Leão supera rival Papão com a melhor média de público do Pará

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DO SITE SR.GOOOL

Paysandu e Remo são eternos rivais! A dupla paraense está separada por uma divisão. Papão e Leão, por enquanto, deixam a desejar em campo. Se o Paysandu leva vantagem no escalão nacional – está na Série B, enquanto o rival aparece na Série C -, o Remo vence o adversário no ranking de público entre os representantes paraenses nas Séries A, B, C e D do Brasileirão, segundo levantamento do Sr. Goool.

O Sr. Goool, na última quarta-feira, iniciou a saga pelos rankings de público de todos os clubes envolvidos nas quatro divisões nacionais separados por estados. Na imagem abaixo, você terá o ranking agrupado e exclusivo com todos os clubes das Séries A, B, C e D!

O Remo não é só o dono da melhor média de público do Pará e da Série C, como ainda é o responsável pela melhor marca desconsiderando os 11 primeiros colocados da Série A. O Leão ostenta média de 11.656 pagantes. No ranking agrupado com os 128 clubes das quatro divisões nacionais, o representante paraense ocupa o 12º lugar.

Como o Pará não tem clube na elite, o Paysandu é aquele que está em melhor situação. Na Série B, o Papão apresenta média de 5.977 torcedores – a segunda melhor marca do seu estado. A torcida bicolor supera o trio da Série D. O São Raimundo, entre os clubes paraenses na última divisão nacional, é o único que atinge a marca de mil fãs (1.573).

O São Francisco é mais um paraense na Série D. A média do clube, contudo, não passa de 767 espectadores. Em duas partidas como mandante, o São Francisco levou apenas 1.534 torcedores ao estádio. Pior faz o Águia. O clube de Marabá tem a pior média entre os paraenses nas divisões nacionais (340).

Confira a média de público dos clubes paraense nas divisões do Brasileirão:

Remo (11.656)
Paysandu (5.977)
São Raimundo (1.573)
São Francisco (767)
Águia (340)

A desenvoltura do PSDB no governo Temer. Ou: como chegar ao poder sem ganhar eleição

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FHC com o presidente do Uruguai, como se tivesse voltado a governar o Brasil, e Serra

POR CYNARA MENEZES – http://www.socialistamorena.com.br 

Num regime presidencialista democrático, só há uma maneira de se chegar ao poder: ganhando eleições. Devemos estar ficando loucos, então, porque o partido derrotado em 2014 está aboletado no governo federal como se tivesse recebido votos para tal. Com Michel Temer como aliado e fantoche, os tucanos voltaram a decidir os destinos da nação. Quem não votou no PSDB na última eleição presidencial, como eu e a maioria dos eleitores do país, tem toda a razão para acreditar que fomos passados para trás pelo partido de Aécio Neves.

Há outras duas possibilidades de se arrancar um presidente do cargo e passar a governar: o golpe e o impeachment. Como as justificativas para o impeachment, as famosas pedaladas, estão cada dia menos comprovadas e como muitos juristas defendem que as pedaladas não constituem “crime de responsabilidade”, condição sine qua non para o impeachment segundo a Constituição, resta-nos a opção do golpe. É tão claro que foi um golpe que não é, na realidade, o PMDB, vice de Dilma, quem fornece as diretrizes do governo, mas o PSDB, o partido derrotado nas urnas em 2014.

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Comparemos com o que ocorreu no impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992. Collor tinha derrotado Lula em 1989, mas, arrancado do poder, não foi Lula quem se tornou governante do país e sim o vice de Collor, Itamar Franco. O PT nunca participou da administração Itamar, pelo contrário: suspendeu Luiza Erundina por um ano do partido por ter aceitado participar do governo como ministra da Administração Federal.

Quem participou do governo de Itamar Franco foi, ora vejam só, o PSDB, que tinha ficado em quarto lugar na disputa em 1989, com Mário Covas como candidato. Vemos, portanto, que governar sem ser eleito é um clássico tucano. Com o detalhe de que Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda de Itamar, iria lhe usurpar o título de “pai do plano Real”. FHC, aliás, por pouco não participou do próprio governo Collor. Foi preciso Covas interceder para impedi-lo de se tornar ministro das Relações Exteriores da República das Alagoas.

A desenvoltura com que o PSDB circula no governo ilegítimo de Michel Temer é evidente e sem disfarce, desde o primeiro dia. O candidato derrotado Aécio Neves aderiu à primeira hora, e, sem mais delongas, posou alegremente para fotos ao lado de Temer na “posse”.

Ao mesmo tempo, os tucanos foram se instalando no governo ilegítimo: Alexandre de Moraes, ex-secretário de Geraldo Aclkmin, na Justiça; José Serra nas Relações Exteriores; Bruno Araújo, ministro das Cidades; Aloysio Nunes Ferreira, líder do governo no Senado. Na embaixada brasileira em Washington, outro tucano estrategicamente colocado, o porta-voz da presidência durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Amaral.

Esta semana, “entrou” no governo Temer quem faltava, a eterna eminência parda, a sombra por trás dos movimentos do tucanato: o ex-presidente FHC em pessoa. Na maior cara dura, sem nenhum cargo oficialmente no governo, FHC acompanhou Serra ao Uruguai para tentar convencer o presidente Tabaré Vázquez a se aliar ao Brasil e ao Paraguai para impedir a Venezuela de assumir a presidência do Mercosul. Pelo rodízio estabelecido, o país de Nicolás Maduro tem o direito de presidir o bloco neste segundo semestre.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, FHC viajou no avião da FAB (Força Aérea Brasileira), aquele mesmo negado à presidenta eleita Dilma Rousseff para viajar pelo país. O ex-mandatário chegou a se encontrar com Tabaré, como se tivesse voltado a governar o Brasil, mas o presidente uruguaio brecou a ilusão de Serra e seu “assessor” de impedir a Venezuela de presidir o Mercosul, dizendo que “é preciso respeitar as regras”. O prestígio de FHC, por sinal, anda em baixa no país vizinho: a revista “Caras e Caretas” o citou em título de sua edição online como um anônimo “ex-presidente”.

Aprendam com o PSDB: é assim que se chega ao poder, numa democracia, sem ganhar eleição. E ainda reclamam quando são chamados de golpistas.

Desfecho de Temer será pior que o de Cunha

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POR CARLOS FERNANDES, no DCM

Fosse o Brasil um país com uma democracia mais sólida e instituições mais isentas, a renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara seria recebida como a desmoralização última do processo de impeachment.

Responsável pela aceitação de uma denúncia estapafúrdia assinada por gente como Janaína Paschoal, Cunha é a tradução perfeita da ausência de moralidade e de legalidade que permeiam todo o processo que levou ao afastamento de uma presidenta legitimamente eleita.

A sua queda – ainda que com uma demora secular e sobretudo muito longe de ser a que realmente importa: a sua prisão – ratifica sobremaneira o vício e a injustiça do golpe que pretende cassar 54 milhões de votos soberanos.

O fato é que não vivemos num país justo. Aliás, quem mais deveria zelar pela justiça, o Supremo Tribunal Federal, contribuiu irreparavelmente pela desordem e pela instabilidade dos poderes. Tivesse Eduardo Cunha sido tratado como realmente é, um criminoso internacional e sociopata perigoso, muito provavelmente não teríamos chegado a esse ponto.

A demora do STF em afastá-lo permitiu que um desequilibrado fizesse da casa mais importante da república um instrumento pessoal cuja única finalidade se resumiu a proteger e acobertar toda a sorte de crimes, chantagens e ameaças.

E ainda pior.

Permitiu, com a sua inépcia, que um traidor covarde, através da chancela de corruptos de igual estirpe, ocupasse um cargo que jamais teria pela vontade irrestrita e declarada do povo. Definitivamente, a única coisa mais afrontosa que Eduardo Cunha na presidência da Câmara é, sem dúvidas, Michel Temer na presidência da República.

Se ainda resta a Cunha o discurso de ter chegado à presidência da Câmara pela via dos votos, nem isso Temer pode alegar. A ilegalidade de sua presidência é ainda mais aviltante e se aprofunda à medida que se aprofunda a ruína de quem deu início a tudo isso.

Humilhado, Eduardo Cunha saiu da presidência que tanto sonhou através de uma carta de renúncia ridícula que nada mais fez do que retratar toda a tragédia que foi a sua gestão.

Michel Temer terá, independente do que aconteça no Senado, um desfecho ainda pior.

Leão recupera a taça do Mundialito de Caracas

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A taça alusiva ao Mundialito de Caracas, uma das mais valiosas da galeria de troféus do Clube do Remo, foi recuperada ontem depois de ter sido roubada da sede social da avenida Nazaré na noite de quarta-feira. Através de informações colhidas pela Polícia, a peça foi encontrada e devolvida ao lugar de honra que ocupa na galeria.

A partir de agora, segundo a Diretoria, o esquema de segurança será reforçado na sede. Há um ano, a sede foi assaltada por uma quadrilha, que levou R$ 423 mil em dinheiro do cofre do clube. Até hoje o dinheiro não foi recuperado e nenhum dos assaltantes foi preso.

Pra não esquecer a poesia

“No mar tanta tormenta, e tanto dano
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra, tanta guerra, tanto engano
tanta necessidade adormecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano?
onde terá segura a certa vida,
que não se arme e se indigne o céu sereno
contra um bicho de terra tão pequeno?

(Luís de Camões, in “Lusíadas”).

A queda germânica

POR GERSON NOGUEIRA

A realidade pôs abaixo a velha tese de que a posse de bola é decisiva no futebol. A Eurocopa tem mostrado que não adianta reter a bola se nada de objetivo é feito com ela. A Alemanha, poderosa e impávida, sentiu a lição na própria carne, ontem à noite, no Vélodrome de Marselha. Tomou conta do jogo desde o começo, com média de 61% de posse e mais de 80% em acerto de passes, mas foi incapaz de romper a barreira da última linha de zagueiros posta em prática pela aplicada França.

De tanto cerca a área inimiga, a Alemanha foi vencida pela exaustão e entregou o jogo com dois erros bobos e fatais. Como um reles peladeiro, o excepcional volante Bastian Schweinsteiger botou a mão na bola em disputa aérea no último lance do primeiro tempo.

0f01de41-b2c3-4491-8f0f-fee48dda6cadDepois, o goleiraço Manuel Neuer fez uma daquelas lambanças típicas de quinta divisão. Saiu catando coquinhos e presenteou o ágil Griezman (foto) com o segundo gol. Estava decretada a queda germânica em solo francês e o fim do sonho de levantar o quarto título europeu de seleções.

Pelos padrões convencionais, o resultado teve um quê de injustiça – embora o futebol não seja pautado por decisões justas. Como gostava de escrever o velho Nelson, os idiotas da objetividade irão se escorar nos 61% de posse de bola para dizer que a Alemanha não merecia perder.

Ora, só merece ganhar quem faz gols. A França seguiu a cartilha obrigatória do jogo. Bola na rede. Não importa se ficou quase 20 minutos sem dar um chute a gol. Importa menos ainda se recuava todos os seus soldados para evitar o avanço das tropas de Low.

O que realmente interessa, hoje e sempre, é ser objetivo. Tocar a bola, sim; valorizar sua posse, idem; mas é obrigatório transformar esse poder em vantagem no placar. Muitas vezes, como ontem, um simples aceno do imponderável pode mudar tudo num relance.

Quem poderia imaginar que o grande Schweinsteiger iria tirar onda de Tiago Silva e tocar uma bola que não trazia perigo para sua defesa¿ Coisas da vida, diria o outro. No fundo, são atitudes erráticas como a do volante germânico que fazem do futebol o esporte mais imprevisível e apaixonante de todos.

E não se está dizendo que a França dos jovens Pogba e Griezman não merecia vencer por seus próprios méritos. Apenas é preciso dimensionar as coisas no exato tamanho que têm. As estatísticas sobre tempo de posse de bola servem para robustecer teorias, fazem a alegria de alguns analistas, mas não enchem barriga e nem ganham jogo.

Gostei do desfecho da semifinal muito mais pela queda da Bastilha que é esse conceito intocável de glorificar a posse de bola como prova de superioridade. É bonito ver um time brincando sozinho com a bola, desde que ele chegue ao gol também.

A Alemanha metódica sucumbiu diante da França pragmática. E é isto que conduz a títulos e conquistas. O segredo está em aproveitar as oportunidades. Amanhã, quem sabe, o modelo alemão volte a prevalecer. Ontem, porém, foi vencido pelo time que buscou os atalhos mais curtos para chegar ao gol.

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Papão não deu chances ao Fantasma  

O Papão foi cirúrgico. Fez os gols necessários e não permitiu que o Operário se empolgasse, não deu chance para a zebra. Foi um bom exercício de amadurecimento. Escolado pelos Naviraienses da vida, o Papão entrou com vontade. Repetiu erros, mas não precisou de muito esforço ou categoria para estabelecer a vantagem e cravar presença – pela quinta vez consecutiva – na terceira fase da Copa do Brasil.

Missão cumprida.

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Colombianos passeiam em solo nacional

Como eu, o amigo Edyr Augusto ficou impressionado com a facilidade mostrada pelo Atlético Nacional contra o São Paulo no Morumbi. Em vários momentos, parecia que as nacionalidades estavam invertidas. O Brasil bom de bola do passado vestia a camisa negra dos visitantes.

“Que vergonha o futebol brasileiro, amigo! Os colombianos deitaram e rolaram. Futebol moderno, campo curto, toques de primeira, principalmente certos, ótimo domínio de bola, deslocamentos, tabelas e mais que tudo, muita garra, vontade de ganhar. Os do SP, nem isso. Faltou raça. Falta sempre. Lamentável. Não conhecia nenhum dos colombianos, mas como jogam bem! Os tricolores são como caminhão cheio de japonês. Jogadores medianos, sem vontade, com medo e sem nenhum talento! E olha que é um dos três melhores times do Brasil!”, escreveu Edyr à coluna. Concordo por inteiro.

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Quando reforçar vira ato de explícito desespero

“Depois do desastre na semi de la Libertadores, Bauza, treinador do São Paulo, pede contratação do atacante argentino Milton Caraglio. Bauza diz que vai na casa do Caraglio atrás de uma solução para falta de gols de sua equipe. A diretoria do Sâo Paulo acha a ideia do Caraglio e promete investir tudo. Comissão técnica do Morumbi quer o Caraglio já em 2016 para começar o ano novo cuns Caraglio. Torcedores ouvidos acham a notícia do Caraglio, mas o pessoal do Tijuana no México, onde o Caraglio está metido; dizem que ele não sai de lá nem pelo Caraglio de ouro.”

De Glauco Alexander Lima, o mais indomável dos bicolores, analisando o sonho de consumo do técnico argentino do São Paulo

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 08)