Remo anuncia irmão de Oswaldinho da Cuíca

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A diretoria do Remo confirmou na tarde desta quarta-feira, via redes sociais, a contratação de Waldemar Lemos (62 anos, foto) para assumir a função de técnico do time. A passagem mais positiva de Lemos – irmão do também técnico Oswaldo de Oliveira – foi no Fluminense, em 2002, no polêmico certame carioca daquela temporada.

Seu último clube foi o Anápolis. Treinou também o Vila Nova-GO, Flamengo, Atlético-PR, Joinville, Paulista Náutico, Sport, Boavista, América-PE, Atlético-GO, ABC, Figueirense, Duque de Caxias e Fluminense B.

Leão Azul, mais do que nunca, vai precisar de muita sorte – e reza forte. 

Defesa em destaque

POR GERSON NOGUEIRA

Um confronto entre dois times sem criatividade no meio-de-campo só poderia terminar empatado – e em 0 a 0. Goiás e Papão foram muito parelhos ao longo de momentos capitais do confronto pelas próprias dificuldades em produzir ações ofensivas.

Pelo excessivo retraimento na maior parte do jogo, o time paraense perdeu chances de pressionar e induzir os donos da casa ao erro. Ainda assim, pela subida na tábua de classificação, o empate acabou se configurando como muito positivo.

Do lado bicolor há outro motivo para comemorar: foi o sexto jogo sem sofrer gols, evidenciando a consolidação do sistema defensivo desde que Gilmar Dal Pozzo assumiu o comando técnico.

O primeiro tempo expôs a preocupação do treinador em explorar a segurança da zaga e atrair o Goiás, mas a situação de contra-ataque não apareceu em nenhum momento, pois o time da casa não se expunha.

07d8f8ee-af53-4e6e-ad8c-58534cdb5b23Fabinho Alves era o mais agressivo atacante, mas errava muito ao tentar sempre conduzir a bola. Seu melhor momento foi aos 16 minutos, quando invadiu a área e tocou na saída do goleiro Renan. A bola passou perto do poste direito do Goiás.

A pressão goiana era de média força, com jogadas insistentes pela direita, com o paraense Rossi e a aproximação do meia Léo Sena. Como o ataque do Papão, o do Goiás pecava sempre na finalização.

Para a etapa final, Dal Pozzo substituiu Edson Ratinho por Domingues, fortalecendo a marcação e o apoio ao ataque pelo lado direito. Antes dos 20 minutos, depois trocou Leandro Cearense por Betinho.

Para tentar chegar à vitória, Léo Condé mexeu no ataque do Goiás, tirando Carlos Eduardo e lançando Cassiano, que quase marcou aos 24, batendo de sem-pulo à esquerda de Emerson.

Léo Lima, que substituiu Vagner, também apareceu bem em jogada de incursão na área e chute que bateu na trave. No rebote, Cassiano cabeceou por cima.

A pressão aumentou sobre a zaga paraense, mas o Goiás aparecia mais pelo esforço individual dos jogadores. Não fazia um cerco organizado e abria espaços quando perdia a bola no ataque.

Foi então que Betinho e Jonathan, muito próximos junto à área, começaram a criar dificuldades para a defesa goiana.

Em função disso, os oito minutos finais quase fizeram esquecer o monótono primeiro tempo. As chances apareciam porque os dois times deixaram a cautela de lado e partiram em busca do gol.

Já com Mailson no lugar de Fabinho Alves, o Papão quase abriu o placar aos 44 minutos. A bola chegou a Jonathan, que protegeu e preparou para a chegada de Ricardo Capanema. O chute veio longo e à meia altura, mas Renan defendeu parcialmente.

Na sequência, Betinho desviou o escanteio com cabeceio que bateu na trave. A bola voltou para Lucas, que chutou por cima do travessão.

As emoções se completaram com um rápido ataque de Cassiano pela direita e um cruzamento perfeito para Léo Lima, que cabeceou rente ao poste de Emerson. Pode-se dizer que a partida valeu pelos minutos finais. Grande parte do confronto foi desperdiçado em passes errados e chutes a esmo.

O resultado final foi festejado pelos bicolores, que pulam para a 12ª posição na tabela e se mantêm invictos há seis rodadas, mas Dal Pozzo precisa ter alternativas de criação no meio, sob pena de comprometer a boa recuperação no campeonato.

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Comparação desfavorável com 2015

Não há dúvida de que a campanha do Papão na Série B é inferior à do ano passado, mas a frieza dos números atesta uma diferença expressiva. Segundo dados do produtor Saulo Zaire, a essa altura do campeonato (13ª rodada) o Papão era o sexto colocado, com 23 pontos. Com o empate de ontem, o time subiu para a 12ª posição, com 17 pontos.

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Leão continua sem comandante

Com dificuldades para acertar com os profissionais visados, o Remo segue sem técnico e correndo risco de contratar por exclusão. Pelo menos quatro nomes já foram descartados devido a desencontros na negociação de salários e premiações.

O último a ser contatado foi Lisca, que teria exigido muito pelo prêmio por uma eventual classificação à Série B. Controvertido, Lisca é considerado um técnico motivador, mas polêmico. É capaz de incendiar torcidas e extrair ânimo redobrado de seus times, porém tem igual facilidade para se indispor com jogadores e até dirigentes.

Desconfio que o Remo se livrou de boa.

Na bolsa de apostas, Itamar Schuller foi o último citado, ontem à noite.

A conferir.

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Vasco volta a derrapar em S. Januário

O Papão abriu a porteira e o Vasco segue derrapando em casa. Ontem, o Paraná foi a São Januário e não tomou conhecimento. Ganhou por 2 a 1, com direito a um gol típico de treino, depois que dois zagueiros do Vasco colidiram ao tentar afastar a bola.

A liderança do campeonato foi mantida, mas é evidente que o time cruzmaltino já não atemoriza adversários dentro de seus domínios. O bicho não parece tão feio quanto antes.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 29)