqueceu-se que os inimigos da democracia são fortes e muitos mais dos que aqueles se apresentam como defensores do autoritarismo.
É certo que a muitos a compreensão disso chegou. Mas talvez tarde demais, porque agora estão em frangalhos os espaços de afirmação e debate democráticos.
Em apenas 5 anos, o país que se acreditava tornou-se não só desacreditado por todos mas, sobretudo, por nós mesmo.
Agora nossas prioridades são balas, cortes, vendas, demissões, tudo aquilo que, de alguma forma, destrói vidas.
Celebrávamos a vida. Agora, cultuamos a morte.

POR GERSON NOGUEIRA
Para quem nunca havia visto o estilo Givanildo Oliveira em ação, a tarde de quinta-feira foi bem ilustrativa sobre o perfil do veterano treinador. Seis anos depois de sua última passagem pelo clube, ele foi apresentado oficialmente e em seguida já dava as caras no campo da Tuna para acompanhar a movimentação dos jogadores.
Na conversa com os repórteres, cantou a pedra, com a franqueza habitual. Não é de ficar em casa curtindo férias. Estava sem trabalhar desde que deixou o Ceará, mas aceitou a missão de comandar o Remo, sabendo das dificuldades e da cobrança extremada do torcedor por conquistas.
Alguns poucos técnicos no Brasil preservam características mais afinadas com o passado da profissão. Givanildo é, por essência, o maior representante dessa seleta confraria. Além dele, talvez só Levir Culpi consiga ser tão crítico em relação às pseudo novidades do ofício.
Convence quando diz que gosta de ser treinador, por isso se mantém há 37 anos na estressante atividade, sem planos de se aposentar. “Só param quando me pararem”, disse ontem, em meio a várias frases que reafirmam o velho tom raiz – pra ficar num termo da moda.
Demonstra estar a par das dificuldades atuais do Remo, que formou um elenco que até aqui não deu liga – tanto que foi eliminado das Copas Verde e do Brasil – e que agora precisa salvar a temporada em duas competições, Campeonato Estadual e Série C.
Sobre mudanças no elenco, mostrou-se cauteloso, embora sem descartar novas contratações, mas atento aos aperreios financeiros da casa. É fato que o grupo atual precisa urgentemente de mais um zagueiro, um meia-armador e um atacante. Givanildo falou de urgência, mas só deve oficializar pedido de reforços após a partida contra o Águia, no próximo domingo.

Ao mesmo tempo em que mostrava a diplomacia própria de quem está chegando, foi direto ao ponto quando indagado sobre uma possível volta de Eduardo Ramos, sonho de muitos que lidam com o futebol azulino e de parte da torcida. Segundo ele, pelas informações disponíveis, prefere não ter o meia de volta. Simples, sem firulas.
Aos que preferem o discurso empolado e carregado de tecnicismos, muito ao gosto da geração de novos treinadores, Givanildo pode causar certo estranhamento ao abraçar um receituário simplório e despojado. Detonou sem pena a onda de cursos e oficinas destinados a técnicos no Brasil, na visão dele pouco funcionais e mais voltados para o marketing.
Gostar ou não do estilo ranzinza de Givanildo é um direito, mas ninguém pode negar que sabe montar bons times sem investimentos vultosos. Seus últimos feitos atestam isso. O Remo aposta suas fichas nesse currículo vitorioso para resgatar o título estadual e concretizar o sonho do acesso à Série B. (Foto: Samara Campos/Ascom CR)
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Atento ao Re-Pa, Papão poupa metade do time titular
Não se pode culpar Dado Cavalcanti pela iniciativa de poupar as peças principais de seu time. Terá que fazer três jogos em oito dias, dois deles fundamentais para o desdobramento da temporada.
Contra o Santos-AP, em Macapá, a preocupação é fazer um bom resultado para definir em casa a passagem à próxima fase da Copa Verde.
Depois disso, virá o jogo mais importante e menos decisivo da temporada. Encara o segundo Re-Pa do ano com a classificação assegurada à semifinal do campeonato, mas sabe que não pode correr o risco de um tropeço.
A derrota no primeiro choque-rei foi determinante para o descarrilamento do trabalho de Marquinhos Santos. Pode-se dizer até que foi determinante para sua queda, pois tornou aguda a insatisfação no torcedor.
Como o embate em Santarém não define nada no grupo A1 do Parazão, Dado adota a estratégia mais adequada. Dá um descanso à dupla de zaga titular – Diego Ivo e Perema – e uma folga a Moisés, o atacante que mais jogou na temporada.
Só não pode perder de vista que a ideia de poupar atletas nem sempre é compreendida e bem vista pelo torcedor. No Remo, a decisão de escalar um time reserva contra o Bragantino desencadeou a crise que culminou com a saída do técnico Ney da Matta.
É cada vez mais forte o sentimento de que jogadores de futebol são excessivamente paparicados e preservados quanto à agenda de jogos, embora os testes de risco e precauções médicas possam contribuir para evitar contusões graves.
Mesmo que a fria lógica dos exames confirme o acerto de certas decisões, os resultados pesam muito mais na avaliação implacável do torcedor.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 02)

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