Um encontro fora da agenda desnuda a “putaria institucional” do país

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O jornalista e escritor Xico Sá definiu como “putaria institucional” o encontro clandestino entre Michel Temer, denunciado como corrupto e chefe de quadrilha, além de investigado por propinas nos portos, com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal. “Desculpe, mas o nome disso é putaria institucional”, disse ele. Segundo nota publicada pela jornalista Mônica Bergamo, o assunto foi justamente a investigação contra Temer no STF – o que reforça a tese explicitada pelo senador Romero Jucá de que o golpe de 2016 foi “com Supremo, com tudo”.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre o tema:

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente Michel Temer se reuniu neste sábado com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, que acrescentou que o encontro serviu para discutir assuntos relacionados à segurança pública.

O encontro, que não constava da agenda oficial do presidente para este sábado divulgada na véspera, acontece dias depois de o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinar a quebra de sigilo bancário de Temer no chamado inquérito dos portos, em que o presidente é investigado por suspeita de ter recebido propina para editar um decreto que mudou regras do setor portuário para beneficiar a empresa Rodrimar. 

Temer nega ter recebido propina e afirma que o decreto foi resultado de um grupo de trabalho do governo e que não beneficiou a Rodrimar. Ele afirmou ainda que não tem nada a esconder e que disponibilizará seus extratos bancários à imprensa. Auxiliares próximos ao presidente —como os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Carlos Marun— criticaram a decisão de Barroso.

O encontro com Cármen Lúcia também ocorre dias depois de o ministro Edson Fachin, também do STF, determinar a inclusão de Temer no rol de investigados de um inquérito que investiga o suposto recebimento de recursos ilícitos repassados pela empreiteira Odebrecht em 2014.

Após a reunião com a presidente do Supremo, Temer se ainda recebeu no Palácio do Jaburu os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, informou a assessoria do Planalto. O tema do encontro, no entanto, não foi divulgado. No domingo, Temer embarca para o Chile onde acompanhará a posse de Sebastián Piñera na Presidência do país. 

Papão encerra preparativos com treino aberto na Curuzu

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O Paissandu encerrou os preparativos para o clássico com um treino aberto para a torcida, na manhã deste sábado, na Curuzu. O grupo de jogadores realizou um treino físico e recreativo. Sob o comando do auxiliar-técnico Aílton Costa, os atletas participaram de um treinamento recreativo, o popular “rachão”, durante dois tempos de 20 minutos. Nesta parte do trabalho, alguns integrantes da comissão técnica, como o treinador Dado Cavalcanti, também participaram da movimentação.

O zagueiro Diego Ivo, o lateral-direito Maicon Silva e o volante William ficaram de fora da atividade por prevenção. Antes de deixarem o gramado, alguns atletas ainda fizeram um treino complementar de cobranças de pênaltis e faltas. A delegação segue concentrada no hotel Antônio Couceiro, onde permanecerá até a hora do jogo. O Re-Pa acontece neste domingo (11), às 16h, no estádio Mangueirão, pela nona rodada do Campeonato Paraense. (Fotos: Jorge Luiz/Ascom PSC) 

Não é “democracia sub judice”, mas ditadura da Justiça

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O parágrafo final da coluna de André Singer, hoje, na Folha, onde ele trata da judicialização da política onipresente na política brasileira, traz um paradoxo e faz uma pergunta que, ao que penso, está visivelmente respondida:

É um erro imaginar que vivemos quadro de exceção. Criou-se um “novo normal”. Acusações, inquéritos, sentenças, recursos tornaram-se tão centrais quanto propostas macroeconômicas. Resta saber se, em meio a coletes blindados, denúncias e togas, a soberania popular conseguirá sobreviver.

O paradoxo, claro, é falar num “novo normal”, o que, na organização das sociedades implica ter havido nelas uma transformação essencial, com mudanças nas ordens de dominação político-econômicas e em seus conflitos. Uma revolução, por exemplo. Não há nada sequer perto disso no Brasil, é claro: o sistema econômico é o de sempre, com a prevalência incontrastável do setor financeiro, a submissão do Estado e de seus recursos ao rentismo e ao capital internacional. Com menos freios e contrapressões, é certo, mas essencialmente mais – ou muito mais – do mesmo.

Há, sim, um estado de exceção e todas as nossas esperanças são de que o seja, mesmo, pois se isso for um “novo normal” estamos fadados a viver num regime ditatorial, onde a vontade popular passa a sofrer a tutela – total e permanente, daqueles que o próprio Singer aponta como grandes protagonistas do poder político:

O partido da justiça e os meios de comunicação tomaram uma parte do poder.

Parte sempre tiveram, e ao menos quanto à mídia parte que  está longe de ser pequena. A novidade – e aí está porque este regime de (tomara) exceção tem uma natureza autoritária evidente – é que a Justiça, ao se permitir ser instrumentalizada politicamente para além dos níveis que a democracia pode suportar, torna-se um poder tirânico onde o fim – o suposto combate à corrupção – supera os meios de controle e limites que a Constituição e a lei impõem, ou impunham, a juízes e tribunais.

Poder que, também é visto e sabido, ruge ante uns e mia ante outros, não apenas no exercício de um alinhamento ideológico, como foi no regime de exceção dos militares, mas agora numa expressão de pensamento de classe, pois – muito mais que aqueles – juízes e promotores pensam, agem e sentem como integrantes da “subnobreza” elitista de um Brasil neocolonial.

Há, registre-se, figuras que se ressalvam, por força da consciência jurídica democrática de que estão embebidos, mas pouco fazem e ainda menos podem, dada a natureza feroz que dominou a corporação, aliás vitalícia como a nobreza.

Daí porque jamais retomaremos a normalidade, entendida assim a democracia e a soberania popular a que o articulista se refere,  sem que o poder legítimo – porque delas emanado pela via eleitoral – se sobreponha e imponha limites ao poder corporativo que a mídia hipertrofiou no Judiciário.

A Justiça e seus tribunais – sempre tratados com uma sacralidade que nunca se reconheceu nos outros dois poderes da República – precisam de controles tanto quando os seus “ex-pares” republicanos, hoje ajoelhados e humilhados diante dela.

Porque, igual está visto e sabido, podem – por enquanto – até permitir o exercício parcial – outro paradoxo – daquela soberania popular que Singer vê sob ameaça, em eleições “capengas” e dirigidas. Haverá, talvez, um poder emanado do povo, mas exercido sob a tutela feroz de uma casta sem limites de agir e à qual o braço midiático do poder econômico empresta “legitimidade natural”, como os nobres a tinham.

A ideia de República, no Brasil, exige a volta da Justiça – e de seus satélites policiais e do Ministério Público – a limites aos quais não mais se cingem. Quem não tiver coragem de proclamá-lo estará, mesmo sem querer, sendo cúmplice do estado de exceção que não é e não pode ser um “novo normal”. (Por Fernando Brito, no Tijolaço)

Levy é relacionado para o Re-Pa, mas volantes estão descartados

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O técnico Givanildo Oliveira definiu a lista de atletas do Remo para o clássico deste domingo. Vinte jogadores estarão disponíveis para o segundo Re-Pa do ano. O lateral-direito Levy, que sentiu dores na coxa direita no treino de sexta-feira, fez exames que constataram apenas um edema no músculo posterior e está relacionado para a partida. O atleta seguirá em tratamento intensivo até momento momentos do confronto.

Já os volantes Geandro e Leandro Brasília, que sofreram uma fissura na costela e um edema na panturrilha, respectivamente, não ganharam condições de jogo e estão fora do clássico. Ainda são desfalques os atacantes Jayme e Gabriel Lima, e o lateral-direito Diego Superti, que seguem no DM.

O elenco azulino realizou seu último treinamento antes da partida neste sábado (10/03), no estádio do Souza. Os atletas almoçaram no Baenão e seguiram até o hotel Sagres, onde concentram até momentos antes do jogo. O Leão precisa de um empate para garantir a classificação para a semifinal do Parazão.

Relacionados para a partida

Goleiros: Vinícius e Douglas Dias

Zagueiros: Martony, Kevem, Bruno Maia e Mimica

Laterais: Jefferson Recife, Levy, Esquerdinha e Gustavo

Volantes: Felipe Recife, Fernandes e Dudu

Meias: Adenilson, Rodriguinho e Miguel

Atacantes: Elielton, Isac, Felipe Marques e Marcelo 

Walter festeja evolução e agradece apoio

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Walter é o novo xodó da galera do Papão. Mesmo ainda longe da forma ideal, tem mostrado desenvoltura e qualidade nas participações nos jogos. O atacante sempre agradece o apoio da torcida e atribui a evolução ao esforço nos treinos. Autor do gol da vitória bicolor por 3 a 2 sobre o Santos-AP, na quinta-feira (8), em Macapá, ele festejou o resultado como uma recompensa por todo o trabalho realizado desde que desembarcou na Curuzu.

“Cada vez mais tem que dar parabéns a todos da comissão, porque tem vezes que eu treino de manhã e de tarde para estar em condições. Tem que dar parabéns para o Fred (Pozzebon), que é um cara que chegou e me dá muita confiança, além do Glydiston (Ananias) e o Roberto (Onety), pois todos estão me ajudam muito diariamente. E o grupo também que é muito bom, que me recebeu muito bem”, afirma Walter.

Depois do jogo no Zerão, ele chegou a estabelecer um prazo de duas semanas para estar pronto para brigar por uma vaga no time titular. “Vou fazer de tudo para ser um grande ano do Walter e do Paissandu. De pouquinho em pouquinho, hoje foi o primeiro passo, eu estou muito feliz porque atacante vive de gol”, completou, à moda de Dadá Maravilha, que falava de si mesmo na terceira pessoa. (Foto: Fernando Torres/Ascom PSC) 

Contusões atrapalham planos de Givanildo

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Sem Leandro Brasília, que se lesionou no jogo contra o Águia, o técnico Givanildo Oliveira ganhou mais problemas para o clássico de domingo. Levy e Gabriel Lima sentiram dores na coxa e dificilmente poderão jogador. Geandro também está contundido e é outro que deve ficar fora do grupo relacionado para o Re-Pa. Para a vaga de Levy na lateral direita a opção é Gustavo. No meio-campo, Brasília deve ser substituído por Felipe Recife ou Fernandes.

Givanildo teve a semana inteira para analisar e corrigir problemas na equipe. Ficou particularmente preocupado com os erros de passe. “Trabalhamos em campo curto, não inventamos nada. Tenho todo o respeito pela partida, já participei de outros clássicos no Brasil e esse daqui é o que mais se fala mesmo, mas é um jogo. Não é qualquer um, é mais difícil e complicado por ser um clássico, mas temos que entender que é uma partida normal. Isso eles têm que colocar na cabeça, nunca se intimidar e nunca achar que são melhores”, analisa Giva sobre a partida.

Remo e Paissandu jogam neste domingo (11), às 16h, no estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão), em partida válida pela 9ª rodada do Parazão.