A chance da redenção

POR GERSON NOGUEIRA

Papão e São Francisco se enfrentam hoje à noite buscando reabilitação no campeonato em jogo válido pela terceira rodada do Parazão. Os santarenos vivem uma situação insólita. Ainda não pontuaram, permanecendo na última posição, com zero ponto após três jogos. Os bicolores têm a possibilidade até de assumir a liderança de seu grupo em caso de vitória, mas vivem a pressão natural provocada pela derrota no Re-Pa.

unnamedA torcida alviceleste, que compareceu e apoiou o time no clássico, mesmo depois do revés diante do Independente, em Tucuruí, está cabreira em relação ao trabalho do técnico Marcelo Chamusca e à qualidade de boa parte do atual elenco. Exige resultados para voltar a acreditar no time.

Nada melhor que começar a mostrar serviço diante do vice-campeão estadual, que vem patinando no Parazão, mas já mostrou força na Copa do Brasil, ao eliminar o Botafogo-PB na primeira fase.

Sob o comando de Walter Lima, o São Francisco tenta repetir no Estadual a façanha no torneio nacional. Desde que assumiu, Waltinho mudou muito pouco na estrutura do time, mas fez alterações táticas importantes. A equipe volta a apostar tudo no toque de bola caprichado, na ousadia e velocidade dos atacantes, mesmo quando atua fora de Santarém.

Por coincidência, ousadia deve ser a palavra de ordem na preleção de Chamusca aos seus jogadores. Vencer é obrigação para o favorito ao título e com a maior folha salarial entre todos os dez participantes.

Além disso, o mau passo nas duas rodadas anteriores obriga o Papão a vencer, sob pena de permanecer na incômoda lanterna de sua chave. Como consequência natural do choque-rei, Leandro Cearense deverá ser sacado do time para a entrada de Alfredo, que ainda não teve chances.

Outra modificação é a efetivação de Leandro Carvalho, que já havia aparecido bem em Tucuruí e confirmou a boa fase nos 15 minutos finais do Re-Pa. Daniel Sobralense, de atuação apagada domingo, continua titular na armação. Ricardo Capanema substitui a Rodrigo Andrade, que cumpre suspensão devido à expulsão contra o Remo.

Pelo que Chamusca dá a entender, o Papão será mais ofensivo, atuando no 4-3-3 clássico. Resta saber se a nova formação será bem sucedida, conseguindo o rendimento esperado pelo técnico e desejado pelo torcedor.

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Saída de diretor expõe temperatura interna no Leão

Alguém já disse que o Remo é o principal inimigo do Remo. Devia saber o que dizia. Dois dias depois de vencer o maior rival, o clube mergulha num começo de crise administrativa com a anunciada saída de Marco Antonio Magnata da Diretoria de Futebol. Insatisfeito com atitudes do presidente Manoel Ribeiro, Magnata se despediu ontem sem dar muitos detalhes do motivo de sua decisão. Fontes do Evandro Almeida garantem que tem a ver com a demora no pagamento do salário do técnico Josué Teixeira.

O presidente teria levado o dinheiro ao Baenão, mas o técnico pediu para receber por via bancária, temendo um assalto. O episódio gerou um atrito na diretoria e Magnata preferiu sair. A amigos, disse que MR exagera no tom autoritário e trata parceiros como se fossem empregados seus.

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Copa Verde: ambientalismo como único apelo

Acontece hoje na CBF a assinatura do protocolo das atividades socioambientais e de sustentabilidade na Copa Verde 2017. O coronel Nunes, vice da entidade, e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, são os donos do evento. Com 18 participantes, a CV será festivamente lançada na sexta, 17, em Macapá, embora já esteja sendo jogada.

A vocação ambientalista da competição é até óbvia, mas a CBF só se deu conta disso a partir de sugestão do amigo e confrade Carlos Ferreira. Este, por sinal, é hoje o único gancho de interesse que resta à esvaziada competição, depois que CBF e Conmebol tiraram sorrateiramente seu principal encanto: a vaga na Copa Sul-Americana.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 15) 

11 comentários em “A chance da redenção

  1. Bom, entendendo agora que o condicional teria deve-se apenas à preservação da fonte, é dizer que o problema, então, diferente do que parecia, não é falta de dinheiro, mas apenas a forma de disponibilizar o “sagrado e merecido”. Sendo assim, a situação melhora um pouco. Só um pouco, pois, se a grana tá na mão, não haveria motivo para tanta arrelia.

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  2. Eu não vejo como redenção uma vez que nada está perdido. A fórmula atual da competição permite mais um embate nesta fase entre os dois rivais, aí sim, seria a redenção. Hoje, eu considero a reabilitação para continuar vivo na disputa.
    Mas não apoio o Batoré no Paysandu.

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  3. Olha o presidente que temos amigos. Se isso for verdade de levar o dinheiro para o Baenão é muito amadorismo mesmo. Já não basta os 400 mil que sumiram na gestão do Manoel Ribeiro que até hoje ninguém sabe o que aconteceu. Será que os 400 mil não foram suficientes, te contar!!

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  4. concordo com vcs Miguel e Janderson.. nada tira da minha cabeça sobre o paradeiro dos 427 mil que sumiram na gestao desse velho gaga. muitos assaltos sem mão armadas ainda vão acontecer durante esses dois anos de mandato.

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  5. Essas coisas para mim não são surpresas. Respeito o sr. Manoel Ribeiro pela sua história dentro do Clube, mas não concordo com seu modo de administrar, que – os fatos vêm mostrando assim – ainda está nos anos 70.
    Mas, por ser presidente do Remo, eu torço que ao final dê tudo certo.

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