Archive for 9 de fevereiro de 2017

Capa do Bola – sexta-feira, 10

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9 de fevereiro de 2017 at 23:55 Deixe um comentário

Rock na madrugada – The Doors, Love Me Two Times

9 de fevereiro de 2017 at 23:44 Deixe um comentário

Mudanças na marra

POR GERSON NOGUEIRA

Na base do decreto, seguindo à risca o modelo autoritário que sempre pautou seus atos, a CBF baixou ontem o seu regulamento de licenciamento, contendo as regras mínimas a serem cumpridas pelos clubes nacionais (das quatro divisões), de forma escalonada, até 2021. Há quem possa argumentar que o futebol moderno exige mudanças e sacrifícios, mas no Brasil os clubes são tradicionalmente os primos pobres da festa. Antes de baixar regras draconianas, a própria CBF deveria passar por uma depuração mínima quanto a intenções e práticas.

unnamedOs clubes da Primeira Divisão terão até o próximo ano para se enquadrar. Já os da Segunda Divisão têm prazo até 2019. Para a Série C, o limite será 2020, enquanto para os clubes da Série D as exigências irão valer a partir de 2021. Para torneios internacionais, as normas já integram o regulamento da Conmebol para o ano que vem.

Tudo seria aceitável se o país do futebol tivesse uma estrutura mais igualitária, em termos de vantagens e patrocínios, para todos os clubes. Isso ocorre nas principais ligas europeias, cujas divisões – mesmo as mais modestas – são aquinhoadas com suporte financeiro que permite uma sobrevivência digna dos filiados.

A CBF usa como discurso a necessidade de estabelecer o desenvolvimento dos clubes através de boas práticas de gestão, transparência e equilíbrio financeiro. Como teoria, a formulação é perfeita. Na prática, porém, é preciso observar que décadas e décadas de atrelamento à entidade tornou os clubes potencialmente pobres e pouco afeitos a comandarem seus próprios destinos.

Não se muda esse panorama de um ano para outro, nem por força de decreto. Os prazos ofertados são razoáveis, mas ainda assim a maioria das agremiações terá imensas dificuldades para se adequar. O regulamento define um conjunto de regras obrigatórias. Os clubes terão, por exemplo, que provar a existência de programas para as divisões de base e para o futebol feminino – obsessão da Fifa, que a CBF está levando a ferro e fogo.

Os clubes terão que possuir também centros de treinamento, estádios ajustados às normais e gestão profissional (com diretorias remuneradas de futebol, comunicação e marketing). Dá até para imaginar o grau de desespero dos clubes mais modestos do país, alguns desprovidos até de campo para treinar e sem nada que possa lembrar uma diretoria profissionalizada.

Anualmente, a CBF promete informar os critérios (metas) que devem ser atingidos para acesso às competições. As punições previstas para os clubes que descumprirem o licenciamento incluem multas e até a proibição de participar de torneios oficiais.

O que se conclui dessas providências oficializadas pela CBF é que, no prazo máximo de quatro anos, as divisões nacionais estarão reduzidas a três, pois a quarta divisão acabará extinta por inanição. Sendo que as séries B e C passarão por ampla reformulação, visto que muitos clubes dessas divisões não conseguiriam hoje cumprir as exigências mínimas.

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Waltinho e a ressurreição do São Francisco

Não foi um jogo qualquer, representou uma façanha. O São Francisco marcou 3 a 0 sobre o Botafogo paraibano, que era apontado como favorito para seguir adiante na Copa do Brasil. É um clube mais estruturado e teve um bom começo de temporada, tendo goleado o Vitória-BA, na Copa do Nordeste.

O mais impressionante é que, até então, o São Francisco só havia decepcionado sua torcida, com tropeços seguidos no Parazão. O responsável pela mudança atende pelo nome de Walter Lima, técnico habituado a montar bons times e que foi chamado para substituir Victor Hugo.

Bastaram alguns treinos sob seu comando para que o time mudasse de corpo e alma. O grupo desanimado de antes passou a confiar nas próprias forças e a desarticulação em campo cedeu lugar a uma postura organizada e taticamente disciplinada. O triunfo salvou o ano financeiro do São Francisco e fez justiça à competência profissional de Waltinho.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 10)

9 de fevereiro de 2017 at 23:43 8 comentários

Oh dúvida cruel

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9 de fevereiro de 2017 at 23:17 Deixe um comentário

Montadoras dão férias coletivas, mas grande mídia prega otimismo

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POR ALTAMIRO BORGES

Férias coletivas são sempre um sinal de alerta para os trabalhadores. Geralmente, após a medida, vem o facão, a demissão em massa! Nesta semana, poderosas montadoras de veículos anunciaram que aproveitarão o feriado do Carnaval para suspender a produção. As multinacionais alegam queda nas vendas de automóveis em 2016 e redução de seus lucros bilionários. Apenas em duas unidades, a General Motors de São Caetano do Sul e a Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, os 14,2 mil metalúrgicos não irão às fábricas nos próximos dias. O pânico é com o retorno deste “descanso”.
A GM fará uma parada mais longa. Cerca de 5 mil operários daquela unidade terão férias coletivas de 27 de fevereiro a 27 de março. Em 2016, as vendas da multinacional ianque caíram 10,8% em relação a 2015, enquanto o mercado total de veículos teve queda de 20%. Em janeiro, a marca até teve um suspiro, com a alta de 2% nas vendas na comparação com o mesmo mês de 2016. A GM também estendeu o período de lay-off (suspensão de contratos) de 754 trabalhadores, que deveriam voltar ao trabalho nesta semana, e ainda anunciou que pretende abrir um novo programa de demissão voluntária (PDV).
Já a Volkswagen vai estender a parada do Carnaval por 12 dias, entre 22 de fevereiro e 5 de março. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 7 mil trabalhadores, todos da produção, serão dispensados e as folgas serão contabilizadas no Programa de Seguro Emprego (PSE), que reduz a jornada e os salários. Também crescem os boatos de que outras montadoras de automóveis, como a Fiat de Betim (MG), pretendem conceder férias coletivas nos próximos dias. Pelo jeito, as poderosas multinacionais do setor não estão muito confiantes nas bravatas do covil golpista e da mídia chapa-branca sobre a retomada do crescimento da economia. Os operários que se preparem para o pior!
Em tempo: Nesta semana, os jornalões e os telejornais, principalmente a TV Globo, tentaram difundir um clima de otimismo na sociedade, garantindo que a economia já dá sinais de recuperação. Esta ofensiva talvez seja para justificar o aumento das verbas de publicidade para os mercenários da mídia golpista. A Folha, por exemplo, garantiu que “os carros começam a sair do buraco” e que “a indústria automotiva crê em retomada e acelera a produção”. Mas as férias coletivas anunciadas nestes dias detonam o falso clima de otimismo. Depois os barões da mídia não entendem porque a credibilidade dos seus veículos está indo para o buraco!

Crise, que crise?!

9 de fevereiro de 2017 at 23:07 Deixe um comentário

O que estourou em Vitória é pedaço de realidade instalada país afora

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POR JANIO DE FREITAS
Possível e fácil, a ocorrência em mais umas três capitais de algo como a arruaça em Vitória, e não se poderá contar com solução de razoável racionalidade para conter a conflagração. Será violência contra violência.
É essa uma visão pessimista do risco? Sim, para quem supõe que Vitória sucumbiu a motivações suas. Ou, se mais, a problemas do Espírito Santo. Mas o que estourou em Vitória é um pequeno pedaço de uma realidade instalada pelo país afora. Entre os depósitos de explosivos que são hoje tantas cidades brasileiras, Vitória estava até em melhores condições do que Porto Alegre, Rio, Natal, várias outras. O mais inquietante, no entanto, não está nessa realidade tão ameaçadora quanto pouco reconhecida.
O que mais agrava a ameaça subjacente no país é a total alienação do governo Michel Temer. Uma parte dele só se ocupa de politicagem partidária e parlamentar, compartilhamento de cargos e ganhos, manobras protetoras, na ilha afortunada que é Brasília. Michel Temer é o falso centro dessa parte do governo.
A outra parte é a área econômica, encabeçada pelo Ministério da Fazenda. Não é menos alienada do que a anterior. Nem na ilha está: vive no seu círculo fechado. O país afunda mais econômica e socialmente a cada hora, o desemprego real já está estimado em 20 milhões, cresce o número de estados e cidades incapazes de custear os serviços essenciais – e em nove meses de governo o ministro da Fazenda não tomou sequer uma medida singela, qualquer uma, para facilitar (facilitar, nem se pediria mais) uma reação ao esmagamento do país. Muito ao contrário, além de impedir os estimulantes investimentos governamentais, sob sua regência os bancos oficiais cortaram tudo que puderam do financiamento aos setores privados.
A alienação do Ministério da Fazenda é total. Com o desabamento do poder aquisitivo posto diante dos seus olhos, Meirelles e sua equipe se ocupam em criar penalidades para quem comprou imóvel em construção e precisa desistir do negócio. Querem fixar multa de 25%, um quarto do total já pago, a ser deixado no cofre do vendedor quando desfeita a compra. As desistências subiram de 20% no já ruim 2014 para 43,4% no ano passado, conforme as repórteres Ana Paula Ribeiro e Geralda Doca. Pequenos imóveis, na maioria de valor entre R$ 300 mil e R$ 800 mil. Comprados, está claro, por aqueles que haviam ascendido da pobreza para os primeiros degraus da baixa classe média.
Tão simples: o governo reduz ou elimina o rendimento, e castiga quem não tem mais o suficiente para honrar os compromissos da ascensão perdida. É a face do governo Temer + Meirelles.
O potencial explosivo está à mercê da sorte. Vitória não é uma diferença, é um risco comum que ali avançou mais. E o mais grave: não se pode contar com o governo, que de um parte se aliena como pasto da politicagem e, em outra, na absoluta irrealidade do seu mundo de cifrões.
JAMAIS
Passados os pasmos com as primeiras prisões intempestivas, Sérgio Moro tem se mostrado bastante previsível. Mesmo quando vai a extremos, como a divulgação ilegal de gravações telefônicas já também ilegais, ato inesperável na forma, mas sem surpresa no excesso. Na mais recente de suas tantas idas aos Estados Unidos, a regra se cumpriu, quando, por exemplo, deu resposta fugidia sobre seu alegre encontro com Aécio Neves. Ou na óbvia afirmação de que não tem responsabilidade alguma na causa da morte de Marisa Lula da Silva.
Esta, porém, é uma certeza que Sérgio Moro jamais terá como alcançar. Nem seus companheiros da Lava Jato poderão livrar-se da interrogação.

9 de fevereiro de 2017 at 18:37 2 comentários

Gustavo Melo vai apitar o clássico

Gustavo Ramos Melo será o árbitro central do clássico Re-Pa de domingo. Um sorteio realizado na Federação Paraense de Futebol (FPF), na tarde desta quinta-feira, dia 9, definiu a arbitragem para os jogos da próxima rodada do Parazão, escolhendo Gustavo para comandar o principal jogo. Hélcio Araújo e Lucio Ipojucan serão os assistentes.

Será a segunda vez que Gustavo comandará o Re-Pa. A primeira foi no segundo turno do Paraense 2016, que terminou com o empate em 1 a 1 (Betinho marcou para o Papão e Eduardo Ramos empatou para o Leão). Dewson Freitas era o outro árbitro incluído no sorteio.

9 de fevereiro de 2017 at 18:32 5 comentários

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