Archive for 3 de agosto de 2017

Enquanto isso…

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3 de agosto de 2017 at 12:56 Deixe um comentário

Lula e Mandela

POR ALDRIN MOURA DE FIGUEIREDO (*) – transcrito do Facebook

Essa tentativa de destruir lideranças políticas é antiga. O que tá acontecendo com Lula foi tentado nos quatro cantos do mundo, aqui e alhures, e em várias épocas. Impedi-lo de ser candidato em 2018 será a maior burrada, pois sempre haverá quem questione a legitimidade de uma eleição em que Lula seja impedido de ser candidato (especialmente num processo como este que até a Folha de São Paulo considera frágil e sem provas cabais). Impedido ou preso, Lula, sem nenhuma dúvida a maior referência internacional da esquerda no Brasil, poderá se transformar num Mandela, goste você dele ou não. E esse clima de divisão e hostilidade no país se arrastará por décadas! A imprensa internacional toda está descrente do processo que corre no Brasil. Até mesmo a imprensa nacional não sabe o que fazer pois seus antigos heróis estão na lama. Aguardemos as instâncias superiores da justiça brasileira.

O caso Moro-Lula, me fez lembrar de um episódio da história do Pará, quando nas guerras de independência, na década de 1820, o líder ativista cônego João Gonçalves Batista Campos (considerado por muitos como o mentor intelectual da cabanagem), foi posto na boca de um canhão, no Largo do Palácio dos Governadores do Pará, por ordem do enviado da Corte John Pascoe Grenfell, no dia 17 de outubro de 1823.

Batista Campos era famosíssimo no Pará, e até fora daqui, foi vice-presidente do Conselho do Governo da Província e fez parte da Junta Provisória do Governo, de agosto de 1823 a abril de 1824. Digamos, era amado e odiado no mesmo grau. Vendo aquela situação, o velho bispo do Pará, D. Romualdo de Sousa Coelho, que conhecia as ramificações do poder como poucos, chegou até o inglês e disse algo mais ou menos assim: A ralé, os escravos, os comuns, o povo, essa gente tá vendo esse homem ser colocado na boca do canhão.

Traduzindo: ou dê um julgamento justo a este homem ou uma hora dessas quem vai pra boca do canhão será o senhor. E assim, o padre foi retirado da boca do canhão, morrendo 11 anos depois de causa nada política. Quando a justiça é partidária, acabou a justiça.

PS. O bispo não tinha nenhuma simpatia por Batista Campos, mas de tanto ler tratados de direito romano e canônico, entendia bastante de justiça. A história não se repete, nem ensina, mas permite analogias e bons anacronismos. É muito cedo pra dizer que o povão está apático. Ano que vem, esperemos, teremos eleições. Esperemos, democráticas. Esperemos, com todas as forças políticas participando. Enquanto isso, todas as misérias políticas estão sendo vistas, ao vivo e on-line. O lado bom é que estamos vendo tudo, praticamente tudo.

(*) Professor da UFPA, doutor e mestre em História e História Social

3 de agosto de 2017 at 11:33 Deixe um comentário

A sentença eterna

“É indispensável impedir o passado de construir o futuro”.

Darcy Ribeiro

3 de agosto de 2017 at 11:28 2 comentários

Belém da memória

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Rua dos Mercadores (atual João Alfredo), esquina com a antiga travessa da Companhia (atual avenida Portugal). Obra de Giuseppe Leone Righini, 1867.

3 de agosto de 2017 at 11:22 Deixe um comentário

O passado é uma parada

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3 de agosto de 2017 at 11:17 Deixe um comentário

Retrospectiva

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POR DANIEL MALCHER, no Facebook

Em 2013, participei de duas passeatas das chamadas “Jornadas de Junho” na condição de “observador participante”, contudo sem o brilhantismo de Bronislaw Malinowisk ou de Clifford Geertz, é claro. Hoje vejo como certeza o que era mera especulação ante o caráter difuso das pautas e motivações das passeatas: foi uma campanha coordenada de desestabilização política. As eleições foram um interlúdio e a campanha continuou logo após a apuração das urnas que desembocaram no golpe. Quando blackblocs e o MPL (por onde anda, afinal?) davam a tônica nas manifestações a cobertura do mainstream midiático era uma. Quando pularam fora e a direita e a extrema-direita sequestraram as passeatas com o mantra a-político (nada mais fascista do que este discurso) do “combate à corrupção” e da proibição de bandeiras de organizações políticas sob o lema “sem partido” a grande imprensa passou a ver as passeatas com bons olhos.

Os mesmos que “atiravam na classe política” em 2013 via de regra fecharam com Aécio em 2014, dividindo o eleitorado, quase mezzo a mezzo. A ira pela derrota, pois a vitória era dada como certa (surgiu então a teoria paranoica das “urnas fraudadas”), foi tão grande que descaradamente desancaram o Nordeste (reduto vermelho), quando decisivos foram os votos de MG e SP. Abertamente o criminoso derrotado no pleito falava em “paralisar o governo”, sem nenhum pudor. O ataque a céu aberto se revelou. A campanha de ódio “contra a classe política” que atirava só num espectro dessa classe (o PT e a esquerda) se intensificou desde então. Deu no que deu.

3 de agosto de 2017 at 11:06 2 comentários

Um ex-lateral é o homem por trás da ‘revolução’ do PSG

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Em sua pré-temporada nos Estados Unidos, uma pergunta ‘marcava’ os assessores do Paris Saint-Germain: a nomenclatura que Maxwell, recém-aposentado, receberia em seu novo cargo fora de campo. Ex-lateral esquerdo, o brasileiro fez a sua primeira aparição pública como um personagem dos bastidores do PSG em 15 de julho. Ele já havia sido flagrado no Camp des Loges, centro de treinamento do clube, ainda no início daquele mês. Somente no dia 23, no entanto, a dúvida dos repórteres foi, enfim, saciada em Miami: o novo coordenador esportivo dos parisienses estava apresentado.

A preocupação tinha motivo de ser. A função não chega a ser nova. Claude Makélélé ocupou antes e, mais recentemente, Zoumana Camara também a desempenhou. Nenhum deles teve, no entanto, o impacto que Maxwell está protagonizando ao lado do novo diretor Antero Henrique e do presidente Nasser Al-Khelaïfi.

Na tarde da última quarta-feira, foi o ex-camisa 6 o responsável por desembarcar no Porto ao lado do médico Eric Rolland para acompanhar os exames de Neymar, novo reforço do PSG e também o mais caro da história, com o pagamento da multa rescisória de 222 milhões de euros (R$ 821 milhões) ao Barcelona. Chelsea, City e Manchester United mostraram interesse pelo craque de 25 anos ao longo das últimas semanas, mas o ex-cruzeirense deixou tudo alinhado.

A sua ida para Portugal realça a importância de seu papel internamente.

Mas não fica nisso.

Conforme apurado pelo ESPN.com.br, ele foi figura importante na contratação de Daniel Alves, ‘desenhando’ dossiê sobre o ex-companheiro de seleção e fazendo o lobby para que deixasse o City de lado e frustrasse Pep Guardiola.

Além disso, como personagem que sempre transitou bem não apenas entre seus compatriotas, mas também com os estrangeiros – especialmente os italianos -, fez o trabalho para convencer Marco Verratti a seguir no Parque dos Princípes. Segundo avaliação, o volante estava ‘envenenado’ por seu então empresário.

Em seguida, coincidência ou não, ele o trocou pelo superagente Mino Raiola, que cuidou de Maxwell durante toda a sua carreira. “Ele é a pessoa perfeita para fazer essa ligação entre os jogadores e a direção. Na última temporada, (o técnico) Unai Emery nem sempre conseguiu se fazer compreendido no vestiário. Com Maxwell nesse papel de intermediação, terá um ambiente mais a seus pés”, analisa o repórter Cyril Olivès-Berthet, do jornal L’Equipe, à reportagem.

“A sua presença foi decisiva para a vinda de Daniel Alves. Essa contratação foi ‘a sua contratação’, se assim podemos dizer. E será o mesmo com Neymar porque a chegada de Dani foi uma de suas condições. É um trabalho incrível”, prossegue.

A pessoas próximas, o adeus de Maxwell dos gramados com 35 títulos conquistados ao fim da última temporada e a sua rápida transição para os bastidores não surpreendeu.

Com quatro filhos, ‘pacto’ com a sua família e animado com a nova função, amadureceu a ideia ao longo do primeiro semestre. E ele tem a consciência de, mesmo com o sucesso repentino, estar começando por baixo. A qualquer pessoa que o chama de diretor, se apressa a corrigi-la com a nomenclatura correta de seu novo cargo.

Não deverá mudar ao aterrissar em Paris com Neymar na bagagem e uma contratação que fará o PSG definitivamente mudar de patamar. (Da ESPN)

3 de agosto de 2017 at 9:12 1 comentário

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