Eduardo Ramos se reapresenta ao Remo

O meia Eduardo Ramos se apresentou na manhã desta terça-feira no estádio Evandro Almeida e já participou de treinos físicos na Toca do Leão. Nesta quarta, ele se reunirá com os dirigentes do clube para definir sua situação. Já o atacante João Henrique, recém-contratado, pediu liberação para resolver problemas particulares em São Paulo e ficou de se reapresentar até sexta-feira. Surgiram boatos de que ele não retornaria, mas o gerente de Futebol Fred Gomes informou que está esperando pelo jogador.

A agonia da Abril e o destino das revistas

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Por Paulo Nogueira, no DCM

A retirada do busto de Victor Civita do saguão da sede da editora Abril neste começo de janeiro é um capítulo dramático do declínio acelerado daquela que foi uma das maiores empresas de jornalismo. A Abril está morrendo.

Victor Civita foi abatido porque a Abril já não tinha mais como bancar o aluguel do megalomaníaco prédio da Marginal de Pinheiros.

Ao devolver uma das duas torres, perdeu o direito de exibir o fundador da empresa. Para os futuros inquilinos, o busto de VC, como era chamado, não faria sentido nenhum.

A morte de uma empresa de jornalismo é um processo lento. Não é fácil identificar o momento em que as coisas começam a dar errado.

Depois tudo se aclara, e o fim é evidente. As últimas etapas são agônicas, e é isto o que a Abril está vivendo.

A torre remanescente dificilmente sobreviverá por muito tempo, bem como uma série de revistas e, lamentavelmente, centenas de empregos.

Como todas as empresas que gozam de reserva de mercado e são objeto de mamatas do Estado – anúncios copiosos, financiamentos a juros maternais em bancos públicos – a Abril nunca foi exatamente um modelo de administração.

É o preço que se paga por privilégios. Você não tem que ser o melhor da classe para receber prêmios.

Isto vale para a Abril e todas as grandes empresas jornalísticas brasileiras, a começar pela Globo.

Nunca foram expostas à competição estrangeira e sempre foram mimadas por sucessivos governos: não há receita mais eficaz para a ineficiência gerencial.

Dito isso, a agonia da Abril se deve muito mais a uma mudança de mercado do que a uma gestão trôpega em vários momentos.

Produzir revistas nestes tempos é como fabricar carruagens no final do século 19, quando os carros começavam a ganhar as ruas.

Nem o mais fabuloso fabricante de carruagens sobreviveu com o correr dos dias.

A Abril antecipa o que deve acontecer, no futuro, com outra potência da mídia brasileira: a Globo.

Anos atrás, ninguém imaginava um mundo sem revistas. Mas hoje é fácil imaginar.

Até há pouco também, igualmente, ninguém imaginava um mundo sem tevê como a conhecemos. Mas hoje já não é tão difícil imaginar.

Uma pesquisa recente americana traduziu isso em números. A pergunta que foi feita era a seguinte: você acha que seria duro viver sem o quê?

As alternativas eram internet, celular e televisão. A televisão ficou em último lugar. Alguns anos atrás, na mesma pesquisa, ficara em primeiro: a maior parte dos entrevistados não considerava a hipótese de ficar sem tevê.

Tanto a Abril como a Globo se empenham em ter relevância na internet. Mas jamais se replicará, no universo digital, a relevância que elas tiveram em mídias que vão se tornando obsoletas.

Aproxima-se velozmente do fim o tempo em que a Globo consegue cobrar uma fortuna por comerciais de uma programação em constante declínio.

E está muito distante a era em que a publicidade na internet terá preços remotamente praticados pela Globo na tevê.

Entre uma coisa e outra, a Globo entrará no que se poderia definir como “Vale do Desespero”, para usar uma expressão em voga entre os economistas.

Na destruição de um velho mundo na imprensa e na construção de um novo, a remoção do busto de Victor Civita é um marco histórico.

Nenhuma praia do Pará entre as 10 melhores

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Janeiro, verão, férias. A combinação dessas palavras-chave leva o turista a procurar por praias paradisíacas. Uma maneira de encontrá-la é tendo como base o Traveller’s Choice, premiação concedida pelo TripAdvisor, considerado o maior site de viagens do mundo. Para decidir o seu destino, vale uma olhada no ranking oficial, no qual aparecem os estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, além de Pernambuco. Na última listagem, o estado pernambucano emplacou três praias entre as mais belas do país, sendo duas deles em primeiro e segundo lugar.

Levando a medalha de ouro, vem a Baía do Sancho, no arquipélago de Fernando de Noronha. “Realmente espetacular, tanto na trilha no penhasco lá em cima ou na praia mesmo. Idílico”, é o que diz um dos depoimentos divulgados no site. Eleita outras vezes como a praia mais bonita do país, o Sancho manteve o alto nível na edição 2014 do prêmio e deve atrair turistas do mundo todo neste janeiro. Em segundo lugar, aparece a Praia dos Carneiros, no município de Tamandaré, no Litoral Sul do estado. “Padrão Noronha, porém tem banheiros e comida para vender!”, frisa o testemunho, comparando a estrutura de Carneiros à mata quase virgem de Noronha. É uma opção mais próxima à capital Recife.
O outro candidato pernambucano da lista também pertence ao arquipélago de Fernando de Noronha. Em quarto lugar, a Baía dos Porcos é para quem quer relaxar distante da civilização. Enquanto o resultado do Travellers’ Choice 2015 não vem à tona, os usuários do TripAdvisor seguem avaliando praias, entre outros atrativos turísticos mundo afora. A opinião é importante, já que os vencedores são definidos a partir dessas avaliações. (Do Diário de Pernambuco)

Confira abaixo a lista das dez melhores praias do Brasil:

1. Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE);

2. Praia dos Carneiros, Tamandaré (PE);

3. Praia Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ);

4. Baía dos Porcos, Fernando de Noronha (PE);

5. Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa (RN);

6. Praia do Farol, Arraial do Cabo (RJ);

7. Pontal do Atalaia, Arraial do Cabo (RJ);

8. Quarta Praia, Morro de São Paulo (BA);

9. Maragogi (AL);

10. Praia do Rosa, Imbituba (SC).

Alberto Maia assume a presidência do Papão

À frente do Paissandu de maneira oficiosa desde sua eleição, no dia 19 de novembro 2014, o advogado Alberto Lopes Maia Filho, 48 anos, assumiu oficialmente na noite desta segunda-feira, 5, a presidência do clube, sucedendo a Vandick Lima. A solenidade de posse da nova diretoria aconteceu no salão nobre da sede social bicolor, na avenida Nazaré. O evento foi prestigiado por um grande número de desportistas ligados ao Papão e de outros clubes, inclusive do maior rival, o Remo. Maia e seus companheiros de diretoria ficarão à frente do clube por dois anos, com direito a reeleição ao final de 2016.

20150106_085251destaqueEntre os dirigentes presentes à solenidade, que teve início às 20h30, estiveram o presidente do Remo, Pedro Minowa, e seu vice, Henrique Custódio. Minowa salientou a importância de Papão e Leão estarem unidos para o fortalecimento do futebol local. “Quem têm de brigar, no bom sentido, são os jogadores dentro de campo. Nós, dirigentes precisamos estar unidos para o engrandecimento dos clubes”, declarou.

O ex-presidente Rui Sales desejou a Maia e sua equipe “um excelente mandato”. Ele recomendou ao novo presidente que siga a estratégia administrativa adotada pelo, agora, ex-presidente Vandick Lima. “Mesmo na condição de ex-presidente não tenho nenhum constrangimento em afirmar que o Vandick foi o melhor presidente que tivemos nos últimos 50 anos. Espero que o Maia dê continuidade a esse projeto”, disse Sales.

Após o discurso de posse, Maia, no qual ressaltou, entre outras coisas, “a importância de organizar ainda mais o Paysandu administrativamente, o presidente falou sofre a sua chegada à presidência do Papão. “É a realização de um sonho. Tenho uma responsabilidade muito grande. Presidir o maior clube do Norte não é fácil. Mas acredito muito e confio nesta diretoria. Temos competência para gerir o Paissandu”, concluiu. Na ocasião, foram empossados os novos conselheiros do clube, à frente o presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Gluck Paul. (Com informações do BOLA)

Crise se instala no poderoso Barcelona

Barcelona começou 2015 com derrota para a Real Sociedad no final de semana, pelo Campeonato Espanhol. No entanto, as coisas têm fervido mais fora das quatro linhas, em um cenário de crise que ameaça a temporada da equipe de Neymar. O momento dos catalães inclui demissão de dirigente, a punição de não poder contratar ninguém no ano e uma suposta animosidade entre o craque Messi e o técnico Luis Enrique.

Geralmente é nesses momentos de turbulência que a oposição política se agita, e no Barcelona não foi diferente. Na última segunda-feira, Agustí Benedito, candidato derrotado nas eleições de 2010, disse que a situação institucional do clube é de “extrema gravidade”.

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CRISE DERRUBA “HOMEM FORTE” E ÍDOLO

Na última segunda-feira, o clube anunciou a demissão de Andoni Zubizarreta do cargo de diretor de futebol, função que exercia desde 2010. O Barcelona ainda não justificou a demissão do ex-goleiro, mas o presidente Josep Maria Bartomeu tem uma entrevista coletiva agendada para quarta para se manifestar.

No entanto, entre os “pecados” atribuídos a Zubizarreta estão decisões controversas na montagem do atual elenco. O diárioSport, espécie de jornal da torcida catalã, afirmou em uma análise na última segunda-feira que o brasileiro Douglas é “provavelmente o reforço mais difícil de entender dos últimos anos”.

O diretor demitido também é criticado por não ter segurado no grupo nomes como Thiago e Fàbregas, naturais substitutos para Xavi, que tem a aposentadoria no seu horizonte. Zubizarreta também não mostrou interesse em renovar com o goleiro Victor Valdés, e hoje o Barça ainda não se firmou com os dois substitutos da posição, Bravo e Stegen.

Horas depois da demissão de Zubizarreta, o ídolo Carles Puyol anunciou que também estava deixando o clube. Capitão do time até outro dia, o jogador aposentado havia assumido como uma espécie de adjunto do diretor de futebol havia apenas três meses.

UM ANO SEM PODER CONTRATAR

Nos últimos dias, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) ratificou a decisão da Fifa de punir o Barcelona com um ano sem contratações. Desta forma, os catalães não poderão reforçar seu elenco até janeiro de 2016.

O TAS rejeitou a apelação dos advogados do Barcelona e condenou o clube por infrações na lei de contratações de estrangeiros menores de idade.

Na última semana, o diretor Andoni Zubizarreta admitiu sua parcela de culpa no episódio, mas disse que a responsabilidade também deveria ser atribuída ao presidente Josep Maria Bartomeu.

A imprensa que cobre o dia a dia do Barcelona assegura que Lionel Messi e Luis Enrique não vêm se entendendo muito bem. Na última segunda-feira, o diário Sport noticiou que o treinador ficou contrariado com a falta do argentino em um evento oficial com crianças, que incluiu uma visita a um hospital. O craque alegou uma crise de gastroenterite.

Luis Enrique teria considerado a falta como um gesto de descompromisso, diante de um público de mais de 11 mil crianças. Também na segunda-feira, Messi usou seu perfil no Facebook para justificar a ausência: “queria muito ter ido ao treinamento. Nunca faltei, mas não se pode controlar esses contratempos”.

O ídolo argentino ficou no banco de reservas na derrota para a Real Sociedad no último final de semana. Messi entrou no decorrer do segundo tempo, assim como Neymar. No entanto, os craques sul-americanos não puderam evitar o tropeço.

Messi não marca em jogos fora de casa na liga espanhola há três meses, desde 4 de outubro – 460 minutos ao todo. Com o revés no País Basco, o Barcelona deixou de assumir a liderança, pois o líder Real Madrid também foi derrotado na rodada, diante Valencia. O time da capital soma 39 pontos, um a mais em relação aos catalães e ao Atlético de Madri.

Grêmio levanta bandeira da volta do mata-mata

Por Gustavo Fraceschini, do UOL

Mal chegou ao Grêmio, o presidente Romildo Bolzan Júnior avisou que quer uma mudança radical. Por ele, os pontos corridos que dominam desde 2003 voltariam a dar lugar ao mata-mata. E quando o comandante de um clube deste porte entra na discussão, o Fla-Flu recomeça. Mas além de discutir o que é melhor, cabe a pergunta: O que o presidente do Grêmio precisa fazer para que o Brasileirão volte a ter finais?

O caminho é longo e passa, fundamentalmente, pela vontade política. Bolzan, aparentemente, começou sua campanha sabendo disso. “Conversei com presidentes de clube e vários deles mostraram interesse pelo debate. A Federação Baiana pediu alterações, com quem conversei houve ressonância. Conversei com o Fluminense, com o Vasco, com o Internacional. Temos de fazer o debate. Pode haver turno e returno, pode haver turno único, mas buscamos equilíbrio maior e capacidade de empolgação da torcida”, disse o dirigente em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Só que não é fácil identificar quem está de cada lado nessa briga. As razões para cada uma das escolhas variam. Quem quer playoffs e finais diz que o sistema atual é cansativo e amplia a distância entre grandes e pequenos. Quem pede pontos corridos defende que ele dá mais meritocracia e permite um calendário mais seguro e homogêneo, com o mesmo número de jogos para todos os envolvidos.

Um outro fator, porém, pesa bastante. Em geral, quem está ganhando quer manutenção, enquanto quem está perdendo pede o contrário.

“Somos contra a volta do Brasileiro no módulo de mata-mata. O desejo do clube é de manter o formato atual de pontos corridos”, disse Benecy Queiroz, supervisor de futebol do bicampeão Cruzeiro. “Mata-mata é na Copa do Brasil, no Brasileiro é retrocesso. Acho difícil que os clubes daqui apoiem isso”, disse Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense, que emplacará quatro clubes na Série A em 2015.

“Tem de haver um modelo híbrido, com pontos corridos até determinada fase e quadrangular final. Mantém o critério de mérito e no final vai permitir o que todo mundo gosta, que são os jogos decisivos. O modelo puro e simples dos pontos corridos está superado”, disse Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana, que só tem o Sport na elite.

“Temos que aprofundar esse assunto. Ainda não tive acesso ao documento que o Grêmio faz essa proposta.  É uma proposta para se analisar. O importante disso tudo é ver os números, resultados. Se for algo bom para o futebol não vejo problemas, mas se for ruim serei contra”, estuda Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo, que em 11 anos de pontos corridos soma dois rebaixamentos e, no máximo, uma ida à Libertadores.

Quem decide, como organizadora da competição, é a CBF, que até o momento parece disposta a manter os pontos corridos. Só que ela pode ser influenciada pelos clubes, caso haja um movimento consistente, ou pela Globo, que em anos anteriores já manifestou sua preferência pelo mata-mata.

Essa indefinição deixa alguns clubes e federações à deriva. Boa parte dos envolvidos fica distante da discussão, esperando o momento certo de opinar. A maioria dos grandes, porém, sinaliza preferência pelos pontos corridos. Se o movimento gremista vingar, a CBF não terá muito trabalho legal para mudar.

O Estatuto do Torcedor exige que qualquer mudança tem de ser feita no ano seguinte, e com aprovação do Conselho Nacional do Esporte, órgão do Ministério do Esporte que é composto de funcionários da pasta e representantes da sociedade civil. A pasta, em transição por conta da chegada do novo ministro, não comentou o assunto com a reportagem do UOL Esporte. Quem está no meio, no entanto, indica que um pedido da CBF não deve ser barrado pelo órgão.

A volta do mata-mata exigiria, em última instância, um “drible” no Estatuto do Torcedor. O texto, de 2003, exige que pelo menos uma competição de âmbito nacional tenha sistema de disputa “em que as equipes participantes conheçam, previamente ao seu início, a quantidade de partidas que disputarão, bem como seus adversários”. Em tese, o trecho seria uma amarra aos pontos corridos. Ainda que a questão seja polêmica, há quem defenda que nem isso impediria uma mudança.

“Isso não impede que tenha mata-mata. O artigo é para que não tenha mudança de tipo de classificação durante a competição. Se a gente tiver hoje um mata-mata, você define antes do começo o sistema de disputa. Isso já atende o que tem no estatuto. Você vai saber que vai jogar no mínimo 38 vezes, mais duas ou quatro rodadas na fase final”, disse Gustavo Delbin, advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo.

Futuro chefão da CBF exibe a nova namorada

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Por Leandro Carneiro

Marco Polo Del Nero não quer saber mais de exposição de seu novo relacionamento. Mas, o futuro presidente da Confederação Brasileira de Futebol apareceu em uma foto pela primeira vez ao lado de Kelly Moniz, sua nova namorada, neste fim de ano. O casal, que já viajou junto para o Marrocos para o Mundial de clubes, esteve em Angra, litoral carioca, para a passagem de ano. E o presidente da Federação Paulista de Futebol foi até fotografado com um boné da Fifa ao lado da bela morena.

Essa viagem de Del Nero com Kelly para Angra estava programada na agenda do dirigente antes mesmo do início do affair. A intenção inicial era passar o ano com Carol Muniz, mas o namoro dos dois não vingou.

Diferentemente do que aconteceu com seu relacionamento com Carol Muniz, que expôs a relação dos dois com diversas fotos no Instagram, o namoro com Kelly tem sido um pouco mais discreto. Esse cuidado para evitar a exposição é um pedido do dirigente para a modelo.

O namoro entre Del Nero e Kelly foi divulgado no começo de dezembro. Os dois chegaram a circular juntos também pelas ruas do Rio de Janeiro e pela Federação Paulista de Futebol. Kelly é a quarta namorada de Del Nero em um período de um ano. Além dela e de Carol, ele teve uma breve relação com Katherine Fontenele, que é amiga de Muniz, e também com Carolina Gallan, com quem ficou durante quatro anos.

Fogão consegue grana, mas Jefferson ainda é dúvida

“Se for para o bem da Nação e felicidade geral, diga ao povo que fico”. Ainda não foi dessa vez que os torcedores do Botafogo puderam utilizar a famosa frase de Dom Pedro I para comemorar a permanência de Jefferson no clube. O Alvinegro está confiante, pois conseguiu a verba para quitar a dívida de R$ 2 milhões com o goleiro, principal entrave.

Entretanto, Jefferson e seu estafe querem pressa na resolução. E para que tudo seja resolvido, eles adotaram uma postura mais agressiva com o Botafogo. Ou apresenta um projeto com um plano para quitar a dívida ou o camisa do Alvinegro não estará presente na reapresentação do elenco no dia 8 de janeiro, em General Severiano.

“Já nos reunimos com o Jefferson e definimos que enquanto o Botafogo não se posicionar com o projeto da quitação da dívida, ele não se apresenta. Essa é uma decisão dele. Se isso acontecer [tiver projeto para pagar a dívida] estaremos de braços abertos. Eles sabem disso. Resolvendo esse problema ele treinará com todo o amor do mundo. Não é questão de faca no pescoço. Não queremos o dinheiro até o dia 8. Se assinar um compromisso que pagará, por exemplo, no dia 20 de janeiro tudo bem. Queremos um posicionamento. Até agora não apresentou”, disse Gérson Sá, um dos empresários de Jefferson ao UOL Esporte.

O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, por sua vez, adota a cautela para explicar a situação. Segundo o mandatário, o Alvinegro já conseguiu a verba necessária para pagar a dívida. O problema é que o dinheiro ainda não está na conta do clube, que aguarda decisão da Justiça para ter a quantia em mãos e realizar o pagamento.

“Temos total confiança na permanência do Jefferson, que é a nossa prioridade desde a campanha eleitoral. Já conseguimos o dinheiro e pagaremos a dívida que temos com ele de salário criada ao longo de 2014. Existe essa pressão por parte do empresário, mas vejo com naturalidade [decisão de não se reapresentar], pois cada um defende seus interesses”, explicou o presidente.

“Não gostaria de determinar uma data. Não sei se o dinheiro vai ser liberado antes da reapresentação. É questão burocrática. O dinheiro é nosso e vamos usar parte dele para pagar a dívida com o Jefferson. Isso é certo. Essa verba será liberada e faremos o pagamento. Temos uma conversa agendada com o Jefferson e vamos explicar tudo. Acredito que a conversa é o melhor caminho”, completou Carlos Eduardo Pereira.

Gerson Sá vê com bons olhos a movimentação do Botafogo para pagar a dívida com Jefferson, mas espera que essa atitude seja colocada no papel. Caso isso aconteça, o goleiro mudará de ideia e se reapresentará normalmente ao Alvinegro. (Do UOL)