Leandro Carvalho substitui Veiga na estreia

O atacante Bruno Veiga ainda não teve sua inscrição publicada no BID e deve ficar ausente da estreia do Paissandu no Campeonato Paraense, segunda-feira, contra o Gavião. Sem poder escalar Bruno, o técnico Sidney Moraes treinou nesta sexta-feira o ataque bicolor com Leandro Carvalho e Leandro Cearense, com excelente atuação do primeiro.

Araguaia: ação penal contra dois coronéis

O Ministério Público Federal (MPF) informou que entrou na Justiça na última quarta-feira (28) com ação penal contra dois militares da reserva, os coronéis Lício Maciel e Sebastião Curió, por crimes cometidos durante a Guerrilha do Araguaia, nos anos 1970, durante a ditadura. O primeiro, conhecido como “major Asdrúbal”, está sendo acusado pelo homicídio e ocultação dos cadáveres dos militantes André Grabois, João Gualberto Calatrone e Antônio Alfredo de Lima. Curió, o “doutor Luchini”, foi denunciado pela ocultação dos cadáveres.

“Para o MPF, trata-se de homicídios qualificados, por terem sido praticados à emboscada e por motivo torpe. Outros agravantes das penas, segundo o MPF, é que os crimes foram cometidos com abuso de autoridade e violação a deveres inerentes aos cargos dos militares”, diz a instituição. De acordo com o Ministério Público, os assassinatos ocorreram em 13 de outubro de 1973, em São Domingos do Araguaia, sudeste do Pará.

“O grupo militar de combate responsável pela execução dos militantes era comandado por Lício Maciel. Segundo a ação, os militares emboscaram os militantes enquanto eles estavam levantando acampamento em um sítio”, relata o MPF, segundo o qual “a emboscada, as mortes e as ocultações dos cadáveres” estão “comprovadas por documentos e inúmeros depoimentos prestados por diversas testemunhas ao MPF e a outras instituições”. Ainda segundo o relato, no dia seguinte, sob orientação de Lício, “um grupo de militares acompanhado por um mateiro (guia civil) enterrou os corpos em valas abertas em outro sítio de São Domingos do Araguaia”.

B8oDgy0IUAIjAXCEntre 1974 e 1976, diz o MPF, as ossadas foram removidas e ocultadas em locais ainda desconhecidos. “Entre outros militares, a coordenação dessa operação estava sob responsabilidade de Sebastião Curió, apontado como um dos poucos que tem conhecimento dos locais onde foram sepultadas as ossadas dos militantes.”

Na ação, o Ministério Público pede à Justiça Federal em Marabá (PA) que os acusados sejam condenados a pagamento de danos. Além disso, os procuradores querem que os militares sejam condenados à perda dos cargos públicos, com o cancelamento das aposentadorias e a devolução de medalhas e condecorações.

Não é a primeira denúncia contra os dois. Em 2012, o MPF abriu processo contra Lício pelo sequestro de outro militante em 1973. Ele pediu cancelamento do processo, que foi aceito pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, no final do ano passado. O Ministério Público recorreu da decisão.

Também em 2012, o MPF acusou Curió pelo crime de sequestro qualificado por maus-tratos contra cinco militantes do Araguaia, até hoje desaparecidos. O TRF-1 trancou o processo, a pedido do militar. O Ministério Público, que novamente recorreu, informa que tenta levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

E a bunda, enfim, reage…

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POR GLAUCO ALEXANDER LIMA

A boa e velha bunda reage. Nos últimos anos falou-se muito que os seios enormes estavam tomando o lugar da retumbante bunda no reinado de preferência nacional do Brasil. Mas bastou uma boa e rápida cena na TV, mostrando uma valorosa representante da bunda, para o nome da atriz dona da protuberância fosse o mais buscado do Google pelos brasileiras e brasileiros. É como diz o povo, do operário da construção civil até maior poeta do país:

– Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
rebunda.

Comunicação é área com mais gente insatisfeita

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Do Comunique-se

Se você está no mercado de trabalho, precisa pensar em algo: você recomendaria a sua empresa para um amigo? Pelo menos 44% das pessoas que trabalham nas áreas de mídia e comunicação afirmaram que não. E sabe por quê? Por causa das condições de trabalho e os recorrentes salários baixos. As informações são da Love Mondays, comunidade de carreira em que os funcionários publicam avaliações sobre cada empregadora.

O estudo é resultado do levantamento feito pela Love em dezembro do ano passado por meio de 5487 opiniões de colaboradores. Os dados identificaram o percentual de funcionários, em 16 setores, que recomendaria a empresa em que trabalha. A área de mídia e eomunicação ficcou na última posição, com apenas 56% dos profissionais dispostos a indicar seus ambientes de trabalho. A lista traz outros cinco nichos com índices de insatisfação: viagens, turismo e lazer (63% indicariam); governo, ONGs e associações (65%); varejo (67%); serviços financeiros (68%) e serviços ao consumidor (68%).

A comunidade de carreiras afirma que os itens mencionados pelos profissionais são falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, empresa lenta e burocrática, processos, sistemas e ferramentas ruins, planejamento em curto prazo e instalações ruins. “Aspectos ligados à gestão da empresa e à progressão na carreira têm uma influência direta na satisfação do funcionário. As empresas desses setores precisam ficar atentas a esses apontamentos e investir na criação de planos de carreira e na formação de líderes que fomentem a meritocracia e o desenvolvimento do funcionário”, afirmou a CEO da Love Mondays, Luciana Caletti.

Por outro lado, existem sete setores em que os contratados estão felizes e dispostos a indicar um amigo. São eles: energia (79%), bens de consumo (78%), construção e engenharia (77%), farmacêutica e saúde (77%), agropecuária (75%), TI/Telecom (72%) e educação (72%). Os trabalhadores das áreas afirmam que puderam, em 2014, aprender e ter progresso trabalhando nesses nichos.

“O salário só foi destacado pelos profissionais da área de energia. Isto demonstra que as pessoas estão mais valorizando cada vez mais empresas preocupadas com a qualificação, pacote de benefícios, um plano de carreira e, acima de tudo, um ambiente de trabalho agradável”, explicou a executiva.

Veja a lista completa:

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Dupla Fla-Flu disputa Carioca sob protesto

O tempo fechou no Rio. Flamengo e Fluminense divulgaram nova nota oficial na manhã desta sexta-feira e mantiveram o tom crítico sobre a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e o Campeonato Carioca deste ano, o qual disseram que irão disputar ‘sob protesto’. Os clubes também revelaram que estudam a criação de uma Liga de Clubes Cariocas já para o próximo ano.
Assim como os outros participantes do Campeonato Carioca, Flamengo e Fluminense se reunirão com a Ferj na tarde desta sexta-feira, na sede da entidade, para discutir as polêmicas da competição. Entre os assuntos que têm gerado divergências nos últimos dias, estão a fixação de valores de ingressos e a universalização da meia-entrada em jogos do torneio.
A postura agressiva da dupla no enfrentamento com a Ferj foi acentuada após a reunião do conselho arbitral da entidade, na última terça-feira. Na ocasião, Flamengo e Fluminense saíram derrotados na tentativa de derrubar as medidas tomadas pela federação sobre os ingressos. O Tricolor, inclusive, soltou uma nota ironizando a decisão.
A briga nos bastidores pode até mesmo tirar o Maracanã da disputa do Carioca, já que a concessionária que administra o estádio se aliou a Flamengo e Fluminense na oposição à Ferj. Na primeira rodada, por exemplo, a arena receberia o jogo do Tricolor com o Friburguense no domingo, partida transferida pela federação para Volta Redonda. (Do UOL)

Confira a nota na íntegra:
O Clube de Regatas do Flamengo e o Fluminense Football Club, mais uma vez vêm a público esclarecer alguns pontos sobre o claro desgaste da relação entre a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e os seus filiados.
Infelizmente, a postura ditatorial da Ferj tem afastado Flamengo e Fluminense de qualquer possibilidade de entendimento;
Não obstante ter tomado decisões ilegais como;
1. Tabelar preços dos ingressos ao arrepio da lei da meia-entrada.
2. Tentar exterminar o conceito de mandante previsto em toda legislação vigente. Burlando o próprio REC que, em seu artigo oitavo, parágrafo segundo, prevê a existência de mandos em todos os jogos, para efeitos legais.
3. Atentar contra a saúde financeira de seus filiados.
A Ferj agora marca nova reunião do arbitral, nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2015, para discutir, dentre outros temas, a criação de um dito Programa Sócio-Torcedor de Futebol do Estado do Rio de Janeiro que nunca nos foi apresentado. Isto nos leva a supor que se trata de uma tentativa de destruir valor dos programas Sócio-Torcedor de seus filiados, buscando se apropriar, cada vez mais, dos ativos dos clubes, como já vem fazendo com as receitas de bilheteria, as cotas de televisão e a totalidade das receitas proveniente das placas publicitárias nos estádios. Interessante notar que a Ferj, enquanto se diz defensora de uma política de ingressos mais baratos, não reduz as próprias taxas que cobra dos clubes. Aliás, as mais altas taxas do futebol brasileiro.
Por conta desta e de muitas outras arbitrariedades praticadas pela Ferj em prejuízo e empobrecimento do futebol carioca, deixamos clara nossa posição:
A Ferj, ao contrário do que pensam seu presidente e parceiros íntimos, não possui dono e deveria, além de ser a maior defensora da legalidade, ser a representante de todos os clubes e não apenas daqueles que se submetem aos seus interesses.
A Ferj tenta induzir a opinião pública ao erro, querendo dar caráter desportivo a uma questão de cunho estritamente comercial.
A Ferj tenta cassar dos clubes o direito de gerenciar suas receitas, prejudicando a todos e beneficiando apenas a Federação e seus parceiros íntimos.
A manifestação de Flamengo e Fluminense se dá pelo direito de praticar preços compatíveis com os custos de operação de seus jogos e de garantir conforto de suas torcida, em seu estádio. Reiteramos que vamos defender esse direito e que buscaremos na Justiça a reparação das perdas que certamente teremos.
Nós, que representamos cerca de 70% dos torcedores em nosso Estado e que conquistamos mais da metade de todos os campeonatos cariocas disputados desde 1906, temos consciência da nossa enorme relevância histórica para a afirmação do futebol do Rio de Janeiro, não só no cenário nacional, como também internacionalmente.
Por essa razão, Flamengo e Fluminense, em respeito aos seus torcedores, patrocinadores, parceiros comerciais e aos detentores dos direitos de transmissão disputarão, sob protesto, o Campeonato Carioca 2015. Porém, não nos interessamos em participar de competições futuras organizadas nesses moldes e estudamos, em conjunto, a criação da Liga dos Clubes Cariocas.
O Flamengo e o Fluminense convocam seus torcedores e todos os que acompanham o futebol para apoiá-los na oposição ao que vem sendo feito e conduzido pela Ferj. Entidade que, ao longo do tempo, tem representado o evidente empobrecimento técnico e financeiro do nosso futebol.
Vamos juntos pela profissionalização e moralização do futebol carioca.

Efeito Viviane no Papão

POR GERSON NOGUEIRA

Ninguém entendeu bem a inesperada contratação, até porque para o meio-de-campo o Papão já conta com 12 jogadores, mas aos poucos a explicação foi aparecendo. Além de ser indicado pelo técnico Sidney Moraes, que o dirigiu em vários clubes, Radamés representa uma investida no marketing indireto. Ao contratar o volante, o clube espera também se beneficiar de sua notoriedade extracampo. Uma coisa puxa a outra.

Radamés é hoje muito mais conhecido pelo namoro (ou noivado) com a desinibida modelo Viviane Araújo, rainha de bateria do Salgueiro, atriz de novela e ganhadora de um “reality show” desses aí. O casal é alvo quase diário das atenções das colunas de fofocas em jornais e sites, ao contrário da carreira do futebolista. O momento mais destacado de Radamés foi lá nos idos de 2005, quando surgiu no Fluminense.

unnamed (96)Uma evidência dessa situação é que passou em brancas nuvens a passagem dele pelo distante Tractor, do Irã. Isso depois de haver jogado pelo Vila Nova (GO) no Brasileiro, sob o comando de Sidney Moraes. Antes, ficou por duas temporadas no Boa Esporte, sempre com desempenho mediano.

Os técnicos costumam eleger jogadores de sua preferência, com os quais se entendem melhor e que muitas vezes funcionam como representantes seus dentro de campo. Radamés reúne essas características e chega para ser titular no time que Sidney Moraes formata na Curuzu.

Ao mesmo tempo, o Marketing do Papão anunciou que já se movimenta para promover ações envolvendo Radamés e sua noiva. Um alvo natural dessa estratégia é o programa Sócio Bicolor, menina dos olhos da atual diretoria e que conta atualmente com 6 mil sócios adimplentes de um total de 10 mil associados.

Com calendário cheio na temporada – Parazão, Copa Verde, Copa do Brasil e Série B –, o Papão pretende alavancar a captação de mais sócios. É justamente onde entra o casal Radamés-Viviane, cotado desde já para estrelar a campanha publicitária.

No clube, a repercussão tem sido excelente e ação casada é avaliada como um exemplo de modernização da gestão. Une-se o útil ao agradável em benefício do Papão. O simples anúncio da contratação já alvoroçou a torcida, que até então se ressentia da falta de um jogador carismático, que rivalizasse com Flávio Caça-Rato, aposta remista nessa área.

Ao ser apresentado, ontem, Radamés já saiu convocando o torcedor para o jogo de estreia no Parazão, demonstrando ter assimilado bem as intenções do marketing. Sem dúvida, é uma nova e curiosa atração para o campeonato que começa neste domingo.

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Triste fim do velho Cariocão

Enquanto por aqui as expectativas são grandes em relação ao campeonato estadual, o mesmo não ocorre em muitas praças do país. No Rio, por exemplo, o certame regional vive dias difíceis, ameaçado de extinção. De um lado, a federação usa e abusa de procedimentos antiquados, enquanto as concessionárias da Arena Maracanã fecham as portas aos jogos do certame.

Um duro golpe naquele que é um dos mais charmosos campeonatos do país, responsável pela revelação de tantos craques e pela disseminação da imagem do Rio como principal centro do futebol brasileiro em sua fase romântica.

A direção do Maracanã (Odebrecht Properties/AEG) alega, com números incontestáveis, que os jogos são deficitários e não cobrem os altos custos de manutenção da arena. Alguns clubes defendem, com endosso da federação, o conceito de meia-entrada universal. Significa que as pessoas pagariam sempre a metade do preço fixado pelo ingresso. Ideia de Eurico Miranda.

Os jogos entre pequenos cobrariam R$ 5,00 pela entrada. Nas partidas dos clubes grandes a tabela seria variável, oscilando entre R$ 15,00 e R$ 30,00. Os clássicos podem chegar ao limite máximo de R$ 50,00 no preço do ingresso.

Vale dizer que a média de público no Carioca do ano passado não chegou a 3 mil pessoas por jogo. A capacidade do Maracanã é de 78 mil lugares.

A forte presença de equipes modestas disputando com os grandes, por força da pressão dos dirigentes, foi esvaziando progressivamente o Carioca. Os turnos são disputados praticamente sem torcida nos estádios, com exceção dos clássicos e das finais. Apesar disso, a federação segue teimando com a velha fórmula deficitária, que lhe garante votos nas eleições.

Eurico, sempre ao lado da cartolagem oficial, é o principal aliado do presidente da federação, Rubens Lopes. E garante, com a arrogância habitual, que o seu Vasco jamais mandará jogos no Maracanã.

A balbúrdia está armada, o torcedor não tem motivos para esperar um grande torneio e o Maracanã pela primeira vez em sua história não sediará jogos do Carioca. De quebra, um artigo canhestro prevê multa de R$ 50 mil para jogador, técnico ou dirigente que fizer críticas ao campeonato. Nem na ditadura militar a cartolagem foi tão autoritária.

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Modernização da gestão em discussão

Com despesas pagas pela CBF, o vice-presidente da Federação Paraense de Futebol, Maurício Bororó, participa hoje em Brasília, às 10h, de reunião no Ministério dos Esportes. No encontro, será discutida a modernização da gestão do futebol brasileiro, a busca da transparência fiscal das entidades esportivas e o refinanciamento de suas dívidas com a União.

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Direto do blog

“Eu queria ver os dirigentes de Paysandú e do rival, colocando os seus bens em penhora a favor dos clubes, como garantia de tanta contratação de risco, iguais a estas que estou vendo. O cara esteve no Vila Nova, não jogou nada, e esta diretoria trás o atleta como se fosse a salvação da lavoura. Tomara que os ares de Belém e o ‘energético’ açaí turbinem o atleta!”.

Por Miguel Ângelo Carvalho, cabreiro com a chegada do novo reforço bicolor.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 30)