
Neil Young.

Neil Young.

POR LEANDRO FORTES, no Brasil247
De um lado, Joaquim Barbosa, o menino pobre da Veja que comprou um apê de 1,2 milhão de reais, em Miami, em dinheiro vivo, depois de abrir uma empresa de fachada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas para não pagar impostos no Brasil.
Do outro, José Genoíno, um brasileiro que pegou em armas contra a ditadura, foi preso e torturado, deu a volta por cima, entregou-se à luta política e manteve-se honrado, mesmo quando foi trucidado por ele, Joaquim Barbosa – essa figura lamentável que agora se revela.
Só em um mundo bizarro como o nosso um Joaquim dessa laia poderia ter julgado um José dessa categoria.


POR GERSON NOGUEIRA
Foi pouco ainda, mas o resultado magro sobre o Nacional colocou o Remo na semifinal da Copa Verde. Serviu para reconciliar o time com a torcida depois da eliminação no Campeonato Paraense, mas deixou evidentes as limitações técnicas do elenco.
O técnico Marcelo Veiga está há uma semana em Belém e, obviamente, não teve tempo ainda para operar mudanças radicais no time. Talvez por isso mesmo o Remo seguiu repetindo erros infantis de organização, quase nenhuma qualidade no meio-campo e um ataque entregue a jogadas de força no primeiro tempo.
O setor ofensivo só cresceu de rendimento no segundo período, quando Eduardo Ramos passou a ser o responsável pela centralização das jogadas no meio-campo, aproveitando bem os avanços do time amazonense em busca do empate.
A princípio, a escalação de três homens de frente – Welton, Luiz Carlos e Ciro – abriu a perspectiva de um time agressivo, concentrado prioritariamente em atacar. Na prática, porém, o modelo esboçado por Veiga emperrou na ausência de um planejamento tático que permitisse explorar com sabedoria a quantidade de jogadores na linha ofensiva.
Com o passar do tempo, o time não se impunha e nem assustava o visitante, passando a ser pressionado pelas boas manobras do meia-armador Álvaro e dos laterais Osvaldir e Radar, que tinham intensa presença nas ações do ataque nacionalino.
Ante o risco de tomar um gol que poderia atrapalhar os planos de classificação, Veiga recuou Ciro para dar suporte ao lateral esquerdo improvisado Murilo. Essa estranha mudança de posicionamento sacrificou diretamente o lado mais criativo da vanguarda remista.
Artilheiro do time, Ciro viu-se na obrigação de jogar como lateral defensivo, uma excrescência só aceitável em função do pouco conhecimento que Veiga tem do elenco azulino. Ainda assim, imagina-se que um técnico experiente como ele não ignore o fato de que Ciro é essencialmente um jogador talhado para fazer gols, não para evitá-los.
Apesar da absurda troca de papéis, o Remo conseguiu fazer seu gol nos instantes finais da primeira etapa. Na única tentativa de chegar à linha de fundo, Levy cruzou em direção à área e o goleiro Roberto rebateu a bola em Eduardo Ramos, originando o gol azulino, aos 41 minutos.
Foi um alívio para os quase 8 mil azulinos presentes ao Mangueirão, mas não livrou o Remo de sustos até o fim do confronto. Ainda no finalzinho do primeiro tempo, o Naça chegou ao gol, com Tiago Verçosa, mas o árbitro anulou erradamente a jogada, atendendo sinalização do bandeirinha.
Depois do intervalo, Veiga fez algumas alterações, colocando Michel para fechar mais o setor de marcação, sem qualquer resultado prático e lançou Sílvio em substituição a Welton. O problema é que Sílvio, como Ciro, ficou encarregado de recuar para marcar.
Quando as chances surgiam, principalmente em contra-ataques, o ataque vacilava. Como no Re-Pa de domingo, inúmeras oportunidades foram desperdiçadas por Ramos (2), Ciro e Luiz Carlos (2). O Naça também perdeu com Rafael Silva e Tiago, mas o placar final favoreceu o Leão.
Apesar dos pesares, a reabilitação veio e o time segue invicto na Copa Verde, mas Veiga sabe que terá um longo e árduo trabalho pela frente.

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Celsinho continua a fazer falta
A parada foi mais indigesta do que se imaginava. Com marcação eficiente e agilidade na saída para o ataque, o Rio Branco vendeu caro a derrota pela contagem mínima, ontem, na Curuzu. O gol saiu já na fase do desespero, quando o Papão insistia em chegar com bolas cruzadas sobre a área e nenhuma inspiração na movimentação pelo meio-campo.
Sem seu principal articulador, o meia Celsinho, ainda lesionado, o Papão sofre para estabelecer o jogo pelo meio e acaba travado porque os laterais não apoiam com a frequência necessária. A dependência em relação a ele e Rafael Luz transforma o time num amontoado de jogadores, absolutamente previsível e sem qualidade.
Marquinhos e Bruno Smith, as alternativas encontradas por Dado Cavalcanti para encarar o Rio Branco, não funcionavam na transição, permitindo que o visitante fizesse o jogo que lhe interessava: truncado, com muitas faltas e buscando contragolpes.
Apenas Fabinho Alves aparecia mais pela impetuosidade e a rapidez nas investidas pelos lados. Contra um Rio Branco cauteloso, mas ágil e perigoso nos contragolpes, o time teve que lutar ainda contra a falta de pontaria dos homens de frente.

Papão se posicionou praticamente um jogo todo no campo de defesa acreano, mas sem objetividade. Tinha a posse de bola, mas se atrapalhava o tempo todo. Na etapa final, com John César e Christian nas laterais, o time abriu um pouco o bloqueio do Rio Branco e conseguiu chegar ao gol aos 35 minutos do segundo tempo, através de Fabinho, quando o empate já pintava como resultado mais provável.
Decisão da vaga na capital acreana, na próxima semana, promete ser um teste para cardíacos.
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Direto do blog
“Começo a questionar o trabalho de Dado. No ano passado a desculpa foi que pegou o bonde andando. E agora, que ele mesmo montou o plantel e o time é esta coisa horrível em campo e consegue ser pior a cada partida? Até quando? Não sei o que está acontecendo com o time, pois joga pior após cada partida. Pegou uma equipe retrancada que soube como se defender e criou muita dificuldade, mas o time grande é o Paysandu, o time de Série B é o Paysandu e não tem se portado como tal”.
Por Miguel Ângelo Carvalho, angustiado com o rendimento insatisfatório do Papão nas últimas partidas.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 08)

Pearl Jam.


Na tribuna de honra do estádio Azteca, o capitão Carlos Alberto Torres repete o gesto de Bellini em 1958 e ergue a taça Jules Rimet após o Brasil derrotar a Itália (4 a 1) e conquistar o tricampeonato mundial, em 1970.

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