Script do golpe seguido à risca

 

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Segundo informes que a midiazona está fazendo desde ontem, o ex-advogado de Eduardo Cunha e do PCC vai mesmo chegar ao Supremo. A rigor, nem surpreende a indicação do tucano (filiado) Alexandre Moraes para o lugar que foi de Teori, morto em misterioso acidente aéreo. Para uma Corte que já conta com um declarado militante do PSDB, o ministro Gilmar Mendes, Moraes é uma escolha natural dos donos do poder. Com ele no STF, fica tudo ainda mais dominado, como previra o filósofo Romero Jucá. E ainda há quem duvide que houve golpe…

Curioso apenas pra saber o que acham disso os paneleiros patriotários.

Famílias de jornalistas buscam indenizações pelo acidente em Medellín

chapecoenseA Associação Chapecoense de Futebol será processada por sete famílias de jornalistas vítimas do acidente aéreo ocorrido em novembro do ano passado em Medellín, na Colômbia. De acordo com o advogado João Tancredo, que defende as famílias dos profissionais, o clube teria responsabilidade no episódio, apesar de não ter culpa pela queda da aeronave. As informações são do Estadão.

“A Chapecoense terá que ser processada, não tem jeito. Foi o clube que fretou a aeronave e fez o contrato com a empresa aérea. A Chapecoense tem responsabilidade sobre o transportado, ela teria que deixá-lo em seu destino”, afirmou o advogado, que tem entre clientes as famílias do jornalista Guilherme Marques e do produtor Guilherme Van der Lars, ambos da TV Globo.

Tancredo informou que, na segunda-feira, 30, solicitou à Justiça o contrato firmado entre o clube de futebol e empresa aérea LaMia, responsável pelo voo. Segundo ele, o objetivo é saber quem ficou responsável pela indenização, em casos de acidente. “Teria que ter sido feita apólice de seguro em nome dos passageiros. Ela é obrigatória”, disse.

Na apuração do advogado também será verificado quem pagou pelas passagens dos jornalistas. Segundo Tancredo, se foram as empresas de comunicação, elas também podem ter alguma responsabilidade na indenização. Ele afirmou que as famílias dos comunicadores ainda não receberam nada.

Vice-diretor jurídico da Chapecoense, Luiz Antônio Palaoro defendeu que as famílias de todas as vítimas unam forças contra os responsáveis pelo acidente. “O advogado está no direito de fazer o que quiser. Mas não somos responsáveis pelo acidente; somos vítimas também. O ideal é nos unirmos para brigar com seguradoras, com a companhia aérea e com o governo boliviano”, afirmou.

Palaoro informou que, em 8 de fevereiro, haveria uma reunião com a seguradora em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para discutir as indenizações, mas o encontro deve ser adiado porque a companhia não teria tido tempo hábil para analisar os documentos enviados pela Chapecoense. “Conclamamos as famílias para unir forças. O clube não é responsável direto. O clube ofereceu levar os jornalistas porque havia assentos vagos, mas ninguém foi obrigado a entrar no voo”, disse.

De acordo com o vice-presidente jurídico do clube, as famílias dos jogadores e funcionários do time receberam indenização de 28 salários pela Chapecoense, mais 12 salários pela CBF. “As famílias dos jornalistas também já receberam os seguros feitos por suas empresas”. Palaoro afirmou que a Chapecoense não tem recursos para pagar “indenizações milionárias”. “As pessoas que entrarem contra o clube terão caminho mais tortuoso”.

Ele negou, ainda, que o advogado que representa as famílias dos jornalistas tenha solicitado o contrato firmado entre a Chapecoense e a LaMia. “Fornecemos para a imprensa, para todos que pediram. Ele não pediu esse contrato”, afirmou. O advogado das famílias informou que pediu o contrato à Justiça. (Com informações do Comunique-se)

Papão fatura alto com a marca Lobo, lança loja virtual e cria tendência

d6e53210-bb4d-3745-af69-a53f27eb30dbNo início de 2016, o Paysandu adotou uma estratégia inovadora para o futebol brasileiro, que já havia sido usada apenas por alguns times europeus, como o Athletic Bilbao: criou uma marca própria de uniformes, a Lobo, que passou a fabricar toda a indumentária bicolor. Um ano depois, é notável o sucesso da iniciativa. Segundo o departamento de marketingdo clube paraense, foram vendidas 110 mil camisas, pouco mais do que o dobro de 2015, quando a Puma era a fornecedora alvianil.

E para celebração total do “Papão”, 100% da renda vai diretamente para o time, diferente de outros tempos, quando apenas parte dos lucros iam. Com isso, o faturamento aumentou 12 vezes, ainda de acordo com diretoria.

Para faturar ainda mais, o Paysandu lançou no final do mês passado a loja virtual da Lobo, que está no endereço lojalobo.com.br. Agora, os torcedores que não moram em Belém e não podem ir às lojas físicas têm a possibilidade de comprar toda a linha bicolor, inclusive a novíssima camisa 2017, lançada há cerca de duas semanas, que tem o escudo de campeão da Copa Verde 2016. Ela sai por R$ 189,90 em até três vezes no cartão.

Quem é sócio-torcedor do “Papão”, inclusive, ganha 10% de desconto nos produtos.

A estratégia do time da Curuzu, aliás, já despertou a atenção de outros times, que também passaram a fabricar o próprio uniforme, de olho na renda 100%: Juventude (19Treze), Fortaleza (Leão 1918), e Joinville, com a 8Cta (será lançada em breve). (Da ESPN) 

Fogão viaja com novidades para a decisão em Santiago

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Após utilizar os reservas no Campeonato Carioca, o Botafogo viajou na noite desta domingo para o Chile, onde vai encarar o Colo Colo-CHI, nesta quarta-feira, pela Libertadores. O técnico Jair Ventura fez algumas mudanças nos relacionados para esta partida.

As maiores novidades na lista de relacionados foram as entradas dos volantes Rodrigo Lindoso e Dudu Cearense. Já o volante Matheus Fernandes ficou no Rio de Janeiro. Outra surpresa foi a saída do atacante Joel, que também não viajou com a delegação carioca. O camaronês não foi bem no fim de semana e perdeu espaço.

Com isso, existe a possibilidade do técnico Jair Ventura optar por uma escalação mais defensiva para a partida, com três volantes e sem um atacante de área. Rodrigo Lindoso e Dudu Cearense brigam por um lugar ao lado de Airton e Bruno Silva, com Roger deixando a equipe titular.

O Botafogo entra em campo e tem a vantagem de atuar pelo empate em Santiago. No entanto, uma derrota mínima elimina os alvinegros da Libertadores. Confira abaixo a lista de relacionados para o duelo contra o Colo Colo.

Goleiros: Gatito Fernández, Helton Leite e Saulo

Laterais: Jonas, Marcinho, Victor Luís e Gilson

Zagueiros: Emerson Silva, Marcelo e Igor Rabello

Volantes: Airton, Dudu Cearense, Lindoso, Bruno Silva e João Paulo

Meias: Montillo e Camilo

Atacantes: Roger, Pimpão e Guilherme

Santa Cruz segue Peixe e Papão e lança marca própria de uniformes

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Entrando na onda de sucesso de times como Paysandu, Juventude, Fortaleza e Joinville, o Santa Cruz criou também sua própria marca de uniformes, a Santa Forte. A estratégia vem sendo usada por cada vez mais equipes, já que a renda fica 100% nas mãos da agremiação. No último final de semana, o clube apresentou o primeiro produto de sua fabricação: uma revolucionária camisa com formações poligonais, em homenagem aos 103 anos do clube.

O Santa Cruz tem contrato com a Penalty até 2019 e, a princípio, o elenco seguirá usando nos jogos as camisas fabricadas pela marca nesta temporada. No último sábado, na vitória por 1 a 0 sobre o Náutico, em clássico válido pela Copa do Nordeste, contudo, o técnico Vinícius Eutrópio vestiu o modelo lançado neste final de semana pela marca Santa Forte.

A revolucionária camisa sai por R$ 129,90 na Loja Cobra Coral. O uniforme, aliás, foi descrito como “uma parceria entre nosso designer [da Cobra Coral] e o departamento de marketing do Santa Cruz”. Mais novidades serão divulgadas em breve.

Início ruim expõe tamanho do desafio que Rogério Ceni tem pela frente

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É, Rogério Ceni, a vida não será fácil como treinador. Eu entendo o que você tentou fazer no jogo, mas deu tudo tão errado, mas tão errado, que acabei até te cornetando em certo ponto da partida. O time, porém, ainda tem muitos problemas e você terá muito trabalho durante toda a temporada, mas principalmente nas próximas semanas.

Vamos começar pela defesa, a coisa mais desastrosa da partida contra o Osasco Audax. No jogo de hoje, exatamente todos os marcadores e defensores tricolores falharam feio, inclusive mais uma vez. No primeiro gol, Douglas, Maicon (aquele zagueiro caro e que não deveria errar pelo preço que custou) e Buffarini bateram cabeça, deram chutes bizarros e fizeram cagada. No segundo gol, todo mundo ficou mais perdido que cego em tiroteio, enquanto os jogadores adversários trocavam passes com facilidade. Em dez minutos, já perdíamos a partida por 2 a 0. Defensivamente, levamos mais alguns sustos e no segundo tempo nada melhorou e a marcação continuou frouxa.

A fraca marcação tricolor, aliás, causou os dois gols do Audax no segundo tempo. Primeiro, o nanico Bruno foi marcar um zagueiro rival e chegou atrasado. Depois, Buffarini chegou atrasado em contra-ataque rival e cometeu pênalti bobo. Enfim, ninguém acertou nada na defesa do São Paulo.

No meio, uma chance de melhora, certo? Errado! Rodrigo Caio pareceu perdido, mas compensou com uma bela assistência para Chávez no segundo gol. Thiago Mendes correu, correu, correu e nada fez, assim como Cueva, que pareceu um rascunho daquele bom jogador da última temporada. Outro setor que foi um completo desastre.

O ataque tricolor teve um ponto a ser elogiado: a marcação. Contra um time que toca muito a bola e muitas vezes se enrosca no campo de defesa, o São Paulo foi bem e desarmou bem o adversário no setor ofensivo. O problema é que isso, claro, mais uma vez não resultou em gols. O time cansou de perder chances, tropeçou nas próprias pernas e errou passes ridículos na cara do gol. Foi um desastre completo, fazendo com que os dois marcados parecessem algo totalmente surreais. Rogério Ceni precisa, com urgência, trabalhar jogadas ofensivas e fazer os atacantes da equipe colocarem o pé na forma.

É só o primeiro jogo oficial, é verdade, mas foi bem abaixo do que esperávamos, principalmente porque o Osasco Audax não é sombra daquela boa equipe que surpreendeu a todos no ano passado. O Tricolor não foi bem, cometeu erros amadores, algo que não podemos aceitar com naturalidade. Trabalhe, Rogério, você vai precisar se esforçar para ganhar algo com esse time. (Da ESPN) 

Independente 100%

POR GERSON NOGUEIRA

Para espanto de muitos, depois de três rodadas, o Independente desponta como o grande time do campeonato. Até aqui, tem o melhor rendimento. Sua campanha é irrepreensível. Venceu os três jogos – dois deles fora de casa – e desbancou até o maior favorito da competição.

A receita é simples e certeira. O time é barato, reúne jogadores catados na própria região e remanescentes do ano passado. Todos acostumados à correria e aos campos pesados e esburacados do Parazão.

Léo Goiano, o técnico que havia feito ótima campanha com o Parauapebas em 2016, não inventa e nem se enche de teorias para explicar o êxito do Galo Elétrico neste começo de caminhada.

unnamedA defesa é forte, segura e quase imbatível no jogo aéreo. Os laterais apoiam bastante e o meio-de-campo tem perfil obreiro. Não há nenhum craque, mas sobram operários. A marcação é constante e não dá trégua a ninguém – o Papão que o diga.

O ataque é o mais efetivo da competição, com sete gols. O artilheiro é Magno, com três. Monga, expulso contra o Papão e que não jogou ontem diante do Pinheirense, marcou dois.

A disposição apresentada pelo Galo é admirável nessas três primeiras rodadas. Antes de o campeonato começar, apontei aqui o Independente e os dois representantes santarenos como pedras no sapato dos grandes da capital. Até o momento, apenas o São Francisco destoa desse prognóstico, mas a equipe de Tucuruí está enchendo todas as medidas.

Logo na primeira rodada, o Galo foi a Paragominas e surpreendeu os donos da casa, ganhando de virada por 3 a 2. Foi uma espécie de cartão de visitas.

Na rodada seguinte, recebeu o Papão e não deu a menor chance aos comandados de Marcelo Chamusca. De quebra, ainda demonstrou uma impressionante capacidade de resistência. Sem seu principal atacante desde os 13 minutos de jogo, equilibrou as ações esbanjando preparo físico e muita determinação.

Com marcação intensa e perfeita ocupação de espaços, o Galo enfrentou o Papão sem medo e acabou premiado nos instantes finais com o gol da vitória, marcado por Magno, em cobrança de pênalti.

Ontem pela manhã, no estádio Jornalista Edgar Proença, o Independente reafirmou suas qualidades. Derrotou o Pinheirense, que estava invicto e vinha de um empate com o Remo. Mas a vitória não foi acidental. Resultou de uma postura tranquila e de um repertório variado de jogadas. Magno, em contra-ataque perfeito, fechou a contagem, com um belo gol, um dos mais bonitos deste campeonato.

Ah, os poucos que foram ao Mangueirão asseguram que Pinheirense e Independente fizeram o melhor jogo do Parazão. Não duvido. Dentro de suas limitações, os dois times têm propostas interessantes e dois técnicos promissores, Junior Amorim e Léo Goiano. Que continuem assim.

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Tsunami salva Leão na bacia das almas

O jogo se encaminhava para o fim e a derrota já se desenhava. Um gol de pênalti aos 33 minutos do segundo tempo dava ao São Raimundo a vantagem no placar. O Remo, que havia evoluído depois do intervalo, sentiu o baque e se lançou à frente com ímpeto e desespero.

Quis o destino que o goleiro falhasse e Tsunami tivesse a felicidade de testar para as redes. Um gol chorado, mas que fez justiça à boa produção azulina no segundo tempo. Apesar de lutar e imprimir correria, o Pantera em nenhum momento envolveu o Leão.

Um gol mal anulado de Gabriel Lima podia ter dado a vitória aos azulinos. A entrada do jovem atacante, substituindo a Jayme, deu outra dinâmica ao Remo. Na defesa e no meio, porém, os problemas se avolumam. Apesar do bom resultado, o time ainda carece de ajustes para encarar o clássico do próximo domingo.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 06)