
Depois de Eduardo Cunha virar réu pela segunda vez no STF sob acusações de corrupção e lavagem de dinheiro; depois que se descobriu que avião de Eduardo Campos (e Marina Silva) pertencia a uma organização criminosa – e que um dos envolvidos apareceu morto, com pinta de queima de arquivo; depois de Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro, ter delatado a participação de Romero Jucá, José Sarney e do próprio interino Michel Temer em esquema de propinas; depois que grampos mostram a direção do PSDB tentando paralisar a Operação Lava Jato; depois que o STF confirmou que o caso de corrupção envolvendo a mulher de Eduardo Cunha continua subordinado à Justiça do Paraná…
Depois de tudo isso, eis que o juiz de Maringá, Sérgio Moro, reaparece com toda a fúria punitiva habitual, mas seu alvo não é nenhum dos citados acima. Com direito a transmissão ao vivo e exclusiva na Globo, a sede do PT em São Paulo foi vasculhada por agentes da Polícia Federal e o ex-ministro Paulo Bernardo foi preso por supostas irregularidades envolvendo a Petrobras.
Quando a Justiça tem apenas um lado, não há democracia.
Mas, quer me parecer que neste caso o Moro esteve só na origem. Esta aí é só um desdobramento. Esta aí não é a lavajato. Está relacionada com a aqui sempre falada industria do consignado.
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Essa investigação não é de competência do juiz Sérgio Moro, mas sim da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. Também não envolve a Petrobrás, mas sim o Ministério do Planejamento.
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Exatamente, Bruno. O titular é João Batista Gonçalves e o substituto Paulo Bueno de Azevedo.
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Ainda é pior, pois é de São Paulo e sabemos que esse estado está todo comprometido com o PSDB, e o que eles puderem fazer pra banir a Dilma de vez, eles farão.
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