Papão vai anunciar hoje o novo técnico

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A diretoria do Paissandu está reunida com o executivo de futebol, Alex Brasil, analisando nomes para ocupar o comando técnico do time. Gilson Kleina (foto), Marcelo Matellote, Léo Condé e Gilmar Dalpozo são os nomes mais comentados no clube. Em sua conta no Twitter, o presidente Alberto Maia informou às 16h30 desta quarta-feira que o anúncio oficial acontecerá a partir das 18h de hoje.

Surfe agita Salinas no fim de semana

Salinópolis vai sediar neste fim de semana o Circuito Brasileiro da CBSurfe, que ocorre de sexta-feira (10) a domingo (12) na praia do Atalaia. Cerca de 300 atletas de 16 Estados participam do evento, que pelo terceiro ano consecutivo ocorre no Pará. O vencedor recebe um prêmio em dinheiro de R$ 20 mil e mil pontos no ranking local.

No sábado (11), às 18h, haverá o Festival Cultural, como parte da programação do circuito, na entrada do Atalaia, com a apresentação das bandas SK8 e Soundpretu, além dos DJs Rastamanic, de São Paulo, Rita Rayol, Dondagga e Double C. A entrada é gratuita.

“As expectativas são as melhores possíveis, tendo em vista o casamento da cultura com o esporte mais as belezas naturais do Atalaia e a radicalidade do surfe”, diz o presidente da Federação Paraense de Surf (Fepasurf), Noélio Sobrinho.

A Fundação Cultural do Pará (FCP) apoia o evento, que tem também parceria da Assembleia Legislativa, por meio de emendas parlamentares, das secretarias de Estado de Turismo (Seturt) e municipal de Economia (Secon) e da Prefeitura de Salinópolis.

O circuito é uma organização da Confederação Brasileira de Surfe, Fepasurf e Associação Brasileira de Surf na Pororoca (Abraspo). Mais informações: 98166-7005/ 98112-0624.

O fim de uma era

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POR GERSON NOGUEIRA

Era de conhecimento até do reino mineral que Dado Cavalcanti não seria mantido em caso de nova derrota do Papão. O resultado aconteceu, dentro de casa, com melancólica atuação do time e protestos da torcida. Sem clima para continuar, o técnico entregou o cargo.

Mais do que a vexatória situação na tabela, preocupa agora o recomeço do trabalho em plena disputa do Campeonato Brasileiro da Série B, um dos mais parelhos dos últimos anos e para o qual o representante paraense não se preparou adequadamente.

O futebol, como todos sabem, é um esporte ingrato para os técnicos. Givanildo Oliveira classificou o América-MG para a Série A e ganhou o sonhado título estadual mineiro, mas nem esses galardões impediram que fosse sumariamente afastado após um mau começo na Primeira Divisão.

O mesmo ocorre agora com Dado, que estava há um ano e três meses no Papão e havia conquistado as duas primeiras competições da temporada – Campeonato Estadual e Copa Verde. Sua trajetória à frente da equipe era cantada em prosa e verso há apenas dois meses atrás.

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Seu Waterloo foi a Segundona. Ironia das ironias, pois Dado é justificadamente apontado como Mister Série B, pelo amplo conhecimento que nutre sobre os times e jogadores da competição, além de ter consolidado prestígio como técnico a partir de boas campanhas na competição.

No Papão, Dado confirmou a fama que o precedia. Foi responsável pela convincente participação na Série B do ano passado, apesar de não dispor de um elenco de primeira linha e de conviver com carências que se estenderam por todo o torneio, como a falta de um meia-armador.

Baseou o sistema de jogo na movimentação dos alas Pikachu e João Lucas, utilizando-se de volantes que funcionavam bem (Recife, Capanema e Jonathan) e um ataque de desempenho acima do razoável, com Leandro Cearense e Aylon.

Metódico e estudioso, dono de discurso moderno e articulado, Dado levou os méritos por ter tirado o máximo de um grupo limitado de jogadores que ele não havia formado. Mesmo com altos e baixos, disputou o acesso até quase a penúltima rodada.

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Desta vez, com jogadores escolhidos e avalizados por ele, o técnico não conseguiu manter o nível de competitividade exigido pela dureza da Série B. Ao cabo de sete rodadas, o Papão amarga as últimas colocações na tabela, com apenas 5 pontos ganhos.

Para um clube que estreou sob o incentivo de um prêmio de R$ 3 milhões pelo acesso, o elenco atual passa longe do mínimo ideal para encarar a batalha para chegar à Primeira Divisão. Mas que ninguém se engane: muito precisa ser feito, além da troca do treinador, para rearrumar a casa. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

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Quarta derrota em sete rodadas

O jogo contra o Náutico ontem à noite foi bem exemplar das limitações que o Papão enfrenta. Mesmo abrindo o placar no primeiro minuto, o time cedeu espaços, não conseguiu enfrentar o meio-campo pernambucano e fraquejou terrivelmente na marcação. E ainda desperdiçou as poucas oportunidades que apareciam.

Sem força para reagir à velocidade do visitante, o Papão tentava tocar a bola no meio-de-campo, improdutivamente. Como, aliás, fez ao longo das últimas quatro rodadas, quando sempre terminou as partidas com índice superior de posse de bola.

Apático nas saídas para o ataque, às vezes até displicente, o Papão não foi nem sombra do time aguerrido de outras jornadas. Com a mescla de veteranos com alguns jovens valores, o Náutico não encontrou dificuldades para se impor e virar o placar.

Com um golaço de Jefferson, o Náutico chegou ao placar de 3 a 1 e poderia ter disparado uma goleada se tivesse mais capricho nas finalizações.

Enquanto isso, o Papão amargava sua quarta derrota em sete rodadas e terminava o confronto de novo com um jogador expulso (Capanema), sinal evidente dos descaminhos e inseguranças da equipe.

Algo precisa ser feito e, pelo que se viu até aqui, passa pela substituição de várias peças que eram consideradas titulares no time de Dado.

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Remo busca pacificação interna

André Cavalcante decidiu pacificar as diversas correntes políticas que se digladiam no Remo. Tem motivos concretos para isso, levando em conta principalmente a necessidade premente de combater a crônica estiagem financeira que assola o clube. Só isso explica a reaproximação com o grupo de Zeca Pirão, que volta a trabalhar no departamento de futebol.

Desde que venceu a eleição para o mandato-tampão de complemento à gestão de Pedro Minowa, André sentiu na própria pele os efeitos deletérios de uma oposição mesquinha e raivosa, que faz uso das redes sociais para fustigar toda e qualquer iniciativa administrativa.

Aparentemente, o presidente decidiu deixar as diferenças de lado em nome da boa convivência. Na prática, o armistício só fará sentido se representar um real avanço em termos de mobilização para tirar o clube do atoleiro.

Um dos pontos fundamentais é a reconstrução do estádio Evandro Almeida, que foi parcialmente desmontado para obras que jamais foram concluídas. Em documento registrado em cartório na recente campanha eleitoral, ele se comprometeu a consertar o que havia demolido. O retorno abre a oportunidade para que a promessa finalmente seja cumprida. A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 08)