Guardiola leva polêmica independentista ao futebol

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Por Pablo Guimón, no El País

O desafio de Pep Guardiola à autoridade que regulamenta o futebol inglês o colocou no centro de uma polêmica sobre a exibição de símbolos políticos no esporte. A Federação Inglesa (Football Association, FA) anunciou na sexta-feira a abertura de uma investigação sobre o técnico do Manchester City por usar em partidas oficiais o laço amarelo que simboliza a reivindicação de libertação dos dirigentes independentistas catalães em prisão preventiva. A FA acusou Guardiola de “portar uma mensagem política”, algo que viola as regras da entidade, e lhe deu prazo até a próxima segunda-feira para responder ao questionamento. “Não tive contato com eles, mas vou lhes escrever uma carta explicando minha posição. Como já disse antes, estou disponível para [reunir-me com] a FA. Não há nenhum problema”, disse o técnico na quarta-feira.

Depois de a Justiça determinar a prisão preventiva para os líderes independentistas, o laço amarelo se tornou um símbolo de protesto dos separatistas para reivindicar a liberdade de Jordi Sànchez e Jordi Cuixart, na prisão há mais de quatro meses, e de Joaquim Forn e Oriol Junqueras, encarcerados desde 2 de novembro. Guardiola, que expressou repetidamente seu apoio à causa independentista, tem usado o mesmo laço nas coletivas de imprensa e nas partidas da Champions. Mas a UEFA, que no final de 2016 flexibilizou seu critério sobre a simbologia política no futebol, não viu motivo para puni-lo.

“Usarei sempre o laço amarelo. Posso tê-lo comigo no bolso das calças ou dentro do casaco, não só na lapela. A FA pensa diferente da UEFA; eles te deixam usá-lo, desde que seja com respeito”, disse Guardiola na coletiva de imprensa após a conquista da Carabao Cup.

Nesse dia mostrou de novo seu apoio aos líderes independentistas presos. “Antes de treinador sou um ser humano. Trata-se de humanidade”, disse. Pouco depois lhe perguntaram sobre o proprietário do Manchester City, irmão do presidente dos Emirados Árabes Unidos: “O senhor defende usar livremente o laço amarelo, mas trabalha para Mansur bin Zayed Al Nahyan. Mansur é um líder nos Emirados, um país criticado por não respeitar a liberdade nem os direitos humanos”, disse um jornalista. A resposta do técnico espanhol foi alvo de críticas na Inglaterra: “Cada país decide de que forma quer viver. Eu estou em um país com uma democracia estabelecida há anos e trato de proteger essa situação”, disse.

As contradições

O desafio de Guardiola suscitou um acalorado debate no futebol inglês. Há quem tenha criticado também incômodas contradições na atitude do técnico. “Alguém poderia mostrar a Guardiola que há 10 anos atuava como embaixador, pago, do Mundial do Catar. Como se sente agora por isso, depois das revelações de que o país do Golfo utilizou controversas leis trabalhistas para restringir os direitos dos trabalhadores imigrantes que construíam os novos estádios, e a aparente indiferença ante dezenas de mortos no projeto?”, se pergunta Richard Williams no The Guardian. “Alguém deveria lhe fazer ver que as exibições de afiliação política estão proibidas pela muito boa razão de que, se você faz vista grossa em uma ocasião, as portas se abrem para todos”, conclui.

O entorno de Guardiola, por sua vez, segundo publica The Times, estaria construindo sua defesa com base na ideia de que a exibição do laço amarelo não é uma mensagem política, mas uma demonstração de solidariedade. Poderia recorrer, observa o jornal, ao precedente da própria FA, que desafiou a proibição da FIFA em 2016 aos jogadores ingleses de portarem a flor de papoula, símbolo da recordação dos mortos na Primeira Guerra Mundial.

Givanildo chega para comandar o Leão pela quinta vez

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O técnico Givanildo Oliveira desembarcou em Val-de-Cans no começo da tarde desta quinta-feira, 01, e foi recebido por diretores do Clube do Remo. É a quinta passagem do treinador pernambucano pelo Evandro Almeida. Aos 69 anos, Givanildo é considerado “rei do acesso”, tendo obtido nos últimos 15 anos cinco acessos à Série A e um à Série B.

Às 15h, o técnico foi apresentado oficialmente como novo comandante azulino em entrevista coletiva, que contou com a presença do presidente Manuel Ribeiro e do diretor de Futebol Miléo Junior. A estreia de Givanildo será domingo contra o Águia, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

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Papão tem sete mudanças para jogo contra o S. Raimundo

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Um treino tático movimentou o elenco do Paissandu na manhã desta quinta-feira, na Curuzu, em preparação para o jogo contra o S. Raimundo, sábado, em Santarém, pela 8ª rodada do Parazão. Ao todo, o time titular apresentou sete mudanças em relação à formação que goleou o Castanhal na rodada passada. O técnico Dado Cavalcanti usará um time mesclado na partida marcada para o Barbalhão.

O time principal treinou com Marcão; Mateus Silva, Edimar, Derlan e Mateus Miller; William, Cáceres e Fábio Matos; Mike, Renan Gorne e Peu. Ao longo do treino, Dado Cavalcanti escalou o volante Lucas Geovane e os atacantes Walter e Magno.

O lateral-direito Maicon Silva, o volante Nando Carandina e o atacante Cassiano não jogam contra o S. Raimundo porque irão cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O meia Pedro Carmona sofreu lesão no ligamento do joelho e deverá ficar fora do restante do campeonato.

As ausências dos zagueiros Diego Ivo e Perema têm motivação técnica. Ambos serão poupados para o confronto contra o Santos-AP, na próxima quinta-feira, em Macapá, pela Copa Verde. O atacante Moisés reclama de dores na região lombar e também não jogará em Santarém.

Juízes decidem grevar pelo ‘direito’ de descumprir a Lei

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O ridículo agora é oficial.

Por 81% dos “votos” eletrônicos no site da Associação de Juízes Federais, os magistrados resolveram marcar greve, no dia 15 de março, em defesa do “auxílio-moradia”.

Patético: argumentam que estão sendo vítimas de perseguição por causa da Lava Jato.

“(…) a forma encontrada para punir a Justiça Federal foi atacar a remuneração dos seus juízes. Primeiro e de forma deliberada, quando não se aprovou a recomposição do subsídio, direito previsto na Constituição Federal, cuja perda já atinge 40% do seu valor real; segundo, quando foi acelerada a tramitação do projeto de alteração da lei de abuso de autoridade, em total desvirtuamento das 10 medidas contra a corrupção, projeto esse de iniciativa popular.”

Nota-se que suas excelências querem todo o poder de legislar, desde sobre seus próprios até sobre o ordenamento legal do país.

Em resumo: a lei é boa e deve ser respeitada quando é boa para os juízes, segundo sua ótica corporativa: o resto é perseguição.

Mas não param por aí: alegam que o auxílio moradia é pago a “agentes políticos, oficiais das Forças Armadas, oficiais das Polícias Militares, servidores públicos, dentre tantas outras carreiras da União, dos Estados e dos Municípios, tudo dentro da mais estrita normalidade e sem nenhuma reclamação”.

Como se fosse uma prática estendida a todos os servidores civis e militares e não àqueles que vão prestar temporariamente serviços em outras cidades e estados, temporariamente e não, como aos juízes, apenas e automaticamente terem passado em um concurso.

Será que professores e médicos têm este direito, excelências?

Pararão dia 15, mas será que lhes farão o que eles, diante de greves de outros servidores públicos, por motivos muito mais modestos, fazem: cortar-lhes o ponto?

Neste caso, com o que ganham, seria uma “pena” de cerca de R$ 1 mil por um único dia, o mesmo que um trabalhador leva um mês, trabalhando de sol a sol, durante um mês inteiro.

Agora, oficialmente, vão expor-se ao ridículo.

Conseguiram, por seus próprios vícios mentais de poder, colocar-se no saco de desprezo onde  o povo brasileiro está colocando as instituições públicas. (Do Tijolaço) 

Neymar só voltará aos gramados 20 dias da Copa do Mundo

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Desembarque de Neymar no aeroporto Tom Jobim, no Rio, na manhã desta quinta-feira 

De cadeira de rodas, Neymar desembarcou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Após sofrer uma fratura no quinto metatarso do pé direito, o jogador passará por uma cirurgia, programada para sábado, em Belo Horizonte. O atacante, que seguiu diretamente a um jato particular logo após o desembarque, chegou à capital carioca em companhia do médico Rodrigo Lasmar, da Seleção Brasileira, que deverá ser o responsável pela operação.

O médico foi o único a conceder entrevista e não trouxe notícias muito animadoras sobre o tempo de recuperação do camisa 10, que pode passar até três meses longe dos gramados. “Não foi uma fissura simples do dedinho, foi uma fratura de um osso importante no meio do pé. O tempo de recuperação dessa fratura é em torno de dois meses e meio a três meses”, revelou, como informa a agência AFP. “O tratamento conservador, sem cirurgia, apresenta risco bem maior de refratura, não podemos correr esse risco”, completou.

Neymar sofreu a lesão ao torcer o pé no segundo tempo do jogo do Paris Saint-Germain contra o Olympique de Marseille, pelo Campeonato Francês, no último domingo. Se levar os três meses que o médico apontou para se recuperar, o atacante perderia o restante da temporada do PSG e só retornaria aos trabalhos no final de maio, cerca de 20 dias antes do início da Copa do Mundo da Rússia. O Brasil estreia em 17 de junho, contra a Suíça.

“Neymar está triste, mas entende que não tem outra alternativa agora. Ele vai se dedicar para estar bem o quanto antes. Vamos fazer o que pudermos para que ele esteja pronto o mais rápido possível”, afirmou Lasmar. (Da Gazeta Esportiva)

Vitória dá ânimo novo ao Leão

POR GERSON NOGUEIRA

Depois de quatro jogos sem vencer, o Remo superou ontem à noite o Independente, que era a única equipe invicta do campeonato. Não foi uma atuação brilhante, mas diferiu das últimas apresentações pela intensidade com que o time se lançou à disputa, não permitindo que o adversário ficasse à vontade dentro do Mangueirão. Além da reabilitação, o triunfo devolveu ao Remo a condição de líder do grupo A2, superando o São Raimundo no critério de desempate.

Há quem veja na disposição demonstrada pelos jogadores o efeito Givanildo. É bem possível que isso tenha influenciado no ânimo do time, mas seria injusto não enxergar a participação do auxiliar Netão na distribuição dos atletas em campo.

Com simplicidade, ele escalou o Remo com dois atacantes bem abertos, Elielton e Felipe Marques, para manter o Independente na defensiva e abrir espaços para o centroavante Isac e os homens de meio-campo.

A estratégia não funcionou bem nos primeiros 15 minutos, quando o Independente andou rondando a área em jogadas de Fabrício e com cruzamentos para Betinho explorar a conhecida fragilidade do miolo de zaga remista.

O Remo crescia quando a bola chegava a Elielton na direita. Com dribles em velocidade, ele atraía a marcação de até três adversários, facilitando a movimentação dos demais companheiros. Aos 15 minutos, ele entrou na área e cruzou rasteiro, mas Felipe Marques chegou alguns segundos atrasado.

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Apesar de o Independente segurar a bola e trocar passes tentando envolver o Remo, as jogadas mais agudas eram sempre criadas pela ofensiva azulina. Aos 20 minutos, em reposição defeituosa do goleiro Dida, Isac recebeu na intermediária e lançou Elielton, que avançou e bateu cruzado, abrindo o placar.

A abertura do placar deu ao Remo confiança para pressionar ainda mais. Aos 23 minutos, lançado por Isac, Felipe Marques bateu de fora da área e Dida evitou o gol desviando com a ponta dos dedos.

O Independente chegava só de vez em quando, mas criava problemas para os zagueiros do Remo. Aos 29’, apareceu na frente do goleiro Vinícius para cabecear com liberdade. A bola passou rente ao travessão. Logo na sequência, Levy foi à frente e cruzou na área para Mimica, que perdeu grande oportunidade.

Elielton, destaque individual do jogo, marcou o segundo gol aos 38’ após Esquerdinha cobrar um arremesso lateral. O atacante venceu na velocidade ao zagueiro Charles, deixou a bola quicar e mandou um chute cruzado, sem defesa para Dida.

Como de praxe, a zaga azulina cochilou e um escanteio cobrado por Fabrício resultou no gol do Independente, aos 41’. A bola passou por vários defensores e bateu no zagueiro Halisson, tomando o rumo das redes.

Depois do intervalo, já sem Levy, substituído por Gustavo, o Remo controlou o ímpeto do Independente e ganhou em movimentação no meio-campo com a substituição de Adenilson por Jefferson Recife. Com tranquilidade, ficava à espreita das subidas do adversário para desfechar contra-ataques.

Foi desse jeito que aconteceu o terceiro gol, aos 35’, em grande arrancada de Felipe Marques pela direita. Ele passou pelo goleiro Dida, que havia abandonado a meta, e cruzou para Jefferson escorar para o fundo do gol.

O resultado ajuda a acalmar os espíritos no Evandro Almeida, permitindo que Givanildo Oliveira assuma hoje em clima mais ameno. Alguns jogadores – Elielton, Esquerdinha, Bruno Maia e Felipe Marques, principalmente – tiveram atuação destacada, evidenciando a motivação que naturalmente ocorre quando há uma troca de comando. Resta saber se irão manter o mesmo ritmo na sequência de jogos.

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Cirurgia de Neymar cria apreensão no escrete

Depois do show tabajara de desinformação protagonizado pelo PSG e assessoria de Neymar, a cirurgia do jogador está mesmo confirmada para o fim de semana, em Belo Horizonte. O tempo de recuperação leva até oito semanas, o que permitirá o retorno aos gramados possivelmente em maio, a um mês e meio da estreia do Brasil na Copa (em 17 de junho, contra a Suíça, em Rostov).

Por mais tranquilizadoras que sejam as informações dos médicos e especialistas, a cirurgia abre um ponto de interrogação quanto ao desempenho do principal jogador da Seleção Brasileira no mundial. Ao mesmo tempo, é inevitável a lembrança do ocorrido com Neymar na Copa de 2014, quando foi atingido violentamente no jogo contra a Colômbia. Será que o craque sempre terá uma relação difícil com a Copa do Mundo?

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 01)