Fogão consegue grana, mas Jefferson ainda é dúvida

“Se for para o bem da Nação e felicidade geral, diga ao povo que fico”. Ainda não foi dessa vez que os torcedores do Botafogo puderam utilizar a famosa frase de Dom Pedro I para comemorar a permanência de Jefferson no clube. O Alvinegro está confiante, pois conseguiu a verba para quitar a dívida de R$ 2 milhões com o goleiro, principal entrave.

Entretanto, Jefferson e seu estafe querem pressa na resolução. E para que tudo seja resolvido, eles adotaram uma postura mais agressiva com o Botafogo. Ou apresenta um projeto com um plano para quitar a dívida ou o camisa do Alvinegro não estará presente na reapresentação do elenco no dia 8 de janeiro, em General Severiano.

“Já nos reunimos com o Jefferson e definimos que enquanto o Botafogo não se posicionar com o projeto da quitação da dívida, ele não se apresenta. Essa é uma decisão dele. Se isso acontecer [tiver projeto para pagar a dívida] estaremos de braços abertos. Eles sabem disso. Resolvendo esse problema ele treinará com todo o amor do mundo. Não é questão de faca no pescoço. Não queremos o dinheiro até o dia 8. Se assinar um compromisso que pagará, por exemplo, no dia 20 de janeiro tudo bem. Queremos um posicionamento. Até agora não apresentou”, disse Gérson Sá, um dos empresários de Jefferson ao UOL Esporte.

O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, por sua vez, adota a cautela para explicar a situação. Segundo o mandatário, o Alvinegro já conseguiu a verba necessária para pagar a dívida. O problema é que o dinheiro ainda não está na conta do clube, que aguarda decisão da Justiça para ter a quantia em mãos e realizar o pagamento.

“Temos total confiança na permanência do Jefferson, que é a nossa prioridade desde a campanha eleitoral. Já conseguimos o dinheiro e pagaremos a dívida que temos com ele de salário criada ao longo de 2014. Existe essa pressão por parte do empresário, mas vejo com naturalidade [decisão de não se reapresentar], pois cada um defende seus interesses”, explicou o presidente.

“Não gostaria de determinar uma data. Não sei se o dinheiro vai ser liberado antes da reapresentação. É questão burocrática. O dinheiro é nosso e vamos usar parte dele para pagar a dívida com o Jefferson. Isso é certo. Essa verba será liberada e faremos o pagamento. Temos uma conversa agendada com o Jefferson e vamos explicar tudo. Acredito que a conversa é o melhor caminho”, completou Carlos Eduardo Pereira.

Gerson Sá vê com bons olhos a movimentação do Botafogo para pagar a dívida com Jefferson, mas espera que essa atitude seja colocada no papel. Caso isso aconteça, o goleiro mudará de ideia e se reapresentará normalmente ao Alvinegro. (Do UOL)

Novo gerente de futebol remista vem do Ceará

Além do técnico Zé Teodoro e dos novos contratados para reforçar o elenco, o Remo trouxe também um novo gerente de futebol. Trata-se de Fred Gomes, que chegou no domingo e já começou a trabalhar. Executivo com passagem por clubes como o Ceará e o Icasa, chegando a merecer uma premiação especial da Federação Cearense de Futebol, Fred já trabalhou com Zé Teodoro e também com Sidney Moraes, novo técnico do Paissandu.

Há 180 anos, o povo tomava o poder no Pará

Por Antônio José Soares, via Facebook

O aniversário de Belém, que ocorre a 12 de janeiro, não foi comemorado em 1835, quando a cidade completava 219 anos de fundada, por Francisco Caldeira de Castelo Branco. Cinco dias antes do aniversário de Belém naquele ano, eclodiu o movimento revolucionário que ficou conhecido como a Cabanagem. Belém era uma pequena cidade de 12 mil habitantes. As causas da Cabagem foram várias e complexas, ditadas pelas condições sócioeconômicas que predominavam na época.

O objetivo do movimento era a conquista da independência da Província do Grão-Pará, mas isso não foi alcançado. Embora por causas diferentes, os cabanos (índios e mestiços, na maioria) e os integrantes da elite local (comerciantes e fazendeiros) se uniram contra o governo regencial nesta revolta.

Os cabanos pretendiam melhores condições de vida (trabalho, moradia, comida). Já os fazendeiros e comerciantes, que lideraram a revolta, pretendiam maior participação nas decisões administrativas e políticas da província. Nada disso foi alcançado, embora o movimento tenha feito três governadores: Félix Clemente Malcher, Francisco Vinagre e Eduardo Angelim, principais líderes do movimento, ao lado de Batista Campos.

CONTEXTO HITÓRICO

No início do Período Regencial, a situação da população pobre do Grão-Pará era péssima. Mestiços e índios viviam na miséria total. Sem trabalho e sem condições adequadas de vida, os cabanos sofriam em suas pobres cabanas às margens dos rios. Esta situação provocou o sentimento de abandono com relação ao governo central e, ao mesmo tempo, muita revolta.

Os comerciantes e fazendeiros da região também estavam descontentes, pois o governo regencial havia nomeado para a província um presidente, Bernado Lobo de Souza, iniciado em 1833, e que não agradava a elite local. No dia 7 de janeiro de 1835, as tropas cabanas tomaram o palácio do governo e mataram Lobo de ouza e o tenente =-coronel Joaquim José da Silva Santiago.

A Cabanagem estendeu-se por um, lustro (1835 e 1840) na Província do Grão-Pará, que compreendia toda a região norte do Brasil, e não apenas só o atual Estado do Pará. .O movimento recebeu este nome, por envolver grande parte de revoltosos saídos das classes menos favorecidas, pessoas pobres que moravam em cabanas à beira dos rios da região. Essa gente era chamada de Cabanos.

TRINTA MIL MORTOS

Com início em 1835, a Cabanagem gerou uma sangrenta guerra entre os cabanos e as tropas do governo central. As estimativas feitas por historiadores apontam que cerca de 30 mil pessoas morreram durante os cinco anos de combates.

No ano de 1835, os cabanos ocuparam a cidade de Belém (capital da província) e colocaram na presidência da província Félix Malcher. Fazendeiro, Malcher fez acordos com o governo regencial, traÍndo o movimento. Revoltados, os cabanos mataram Malcher e colocaram no lugar o lavrador Francisco Pedro Vinagre, sucedido por Eduardo Angelim.

Contanto com o apoio inclusive de tropas de mercenários europeus, o governo central brasileiro usou toda a força para reprimir a revolta que ganhava cada vez mais força.

Após cinco anos de sangrentos combates, o governo regencial conseguiu reprimir a revolta. Em 1840, muitos cabanos tinham sido presos ou mortos em combates. A revolta terminou sem que os cabanos conseguissem atingir seus objetivos.

Dias assume Castanhal e traça planos

20150104_181238destaqueO técnico Carlos Alberto Dias já está em Castanhal e foi apresentado nesta segunda-feira como novo comandante do Japiim. Depois de desembarcar no sábado à noite, Dias manteve reuniões no domingo com o presidente Helinho, traçando planos para o time em relação ao campeonato estadual.

Além dos jogadores que já estão no clube desde a primeira fase do Parazão, a diretoria do Castanhal deve buscar a contratação de um zagueiro, um volante (para substituir Vânderson, que se transferiu para o Cametá) e um atacante. Dias, como jogador, defendeu Botafogo, Flamengo e vários outros grandes clubes.

Pikachu pode ser negociado com o Grêmio

O lateral e ala Pikachu pode ser incluído pelo Paissandu numa transação com o Grêmio. Além de compensação em dinheiro, o clube gaúcho cederia ao bicolor paraense o experiente volante Edinho, 31 anos, que já defendeu o Fluminense e foi campeão mundial pelo Internacional. Edinho não vem sendo aproveitado pelo técnico Felipão. Representantes de Pikachu ainda não se manifestaram a respeito, mas a diretoria do Papão trabalha para fechar o negócio.