Fogão renasce, paga dívidas e faz esforço para fechar 2017 no azul

carlos-eduardo-pereira-botafogo-2015

Na revista Época deste fim de semana, o colunista Rodrigo Capelo revela que o Botafogo está na iminência de apelar para uma solução amarga: vender jogadores para fechar as contas no azul em 2017. Segundo ele, se não tivesse dívidas tão altas contraídas no passado recente, o Botafogo faria uma temporada para lá de tranquila em 2017. O departamento financeiro projetou, no orçamento do clube, R$ 191 milhões em receitas. Isso inclui os acordos de televisão e marketing e as previsões de arrecadação com sócios-torcedores, bilheterias e estádio – o Nilton Santos começou o ano com bons resultados.

Capelo revela que, do lado das despesas, o cálculo fica em R$ 145 milhões. Aí entram todos os custos com futebol, estádio, clube social e outros esportes, como o remo. Sobrariam R$ 46 milhões para gastar em contratações de novos atletas e investimentos em infraestrutura. Uma maravilha, se não existissem dívidas tão pesadas.

“O endividamento botafoguense é um dos mais preocupantes do futebol brasileiro porque combina dois problemas: pouca receita para muita dívida. O clube se endividou muito rápido na última década sem que aumentasse sua arrecadação em ritmo suficiente para dar conta da bronca. Isso tem seu preço. Para 2017, a diretoria alvinegra separou R$ 54 milhões para o pagamento de dívidas, acordos trabalhistas e cíveis já existentes e outros que serão firmados no decorrer da temporada. É um dinheiro que poderia ser investido no futebol, mas vai parar nas contas de bancos e empresários que, no passado, acudiram o clube com empréstimos”, explica Capelo.

O cálculo, com as dívidas, muda de figura. Se a diretoria financeira estiver correta em suas projeções, o Botafogo vai terminar o ano com um prejuízo de R$ 8 milhões. A primeira solução é desagradável: a venda de atletas. O clube espera uma arrecadação líquida de R$ 10 milhões em 2017 com transferências para fechar a conta – o que pode acontecer ou não, a depender do futebol e do mercado.

Isso, numa temporada em que o time volta a empolgar o torcedor com boas partidas e a presença na Copa Libertadores, soa mal para qualquer torcedor, mas pode ser melhor do que a segunda solução. Caso não venda ninguém, a direção terá de tomar mais empréstimos para sanar o buraco no caixa. Aí o endividamento aumenta, a bola de neve fica maior e o problema é empurrado para 2018 do mesmo modo que foi até agora.

A atual diretoria, sob o comando de Carlos Eduardo Pereira (foto), tem sido austera e rigorosa na parte financeira. Com um elenco modesto, tirou o Botafogo da Segunda Divisão em 2015 e – sem gastar muito – logrou a façanha de fazer a melhor campanha do clube desde o título nacional de 1995, garantindo presença na Taça Libertadores. Tudo isso convivendo com as inúmeras pendências deixadas pela desastrosa gestão de Maurício Assunção, o dentista que saqueou as finanças do clube em 2 anos de mandato.

3 comentários em “Fogão renasce, paga dívidas e faz esforço para fechar 2017 no azul

  1. Botafogo vem fazendo um trabalho interessante na administração. Se não perder o prumo e a sorte bafejar (coisa necessária no esporte) o clube, tem tudo para daqui a cinco anos está na ponta das tabelas do times brasileiros.

    Curtir

Deixar mensagem para anisioluiz2008 Cancelar resposta