Fogão anuncia o uruguaio Rodrigo Aguirre como reforço para a Série A

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Muito aguardado pela torcida, Rodrigo Aguirre foi anunciado de forma oficial pelo Botafogo nesta quinta-feira. Cedido pela Udinese, o atacante de 23 anos assinou por empréstimo até o meio do ano que vem e, ao menos por enquanto, não tem um número definido para utilizar. A entrevista coletiva de apresentação do uruguaio será nesta sexta-feira, às 13 horas, no Estádio Nilton Santos, antes do treino.
Aguirre, cabe destacar, não poderá disputar o Campeonato Carioca, uma vez que as inscrições do Estadual estão encerradas. O uruguaio vem passando por exames médicos e treinando à parte desde a semana passada, quando desembarcou no Rio de Janeiro.
O clube e boa parte da torcida, aliás, estavam receosos quanto ao condicionamento físico de Aguirre, que passou por uma cirurgia no menisco do joelho direito, realizada no fim de 2017. Está sem atuar desde novembro.
O período de inatividade e um tempo maior para recuperar-se e chegar tinindo no Brasileiro foram aspectos comemorados pelo gringo.

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– Após lesão e operação, preciso de tempo para me pôr em condições. Mas estou feliz. Espero estar pronto o mais rapidamente possível. Estou bem, sem dor. Não vinha trabalhando muito porque não tinha um clube, mas já se passaram três meses da cirurgia – reiterou, na chegada ao Rio, na quarta.
Também procurado pelo Fluminense e já elogiado por Alberto Valentim, Aguirre chega para brigar por vaga em todos os setores de ataque. Quando enfrentou o Alvinegro pelo Nacional-URU, ele foi centroavante. Porém, como atua também pelos lados do campo, a disputa poderá incluir com Ezequiel e Rodrigo Pimpão, atual titulares, além de Kieza, a referência do Alvinegro. (Do Lance!) 

Como nos protestos de 2013, Globo tenta pegar carona no clamor despertado pela morte de Marielle

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Por Kiko Nogueira, no DCM

A Globo está fazendo uma cobertura extensa sobre uma pessoa que, viva, jamais foi lembrada pela emissora. Desafio você a encontrar registros de entrevistas, análises ou mesas redondas com Marielle Franco.

Ou uma mísera menção a seu trabalho por parte dos jornalistas que ali militam. Não tem nada, por razões óbvias. Marielle, vereadora do Psol, defendia o oposto do que o grupo defende.

Seu ativismo pelos negros pobres das favelas, denunciando o abuso policial cotidiano, as chacinas diárias, simplesmente nunca coube na grade.

Mais recentemente, ela tornou-se crítica ferrenha da intervenção militar e relatora de uma comissão para acompanhar o Exército.

De uma hora para outra, gente como Merval Pereira, com sua dicção claudicante, passa a falar em “direitos humanos”, duas palavras que Merval não usa juntas, provavelmente, desde os bancos da escola nos anos 40.

Gerson Camarotti, com seus bastidores inúteis sobre um governo corrupto e golpista, fala em “atentado à democracia”. Eliane Cantanhêde decreta que “o Brasil despertou”. E por aí vai.

A Globo é cúmplice desse estado de coisas, inventou a farsa interventora com Temer e tenta agora sequestrar um cadáver e uma ideia que lhe são absolutamente antagônicos.

Foi assim também nos protestos de 2013. No início eram “vândalos” atentando contra o “estado de direito”, “vagabundos” etc.

Assim que o vento soprou para a direita, com as milícias tipo MBL tomando conta, a Globo acertou a rota e abraçou a causa.

Deu no que deu.

Está fazendo a mesma coisa com uma mulher cuja execução covarde fez despertar as ruas. Infelizmente, Marielle não está aqui para dizer a esses abutres “tirem as mãos de mim”.

Mas nós estamos e isso precisa ficar claro antes que seja tarde.

As corporações muito vivas

Por Kennedy Alencar

Além da controversa legalidade de greve de magistrados, a paralisação de ontem dos juízes federais mostrou desconexão com a sociedade e irrealismo fiscal. A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) fez um balanço. Segundo a entidade, houve adesão de 62% dos associados. O movimento foi convocado para defender o auxílio-moradia e reivindicar reajuste salarial de 40%.

Segundo alguns advogados e professores de direito, seria ilegal juiz fazer greve. Mas, mesmo que magistrados tivessem tal direito, as reivindicações são absurdas.

A defesa do auxílio-moradia, um penduricalho para ultrapassar o teto constitucional, não tem fundamento ético. Também é um pagamento controverso do ponto de vista legal _uma forma de descumprir o teto constitucional, como salário indireto, disfarçado.

O pior, porém, é invocar o combate à corrupção para defender esse privilégio, como se acabar com essa mordomia fosse uma perseguição ao trabalho dos juízes. É uma mistura de hipocrisia e esperteza usar esse argumento.

Justamente porque há um maior combate à corrupção no Brasil, a sociedade não tolera mais determinadas práticas. O combate à corrupção é um motivo a mais para acabar com o auxílio-moradia.

Aliás, será preciso acompanhar com lupa a decisão que o STF tomará na semana que vem a respeito desse assunto. Não pode resultar apenas num julgamento para restringir o auxílio-moradia, mas numa determinação para acabar com uma farra criada por liminar do ministro Luiz Fux. O Supremo não pode ceder ao pior tipo de corporativismo.

O pedido de reajuste de 40% não faz nenhum sentido. O atual salário já é fruto da incorporação de diversos penduricalhos feitos no governo Lula, mas a farra foi voltando ao longos dos anos.

Essa reivindicação é uma afronta à sociedade. Demonstra gula econômica. O Brasil vive enorme crise fiscal. Mais uma vez, uma parcela da elite, uma casta de funcionários públicos, comporta-se como se fosse dona do Estado, com direito a privilégios e mordomias.

Juízes não ganham pouco. Magistrados, com seus supersalários, são exemplos do patrimonialismo brasileiro. Gastos sociais importantes em saúde e educação sofreram queda. Falta dinheiro para políticas públicas destinadas aos mais pobres. Não há dinheiro sobrando para a educação e a saúde, mas os juízes querem ganhar mais. Em que país vivem esses magistrados?

A elite tem responsabilidade maior numa hora de crise. Deveria fazer sacrifícios em vez de defender o indefensável. Seria importante que vozes importantes, como as do juiz federal Sergio Moro e do procurador da República Deltan Dallagnol, fossem ouvidas a respeito disso. Afinal, eles têm opinião sobre diversos assuntos e exercem uma liderança no Judiciário que é paralela à do STF.

Ontem, enquanto milhares de pessoas protestavam contra o assassinato da vereadora Marielle Franco e choravam a morte covarde dela, juízes federais se comportaram como Marias Antonietas, para usar uma definição adequada do jornalista Fernando Brito. Ontem foi realmente o dia da vergonha no Brasil, com privilegiados defendendo sem pudor os seus brioches, mas o país real era e é o de Marielle Franco.

Resistir é preciso

Reações que culparam a vítima foram significativas nas redes sociais ao longo dia de ontem. Sempre são surpreendentes e assustadoras a falta de solidariedade em relação à dor alheia e a facilidade para agressões autoritárias e gratuitas. Essas coisas se tornaram comuns no Brasil.

Mas, num dia tão triste como o de ontem, houve motivo para encontrar alguma alegria: ver a reação de milhares de pessoas que foram às ruas para homenagear e honrar a vida e a luta de Marielle Franco. É preciso resistir em defesa da civilização, contra a barbárie que é do agrado de figuras execráveis da vida pública e dos pequenos fascistas que saíram do armário.

Goleada e reabilitação

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POR GERSON NOGUEIRA

O Papão mostrou força, marcou 7 a 4 no placar agregado sobre o Santos e está garantido na semifinal da Copa Verde, confirmando o amplo favoritismo no cruzamento e na competição. A vitória de ontem, na Curuzu, por 4 a 2, foi consolidada quando o time foi com determinação à frente na etapa final, buscou o gol e aproveitou as fragilidades do sistema defensivo do Peixe da Amazônia.

Tudo levava a crer numa noite redentora para o time de Dado Cavalcanti, a ser coroada com um triunfo que fizesse esquecer o desgaste provocado pela derrota no Re-Pa. No fim das contas, mesmo sem dar um espetáculo, o Papão obteve uma goleada que retratou sua superioridade, embora com direito a alguns sustos no final do 1º tempo.

O fato é que o Santos, que fez quatro partidas no ano, mostrou mais disposição do que se esperava. Aguerrido, foi à frente e chegou a impor uma certa pressão nos primeiros 20 minutos. Alcançou seis escanteios e andou rondando a área bicolor.

Foi justamente no momento de maior movimentação ofensiva do Santos que o Papão chegou ao gol, aos 14’, com Mike, que aproveitou uma bola cruzada da direita por Nando Carandina e que ainda desviou em Cassiano. Sempre atento e bem posicionado, Mike confirma a cada jogo sua importância para o bom funcionamento do ataque do PSC.

Depois do gol, Cassiano e Moisés perderam chances para ampliar, mas sobreveio certo arrefecimento que contribuiu para que o Santos continuasse a impor correria, principalmente através de Bruno Lopes, Marabaixo, Jari e Fazendinha. Com tanta insistência, o gol acabou saindo.

O lance tinha sido dominado pela defesa bicolor, que perdeu a bola na intermediária. Preto Barcarena fez um cruzamento alto até Fazendinha, que dominou e bateu cruzado, rasteiro, surpreendendo a Marcão, aos 41’.

Três minutos depois, nova desatenção da zaga quase permitiu a Bruno virar o placar, estourando em Marcão dentro da área. A intranquilidade voltou por alguns minutos a se apossar dos bicolores, principalmente porque a torcida começou a vaiar e cobrar resultados.

O fantasma do Re-Pa voltava ao horizonte, mas os primeiros minutos do 2º tempo recolocariam as coisas nos eixos.

Talvez até por força dos apupos da galera, o Papão voltou muito mais concentrado em buscar a vitória. O empate era suficiente para a classificação, mas o time tinha consciência de que precisava dar uma satisfação à torcida.

Aos 13’, depois de muita pressão no ataque, com a aceleração das jogadas por Moisés e Mike, além dos laterais Mateus Silva e Mateus Miller, nasceu o segundo gol. Cassiano recebeu passe na área e bateu no canto, para acalmar os corações alvicelestes na Curuzu.

Cassiano também marcaria o terceiro e o quarto gols, já com Walter substituindo Fábio Matos. Mais ofensivo ainda, o PSC sufocou o Santos, forçando erros seguidos de sua zaga. Cassiano primeiro saltou com dois defensores e cabeceou para as redes. Depois, chegou antes do goleiro e tocou por cobertura para o gol vazio.

A goleada fez a torcida esquecer as vaias do primeiro tempo e passar a aplaudir o bom rendimento do time. O Santos ainda diminuiu em cobrança de falta que desviou na barreira e matou qualquer tentativa do goleiro.

Mesmo com altos e baixos, algumas hesitações pelo meio, o PSC cumpriu bem o papel que lhe cabia e fica agora a quatro vitórias do bicampeonato da Copa Verde.

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A real posição do artilheiro Cassiano

Cassiano voltou a mostrar sua utilidade para o ataque alviceleste. Marcou três vezes e já é o artilheiro máximo da Copa Verde, com quatro gols anotados. Sua produção é sempre alta quando joga dentro ou às proximidades da área correndo pelo meio.

Quando é deslocado para os lados do campo, perde agressividade, até porque não é um jogador velocista. Na disputa direta com os beques centrais, tem conseguido levar a melhor, principalmente numa competição nivelada por baixo como a CV.

A atuação de ontem talvez faça com que Dado Cavalcanti reveja conceitos e se convença a deixá-lo sempre centralizado, ao contrário do que ocorreu no Re-Pa, quando jogou longe da grande área e teve pouquíssimos momentos de destaque.

 

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Copa BR: Ferrim e Avaí aprontam fora de casa

Ferroviário-CE e Figueirense foram as gratas surpresas da rodada de ontem da Copa do Brasil, avançando à quarta fase e abocanhando gorda bonificação. O Ferrim, treinado pelo veterano Ademir Fonseca, passou pelo Vila Nova-GO jogando dentro do Serra Dourada. O Avaí eliminou o Fluminense de Abel.

Cumpre-se a sina do segundo grande do Rio a ser defenestrado da competição – o primeiro foi o Botafogo na vexatória queda diante do Aparecidense.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 16)