Remo negocia com zagueiro indicado por Givanildo

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O Remo deve anunciar nas próximas horas a contratação do zagueiro Suéliton, que defendeu o América-MG e o Santo André. Paraibano de 26 anos, Suéliton foi indicado pelo técnico Givanildo Oliveira. O zagueiro jogou 12 partidas pelo Santo André-SP nesta temporada, após passagem pelo Vitória de Guimarães (Portugal). Suéliton também já defendeu o ABC de Natal, Cuiabá-MT e o América-MG, onde foi dirigido por Givanildo.

Desde que chegou ao Evandro Almeida, há duas semanas, Givanildo pediu à diretoria de Futebol a contratação de um zagueiro, um meia-armador e um atacante de área. Para a zaga, o Remo tem atualmente Mimica, Bruno Maia, Martony e Kevem. (Com informações do Globo Esporte PA)

Reforma dos sonhos: ex-funcionário é condenado a pagar R$ 750 mil a empresa

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Uma ação trabalhista movida contra uma concessionária de caminhões no interior de Mato Grosso transformou-se em dor de cabeça inesperada para o vendedor Maurício Rother Cardoso, ex-funcionário da empresa e autor do processo. Ele ingressou na Justiça em 2016 queixando-se, entre outras coisas, de reduções salariais irregulares e do cancelamento de uma viagem prometida pela concessionária como prêmio para os melhores funcionários. No fim, quase todos os pedidos foram negados pela Justiça e, de quebra, ele foi condenado a pagar R$ 750 mil em honorários para o advogado do ex-empregador.

Na sentença, assinada em 7 de fevereiro de 2018, a juíza do Trabalho Adenir Alves da Silva Carruesco, da 1ª Vara de Trabalho de Rondonópolis (MT), fundamentou sua decisão com base na nova regra de sucumbência, prevista no artigo 791-A da reforma trabalhista, que passou a vigorar em novembro do ano passado. Segundo a nova lei, quem obtiver vitória parcial na Justiça do Trabalho deve pagar os honorários advocatícios da outra parte, relativos aos pedidos que foram negados dentro do processo. O valor da sucumbência pode variar de 5% a 15% do valor total solicitado.

Entre descontos indevidos em comissões de venda, benefícios não pagos e compensações por danos morais, o vendedor pedia pouco mais de R$ 15 milhões. A juíza condenou a empresa ao pagamento de R$ 10 mil de indenização pelo cancelamento da viagem à cidade de Roma, prêmio que havia sido prometido ao empregado. No demais, inocentou a concessionária Mônaco Diesel de todos os outros questionamentos e fixou o valor da sucumbência em 5% do valor atribuído à causa.

Na sentença, a magistrada justifica sua decisão afirmando que a reforma trabalhista foi publicada em 14 de julho de 2017 e apenas passou a vigorar em novembro. Segundo ela, tempo suficiente para que os envolvidos no processo, tanto o ex-funcionário quanto o ex-empregador, reavaliassem os riscos do processo. “Esse período (da aprovação da nova CLT até sua implementação) foi de intensas discussões, vários seminários, cursos e publicações de obras jurídicas. Portanto, houve tempo mais que suficientes para os litigantes, não sendo razoável alegar efeito surpresa”, escreve a juíza.

Procurado, Maurício Rother Cardoso prefere não falar. Segundo seu advogado, João Acássio Muniz Júnior, o vendedor está “desolado, e muito preocupado com o futuro”. Ele afirma que não tem como pagar os R$ 750 mil e tem receio de que a repercussão negativa do caso tenha impactos na carreira profissional. “Ele está desempregado desde setembro de 2016, quando foi demitido da concessionária, e com problemas financeiros para as contas do dia a dia”, diz o advogado.

Muniz explica que foi contratado pelo vendedor “para tentar salvar o processo”, uma vez que Maurício Cardoso já tinha consciência de que perderia na Justiça. “Ele entrou com processo antes da reforma trabalhista, que instituiu a regra da sucumbência na Justiça Trabalhista. E é nisso que vamos trabalhar para reverter a decisão da juíza”, afirma o advogado, que ainda tem esperança que derrubar a sentença contrária da Justiça Trabalhista em segunda instância. “Houve um erro em pedir tanto dinheiro. Esse era um processo de R$ 3 milhões, R$ 4 milhões. Mas R$ 15 milhões foi demais”, resume.

Para advogado trabalhista Sólon Cunha, sócio do escritório Mattos Filho e professor da Fundação Getúlio Vargas, o caso resume o espírito da nova lei trabalhista, que segundo ele tenta contornar algumas imperfeições na relação entre funcionários e empregadores. “Não é por má fé, mas o advogado que representa o trabalhador tem por hábito pedir alto pela indenizações, sabendo que lá para frente pode ter um acordo entre as partes e até ter a cifra reduzida nas instâncias superiores”, afirma o especialista.

Cunha aponta que, quando o empregado entra no processo pela Justiça gratuita, sem condições de arcar com os cursos do processo, o magistrado pode definir até quanto o autor do processo consegue pagar em sucumbência. “Nesse caso de Mato Grosso, o que o funcionário ganhou da empresa como indenização pela viagem será destinada para o honorário de sucumbência. Mas se o reclamante entrar pela Justiça comum, sem o beneficio da gratuidade, o advogado da outra parte passa a ser credor dele e, no último caso, o nome da pessoa pode ir parar no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal)”. (Do Pragmatismo Político) 

Polícia investiga assassinato de líder comunitário que denunciou Hydro

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Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

O líder comunitário Paulo Sérgio Almeida Nascimento, de 47 anos, foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (12), na zona rural de Barcarena, na região metropolitana de Belém do Pará. Representante da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), Nascimento era conhecido por denunciar crimes ambientais e agrários.

Tudo o que se sabe até o momento é que Nascimento foi baleado por um homem ainda não identificado poucas horas após chegar à sua casa, em uma área do distrito de Vila dos Cabanos ocupada por sem-terras. Segundo testemunhas, o líder comunitário foi alvejado por volta das 3h30, quando se levantou para ir ao banheiro, instalado fora da casa de madeira. O autor do crime fugiu pela mata.

O assassinato está sendo investigado pela Delegacia de Vila dos Cabanos, com o apoio da Divisão de Homicídios de Belém. Oito pessoas próximas a Nascimento devem prestar depoimento ainda hoje (13). Ontem, policiais que estiveram no local do crime conversaram com pessoas que viviam perto do líder comunitário ou o viram em suas últimas horas de vida para tentar remontar os passos da vítima e tentar descobrir o que ocorreu.

Há tempos, Nascimento e outros integrantes da Cainquiama questionavam as operações de empresas como a mineradora Hydro AluNorte, cujos resíduos tóxicos atingiram igarapés e rios da região no mês passado.

Em nota, o Ministério Público do Pará confirmou que, em janeiro deste ano, integrantes da associação comunitária denunciaram que estavam sendo ameaçados por policiais militares. Após a denúncia, a Promotoria de Justiça Militar solicitou à secretaria estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) que adotasse as providências necessárias para garantir a integridade e a segurança dos denunciantes.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, disse ontem (12) à noite que o pedido do promotor de Justiça Militar Armando Brasil envolvia disponibilizar proteção policial para algumas das lideranças comunitárias de Barcarena que afirmavam que suas residências tinham sido invadidas por policiais militares.

O secretário afirma ter respondido ao promotor que os pedidos de proteção a pessoas ameaçadas deviam ser encaminhados primeiramente à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), responsável por encaminhá-los para a avaliação do Conselho do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Estado. Ainda de acordo com Rocha, outro caminho seria o próprio Ministério Público estadual, que tem assento no conselho estadual, apresentar a denúncia à Secretaria de Justiça. Segundo Rocha, o pedido nunca chegou à Sejudh.

“Tomei conhecimento deste caso hoje [12] e vi que, apesar da resposta da Segup [para o MP] sobre o trâmite a ser seguido, não houve a condução do caso, o que será feito de imediato por nós, para que a Sejudh faça a análise e avalie se cabe a proteção [para outros membros da Cainquiama] e, em caso positivo, em qual programa será feito o ingresso dos envolvidos”, declarou o secretário a jornalistas após o assassinato de Nascimento.

A Corregedoria-Geral da Polícia Militar já instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as denúncias de que policiais militares teriam ameaçado e invadido as residências das lideranças comunitárias.

Em nota, a Hydro AluNorte informou que condena qualquer ação violenta e repudiou qualquer associação entre suas atividades e represálias aos moradores, comunidades e lideranças comunitárias.

Esporte perde Bebeto de Freitas

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Diretor de administração e controle do Atlético, Bebeto de Freitas, de 68 anos, morreu na tarde desta terça-feira, na Cidade do Galo. Ele passou mal logo após apresentar o Galo Futebol Americano. Bebeto de Freitas sofreu uma parada cardíaca na parte interna da Cidade do Galo. Ele foi atendido rapidamente pelo médico Marcos Vinícius, mas não resistiu e acabou falecendo.
A morte foi confirmada pelo prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético, Alexandre Kalil, que se despediu do amigo. “Sempre gostei de gente de bem e honesta ao meu lado. Por isso gostava de estar perto de você. Encontramos mais tarde, Bebeto”, disse.

Botafoguense histórico, Bebeto teve extensa carreira esportiva. Sobrinho do jornalista e treinador de futebol João Saldanha, ele foi jogador e técnico da seleção brasileira de voleibol. Atleta do Botafogo, conquistou onze campeonatos cariocas de vôlei consecutivos (de 1965 até 1975), além de ter defendido a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal.

Como técnico, levou o Brasil à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, iniciando a época de sucesso da modalidade. Após a chamada “geração de prata”, o vôlei passou décadas no lugar mais alto do pódio e hoje é considerado o segundo esporte no país.

Bebeto também teve grande sucesso no vôlei italiano, ao comandar o Maxicono Parma (1990-1995), onde venceu cinco importantes títulos nacionais. Além disso, foi convidado a treinar a seleção italiana, de 1997 a 1998. Nesse período foi campeão da Liga Mundial, em Moscou, e campeão mundial, em Tóquio, e entrou no Hall da Fama da modalidade. Ultimamente, trabalhava como executivo do Atlético-MG. (Com informações de O Globo e Superesportes)

Marcelo deve ser titular do ataque remista contra o Cametá

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Como o jogo será de cumprimento de tabela, pois o Remo já está classificado para as semifinais, o técnico Givanildo Oliveira deverá fazer algumas mudanças no time para enfrentar o Cametá, domingo. Com desfalques certos – Isac, Levy e Elielton -, Marcelo deve ser escalado para o comando do ataque.

Com Jayme entregue ao departamento médico, Marcelo é a única alternativa disponível no elenco. Felipe Pará começou o trabalho de transição e Gabriel Lima voltou para o DM. O lateral-direito Levy, com uma lesão na coxa direita, será poupado do jogo contra o Cametá e terá uma semana para se recuperar do problema muscular.

Gustavo, que teve boa atuação no Re-Pa, substituirá Levy. Outros jogadores oriundos da base, como o meia Miguel e o zagueiro Kevem, também têm chances de jogar contra a equipe cametaense.

Hollywood escondeu que Churchill foi um assassino em massa, diz autor indiano

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Shashi Tharoor escreveu um artigo para o Washington Post no qual desconstrói a imagem que se tem de Winston Churchill no Ocidente. Shashi é autor do livro “Inglorious Empire: What the British Did to India” (“Império Inglório: O que os ingleses fizeram com a Índia”). Ele preside o Comitê de Relações Exteriores do Parlamento indiano.

“A História”, disse Winston Churchill, “será gentil comigo, pois pretendo escrevê-la sozinho.” Ele não precisa se preocupar. Churchill foi um dos grandes assassinos em massa do século 20, mas é o único, ao contrário de Hitler e Stalin, a ter escapado do ódio histórico no Ocidente. Ele foi coroado com um Prêmio Nobel (para a literatura, não menos) e na última semana, um ator que o retrata (Gary Oldman) recebeu um Oscar.

Como Hollywood confirma, a reputação de Churchill (como o que Harold Evans chamou de “o coração de leão britânico nas muralhas da civilização”) se baseia quase inteiramente em sua reviravolta e seu talento por conta de uma frase dita durante a Segunda Guerra Mundial. “Não devemos marcar nem falhar. Vamos continuar até o fim. (…) Devemos lutar nas praias, lutaremos nas terras do desembarque, vamos lutar nos campos e nas ruas. (…) Nunca devemos nos render” (O historiador britânico revisionista John Charmley destituiu isso como um “absurdo sublime”).

As palavras, no final, são tudo o que os admiradores de Churchill podem contemplar. Suas ações já são outra história.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o então primeiro-ministro do Reino Unido declarou-se a favor do “bombardeio terrorista”. Ele escreveu que queria executar “ataques absolutamente devastadores com bombas pesadas”. Terrores como o bombardeamento de Dresden, na Alemanha, foram o resultado.

Na luta pela independência irlandesa, Churchill, no cargo de secretário de Estado da guerra e da força aérea, foi uma das poucas autoridades britânicas a favor do bombardeio de manifestantes, sugerindo em 1920 que os aviões usassem “metralhadoras ou bombas” para dispersá-los.

A caminho de um conflito na Mesopotâmia, em 1921, como secretário de estado das colônias, Churchill atuou como um criminoso de guerra: “Sou fortemente a favor do uso de gás venenoso contra as tribos incivilizadas; Isso transmitiria um terror vivo entre a população”. Ele ordenou bombardeios no lugar, destruindo uma aldeia inteira em 45 minutos.

No Afeganistão, Churchill declarou que os pastós “precisavam reconhecer a superioridade da raça [britânica]” e que “todos os que resistem serão mortos sem piedade”. Ele escreveu: “Procedemos sistematicamente, aldeia por aldeia, e destruímos as casas, derrubamos as torres, cortamos as grandes árvores frondosas, queimamos as colheitas e quebramos os reservatórios em devastação punitiva. (…) Todo chefe de tribo foi ferido ou mutilado de uma só vez”.

No Quênia, Churchill dirigiu atividades que envolviam a deslocação forçada de povos locais das terras montanhosas, a fim de abrir espaço para os colonos brancos e enviar mais de 150.000 pessoas para campos de concentração. Violação sexual, castração, cigarros acesos em cortes profundos e choques elétricos foram usados ​​pelas autoridades britânicas para torturar os quenianos sob o seu governo.

Mas as principais vítimas de Winston Churchill foram os índios – “um povo bestial com uma religião bestial”, como ele os chamou agradavelmente. Ele queria usar armas químicas na Índia, mas foi retido por seus colegas do gabinete, a quem ele criticou por sua “escrupulosidade”, declarando que “as objeções do Escritório da Índia para o uso de gás contra os nativos não são razoáveis”.

A beatificação de Churchill como apóstolo da liberdade parece ainda mais absurda, dada a declaração de 1941 de que os princípios do seu livro Carta do Atlântico não se aplicariam à Índia e às colônias de cor. Ele se recusava a ver pessoas de cor terem os mesmo direitos que ele. “O gandhismo e tudo o que representa”, declarou ele, “precisa, cedo ou tarde, ser discutido e finalmente aniquilado”.

Em tais assuntos, Churchill foi o mais reacionário dos ingleses, com opiniões tão extremas que não podem ser desculpadas por serem reflexo da época em que ele vivia. Até mesmo seu próprio secretário de Estado da Índia, Leopold Amery, confessou que não via quase nenhuma diferença entre as atitudes de Churchill e Adolf Hitler.

Graças ao ex-primeiro ministro, cerca de 4 milhões de bengalis morreram de fome em 1943. Churchill ordenou o desvio de alimentos de indianos famintos para soldados britânicos e para armazenar estoques europeus na Grécia e em outros lugares. Quando perguntado sobre o sofrimento de suas vítimas indianas, sua reposta foi que a fome era culpa deles próprios, disse ele, por “procriarem como coelhos”.

O Oscar da semana passada gratifica mais uma hagiografia desse odioso homem. Para os iraquianos gaseados por causa dele, ou para os manifestantes gregos nas ruas de Atenas que foram massacrados às suas ordens em 1944, assim como para indianos como eu, será sempre um mistério por que alguns discursos bombásticos foram suficiente para lavar as manchas de sangue das mãos racistas de Churchill.

Muitos de nós vão se lembrar de Winston Churchill como um criminoso de guerra e um inimigo da decência e da humanidade, um imperialista intermitente conformado com a opressão dos povos não-brancos. Em última análise, seu grande fracasso – sua longa e mais escura hora – foi o esforço constante para nos negar a liberdade. (Do DCM)

Apresentadores “alinhados” pressionam na TV por reforma da Previdência

Por José Carlos de Assis, no Jornal GGN

Acabo de ver a figura deprimente de Fausto Silva acusar os congressistas de imbecis por não terem votado a reforma da Previdência. Ouvi também ele dizer que “o governo não faz nada por você; o governo rouba você”. É um espetáculo formidável de desonestidade e desinformação. Seus editoriais generalizantes deixam a impressão de  que o país só tem bandidos, assim como são bandidos todos, literalmente todos, os representantes do povo no Congresso.

Não é apenas o Congresso, mas todas as instituições republicanas que derreteram nos tempos de Temer. Pouco sobra do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em termos morais. Daí dizer que todos os seus integrantes são ladrões é um destempero. Há muita gente lutando para limpar as cavalariças do rei. E não falo da república de Curitiba que, também a seu modo, tem uma boa quota de derretimento tendo em vista as agressões ao Direito que vem cometendo sistematicamente.

Mas vejamos a Previdência. Considerando os interesses do povo, e sobretudo dos pobres, a recusa do Congresso a votar a emenda de reforma foi o primeiro ato decente procedido nessa legislatura. Dos oito projetos de evidente agressão aos interesses nacionais e ao interesse de uma sociedade de bem estar social que lhe foram remetidos, todos, absolutamente todos, foram aprovados na medida em que sua maioria foi comprada com cargos, ministérios e emendas parlamentares. Inclusive aqueles que o livraram de uma investigação pelo Supremo. Não vi Fausto Silva reclamar de nenhum parlamentar nesses casos.

Entretanto, a Previdência, para Fausto Silva e outros picaretas da República a serviço do grande capital financeiro, não é um sistema de defesa social, é essencialmente um instrumento de acumulação financeira do capital. Obviamente o apresentador picareta recebeu ordem da direção do sistema Globo para defender com bravura a reforma previdenciária porque se beneficiará diretamente dela. O grande Galbraith dizia que não dá para acreditar na opinião de quem tem interesse próprio em jogo. Dá para confiar no Fausto?

Agora vejamos outro tipo de generalização estúpida: “o governo não faz nada para você, o governo rouba você”. Não nego que há muito roubo no setor público. A Lava Jato está cuidando disso. Entretanto, vamos  ver as coisas do lado da oferta de serviços públicos. Por exemplo, a saúde. O Brasil construiu o maior e mais democrático sistema de assistência á saúde do mundo, o Sistema Único de Saúde, SUS. O setor privado está  louco para destruir esse sistema público para abrir espaço à exploração da saúde por ele. É claro que Fausto está do lado do sistema privado, não do público.

E quanto ao “governo não faz nada por você”? Ou que o sistema de saúde  tem péssima qualidade para todo mundo? Isso é absolutamente falso. As mazelas do sistema de saúde são apresentadas na Globo de forma seletiva, buscando exemplos isolados para provar a má qualidade do serviço. Entretanto, nunca vi esse fenômeno de circo e de bazar dizer que temos uma população de 205 milhões de pessoas com acesso potencial ao SUS. Nossa cozinheira aqui  em casa, sem pistolão, foi submetida a um procedimento complexo num hospital do SUS no Rio. Foi muito bem atendida. E no dia seguinte ao que veio para a casa recebeu surpreendente telefonema para saber se estava bem. A Globo não deu nada!

Nesse contexto, é possível dar credibilidade à Globo em sua campanha de manipulação de telespectadores questionando-os sobre o futuro do Brasil? E dá para acreditar nela ao se lançar como campeã da luta contra a corrupção quando se sabe que a empresa foi acusada de sonegar mais de 600 milhões de reais em impostos, num processo que acabou desaparecendo misteriosamente?

Por uma conversa com Roberto Marinho ele me disse, certa vez, que não concordou com uma oferta de Amador Aguiar para juntar Globo e Bradesco. É claro que seria um absurdo, um duplo monopólio. Mas ele recusou porque achava que não devia vincular o sistema Globo a um grande banco. Era sagaz. Diferente dos filhos. (Do Jornal GGN)

O dia em que um combinado mineiro bateu a Argentina em BH

Há 50 anos, jogadores de América, Atlético e Cruzeiro estiveram juntos, do mesmo lado, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, no Mineirão. Em 11 de agosto de 1968, a Seleção Mineira representou o Brasil, que venceu a Argentina por 3 a 2, em amistoso. As imagens da partida foram resgatadas e digitalizadas a partir do acervo da extinta TV Itacolomi, dos Diários Associados.

Naquele ano, a Seleção fez dois amistosos contra os argentinos usando jogadores de times locais. No Rio, em 7 de agosto, um combinado de atletas de clubes cariocas, sob comando de Zagallo, goleou a albiceleste por 4 a 1, gols dos botafoguenses Waltencir, Roberto Miranda (dois) e Jairzinho, com o futuro treinador argentino Alfio Basile descontando para os visitantes.

Quatro dias depois, foi a vez dos mineiros vestirem a camisa da Seleção. O time foi comandado pelos jornalistas Biju, Carlyle Guimarães e Jota Júnior. Como tiveram pouco tempo para treinar no Sesc Venda Nova (local da concentração), eles optaram por manter a base do Cruzeiro como titular.
Dos 11 titulares, nove eram da Raposa: Raul, Pedro Paulo, Procópio (capitão), Zé Carlos, Dirceu Lopes, Natal, Tostão, Evaldo e Rodrigues. Completaram o time os atleticanos Djalma Dias e Oldair. No fim da partida, Dirceu Alves, que estava trocando o América pelo Corinthians, entrou em campo. O capitão da Argentina era Roberto Perfumo, que defenderia o Cruzeiro na década seguinte.
“O Cruzeiro tinha um timaço e o Atlético, grandes jogadores. Era uma seleção feita praticamente sem treinar, feita em cima da hora, então tinha que ter uma base e base que vinha ganhando campeonatos era o Cruzeiro. E o Oldair e Djalma Dias, que eram grandes jogadores, entendiam isso”, lembra Evaldo, que marcou naquela tarde seu único gol com a camisa da Seleção, aproveitando cruzamento de Rodrigues e se antecipando ao goleiro Rubén Sánchez.
Depois de abrir o placar com Evaldo, o Brasil ampliou com um golaço de Rodrigues em jogada que começou com Natal. A Argentina diminuiu com Rendo, mas Dirceu Lopes ampliou, com chute forte no canto direito. No fim, Ángel Silva marcou o último gol. O amistoso foi o primeiro de cinco confronto com os argentinos no Mineirão. O Brasil venceu quatro (2 a 1, em 1975; e 3 a 0, em 2004 e 2016) e um empate (0 a 0, em 2008). (Do Superesportes)

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