Melhor lugar do mundo para viver, Viena lidera ranking há 9 anos; Alemanha tem 3 cidades entre as 10 melhores

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Da Deutsche Welle

Pela nona vez seguida, Viena pode se orgulhar do título de cidade com a melhor qualidade de vida do mundo, aponta um estudo realizado pela consultoria Mercer e divulgado nesta terça-feira (20/03). Com 1,8 milhão de habitantes, a capital austríaca ostenta uma cena cultural vibrante, oferece assistência médica ampla e custos moderados de habitação.

Atrás de VienaZurique e Munique ficaram em segundo e em terceiro lugar, respectivamente. Assim, a capital bávara é a cidade onde se tem a melhor qualidade de vida na Alemanha. O país europeu ainda conseguiu emplacar mais duas cidade entre as dez primeiras do ranking: Düsseldorf ficou em sexto lugar, e Frankfurt, em sétimo. A capital alemã, Berlim, ficou em 13º lugar.

Melhores e piores

Das dez cidades com a melhor qualidade de vida do mundo, a maioria são europeias. O “top 10” inclui ainda a cidade neozelandesa de Auckland (empatada com Munique, em terceiro lugar), Sydney, na Austrália (que empatou com a cidade suíça Basileia, em décimo lugar), e Vancouver, no Canadá, em quinto lugar.

A cidade asiática mais bem colocada foi Singapura, em 25º lugar. A capital do UruguaiMontevidéu, foi a melhor latino-americana, em 77º lugar. Entre as cidades do continente africano, a que mais se destacou foi a sul-africana Durban, que ficou em 89º lugar – mas a que registrou o maior aumento no padrão de qualidade de vida foi a capital moçambicana, Maputo, com 15% de melhorias e conquistando o 182º lugar.

Após décadas de guerra civil, o país testemunhou uma lenta e contínua melhoria na infraestrutura da cidade desde o fim dos anos 1990, combinada a maior estabilidade política e econômica“, constata a Mercer.

Há uma década, a pior colocada da lista é a capital iraquiana Bagdá, palco de ondas de violência sectária desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003.

A capital iemenita, Sanaa, ficou duas posições acima de Bagdá, que foi superada também por Bangui, capital da República Centro-Africana, na penúltima colocação. Já a capital síria Damasco, que há sete anos vive uma guerra civil, ficou seis posições acima da capital iraquiana.

A cidade brasileira que obteve a melhor posição foi Brasília, com o 108º lugar, precedida por Bucareste (Romênia) e seguida por Noumea (Nova Caledônia). A capital brasileira ficou atrás de outras cidades latino-americanas: Montevidéu (77º lugar), Buenos Aires (91º), Santiago (92º), San Juan (Porto Rico, 96º), Cidade do Panamá (também no 96º lugar). A capital brasileira está entre as cinco mais bens colocadas da América do Sul.

Além de Brasília, outras três cidades brasileiras aparecem no ranking: Rio de Janeiro (118º lugar), São Paulo (122ª posição) e Manaus (127º lugar). Nas Américas, as melhorias mais pronunciadas na qualidade de vida ocorreram na América Central, segundo diz o relatório, “incluindo Havana, em Cuba (+6,5%)”.

Várias localidades na América Central e Latina tiveram seu padrão de vida aumentado por causa de melhoras no ambiente político e do maior acesso de expatriados a produtos de consumo, combinadas com um leve desenvolvimento da infraestrutura“, diz o texto, que cita Manaus como tendo registrado um aumento de 2,9% nos padrões de qualidade de vida em comparação com 2017.

O ranking

A avaliação da qualidade de vida levou em conta 39 critérios que desempenham papel central para funcionários expatriados – ou seja, enviados para trabalhar fora do país de origem. Entre outras, essas características incluem aspectos políticos, sociais, econômicos e ambientais. A Mercer também analisou informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do serviço de segurança de viagens International SOS para elaborar a lista de 231 cidades.

O ranking da Mercer, editado pela vigésima vez este ano, ajuda empresas e organizações a determinarem compensações financeiras e ajudas de custo extras (em caso de riscos, por exemplo) para funcionários de empresas internacionais. Entre os aspectos considerados, estão a estabilidade política, acesso ao sistema de saúde, educação, criminalidade, lazer, transporte e administração do lixo, por exemplo.

Nos últimos 20 anos, cidades do Leste Europeu como Sarajevo (159ª posição) e Bratislava (80º lugar) foram as que mais registraram melhora no padrão de vida, diz o relatório da consultoria. “Como resultado do aumento da qualidade de vida, um mercado de trabalho competitivo e talentos disponíveis, muitas dessas cidades começaram a atrair empresas multinacionais que passaram a se estabelecer por lá“, explica Martine Ferland, presidente para a Europa e o Pacífico da Mercer.

Confira abaixo a lista das dez melhores colocadas:

1. Viena (Áustria)

2. Zurique (Suíça)

3. Auckland (Nova Zelândia) / Munique (Alemanha)

4. –

5. Vancouver (Canadá)

6. Düsseldorf (Alemanha)

7. Frankfurt (Alemanha)

8. Genebra (Suíça)

9. Copenhague (Dinamarca)

10. Basileia (Suíça)

Confira abaixo a lista das dez piores colocadas:

222. Conacri (República da Guiné)

223. Kinshasa (República Democrática do Congo)

224. Brazzaville (Congo-Brazzaville)

225. Damasco (Síria)

226. N’Djamena (Chade)

227. Cartum (Sudão)

228. Porto Príncipe (Haiti)

229. Sanaa (Iêmen)

230. Bangui (República Centro-Africana)

231. Bagdá (Iraque)

Leão mantém confiança na classificação

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A derrota frente ao São Raimundo na quinta-feira, em Santarém, não estava nos planos do Leão e obriga o time de Givanildo a fazer um jogo de recuperação neste domingo, no Mangueirão. Entre os jogadores prevalece um clima de confiança na classificação. Esquerdinha, um dos mais experientes do grupo, vê o Remo em condições de tirar a diferença em casa, tomando por base a atuação no Barbalhão.

“Fomos melhores, perdemos boas chances e poderíamos ter vencido. Quem viu o jogo sabe que o maior volume de jogo foi do Remo. Diante do nosso torcedor, temos todas as condições de obter um bom resultado. Aliás, temos a obrigação de vencer”, disse.

O grupo fez um treino matinal neste sábado, já com a presença de Jayme, recuperado de contusão. Givanildo não confirma, mas é provável que repita o time que entrou jogando no Barbalhão: Vinícius; Levy, Mimica, Bruno Maia e Esquerdinha; Felipe Recife, Dudu e Adenilson; Elielton, Isac e Felipe Marques.

Estão relacionados para o jogo os seguintes atletas:

Goleiros – Vinícius, Douglas

Laterais – Levy, Gustavo, Esquerdinha, Jefferson Recife

Zagueiros – Martony, Bruno Maia e Mimica 

Volantes – Felipe Recife, Dudu, Geandro, Fernandes

Meias – Adenilson, Andrey, Rodriguinho e Miguel

Atacantes – Elielton, Felipe Marques, Isac, Jayme, Marcelo

Mulher agredida com o filho por milícia de direita deixa hospital no RS

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(Imagem de Deise Mirom de 2017, reproduzida do Facebook)

Mulher que trata de um câncer e estava com o filho de 10 anos recebeu socos, foi agarrada pelos cabelos, derrubada no chão e chutada por vários extremistas. Mãe da vítima divulgou um desabafo sobre a covardia

Militante petista há 20 anos, Deise Mirom deixou o hospital na madrugada deste sábado (24) após receber socos, inclusive no olho, e chutes desferidos por extremistas de direita quando deixava o ato de passagem da caravana de Lula em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A cidade é administrada pelo prefeito Vilson Roberto, do PT, e tem forte presença do MST. Deise estava com o filho de 10 anos e quando seguiu em direção ao seu carro foi recebida com pedras e ovos por homens que gritavam “peguem a loura”.

Um rapaz lhe desferiu um soco no olho e, ao correr atrás dele, foi agarrada pelos cabelos e derrubada ao chão, quando recebeu vários chutes. Deise enfrenta um câncer e vem se submetendo a radioterapia. Pouco antes da agressão Deise postou em sua página no Facebook a seguinte mensagem:

Granjeiros atirando pedra, confrontado, quase acertaram meu filho, uma vergonha, tudo ali com trator financiado pelo próprio Lula e Dilma! Essa é a verdadeira face de vocês uns fascistas que se não tivessem financiamentos estavam morrendo de fome! Parabéns pela Educação e violência de vocês!

Ontem, sem se identificar, a mãe de Deise postou na página da filha a seguinte mensagem: “Amigos, sou mãe da Deise ela agradece toda a solidariedade, mas ainda não consegue se manifestar, está muito machucada, com muitas dores e está dopada de morfina! Mas Deus é grande, logo ela estará bem e falará com vocês!

Além de Deise, outras três mulheres foram agredidas covardemente na cidade. Daniele Mendes teve uma bandeira arrancada e queimada por conter um autógrafo de Lula. O diretório do PT no Rio Grande do Sul soltou ontem a seguinte nota sobre as agressões:

Bandidos e covardes

Um grupo de extremistas de direita do Rio Grande do Sul vem organizando protestos contra a caravana Lula desde Bagé, incitando o ódio e as agressões. Agem como bandidos ao atentarem contra a integridade física da militância e da população que participa das atividades. Ou alguém acha que esses sujeitos jogam pedras sem a intenção de machucar?

Ontem, em Cruz Alta, este grupo mostrou que além de bandidos são covardes, ao agredirem mulheres que se deslocavam na ida e na saída do ato, que estavam com bandeiras do PT.

Ieda Alves e Daniele Mendes, no começo do ato, foram agredidas. Arrancaram a bandeira da Daniele e queimaram. Ieda foi derrubada no chão e só não foi espancada porque a Brigada chegou e agiu. Elas fizeram Boletim de Ocorrência.

Suzana Machado Ritter foi atacada quando estava indo para a manifestação. Ela estava sozinha foi cercada, arrancaram sua bandeira Eles roubaram minha bandeira e a derrubaram. Suzana conta que maior que a dor das escoriações é a dor de ver destruída a bandeira que tinha desde 1989 e que era autografada pelo presidente Lula.

Deise Miron voltava do ato para casa. Foi espancada e teve que ser hospitalizada. Lutando contra um câncer e fazendo radioterapia, teve que lutar também contra bandidos covardes.

O Partido dos Trabalhadores do RS e a Bancada do PT RS manifestam seu repúdio à violência que vem sendo praticada por esta minoria que tem agido na chegada da caravana nas cidades. Uma minoria que não representa a maioria da população que quer Lula presidente e que rejeita o ódio e a violência.

VEJA TAMBÉM: Vaza áudio de milicianos que atacaram caravana de Lula

Conclamamos a todas pessoas que tenham registrado estas agressões a nos enviarem as imagens para que os responsáveis sejam identificados e punidos. Não podemos permitir que esta minoria bandida e covarde ameace a vida das pessoas. Não vão nos intimidar. Toda força à Ieda, Daniela e Deise que representam as valorosas mulheres militantes do PT e dos movimentos sociais. A caravana Lula vai passar. Machistas, fascistas, não passarão.

Pepe Vargas – Executiva Estadual do PT RS
Stela Farias – Bancada do PT na ALRS.

(Transcrito de Jornalistas Livres)

Pearl Jam no Maracanã: discurso engajado e rock de primeira

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POR GERSON NOGUEIRA

Com a pronúncia do português ainda trôpega, Eddie Vedder saudou a multidão no Maracanã, quarta à noite, falando da alegria de voltar a tocar no estádio e da saudade do Brasil. Não deve ser lorota, afinal o Pearl Jam tem vindo seguidamente ao país nos últimos oito anos. A saudação aconteceu logo depois das duas primeiras canções, “Release” e “Low Light”, que fizeram a arena estremecer com os gritos da massa roqueira.

O show de 2h45 de duração foi farto em pérolas do repertório tradicional da banda de Seattle, incluindo algumas novas canções e clássicos, como “Black”, “Alive”, “Even Flow”, “Daughter”, “Given to Fly”, “Jeremy” e “Do the Evolution”. Um setlist centrado nos anos 90, auge do gênero grunge.

Fazendo jus à condição de mais engajada banda do rock atual, o vocalista do PJ fez um forte discurso em favor da igualdade de gênero. Antes de tocar “Leaving Here”, Vedder afirmou que somente homens fracos não apoiam as mulheres: “Essa é para os homens que conseguem ser fortes o bastante para ajudar na luta por igualdade”.

Antes do show, o PJ postou em sua página no Instagram e Facebook um cartaz criticando a violência no Rio de Janeiro, dentro da tradição de arte provocativa que a banda cultiva há tempos. A proposta visual gerou polêmica, mas é bem adequada ao momento vivido pela cidade. A ilustração traz pássaros da fauna brasileira carregando fuzis com uma favela ao fundo causou comoção nas redes sociais.

O pôster foi criado por Ravi Amar Zupa. “Essa obra é uma homenagem ao Rio de Janeiro, particularmente às pessoas das comunidades que, apesar da obscena desigualdade, encontram maneiras de construir cidades nas montanhas“, explicou o artista.

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Afiados como sempre, Matt Cameron, Jeff Ament, Mike McCready e Stone Gossard fizeram o contraponto sonoro para as interpretações de Vedder, arrancando aplausos entusiasmados dos mais de 50 mil fãs presentes ao Maraca. Na história do rock, poucas bandas conseguem unir longevidade e qualidade na carreira. O PJ tem conseguido isso, além de atingir a condição especial de ter público cativo fora de festivais.

Minutos antes de encerrar a primeira parte do show, Vedder sacou a guitarra verde dada de presente pelo fã Sérgio Vedder em 2015. Mencionou Sérgio ao empunhar o instrumento nos primeiros acordes de “Porch” (1991). Durante a música, ele botou a máscara do presidente dos EUA, Donald Trump, e dançou de forma desengonçada para o público.

Uma surpresa foi a inesperada canja de Josh Klinghoffer e Chad Smith, respectivamente guitarrista e batera do Red Hot Chili Peppers. Vedder dedicou a lírica “Wishlist” (1998) à banda californiana, com a qual o Pearl Jam dividiu palcos no início de carreira. Pouco tempo depois, o baterista foi convidado ao palco “para tocar uma música que nunca ouviu”, brincou o cantor. Era a recém-lançada “Can’t Deny Me”, que acabou contando com Chad espancando uma espécie de agogô. Um brado pacifista iniciado sob gritos de “fora Temer!” partindo da plateia.

 

No momento do bis, Josh Klinghoffer entrou em cena para participar de performance arrasadora para o clássico “Alive”, com Eddie Vedder até errando a primeira estrofe de um dos maiores hits da banda. Na sequência, veio a obrigatória “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, com Chad Smith novamente se juntando à banda para uma grandiosa performance já com as luzes acesas no Maracanã.

O encerramento apoteótico foi com “Yellow Ledbetter”, cujo solo de McCready é uma das marcas registradas de todo show do PJ. Entre as 29 canções da noite, faltaram muitas outras igualmente importantes músicas da carreira da banda, como “Last Kiss”, “Oceans”, “Sirens”, “Thin Air”, “Come Back”, “Gone”, “Hail Hail”, “Crazy Mary” etc.

Vedder deu dois passeios pelo fosso do palco, cumprimentando fãs e ganhou até um par de alianças de uma delas. Sem jeito, deu um abraço que certamente deixou a garota feliz. Mesmo trocando alguns trechos de letras, o cantor mantém o carisma e eletriza a multidão. Pearl Jam desafia o tempo e consegue marcar mais um golaço no “Maior do Mundo”.

O que foi mostrado encheu as medidas e serviu para confirmar que o time continua em plena forma. Mais importante: com aquela velha gana de tocar rock, que faz toda a diferença. Um showzaço para fã nenhum botar defeito. Fui assistir como um auto-presente de aniversário. Posso dizer que valeu a pena.

O setlist do show desta quarta-feira (21) no Maracanã foi este:

1. Release
2. Low Light
3. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
4. Go
5. All Night
6. Animal
7. Given To Fly
8. In Hiding
9. Jeremy
10. Corduroy
11. Even Flow
12. Immortality
13. Wishlist (dedicado para o Red Hot Chili Peppers)
14. Mind Your Manners
15. Lightning Bolt
16. Garden
17. Can’t Deny Me (com Chad Smith)
18. Porch
BIS:
19. Sleeping By Myself
20. Inside Job
21. Daughter / W.M.A.
22. Do The Evolution
23. Black
24. Leaving Here (Edward Holland Jr. cover)
25. Blood
26. Better Man
27. Alive (com Josh Klinghoffer)
28. Rockin’ In The Free World (com Chad Smith and Josh Klinghoffer)
29. Yellow Ledbetter

O Pearl Jam tem show agendado para este sábado (24) no Lollapalooza, em São Paulo, no autódromo de Interlagos, com ingressos já esgotados.

Tem um coisa boa que acontece quando o seu país tem um líder terrível: isso faz com que as pessoas se deem conta de que precisam se unir e se tornarem os líderes.” (Eddie Vedder)