Papão quer repetir boas atuações jogando em Belém

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O Papão já está de volta a Belém e começa os preparativos para encarar o Paraná Clube, sábado (19), no Mangueirão. A principal preocupação de Marquinhos Santos é manter a regularidade exibida nos jogos fora de casa, evitando a queda de rendimento vista em Belém. Com sete vitórias, o Papão ganhou quatro como visitante e três como mandante, situação inédita em campeonatos brasileiros.

Depois do importante triunfo sobre o Oeste, o técnico pediu que a torcida abrace a causa e apoie o time nas próximas partidas em casa, sinalizando uma caminhada mais proveitosa no returno da competição. O artilheiro Bergson, que saiu lesionado da partida na Arena Barueri, deve ser poupado dos treinos iniciais da semana, a fim de ter condições de encarar o Paraná.

Os bicolores ocupam a 14ª posição na tabela de classificação, com 26 pontos, à frente de Goiás (24), Santa Cruz (23) e Luverdense (23).

Leão vai mudar para tentar obter a classificação

Depois de nova atuação ruim do time, no sábado, diante do CSA em Maceió, o técnico Léo Goiano parece ter se convencido da necessidade de mudanças drásticas no Remo para manter vivo o sonho da classificação à próxima fase. Para começar, anunciou que não vai mais usar três volantes, optando por reforçar a criação com a entrada de Flamel. A lateral direita, antes entregue ao improvisado Ilaílson, deverá ser ocupada por Jayme, que já atuou por ali nos tempos de Josué Teixeira.

Sem o zagueiro Bruno Costa, suspenso, Martony deve ser o escolhido para jogar ao lado de Leandro Silva. O zagueiro, que surgiu no Castanhal, foi contratado por indicação do próprio Léo Goiano. Na lateral esquerda, Jaquinha está recuperado fisicamente e deve retornar.

O próximo compromisso do Leão será contra o Botafogo-PB, em Belém. Os azulinos ocupam agora a quinta colocação no grupo A da Série C, com 18 pontos, seguidos de perto pelo próprio Botafogo paraibano, que tem 17, e pelo Cuiabá, com 16.

Para não esquecer

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A cópia brasileira da suástica nazista era o sigma. Os adeptos vestiam camisas pretas e utilizavam a saudação “anauê!”. Era a Ação Integralista Brasileira, movimento de ultra-direita que arrebanhou adeptos, principalmente no Sul e Sudeste, mas sucumbiu à derrocada do regime hitlerista.

Os supremacistas norte-americanos tentam fazer renascer a doutrina nazista, na cidade americana de Charlottesville, estabelecendo o caos nas ruas em ataques a negros e gays. A escalada direitista está diretamente associada à eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Trocando em miúdos: integralistas do passado e neonazistas do presente são farinha do mesmo paneiro de intolerância e ódio.

Eficiência cirúrgica

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POR GERSON NOGUEIRA

Deu gosto ver o Papão jogar no sábado à noite, na Arena Barueri, contra o até então invicto Oeste. Em lances pontuais, com extrema frieza e perícia, o time construiu uma vitória irretocável a partir de dois gols marcados no primeiro tempo. Pela maneira como o confronto se desenrolou, foi a melhor apresentação bicolor na Série B deste ano.

A marcação firme tanto na defesa quanto na linha de volantes foi o ponto alto da esquematização do Papão, que primou pelo apuro na troca de passes e na rapidez com que saía de seu próprio campo.

Augusto Recife, Carandina e Renato Augusto se constituíram, juntamente com o artilheiro Bergson, nos grandes nomes da vitória alviceleste, embora se possa afirmar que o time todo rendeu muito bem.

Cabe destacar também os ajustes feitos pelo técnico Marquinhos Santos, que apostou em Lucas Taylor para ocupar o lado direito, como substituto do titular Ayrton, extraindo do jogador uma atuação irrepreensível no aspecto ofensivo e firme na retaguarda, com participação em dois gols.

A vitória começou a nascer logo aos 12’, com gol contra de Rodrigo San, cortando para as redes um cruzamento rasante de Lucas Taylor. Depois, aos 29’, quando o Oeste ainda cambaleava junto às cordas, Bergson foi implacável: recebeu na intermediária e disparou um foguete que foi se alojar na gaveta esquerda de Rodrigo. Um golaço.

O meio-campo jogava por música, intenso e aplicado do princípio ao fim, sem permitir chances ao adversário. Tanto que o gol do Oeste, no começo do 2º tempo, resultou de um acidente: o zagueiro Gualberto escorregou e a bola sobrou para Robert, sozinho, tocar para as redes.

Quando o time de Roberto Cavalo tentava se animar, veio a ducha de água fria. Preciso, o Papão liquidou a fatura com categoria e frieza: aos 25’, em arrancada pela direita, Bergson serviu a Gualberto, que cruzou para o cabeceio certeiro de Magno no canto do gol.

Magno perderia outra grande chance e Bergson ainda foi derrubado pelo goleiro dentro da área, em penal que o árbitro ignorou. Pela lei natural das coisas, o Papão merecia ter goleado. Futebol não faltou para isso.

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Apático, Leão perde sem oferecer resistência

Deu pena ver o Remo jogar no sábado à tarde, no estádio Rei Pelé, em Maceió, contra o cada vez mais invicto CSA. Foram 90 minutos de total domínio alagoano em campo, sem que o time mandante precisasse jogar bem para alcançar seus objetivos. Fez 2 a 0 e poderia ter goleado, não fosse a imperícia e a afobação de seus dianteiros.

Do lado remista, apenas o goleiro Vinícius e o volante João Paulo se salvaram do desastre, nem tanto pelo placar, mas pela maneira frouxa e descompromissada com que o Remo se lançou ao confronto. Nas circunstâncias, o escore de 2 a 0 deixou o Leão no lucro.

O Remo entrou programado para se defender e esperar uma chance para encaixar um bom contragolpe. O plano caiu por terra logo de cara porque o time era frágil ao se defender e absolutamente inofensivo nas ações de ataque. O goleiro do CSA não foi incomodado, pois os remistas não dispararam um único chute em direção ao gol.

Vinícius, ao contrário, teve muito trabalho. Defendeu chutes perigosos de Daniel Costa e Boquita, mas não tinha como deter o disparo certeiro de Rafinha, aos 35 minutos, em cobrança de falta que explodiu no poste direito e entrou do outro lado.

O gol fez justiça ao único time interessado em alguma coisa no jogo. Em seguida, Léo Goiano trocou Ilaílson por Flamel, deslocando Dudu para a  lateral direita. A mexida, inócua, expôs um erro frequente de Goiano no Remo: a dificuldade em escolher os jogadores mais aptos para cada função.

Na etapa final, até 10 minutos, o Remo ensaiou uma reação, correndo mais e cercando a área do CSA. Mera ilusão. Conseguiu três escanteios, e foi só.

A partir dos 20 minutos, o time alagoano se plantou atrás e esperou os azulinos abrirem espaço. Michel e Boquita perderam boas oportunidades diante de Vinícius, que operou alguns milagres. Como até os bons vacilam, aos 40’, o goleiro errou ao sair para cortar um cruzamento curto na área e permitiu ao baixinho Didira desviar de cabeça para as redes.

As chances de classificação ainda existem, mas a indolência do time em Maceió revela que os obstáculos são mais internos do que externos.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 14)