Mês: abril 2015
Uma visita ao Coxinistão
POR PAULO FONTELES FILHO
Outros gentílicos também são utilizados: Fascisti, Coxinistano, Tucani, Tucanês e Bolsonariano.
O Coxinistão, oficialmente República do Coxinistão (em coxinistês: Coxinistan Republikasi), é um país esquizofrênico localizado no Higienópolis, na fronteira mental entre os Estados Unidos e o País das Maravilhas.
A sua capital é Cardosogrado.
Considerada uma nação transmisogenal, é membro do Conselho da Casa Grande desde os tempos coloniais.
1. Historia e Antiguidade:
A região nunca foi unificada, sendo composta por várias tribos reacionárias que se desenvolveram com o tráfico negreiro e a preagem indígena entre os séculos XVI e XIX. Pertence ao protetorado dos Estados Unidos da América a partir do século XX e não há unidade nacional dado à incapacidade reprodutora cuja base está em machos brancos e bombados com suas suásticas.
As evidências mais antigas do estabelecimento machônico no território do Coxinistão datam do fim da Idade da Pedra e estão relacionadas à cultura Hitlerini, da caverna do Reich. As culturas do Paleolítico Superior e do fim da Idade do Bronze são testemunhadas pelas cavernas de Goebbels, Mussolini, Pinochet, Geisel e pelas necrópoles de Roberto Marinho e Civita.
No século XVI, os Frias se assentaram na região. Depois deles, os Civitas e os Marinhos vieram a dominar a região ao sul do Tietê, tecendo um vasto império entre os séculos XVII e XIX, que foi integrado ao Império Coxini por volta do século XX, o qual contribuiu na propagação do passadismo. Mais tarde, a região se tornou parte do império de Cardoso, o Grande e de seu sucessor, o Império Aécenico.
Durante esse período o conservadorismo se espalhou pela região do Mar de Jabor e da Constantinolândia, que, de tão áridos, desertificaram. Os habitantes da Malafaica, originários da Xenofobião, controlaram a área por volta do século XVIII e estabeleceram um reino independente sob a influência cultural de Herodes, o perseguidor de Cristo na infância.
No século XVII, a metade oeste do Coxinistão, incluindo as regiões de Ulstra, Luchini, Telhada, Lobão e Bonner, foi conquistada pelos Bolsonaris sob o comando do Reino de Bolsonari, governado pelas dinastias Jair e Flavio. Depois da união Bolsonari pelos Coxini, poderoso Império do gentílico, as províncias de Marina e de Roger, que tinham populações etnicamente misturadas, passaram ao Coxinistão, depois de muitas babujices e necadas, também depois de soltar os cabelos e copular com o diabo.
2. Geografia:
Inclui uma área principal, junto aos ruiniformes da Veja e o enclave da Rede Globo, a sudoeste. O território principal limita a norte com o Mar de Jabor e a Constantinolândia, secos; a leste com o Mar de Mainardi, também seco; do outro lado do qual se encontram as costas do Felicianistão, a sul com a República Malafaica e a oeste com a Republica de Soros e o enclave de Garrastazu.
O clima, entre temperado e quente zangadiço quando fala o Lulês, língua estranha baseada num ódio figadal a uma figura de linguajem, chamada povo ou brasileiro, ou as duas, povo brasileiro. A temperatura é inóspita para que cresçam as esperanças nas janelas.
Nas terras altas só há escuridão por conta de um fenômeno permanente chamado financisti. Nas cadeias montanhosas do norte e do ocidente só há desertificação e o agreste da alma, não há primavera porque ela está proibida por decreto. Não podiam os Bolsonari lidar com a beleza de uma rosa e as manhãs humanas.
Não há rios ou nascentes .
A vegetação é um árido entrançamento de ódios biliares, mas há também a ocorrência de répteis e carcarás, além de outros predadores morais e chauvinistas.
Não há matas ou florestas, não há nada, além da rala juquira que só o fogo pode produzir. As montanhas do sul estão cobertas de tristezas e de medo.
O país não têm jazidas de petróleo, cobre, manganês, ouro ou urânio.
O Coxinistão apresenta problemas de contaminação do solo devido ao uso de pesticidas.
Desfolhantes altamente tóxicos foram usados extensivamente nos cultivos das mentalidades.
A contaminação midiática é outro problema grave; aproximadamente a metade da população é servida de esgoto e a outra metade acredita que o homem jamais foi à lua porque isso é coisa de comunista.
3. Cultura, Demografia e Símbolos Nacionais:
A cultura do Coxinistão surge como o resultado de muitas influências, todas de direita e de suas mais variados matizes, como o totalitarismo, o militarismo, o racismo e a homofobia.
Suas raízes ideológicas estão determinadas pela unidade racial branca que ensejam sua língua, hábitos e território.
Julgam-se – e são mesmos — herdeiros espirituais das Marchas por Deus e a Família, importante celebração da cosmologia e da estética Opus Dei.
Acreditam no lucro, em banqueiros, na prosperidade de rapina e em Miami.
São bem-vestidos e elegantes, se locomovem por estranhos meios, como helicópteros – onde carregam seus badulaques — e outros bólidos turbinados tipo Ferraris e Lamborghinis.
Na literatura se destaca mundialmente com Ali Kamel, o mago platinado e por Olavo de Carvalho,uma espécie de Nostradamus da contemporaneidade. Na música se destaca o maestro Lobão, um wagneriano compositor de óperas bizarricas.
Nos esportes avultam as figuras ludopédicas de Ricardo Teixeira e Ronaldo Gorducho.
Durante muitos anos o Coxinistão desenvolveu um rancor aos povos das redondezas, como é o caso dos brasileiros, venezuelanos, cubanos e bolivianos.
Apesar de minúsculos populacionalmente são fortemente armados e beligerantes e vivem de provocações aos vizinhos continentais, mais fortes, ricos economicamente e culturalmente.
Da população total do país cerca de 90% são de homens brancos e 10% são todas as outras raças, mas sempre é preciso se ter em conta que a alma também é branca, higiênica e livre de qualquer mistura cultural, mesmo que isso lhes cause urticária em dias de carnaval.
A proporção existente entre os sexos naquele país é majoritariamente masculina, quase não há mulheres – só boazudas plastificadas tipo panicat – o que enseja grave problema civilizacional, porque não há reprodução e o orgasmo está ligado à violência, à brutalidade e a pornografia, do tipo zoofílico.
A maior causa de mortalidade é por afogamento no próprio vômito.
Embora o Tucani seja o idioma mais falado no país existem outros idiomas falados como língua materna. O Fascisti é uma língua falada na região Bolsonari , o idioma é escrito com uma versão misturada ao Malafaico, alfabeto latino, próximo ao português. As línguas midiânicas também formam, através dos grupos dos Frias, Civitas e Marinhos um importante legado para o florescimento de uma cultura cosmopolita e universal.
O satanismo xiita é a religião oficial e dominante no país em número de seguidores com 95%.
O Coxinistão é um estado secular; a constituição consagra a liberdade do dinheiro.
A moeda é o dólar americano.
A bandeira nacional é azul com o numero quarenta e cinco, alusivo aos mártires da Batalha de Dilmagrado, e no centro revela-se a existência de uma Vênus Platinada.
O brasão de armas consiste na mistura de símbolos tradicionais e modernos. O ponto focal do emblema é o símbolo do pelourinho, que é uma antiga consigna da terra em que tudo se esfola, principalmente gays, afro-religiosos, comunistas, petistas e piauienses.
“Coxinistan Republikasi mi amore” é o hino nacional do Coxinistão, cujo título original é Marcha do Coxinistão. Com letra do poeta Reinaldo Azevedo e a música é de Ricardo Noblat, adaptada quando o gigante acordou.
“Indignados” mantêm contas na Suíça
Vida moderna
“Se Dilma não resistir, a quem estaremos entregues?”
DO BRASIL247
A atriz Fernanda Torres botou a cara na janela e gritou: sou artista, burguesa, mas não defendo o impeachment de Dilma”. E arrematou: caso ela saia, quem nos garantirá um futuro melhor? Pergunta. A atriz, uma das mais destacadas humorista da sua geração, filha de Fernando Torres e Fernanda Montenegro, é uma exceção em seu meio.
Não por pensar assim. Mas por defender seu ponto de vista. Claro que ela o fez na França – posto que no Brasil, a mídia corporativa a qual conhece, não lhe daria voz. Mas a mídia que ela desconhece fará por ela. Não pelo conteúdo do que disse – e com o qual concordamos. Mas pela sua coragem. E somos assim: essencialmente e elegantemente transgressores.
No texto Fouché, ela traça um paralelo com a Revolução Francesa.
“Sou artista e burguesa, mas não defendo o impeachment”, afirma. “Os franceses deceparam a cabeça de Luís 16, enfrentaram uma década de horror e acabaram nas mãos de um general que se autocoroou imperador. Quem nos garante um futuro melhor? Dilma está longe de ser Luís 16, mas a insatisfação popular, o isolamento, a corrupção, o revertério climático e a ruína de sua base partidária guardam paralelo com as desventuras que levaram o rei à guilhotina.”
Ela alerta, ainda, para a onda antidemocrática que se forma no País. “A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil”.
E afirma que o maior adversário da presidente foi a propaganda usada na campanha eleitoral de 2014.
“A campanha eleitoral que levou Dilma à reeleição é, hoje, seu maior inimigo. O feijão voando do prato dos menos favorecidos, a garantia de que não elevaria os juros e nem deixaria o trabalhador pagar pelo desajuste econômico vêm, agora, cobrar o preço da propaganda”, diz ela. “Existe, de fato, um erro de comunicação por parte do governo, mas ele não está no abandono da militância nas redes, como afirma estudo recente, mas, sim, no fato da reeleição ter obrigado o Planalto a adiar ajustes que deveriam ter sido feitos ao longo dos últimos anos.”
Por fim, ela questiona: “Se Dilma não resistir a quem estaremos entregues?”
A frase do dia
“Cadê panelaço pro menino morto na favela, elite hipócrita?”
Pedro A. Sanches, jornalista, via Twitter
Os gols de Remo 1 x 1 Atlético-PR
Capa do Bola, edição de sexta-feira, 03
Capa do DIÁRIO, edição de sexta-feira, 03
O passado é uma parada…
A arte de Atorres
Cacaio muda o Leão para encarar Furacão
Depois de apenas dois treinos, o técnico Cacaio fez mudanças no time titular para a estreia na Copa do Brasil nesta quinta-feira (21h50) contra o Atlético-PR. Dadá será improvisado na lateral-direita, abrindo espaço para a entrada de Ilaílson ao lado de Alberto no meio-campo. No ataque, Roni fará dupla com Val Barreto. A escalação provável para enfrentar o Furacão no Mangueirão é a seguinte: Fabiano; Dadá, Ciro Sena, Igor João e Jadílson; Alberto, Ilaílson, Eduardo Ramos e Bismarck; Val Barreto e Roni. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)








