Papão tenta contratar atacante do Criciúma

Depois de especulações sobre nomes como Souza, Borges e até Rafael Moura, surge a informação de que o Paissandu está tentando contratar o atacante Zé Carlos, do Criciúma. Seria o nome de peso para reforçar o time no Parazão e no Brasileiro da Série B. A negociação está em andamento.

Palmeiras já é 2º time do país em sócios torcedores

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Do Portal Terra

O Palmeiras não para de alcançar marcas históricas com o plano de sócio-torcedor, em franco crescimento. Neste sábado, a equipe passou a marca de 80.500 sócios, tornando-se o segundo clube do Brasil com mais aderidos ao programa de fidelidade. O time paulista superou o Grêmio e encerrou a hegemonia gaúcha, que tradicionalmente contava com os dois times com mais sócios.

Agora, a única equipe à frente do Palmeiras é o Inter, que tem quase 130 mil sócios-torcedores e é um dos maiores do mundo no quesito. Os gaúchos foram os pioneiros nos programas e, por isso, sempre contaram com a hegemonia do ranking, mas o crescimento de outras equipes do Brasil, como Corinthians, também ameaça o agora terceiro colocado Grêmio.

Palmeiras viu o sócio-torcedor ser impulsionado com a construção do novo estádio, o Allianz Parque, inaugurado no fim de 2014. Neste ano, as contratações para a nova temporada também fizeram bem aos torcedores, que aumentaram o otimismo. Apenas em 2015, em 24 dias, foram 16 mil novos sócios.

TORCIDÔMETRO – RANKING

POSIÇÃO TIME NÚMERO DE SÓCIOS
Inter 129.398
Palmeiras 80.566
Grêmio 80.484
Corinthians 72.332
Cruzeiro 67.289
Santos 56.975
Flamengo 53.659
São Paulo 43.261
Atlético-MG 36.966
10º Bahia 24.021

Dilma e a luta com a mídia de oposição

POR PAULO MOREIRA LEITE

O clima de enterro empregado pelos meios de comunicação para divulgar os números do emprego de 2014 é vergonhoso.

É correto lembrar que a criação de 391 000 empregos foi o menor desempenho desde a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto. Num país com 200 milhões de habitantes, com as carências que conhecemos, sempre haverá gente em busca de emprego — e de empregos melhores.

10847975_740769039345773_7140437186881749920_nMas é absurdo deixar de ponderar que entre 2003 e 2014, período dos governos Lula e Dilma Rousseff, o país criou 16 milhões de novos empregos. O país vive o menor desemprego de sua história. Em nenhum momento, nesses 12 anos, o mercado de trabalho encolheu. Nunca. (*)

Entre 1995 e 1999, durante o governo do PSDB, o país perdia milhares empregos anos após ano. O mercado de trabalho decresceu por cinco anos consecutivos — uma tragédia pentacampeã.

Foram 129.339 empregos a menos em 1995, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu a herança econômica do ministro da Fazenda FHC. Nos quatro anos seguintes, o país seguiu perdendo empregos no seguinte ritmo:

– 1996: 271.339 empregos a menos

– 1997: 36.000 empregos a menos

– 1998: 582.000 empregos a menos

— 1999: 196.000 empregos a menos

O dado real a ser lembrado é este: o país perdeu empregos em cinco dos oito anos de governo FHC — mais da metade da gestão, portanto. No total, as perdas em cinco anos chegaram a 1 milhão e 85 mil empregos.

Em 1994, o ano de lançamento do Plano Real, foram criados 301. 928 empregos — 30% a menos do que as vagas abertas em 2014, total apresentado em tom fúnebre na semana passada. Alguém protestou?

Nos três últimos anos de governo FHC, foram criados 2 milhões e 10 000 empregos.

Se você abater as vagas fechadas, o saldo tucano é de pouco mais de 900 mil empregos. Nos oito anos de Lula, o saldo foi de 10,8 milhões. No primeiro mandato de Dilma, 5,2 milhões.

Se o número de 2014 não precisa motivar uma festa deve ser visto de forma ponderada. Num país que vive a mais baixa taxa de desemprego de sua história, a geração de novas vagas torna-se mais complicada do que antes.

O país nunca deixou de criar empregos após a posse de Lula e seguiu na mesma situação com Dilma.

Os dados sobre emprego sempre são delicados, pois envolvem o eleitorado tradicional do Partido dos Trabalhadores, que permitiu a Dilma resistir a uma campanha brutal no ano passado. Estes números não só ajudam a refletir sobre as prioridades de cada governo e o empenho para garantir benefícios a maioria da população mas também confirmam a mistificação diária que se costuma oferecer a população. Apoiar ou combater um governo faz parte dos direitos democráticos de qualquer veículo e de cada cidadão.

O lamentável é constatar, mais uma vez, que isso costuma ser feito sem respeito pela isenção nem pelos fatos.

A experiência de viver num país de pensamento único garante toda atualidade ao debate sobre a democratização dos meios de comunicação, que Dilma Rousseff comprometeu-se, muito corretamente, a encaminhar durante o segundo mandato. A necessidade de encaminhar essa discussão, que envolve um debate demorado, que deve chegar a toda sociedade e ao Congresso, é inegável.

Mais urgente, contudo, é a necessidade do governo fazer a disputa política na conjuntura, oferecendo respostas a cada inverdade e toda distorção.

Temos um governo silenciado compulsoriamente pela mídia alinhada a seus adversários. A circulação de informações está submetida a uma ditadura exótica. Não é feita a partir de um Estado forte, como se aprende nos manuais de história, mas por empresas privadas de comunicação que reinam com poderes absolutos, como demonstra o insubstituível Manchetômetro.

Neste universo desigual, ou o governo começa a falar, ou será calado para sempre. Irá perder os debates que se avizinham sobre os rumos da economia e sobre empregos, sobre energia, sobre a Petrobras e o que você pensar. Mesmo a democratização dos meios de comunicação, que não quer diminuir a liberdade de ninguém, mas apenas ampliar a voz daqueles que não possuem, já foi atingida. É apresentada como bolivarianismo.

Já deu para entender a urgência de fazer a disputa política, concorda?

(*) Vinte anos de Economia Brasileira, Gerson Gomes e Carlos Antonio Silva da Cruz

O passado é uma parada…

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Plenário da antiga Câmara Municipal de Belém. Em primeiro plano, o então jovem cronista cruzmaltino Elias Ribeiro Pinto (braços cruzados, de óculos), visivelmente entediado com o discurso pronunciado por ninguém menos que o atual alcaide, Zenaldo Coutinho. Anos 80. (Do artigo implacável de Walter Pinto, via Facebook)

Doutrina francesa inspirou tortura no Brasil

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De Opera Mundi

A Oban (Operação Bandeirante), que mais tarde originou o DOI-Codi — principal centro de tortura e morte durante a ditadura militar (1964- 1985) —, foi influenciada por estratégias de guerra francesas, chamada de Doutrina da Guerra Revolucionária. No livro A Casa da Vovó: uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar(Alameda, 612 págs, R$ 69), o jornalista Marcelo Godoy explica como essa tática de enfrentamento a opositores chegou ao Exército brasileiro.

A Doutrina da Guerra Revolucionária surge durante o conflito dos franceses na Indochina contra vietnamitas (décadas de 1940, 50 e 60) e também na Argélia contra a Frente de Libertação Nacional (décadas de 1950 e 60). No pensamento dos militares da França, eles não combatiam apenas guerrilheiros, que lutavam com armas pela independência de seus países.
“Existia um forte elemento ideológico por trás dos guerrilheiros, tanto vietnamitas quanto argelinos: a ideologia comunista. A Doutrina da Guerra Revolucionária se estrutura na ideia que os guerrilheiros haviam transformado a política em guerra. Portanto, o centro da estratégia não era mais um conflito bélico, mas a ideia de que uma ideologia poderia se expandir”, analisa Godoy.
fg166574Durante a década de 1950, militares brasileiros viajaram a Paris para estudar na Escola Superior de Guerra francesa. Nesse período, tiveram contato com a Doutrina da Guerra Revolucionária. Houve identificação imediata, pois os militares brasileiros precisavam saber “qual era a próxima guerra a combater”, explica Godoy.
“Após o fim da Segunda Guerra Mundial, não havia mais um combate claro para os brasileiros. Quando conheceram a Doutrina Revolucionária, disseram ‘essa é a nossa Guerra’, onde existe um inimigo interno — os grupos de resistência armada — e onde a guerra não começa através de um tiro ou um ato bélico. Pelo contrário, a guerra se inicia com um primeiro panfleto distribuído, de um grupo que pretender chegar ao poder“, explica.

Mais tarde, a Doutrina da Guerra Revolucionária se amplificou ainda mais no Brasil quando o Exército passou a fazer cursos em bases militares norte-americanas — oficiais dos EUA também haviam ido a Paris para aprender sobre a doutrina francesa.

Como a estratégia francesa chegou ao DOI

Criado a partir de uma operação semiclandestina instituída pelo governo — a Oban — o DOI-Codi se transformou no principal instrumento da ditadura militar para combater as organizações de esquerda.
De acordo com o jornalista, a experiência na França forneceu alicerces para a estratégia do Exército brasileiro de torturas e mortes de guerrilheiros da esquerda durante o regime de exceção.
“A partir de 1969, o DOI é constituído para combater os grupos da esquerda armada no Brasil, usando o modelo francês. Ou seja, uma estratégia militar com táticas policiais, com a participação de militares para lutar nessa guerra, que eles imaginavam estar combatendo”.

DOI-Codi ensinou tortura para militares sul-americanos

Marcelo Godoy também explica como o regime militar brasileiro ensinou treinamento de técnicas de tortura para militares argentinos, chilenos e uruguaios.
“Oficiais chilenos vieram para o Brasil após a queda de Allende para aprender como torturar presos políticos e também táticas de combate aos guerrilheiros. Há relatos que argentinos e uruguaios também tiveram a mesma experiência aqui: treinamento e trocas de informação, como uma espécie de “intercâmbio”, aponta o jornalista.
A confirmação da vinda de uruguaios e argentinos foi feita pelo sargento Marival Chaves, o “Doutor Raul”, sargento do DOI de 1973 a 1977. Além de consultar diversos arquivos públicos e de jornais da época, Godoy entrevistou 25 agentes do DOI-Codi, que impuseram diferentes condições para falar: há entrevistados que permitiram a divulgação do nome, outros que autorizaram a publicação após a própria morte, uma parte liberou a publicação dos codinomes e, finalmente, alguns que falaram com a condição de usarem nomes falsos. Trechos das gravações das entrevistas foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo no dia 7 de dezembro.
Entre as técnicas exibidas aos chilenos, que passaram dois dias no DOI (Destacamento de Operações de Informações) em 1974, estão o pau-de-arara, as máquinas de choques e a pica de boi, uma espécie de chicote.
Antes da vinda de chilenos a São Paulo, um dos chefes do DOI, o capitão do Exército Ênio Pimentel da Silveira, conhecido no departamento como Doutor Ney, já havia viajado a Santiago para orientar colegas locais e “caçar brasileiros” no país, de acordo com o livro.