Rádio Clube, 89 anos de glórias

unnamed

A Rádio Clube do Pará comemora hoje 89 anos de existência. Fundada pelo jornalista Edgar Proença, a emissora foi a quarta a ser inaugurada no Brasil e pertence hoje ao grupo RBA e mantém os níveis de audiência e credibilidade que a fizeram querida de todos os paraenses. A PRC-5, cujo prefixo era “A voz que fala e canta para a planície”, tem sido uma verdadeira escola para profissionais do rádio no Norte do país.

Programas de sua grade estão definitivamente na memória afetiva dos paraenses. É o caso do “Regatão”, do “Calendário Social” e do “Cartaz Esportivo”, até hoje no ar. A força de sua atuação no jornalismo esportivo, comandado por Guilherme Guerreiro, é um dos grandes pilares da sua audiência.

unnamed

Parabéns, PRC-5!

14 comentários em “Rádio Clube, 89 anos de glórias

  1. Parabéns ! Parabéns.. Apesar da distância, não troco.. Sempre na escuta ! Um grande abraço a todos do blog..

    Curtir

  2. PRC5- RADIO CLUBE DO PARÁ
    A voz que fala canta para a planície.
    E que sempre falou & cantou pra mim, minino nascido em Belém do Pará em 1953, filho de classe média alta mas que os deuses do destino fizeram migrar para a classe baixa. (Obrigado deuses!)
    Não fosse eles e certamente eu não teria crescido embalado por uma babá negra, pobre, carinhosa, viciada na Rádio Clube, que escutava o dia inteiro, num velho rádio de válvulas, que magicamente acendia sua luz amarela diante dos meus zóio de minino, parecendo uma nave espacial.
    Assim, “costumei” com o Radio-Teatro Colgate & Palmolive, de tantos e quantos atores e atrizes que eu “via com meus zouvido!”. Adorava os sons de portas rangendo, os pocotós dos cavalos, os tiros, o rimbombar dos trovões, os dramas passados tão vivamente, que parecia acontecer na sala da casa dos meus avós, com quem eu e meu irmão mais novo morávamos, após a morte precoce de nossa mãezinha.
    Jamais esqueci do maravilhoso “Alor Alor Interior” com os recados detalhados pros ribeirinhos, cujos nomes das localidades me faziam viajar onde viviam. Eu perguntava à babá se as pessoas ouviam os recados, como eu ouvia, e ela pedia pra eu ficar quieto pois queria escutar recados pros parentes dela no alto rio mocajuba.
    Lembro da alegria de “O Regatão”, com o saudoso Jaci Duarte, as Primeiras e as Últimas do Esporte, acho até que “A Patrulha da Cidade” era na PRC-5 (mas não tenho certeza).., programas de enorme audiência e sucesso, que construíram meu inconsciente individual (e coletivo).
    Em 1960 aos sete anos, eu e meu irmão mais novo nos mudamos pro interior do estado (Castanhal) pra morar com meu pai um caixeiro-viajante, caboclo ex-seringueiro acreano, ouvinte diário da PRC-5.
    Naqueles tempos idos e saudosos, Castanhal era um interiorzão do estado do Pará. Luz elétrica só das 16 às 22h, geladeira era movida a querosene, candeeiro era de manga comprida, e o radio, um belo telefunken à pilha, era uma peça ilustre numa prateleira elevada na sala de estar da casa. Anos depois e com muito esforço, meu pai presenteou a família com a primeira TV, uma telefunken com dois canais (Marajoara canal 2 e Guajará canal 7). A TV passou a ser a visita permanente na casa e controlou nossas noites a partir de então. Apesar disso, nunca abandonei o radio, pois já eu havia sido emprenhado pelos zouvido, pela PRC-5!
    Meu velho faleceu em 2015 (aos 91anos), ouvindo a Radio Clube do Pará no seu radio de pilha, e eu o segui nesse hábito, fiel aos meus ouvidos, que mantenho até hoje.
    PARABÉNS AOS PROFISSIONAIS, QUE FIZERAM E FAZEM AS ONDAS CURTAS, MÉDIAS E TROPICAIS DA PRC-5, SEREM OUVIDAS, NA PLANÍCIE AMAZÔNICA E EM TODOS OS CAFUNDÓS DO MUNDO!

    Curtir

  3. Parabens, vida longa à PRC5 e todos os que fazem esta emissora , principalmente a equipe de esportes, e programas como o Cartaz Esportivo, cujo programa tenho como uma boa companhia inseparável nessas dezenas de anos.

    Curtir

  4. Fernando Pina, no seu texto, me fez voltar ao passado ao citar momentos da minha cidade de Castanhal. Sai de Castanhal aos 20 anos pra viver em Belém, mas antes vivi momentos marcantes, principalmente jogando futebol nas principais equipes da cidade, como: Estrela, Manduquinha, 1de maio, Vasco e seleção castanhalense.

    Curtir

  5. Parabéns, Gérson e demais integrantes da Rádio Clube do Pará.
    A PRC-5 acompanha gerações de torcedores e também sempre forneceu uma programação diversificada.
    Em minha infância, ouvia as narrações da Clube junto com meu avô, Afonso Eiró e quando ia para o Estádio com meu pai, José Alves, ele não abria mão da PRC-5.
    Até hoje recordo da vinheta com o Gavião da Clube e da narração do Guerreiro dizendo: “balança, sacode, estremece o Mangueirão”.
    A Clube faz parte da minha vida.
    José Eiró

    Curtir

Deixe uma resposta