Walter será titular contra o Paragominas

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Após ser escalado por Dado Cavalcanti no segundo tempo das partidas disputadas pela equipe do Paissandu no Parazão e na Copa Verde, o atacante Walter deve atuar pela primeira vez como titular no jogo deste domingo (18), contra o Paragominas, no estádio da Curuzu, pela última rodada da fase de classificação do Campeonato Paraense. O Papão já está garantido nas semifinais, enquanto o Paragominas luta contra o rebaixamento.

Em entrevista concedida depois da vitória por 4 a 2 sobre o Santos-AP, na noite da última quinta-feira (15), resultado que carimbou a passagem do time para as semifinais da Copa Verde, o treinador revelou sua intenção: “A gente sabe que vai ser um jogo difícil, mas também teremos a oportunidade de colocar em campo alguns jogadores que precisam de ritmo. Já adianto que tem a possibilidade de que o Walter inicie jogando, assim como o Danilo Pires e o Cáceres”, afirmou Dado.

Além do trio, Dado deve aproveitar para observar outros atletas diante do Paragominas. “É importante que os jogadores estejam prontos, preparados em uma condição de igualdade com aqueles jogadores que vêm jogando sempre”, disse. PSC e Paragominas se enfrentam neste domingo (18), às 16h, na Curuzu, pela 10ª rodada do Parazão 2018. (Foto: Ascom PSC)

Sobre golpes ou não

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Por Flávio Nassar, no Facebook

Nos regimes presidencialistas vigentes nas Américas, toda vez que um governante com mandato obtido nas urnas é deposto, por impeachment ou a mano militari, há um GOLPE à soberania do voto popular.
Impeachment e quarteladas são atos políticos que só prosperam se obtiverem apoios para além das conspirações.
Jango ficou pendurado no pincel, enquanto os “golpistas” conquistavam territórios e apoios. 
Collor, messiânico e nordestino, não agradava a elite paulistana que desejava FHC no planalto, isso e não o Fiat Elba, determinou o “golpe” que derrubou seu governo.
Contra o Dilma/PT levantou-se uma vasta aliança, parlamento, organizações empresariais e a grande mídia. Isso, e não pedaladas fiscais, determinou o “golpe” que a destituiu.
Três presidentes foram depostos entre 1964 e 2016. Entre Jango e Collor foram 28 anos, de Collor a Dilma 24.
Três golpes à vontade popular em 52 anos.
Discutir como se aglutinaram e se organizaram as forças desejosas de golpear a vontade popular expressa nas eleições, essa é a questão.

P.S. Para exercer algum controle sobre essa atual expressão de golpe, dito parlamentar, as constituições de regimes presidencialistas não deveriam prever a deposição do presidente por votação congressual. O processo seria aberto no âmbito do legislativo, mas a cassação do mandato só com a manifestação dos eleitores em votação direta.

Pearl Jam abre turnê sul-americana com setlist de 30 músicas e tributo a Cornell

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Na terça (13) à noite, em Santiago, o Pearl Jam iniciou a sua turnê pela América do Sul com um show solo na Movistar Arena lotada. Por lá, a banda desfilou um set repleto de B-sides e apropriado para grandes fãs, com direito a dois bis, 30 canções e covers de artistas queridos do PJ, como The Who e Pink Floyd.

Além de hits óbvios como “Corduroy”, “Come Back”, “Do The Evolution”, “Black”, “Alive” e “Even Flow”, o show ainda teve momentos bastante especiais como a estreia ao vivo de “Can’t Deny Me”, canção engajada lançada no último final de semana e dedicada aos estudantes de Parkland, na Flórida, que lutam pela restrição de acesso às armas nos EUA após uma tragédia com um atirador que invadiu uma escola e matou 17 pessoas.

Outro momento emocionante da noite foi quando Eddie Vedder dedicou “Come Back” ao amigo Chris Cornell, do Soundgarden. Foi a primeira vez desde a morte do músico que Vedder se manifestou a respeito falando seu nome em um show.

Veja o setlist do show de abertura no Chile (tocaram ontem novamente, no Lollapallooza de lá), bem como um vídeo da apresentação, logo abaixo.

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Em breve, você será cobrado a se posicionar sobre Bolsonaro

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Por André Zanardo

Com o assassinato de Marielle Franco e a nítida polarização de opiniões, que beiram ao escárnio humanitário por parte de alguns, pra mim uma coisa está bem evidente: chegou o momento de resolvermos questões inflamadas no pós 2013, quando o véu das elites começou a cair.

Infelizmente, apesar de desvelado, ainda não estamos avançando de forma progressista na política, mas resistindo. Creio pelo menos que de alguns anos para cá as pessoas passaram a entender que a política é importante e que devemos nos posicionar para que a democracia possa acontecer.

Aprendemos muito como atuar nos últimos anos, seja através de movimentos sociais, redes de pessoas, partidos e até mesmo estruturas como a do Justificando, ou Mídia Ninja, por exemplo. Passaremos todos por um grande teste do que aprendemos neste caos.

Os discursos que antes eram velados, saltam os olhos, o racismo, o machismo, as estruturas de poderes, os privilégios, ainda que não o suficiente eles dão cada vez mais a tônica das nossas discussões na sociedade (isso é um avanço).

Claro que esquerda e direita farão interpretações distintas dos mesmos fatos, mas existe uma linha humanitária que qualquer sociedade moderna não pode deixar ultrapassar. Essa linha é o respeito aos direitos humanos, que deve ser garantia respeitada pelos dois lados. Isto é tema superado entre teóricos conservadores e progressistas, faz século.

Até o final do ano você vai ter que se posicionar entre Bolsonaro e sociedade civilizada. Não existirá a possibilidade de você ser indiferente a isso, já estamos em guerra declarada! Ainda bem!

E que alertemos cada vez mais as pessoas ao nosso lado que reflitam enquanto é tempo, antes que o caldeirão das emoções das eleições dificultem uma interpretação também racional.

Não adiantará se esconder, ou se omitir, a guerra projetada entre PSDB/PT ainda se disfarçava de política democrática e ainda havia uma tentativa de se forjar uma certa normalidade, até mesmo na forma em que os golpes políticos se consolidaram e se fazem presente. Com Bolsonaro não existem limites e disfarces, é um processo abertamente autoritário.

Infelizmente nós descemos ainda mais o nível, mas tenho certeza que isto é necessário para que superemos os fascismos cotidianos que até a pouco eram colocados de forma inconsciente por boa parte da população.

É hora de levantar a poeira que está escondida debaixo do tapete, aniquilar com os discursos de ódio e encarar de vez que estamos num processo de amadurecimento psíquico da sociedade.

Que Bolsonaro sirva ao menos como alvo daquilo que não queremos ver jamais, nem como síndico do prédio, nem como militar, nem em qualquer posição de gestão que seja necessário olhar para o outro com humanidade.

Do outro lado, Marielle Franco, Malcom-X, Rosa Parks, Dorothy Stang, Zumbi, Marighella, Chico Mendes, Luther King, bem como muitos ativistas que morreram na história, simbolizam tudo aquilo que Bolsonaro não é capaz de ser: a personificação da luta por um mundo mais humano e igualitário.

Eu escolhi um lado faz tempo, mas a sua hora de escolher está com dias contados, a vida cobrará e eu também.

Para que avancemos ainda precisamos enfrentar o básico, enfrentar os discursos, acabar com piadas racistas, machistas, xenofóbicas e sempre lembrar que não passarão. Bolsonaro simboliza tudo isso aí, e ele está no seu trabalho, na sua rua, na sua casa, em todos os lugares. A fala e os discursos são e devem ser o lugar principal de disputa de poder nestes tempos, caso contrário será no pau e na pedra.

Ainda dá tempo de se posicionar. Bolsonaro e fascistas não passarão, em nome de todos aqueles que morreram para que pudéssemos ter o mínimo de humanidade.

#MariellePresente

André Zanardo é ativista pelos Direitos Humanos, advogado, jornalista e diretor executivo do portal de notícias Justificando.

Desembargadora espalha ‘fake news’ e chama Marielle de ‘cadáver comum’

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Marília Castro Neves, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, provocou indignação nas redes sociais ao disseminar um boato sobre Marielle Franco, executada na última quarta-feira (14) com quatro tiros na cabeça.

Na noite desta sexta-feira (16), a desembargadora decidiu responder uma postagem do advogado Paulo Nader, que chamou Marielle de “lutadora dos direitos humanos”.

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, escreveu a magistrada, que insinuou que a morte da vereadora foi consequência de cobrança de “dívidas”.

“Temos certeza que seu comportamento, ditado pelo seu engajamento político, foi determinante para seu fim trágico. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”, finalizou.

Criticada pelas falsas acusações, Marília Castro Neves concedeu uma entrevista à Folha de S.Pauloe alega que deu deu sua opinião “como cidadã”. A desembargadora disse ainda que não conhecia Marielle até saber de sua morte e que postou informações “que leu no texto de uma amiga”.

Marília criticou o que chamou de “politização” do assassinato. “Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também lutava, trabalhava, salvava vidas.”

Ex-procuradora do Rio de Janeiro, Marília entrou no Tribunal de Justiça pelo quinto constitucional. A desembargadora, fechou o conteúdo do seu perfil no Facebook após a repercussão da postagem.

Acusação grave

Segundo o jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, a desembargadora Marília Castro Neves deve responder criminalmente pelas acusações falsas contra Marielle. “Não é apenas um sinal dos tempos de ódio [o posicionamento da desembargadora], que merece ser repudiado por qualquer pessoa que tenha um mínimo de respeito à vida e aos mortos. Ela deve ser chamada a explicar com base em que faz essas afirmações e, se não tem informações para fazê-as senão o que leu ‘no texto de uma amiga’, responder cível e criminalmente por isso. Além, é claro, do processo administrativo que deve sofrer no Conselho Nacional de Justiça”, afirmou Brito.

“Sequer cabe discutir o que ela diz: ou explica porque o disse ou terá de se admitir ter sido uma leviana. E mesmo a segunda hipótese basta para sofrer sanções, porque não é possível que alguém que emite opinião pública sobre assunto tão delicado com tamanha irresponsabilidade seja capaz de julgar pessoas”, observou o jornalista.

Marielle Franco

Nascida em favela, defensora de negros, pobres e mulheres, Marielle Franco foi executada em um crime que causou comoção nacional. O ataque contra a vereadora também vitimou o motorista Anderson Gomes, que dirigia o carro em que ela estava. As investigações já determinaram que a munição usada no crime pertence a um lote destinado à Polícia Federal de Brasília em 2006 e que foi roubado. Balas do mesmo lote também foram usadas na chacina que deixou 23 mortos na Grande São Paulo, em 2015.

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Sport é campeão de 87 e ao Fla só resta o chororô

 

Após anos de uma batalha jurídica envolvendo Flamengo e Sport, a novela envolvendo a Copa União de 1987, enfim, teve um desfecho formal. Após a maioria dos ministros do Superior tribunal Federal (STF) darem ganho de causa aos perambucanos, a matéria foi dada como esgotada e não cabe mais discussão quanto ao título brasileiro do Leão. A decisão transitou em julgado na última sexta feira, o que significa que estouraram todos os prazos legais para que o Flamengo tentasse reverter a derrota. O processo já teve a sua baixa definitiva efetuada.

Em 1987, o time de Recife foi o campeão do Módulo Amarelo e o Flamengo levou o Módulo Verde da Copa União (torneio organizado pelo Clube dos Treze). No entanto, o clube carioca e o Internacional (segundo do Módulo Verde) se recusaram a jogar um quadrangular organizado proposto pela CBF com Sport e Guarani (o vice do Amarelo) para definir o campeão brasileiro e os representantes da Libertadores do ano seguinte. Guarani e Sport se enfrentaram novamente e os rubro-negros foram os campeões. (Do UOL)