Novo reforço azulino já começou a treinar

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Novo reforço do Remo para a Série C, o goleiro Vitor Prada, de 24 anos, já se integrou ao elenco, depois de ser submetido a uma bateria de exames médicos e testes físicos. O arqueiro foi cedido por empréstimo pelo Avaí-SC, clube que detém seus direitos federativos e econômicos. Vitor é o 11º jogador indicado pelo técnico Marcelo Veiga.

Vitor Prada já começou a treinar no Baenão. O novato disputará a condição de titular com Fernando Henrique, Douglas Borges e André, da base remista. Segundo informações de bastidores, a lista de contratados do Leão deverá aumentar, já que um zagueiro de área está sendo sondado pelos dirigentes. (Com informações de Nildo Lima/Bola – foto: MÁRIO QUADROS)

O passado é uma parada…

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Registro histórico a partir dos arquivos do amigo Tito Barata. Em meados dos anos 1970, Álvaro Antero de Magalhães Ribeiro, o Alvarito, ao lado de ninguém menos que Maria de Fátima Palha Figueiredo, a Fafá antes de ganhar o apelido famoso que a vinculou para sempre à cidade natal. A dupla interpretava standards de Billie Holliday em algum lugar da Cidade das Mangueiras. De olho na cena, um pouco mais atrás, o baixista Kzam Gama.

Um penal no caminho

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão foi a Pelotas em busca do empate e, se possível, conseguir aquela tal uma bola para vencer o jogo. Não deu. O Brasil, mesmo sem jogar bem, acabou chegando ao gol em pênalti polêmico marcado pelo árbitro sergipano. A partida apresentou um festival de passes errados, muita disputa no meio-campo e poucos lances de área.

Pior para o representante paraense, que sofreu o gol na reta final do jogo, quando tudo indicava que o placar final ficaria em 0 a 0. Mas é forçoso dizer que o Papão também não fez por onde vencer. Mostrou-se excessivamente preso às preocupações com a marcação, deixando de lado as tentativas de ataque.

A improdutiva presença do meia Rafael Costa contribuiu para o fraco rendimento ofensivo do time, que também não contou com apoio pelas laterais e ainda sofreu com as limitações de Wanderson na área. Costa tinha a incumbência de comandar as articulações no meio, mas não teve iniciativa e nem criatividade para levar o Papão à frente.

Jonathan se desdobrava no acompanhamento a Diogo Oliveira, o camisa 10 do Brasil e em tentativas de fazer a ligação com o ataque. No primeiro tempo, quase não teve oportunidades de avançar, mas na etapa final quase transformou um contragolpe em gol. Lançou Wanderson, recebeu de volta e devolveu para o centroavante, que isolou a bola, deixando de acionar o próprio Jonathan, livre na entrada da área. Foi o melhor momento do Papão na segunda parte do confronto.

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Mesmo fechado, evitando maiores riscos, o time fraquejava em lances de área devido às precipitações de Domingues e Lombardi. O Brasil não se beneficiou disso porque errava nas jogadas de aproximação. Ao perceber que Augusto Recife não conseguia combater e nem se antecipar aos atacantes, Dado Cavalcanti lançou Rodrigo Andrade, que reforçou o combate à frente da zaga.

Na lateral direita, Edson Ratinho substituiu a Ronieri desde os 11 minutos do segundo tempo, mas praticamente não foi notado em campo. Dedicou-se a tentar marcar, sem qualquer preocupação de ir ao ataque.

Quando se esperava que Rafael Costa fosse substituído, Dado optou por colocar Rafael Luz e tirar Jonathan, sacrificando o que era a melhor alternativa de jogadas rápidas do Papão. Luz entrou ciscando muito, buscando arrancadas, mas longe demais de Wanderson e Fabinho, o único atacante bicolor que realmente criou dificuldades para a defensiva gaúcha.

O pênalti marcado por Claudio Francisco Lima da Silva decidiu a parada. Uma interpretação que atende às orientações da Fifa, mas que agride o bom senso. A bola resvalou na perna de Pablo e tocou no braço. Lance claramente não intencional.

Muito além dos problemas vistos no jogo de hoje, com ênfase na contradição entre maior posse de bola (59% contra 41%) e menor agressividade, o Papão terá que recuperar os jogadores entregues ao departamento médico.

Até o momento, Dado Cavalcanti não conseguiu repetir um time na Série B, ficando sem opções de atacantes – Leandro Cearense, Betinho, Ruan e Bruno Veiga contundidos e Alexandro suspenso. Não há entrosamento que resista a tantas mudanças.

Ontem à noite, o time teve uma ausência de última hora: Lucas, volante que é também o goleador do time (4 gols), foi barrado por lesão. Perderia ainda Ronieri no decorrer da partida.

Na análise da partida, Dado preferiu não justificar o mau resultado pelos desfalques, mas é inegável que o trabalho tem sido bastante comprometido pelas ausências de peças fundamentais. Se a Série B já é normalmente difícil, fica ainda mais complicado encarar a competição com baixas tão numerosas.

Chama atenção que o elenco tenha tantos problemas físicos e de condicionamento logo no começo da competição. Normalmente, são situações que surgem a partir da 15ª rodada. Preocupante é que o Papão já dá sinais de esgotamento antes mesmo de a competição entrar em seu período mais crítico.

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Atuação razoável, resultado ruim

Emerson, Fabinho Alves e Jonathan foram os melhores no Papão. Caso o time tivesse a mesma eficiência do trio o resultado poderia ter sido outro. De maneira geral, levando em conta tantas mudanças no time, a atuação foi razoável. Não há justiça em futebol, mas o empate seria o resultado mais próximo da realidade da partida.

Um aspecto curioso da campanha é que há quatro jogos o Papão tem mais posse de bola do que os adversários. Foi assim contra Oeste, Tupi, Luverdense e Brasil. Apesar disso, o time amarga a 16ª colocação, com apenas 5 pontos ganhos.

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Públicos decepcionantes na Série B

A rodada de ontem da Série B teve jogos interessantes e que, em tese, deveriam atrair bons públicos, mas as torcidas decepcionaram. O clássico Bahia e Náutico, disputado na Arena Fonte Nova, teve 8 mil espectadores. Já Oeste e Vasco levaram apenas 3 mil pagantes à Arena Barueri, quase a mesma quantidade de torcedores presentes no Serra Dourada para ver Vila Nova x CRB.

Nenhum dos jogos teve público que se aproximasse da plateia que prestigiou Remo x Asa, anteontem, no Mangueirão – 14 mil espectadores.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 01)