Jornalistas do Valor se queixam de ‘pressões’ para falar mal de Dilma

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Um amigo do DCM com boas conexões em Brasília enviou o texto abaixo:

A direção de redação de Brasília do jornal Valor Econômico baixou uma ordem aos seus repórteres: ignorar qualquer ato ou palavra da presidenta afastada Dilma Rousseff. Exceto, quando a notícia seja negativa, ainda que mentirosa. (O Valor é uma sociedade entre a Globo e a Folha.)

Isso significa veto a qualquer apuração para se comprovar a veracidade ou a mentira de informações produzidas pela turma de oportunistas que se aproveitou do golpe para chegar ao poder. Um exemplo é a manipulação dos números que deram origem ao anúncio do “rombo” de R$ 170 bilhões nos cofres públicos anunciado pelo ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles. Não é apenas censura nos mesmos moldes da ditadura – é proibir os jornalistas de pensarem e questionarem o que está sendo feito.

Exemplo concreto é o silêncio imposto nas reportagens e análises sobre o fato de o novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ser um dos maiores acionistas do Banco Itaú – um dos que mais ganham com os juros da dívida pública.

O jornal impõe o que interessa aos endinheirados e seus representantes: os gastos sociais (Saúde, Educação, Bolsa Família etc.) são altos demais – e precisam ser cortados, para preservar a fortuna diária que vaza para os cofres do setor financeiro

A ordem é abrir espaços no jornal para toda e qualquer notícia relacionada ao presidente provisório Michel Temer. Exceto, é claro, quando ele é relacionado com um dos mentores do golpe, Eduardo Cunha. (Do DCM)

3 comentários em “Jornalistas do Valor se queixam de ‘pressões’ para falar mal de Dilma

  1. Completamente perdidos. Enquanto o mundo desaba na cabeça dos golpistas, os donos do PIG continuam com a ideia fixa de que seu jornalixo tem como missão prioritária combater governos democráticos e populares a fim de preservar uma ordem social imoral e um quadro aterrador de desigualdade. Triste!

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    1. Disse tudo, amigo Amorim. É por aí. E o mais triste é ver gente até aparentemente esclarecida ainda endossando essa aventura inconstitucional e antidemocrática.

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  2. Como dizia Rubén Aguirre(falecido hoje), intérprete do professor Girafales: TÁ! TÁ! TÁ! TÁ! TÁ! Chega desse jornalismo tendencioso, golpista e alienador.

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