Fogão protesta contra festival de erros da arbitragem em favor do Flamengo

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Não foi só Alberto Valentim que se irritou com os erros de arbitragem do clássico contra o Flamengo, no último sábado. A diretoria do Botafogo ficou indignada, e o presidente Nelson Mufarrej esteve na tarde desta segunda-feira na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para fazer uma representação contra o árbitro João Batista de Arruda e do bandeirinha Luiz Antônio Muniz de Oliveira, pedindo providências. Entre elas, o veto ao trio dos jogos do clube.

Luiz Antônio Muniz de Oliveira, que validou um gol de Rhodolfo em impedimento (veja no vídeo acima), e João Batista de Arruda, que não viu uma cotovelada de Everton em Leandro Carvalho, foram afastados pela Ferj por tempo indeterminado para treinamento. Para o coordenador de ensino da Comissão de Arbitragem de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Coaf-RJ), Sergio Santos, os erros aconteceram por falha de posicionamento do árbitro e auxiliar.

Em ofício enviado ao presidente da Ferj, Rubens Lopes, o Botafogo reclama ainda de outros lances.

À FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – FERJ
A/C. Ilmo. Sr. Rubens Lopes da Costa Filho – Presidente

Prezado Presidente,

O BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS (“BOTAFOGO” ou “Clube”) vem por meio de seu Presidente, Sr. Nelson Mufarrej Filho, manifestar a insatisfação do Clube com a atuação da arbitragem na partida válida pela 3ª rodada da Taça Rio (2º Turno do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro 2018), realizada no último sábado (03/03) no Estádio Nilton Santos, entre BOTAFOGO e Flamengo.

O desastroso desempenho da equipe de arbitragem, comandada pelo Sr. João Batista de Arruda, com o auxílio dos Srs. Luiz Antonio Muniz de Oliveira e Gabriel Conti Viana, foi determinante para o resultado alcançado pela equipe do Flamengo, diante das equivocadas decisões tomadas durante o transcorrer da partida.

Durante o jogo, inúmeros erros foram cometidos pelo árbitro e seus auxiliares, causando o desequilíbrio do confronto entre as equipes, e contribuindo para o resultado final, dentre os quais destacamos:

(i) 03 minutos do 1º tempo: irregularidade flagrante no gol do Flamengo, em jogada clássica de impedimento. O jogador (Rodolpho) que cabeceou a bola estava parado no momento do cruzamento, o que agrava a situação do assistente, que estava totalmente mal posicionado para a avaliação do lance e o devido cumprimento da Regra do Jogo, conforme demonstram as imagens transmitidas por toda a rede televisiva.

(ii) 16 minutos do 1º tempo: em lance dentro da área, o atleta Ezequiel, do BOTAFOGO, foi derrubado por seu adversário René, configurando pênalti a favor do BOTAFOGO não assinalado pelo árbitro.

(iii) 21 minutos do 1º tempo: em lance absolutamente duvidoso, o assistente assinala impedimento do jogador Kieza, e o árbitro anula o gol do BOTAFOGO.

(iv) 26 minutos do 1º tempo: o atleta Jonas, do Flamengo, aplicou um carrinho no jogador Moisés, do BOTAFOGO, mas o árbitro inexplicavelmente aplicou advertência com cartão amarelo para outro atleta do Flamengo (Henrique Dourado).

(v) 30 minutos do 1º tempo: em outra jogada, o jogador Jonas aplicou carrinho no atleta Kieza, do BOTAFOGO, e recebeu cartão amarelo do árbitro. Pela regra do jogo, esta deveria ser a segunda advertência, o que motivaria a expulsão do jogador Jonas, do Flamengo.

Desta forma, o BOTAFOGO solicita da FERJ as providências cabíveis junto a Comissão de Arbitragem de Futebol – COAF, para que os Srs. João Batista de Arruda, Luiz Antonio Muniz de Oliveira e Gabriel Conti Viana não sejam selecionados para os jogos do BOTAFOGO, considerando os notórios prejuízos causados ao Clube com a inobservância das regras do jogo e ausência de critérios e entendimentos no transcorrer do jogo. (Do Globo.Esporte)

Gorne exalta Papão: “Nosso time é muito qualificado”

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Depois de fazer seu primeiro gol da carreira em território brasileiro, o atacante Renan Gorne, que balançou as redes na vitória do Paissandu sobre o São Raimundo, na noite do último sábado (3), em Santarém, segue ainda mais confiante na disputa por uma vaga na equipe titular. Empolgado, ele exalta a superação do time bicolor num jogo em que o mandante tinha ampla domínio.

“Foi uma partida em que a nossa equipe sabia a dificuldade que seria, que o time da casa viria para cima para tentar pressionar. Fomos para o intervalo com o resultado adverso, mas o nosso time é muito qualificado. Tem jogadores muito importantes tanto no time considerado titular, quanto no time suplente”, afirmou.

O atacante disse que o gol marcado em Santarém não foi especial apenas por ter sido o primeiro com a camisa bicolor, como também por outro motivo: o aniversário do pai, comemorado na véspera. “Tirei um peso enorme das costas porque ano passado fiz meu primeiro gol como profissional nos Estados Unidos e aqui foi meu primeiro gol como profissional no Brasil, então tem um significado enorme para mim. Também gostaria de desejar ele ao meu pai”, revelou Gorne.

Ano passado, o atacante de 22 anos revelado pelo Botafogo marcou seis gols pelo North Carolina, equipe da NASL, liga de futebol dos Estados Unidos. (Com informações e imagem da Ascom-PSC) 

Remo se prepara para o clássico e corre em busca de reforços

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Depois da estreia vitoriosa diante do Águia em Marabá, o técnico Givanildo Oliveira projeta uma semana de treinos e ajustes para o clássico Re-Pa, domingo, no Mangueirão. A equipe passou pelo Águia mostrando eficiência e repetindo algumas falhas, mas cravou sua segunda vitória seguida no campeonato.

Para dar mais consistência técnica à equipe, a diretoria autônoma de Futebol e o técnico já fazem sondagens buscando reforços para a reta final do Parazão e para a campanha na Série C. Ontem, fontes do clube especulavam como possíveis contratados o volante Moacir (Ferroviário-SP), o zagueiro Fábio Ferreira (ex-Botafogo e Ponte), o meia Mailson (Red Bull-SP), o volante Adilson (Novorizontino) e o meia-atacante Mazinho (Oeste). Além desses, o segundo volante Dedeco (Castanhal) também estaria na lista.

Mazinho (foto), goleador da Série B 2017, é o principal nome cobiçado pelos azulinos. Na semana passada, após seus primeiros contatos com o elenco, Givanildo preparou e repassou aos diretores uma lista de contratações, buscando sanar carências do elenco. Os nomes especulados fariam parte da relação de indicados pelo treinador. O Paulistão é um dos focos do Remo no momento.

“Tivemos uma conversa a respeito disso (contratações) e foi feita uma pequena lista. Então já tenho alguns jogadores conversados. Alguns não podem vir porque estão no Campeonato Paulista e ainda têm chance de classificar. Outros, de repente, assim que acabar o Paulistão, poderão vir, porque não tem mais chances de classificação. Também tem de outros lugares, não só de São Paulo”, disse Givanildo.

Astros da Lava Jato ganham muito e pagam pouco imposto

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O jornal O Estado de S. Paulo divulgou um levantamento dos salários de juízes e procuradores e concluiu que um terço dos vencimentos não está sujeita à tributação do Imposto de Renda. São os chamados penduricalhos, uma forma de ganhar mais sem precisar se submeter ao Fisco. É o caso de Rodrigo Janot, que até alguns meses atrás chefiava o Ministério Público Federal.

Em dezembro, ele teve três contracheques. O primeiro, da folha normal, ele aparece com rendimentos de 37.732,71. Na folha complementar, seu contracheque registra o recebimento de R$ 74.501,40, entre indenizações e gratificação. Janot teve um terceiro contracheque, também da folha complementar, pela qual recebeu a gratificação natalina (o 13o.).

No total, seus vencimentos somaram mais de R$ 132 mil brutos, cerca de R$ 111 mil líquidos. Seu chefe de gabinete, Eduardo Pellela, recebeu R$ 61 mil líquidos, em dois contracheques.

Na República de Curitiba, os salários também estão bem acima do teto constitucional, que é de R$ 33.763. Deltan Dallagnol, o coordenador da Lava Jato, teve três contracheques.

Pela folha normal, em que incide imposto de Renda, Dallagnol recebeu R$ 28.947,55 de salário e, livre de imposto, R$ 884,00 de auxílio-alimentação, R$ 1.398,00 de auxílio pré-escolar e R$ 4.377,73 de auxílio-moradia. Importante: Dallagnol mora em imóvel próprio em Curitiba e é um investidor de imóveis. Tem duas unidades do Minha Casa, Minha Vida em Ponta Grossa.

Dallagnol recebeu também pela folha complementar. Como gratificação natalina, foram R$ 14.473,77. Com o terceiro contracheque, ele recebeu R$ 27.017,71, a título de “outras indenizações”, livres de IR.

No total, foram R$ 77.098,76 bruto, R$ 58.507,76 líquido. De imposto de renda, ele pagou 12.222,54, o que representa 15,8% de seus rendimentos. Se o total recebido fosse considerado salário, a mordida do leão seria bem maior: R$ 20,816,00.

Como parte do dinheiro que entra no bolso dos procuradores é considerado indenização ou auxílio, eles ficam livre da tributação mais severa.  Nunca é demais lembrar que o imposto que deixa de entrar no cofre público representa menos esparadrapo nos postos de saúde, por exemplo.

Outro procurador da Lava Jato, Orlando Martello Júnior, recebe R$ 80.106,36 brutos, R$ 60.434,38 líquidos. Desse total, R$ 4,377,73 se referem a auxílio-moradia. No caso dele, o auxílio-moradia é dobrado. Martello é casado com a também procuradora de Curitiba Letícia Pohl Martello, que em dezembro recebeu R$ 75.799,76 brutos, R$ 56.901,20 líquidos.

A renda líquida do casal Martello em dezembro foi R$ 117.335,58. Nada é mau para um país em crise. Só de auxílio Moradia, os Martello contam com R$ 8.755,46 — o suficiente para alugar uma mansão em Curitiba. Mas, como os demais procuradores, é provável que tenham casa própria.

Carlos Fernando dos Santos Lima, o mais falador dos procuradores, tem com certeza imóvel próprio, mas não dispensa o auxílio-moradia. Com o penduricalho, somado a indenização e gratificação natalina, o ideólogo da Lava Jato recebeu R$ 79.408,09. Bruto. Líquido, ele levou para casa R$ 62.905,15.

Por alguma razão não explicitada nos três contracheques do procurador Santos Lima, o imposto de renda dele é menor que o dos colegas. Pela renda de quase R$ 80 mil, ele deixou para o Fisco R$ 10.805,58, que representam 13,6%. Na faixa de renda dele, a mordida do Leão é de 27%.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, anunciou que pretende votar a ação que determina a concessão de auxílio-moradia a juízes (os procuradores o adotaram por extensão) no dia 22 de março. Hoje, eles recebem por conta de uma liminar do ministro Luiz Fux, concedida em 2014. As associações que representam as categorias, porém, pressionam para que a decisão de Fux prevaleça. Ameaçam até fazer greve caso percam o benefício. (Por Joaquim de Carvalho, no DCM)

Lula e suas sentenças anunciadas. Não é Direito, é política

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Por Fernando Brito, no Tijolaço

O antigo ditado popular dizia que de pata de cavalo, barriga de grávida e de cabeça de juiz, ninguém podias adivinhar o que viria. A tecnologia tirou as grávidas desta lista e, ao que tudo indica, a Lava Jato deixou sozinhas as patas de cavalo no campo das incertezas.

O julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa de Lula, hoje, no Superior Tribunal de Justiça tem tudo para ser outra das muitas sentenças anunciadas que esperam o ex-presidente em cada um dos processos que esporularam, com motivos obscuros ou irrelevantes, andando ao ritmo de lebres. Outros, com alvos de bico grande , arrastam-se a passos de cágado, mesmo com gravações, dinheiro transferido em malas ou encontrado em contas bancárias.

Não, o processo contra Lula, alvo de centenas de reparos e críticas de toda a comunidade jurídica, é “tecnicamente perfeito” por um par de razões: é  contra Lula e é de Sérgio Moro, o deus vingador, com seu olhar vazio e  rosto fero.

A vontade do  rei é a lei e há bem poucos juízes nesta Berlim.

A Constituição, afinal, tem a inútil frase afirmando  que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”,  que já não vem ao caso, de tão clara.  Tal não alcança o  notório saber jurídico dos nossos magistrados, tomados de um fetichismo punitivo seletivo, onde a lei é só a sua vontade de, como em séculos que se julgava distantes, “exemplar” o ex-rei em praça pública, muitos deles depois de terem se valido de seus favores.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal, ainda que desconfortável, silencia sob o jugo de uma presidente que gagueja com Aécio Neves, mas ruge com Lula.

Triste país onde a última trincheira dos direitos dos cidadãos virou o patíbulo das garantias individuais. A uma sentença política dificilmente se corrigirá senão pela política, na qual mergulharam os tribunais, com toga, com tudo.

O passado é uma parada

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Ícone da era de ouro do star system hollywoodiano, Ava Gardner foi considerada a mais bonita atriz de sua geração, causando furor e fascínio em suas aparições na tela e fora dela. Teve uma carreira pontuada de grandes sucessos de bilheteria (“A Condessa Descalça”, “Os Matadores”, “As Neves de Kilimanjaro”, “Por Causa de Uma Mulher”, “Mogambo”), algumas boas avaliações da crítica e muita badalação na vida pessoal.

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Para o cineasta Cecil B. De Mille, era “a mulher mais linda do mundo”. Pelos belos olhos de felina, o poeta francês Jean Cocteau considerava Ava “o mais belo animal do mundo”.

Foi casada com o ator Mickey Rooney, o músico Artie Shaw e o cantor Frank Sinatra. Com The Voice, manteve durante anos uma relação tempestuosa, com muitas idas e vindas. Namorou também o toureiro espanhol Luis Dominguín e o bilionário Howard Hughes Frank admitiria depois que Ava foi o grande amor de sua vida. Morreu em janeiro de 1990, aos 67 anos.

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