
POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço
Em menos de 24 horas se inicia a cena golpista que poderá entregar a Michel Temer e Eduardo Cunha o completo comando do país que ambos, há tempos, impedem que seja governado. Salvo, claro, a confirmar-se a notícia do Valor – na qual disse não crer tanto assim – de que o comando golpista estivesse cogitando adiar a votação.
Trabalho, portanto, com esta premissa.
O que nos dá um dia, um só dia para jogar a sorte de nosso país, de nossas famílias e de nosso povo contra imagem que está aí em cima sobre quem deve conduzi-la.
Goste-se ou não de Lula, goste-se ou não de Dilma, não são dois ratos, e isso é óbvio.
Ainda que fossem de Lula tudo o que seus detratores de Lula dizem ser, não chegaria aos pés do que Michel Temer e Eduardo Cunha , comprovadamente têm, e nem é preciso incluir as fortunas suíças do segundo.
Mas não é neste sentido, é no sentido moral que o mestre Aroeira os retrata impiedosamente.
O primeiro, traidor, conspirador, intrigante e dissimulado o quanto pôde e obsceno no instante em que mais se l exigiria discrição. Quem lembrar do recolhido silêncio de Itamar durante o impeachment de Collor e ouvir o crocitar de Michel Temer saberá a diferença entre um homem público e um reles aproveitador.
O segundo, que todos sabem ser – a começar da imprensa e dos juízes acovardados do Brasil – um notório achacador, recolhedor de dinheiro, explorador da fé – recordam das duas centenas de “sites de Jesus” que o espertalhão registrou em seu nome? – e porta-voz de todas as causas discriminatórias, repressivas e regressistas.
Vamos deixar que nos conduzam?
Salvemos nosso país de ser entregue a quem, pelo voto, jamais teria o seu comando.
Que surpresa. Agora reconhecem o verdadeiro estadista que o Itamar foi. Dilma deveria trer aprendido com ele. Itamar formou equipes técnicas e deixou as equipes técnicas trabalharem e resolverem os problemas. Isso que é um bom gerente: quem contrata gente boa e deixa a equipe trabalhar sem micro-manejo.
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Cardosinho, leia mais sobre o que o Reinaldo Azevedo da Veja fala sobre o Itamar, por isso o PSDB está com medo do Temer. Mas o acordo está, por ora, selado. PMDB fica até final de 2018, após, luta de espada entre cegos dentro do PSDB para quem assume a presidencia.
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