Fim de linha para o líder da oposição?

Por Luis Nassif

A carreira política de Aécio Neves – ou ao menos suas pretensões de voltar a se candidatar à presidência da República – terminará nos próximos dias.

Sua declaração recente, apresentando o governador de São Paulo Geraldo Alckmin como o próximo candidato do PSDB, foi mais que um gesto de elegância: respondeu a uma avaliação realista do que o espera pela frente.

Não se sabe bem o que virá da Lava Jato.

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Autoridade com acesso integral ao inquérito informa o seguinte:

  1. Não há como conter vazamentos, que partem dos advogados, delegados e procuradores e do próprio juiz, que está dando publicidade a todos os depoimentos. Especificamente no caso da capa da Veja, o vazamento foi do advogado do doleiro Alberto Yousseff.

  2. Até agora, os vazamentos foram seletivos, aliás “completamente seletivos”, diz ele. Quando o inquérito total vier à tona, haverá “bombas de hidrogênio”, supõe que envolvendo próceres da oposição. Não avançou sobre quem estaria envolvido, portanto não se sabe se a bomba atingirá Aécio ou não.

Mesmo que não atinja, o fantasma que persegue Aécio atende pelo nome de “ação penal 209.51.01.813801-0”.

Em 8 de fevereiro de 2007 foi deflagrada a Operação Norbert, visando apurar denúncias de lavagem de dinheiro na praça do Rio de Janeiro. Conduzida por três jovens brilhantes procuradores – Marcelo Miller, Fabio Magrinelli e José Schetino – foi realizada uma operação de busca e apreensão nos escritórios de um casal de doleiros do Rio de Janeiro.

No meio da operação, os procuradores se depararam com duas bombas.

A primeira, envolvia o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carpena do Amorim.

Carpena foi peça central no assassinato de reputação da juíza Márcia Cunha, trabalhando em parceria com a Folha de S. Paulo no período em que o jornal se aliou a Daniel Dantas. Coube a Carpena endossar um dossiê falso preparado por um lobista ligado a Dantas, penalizando uma juíza séria.

Ao puxar o fio da meada de uma holding, os procuradores toparam com Carpena. O caso foi desmembrado do inquérito dos doleiros, tocado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e resultou na condenação do ex-juiz a três anos e meio de prisão.

O segundo fio foi puxado quando os procuradores encontraram na mesa dos doleiros uma procuração em alemão aguardando a assinatura de Inês Maria, uma das sócias da holding Fundação Bogart & Taylor – que abriu uma offshore no Ducado de Linchestein.

Os procuradores avançaram as investigações e constataram que a holding estava em nome de parentes de Aécio Neves: a mãe Inês Maria, a irmã Andréa, a esposa e a filha.

Como o caso envolvia um senador da República, os três procuradores desmembraram do inquérito principal e encaminharam o caso ao então Procurador Geral da República Roberto Gurgel. Foi no mesmo período em que Gurgel engavetou uma representação contra o então senador Demóstenes Torres.

O caso parou na gaveta de Gurgel.

No próximo mês deverá ser apreciado pelo atual PGR Rodrigo Janot. Há uma tendência para que seja arquivado. Alega-se que Aécio não seria titular da conta – que está em nome de familiares – mas apenas beneficiário. Certamente não se levantará a versão jabuticaba da “teoria do domínio do fato”, desenvolvida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Arquivado ou não, certamente será a pá de cal nas pretensões políticas de Aécio.

As aventuras de barba azul

Por Palmério Dória, via Facebook

Entrou no Bologna e todos os olhares se voltaram para ele: mulheres, homens, velhos e crianças. Nunca, jamais pensou que pudesse atrair tanta atenção.

Lá no fundo d’alma achou que enfim se fazia alguma justiça. A garçonete alta e elegante concedeu o primeiro olhar ao velho freguês, que festejou intimamente.

— Oh, yeah!, não sou mais o homem invisível.

Houve uma tentativa vã de se concentrar nos Relatos Londrinos, de Charles Dickens, mas era apenas mímica de atenção. Então procurou saborear aqueles instantes de glória. Glória Pires, Gloria Magadan, Glória Steinem. Os segundos mais longos da história.

Até que se conferiu num dos incontáveis espelhos da rotisserie e pôde ver sua barba branca refulgindo de azul — celeste — do cloro renovado da piscina do seu prédio em que tinha acabado de mergulhar. As cores da bandeira argentina.

Veio subitamente a paz de espírito necessária para pedir um chocolate gelado e, vacilou um pouco, um pão com requeijão.

Jornalista “indie” também envelhece

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

A tendência à centralização das decisões nas redações da chamada grande imprensa do Brasil, que se consolida há cerca de quinze anos, provoca mudanças importantes no perfil dos jornalistas em atividade na mídia tradicional. Além de uma menor diversidade do espectro ideológico, pode-se constatar que predomina nas principais empresas de comunicação o profissional que amadureceu depois do processo de redemocratização, para o qual os tempos da ditadura são um verbete da Wikipedia.

Jornalistas mais experientes, que vivenciaram na juventude as restrições oficiais à liberdade de expressão, costumam classificar essa geração subsequente como alienada ou desprovida de consciência política. Eles chegaram ao mercado de trabalho a partir da segunda metade dos anos 1980, e desde então alguns de seus representantes foram galgando posições, até alcançarem os postos de comando. Seu legado já pode ser analisado ao longo da última década, e certamente não irá corresponder a essa geração o melhor da história do jornalismo brasileiro.

Na maioria das redações, essa mudança de perfil se realizou de maneira suave, o que dificulta a definição de um ponto de referência. No Estado de S. Paulo, por exemplo, a insistência do criador do Curso Estado de Jornalismo, Francisco Ornellas, em formar jovens profissionais segundo os preceitos clássicos da profissão, amenizou o choque de gerações. Mas Ornellas foi afastado em 2012, depois de haver formado mais de vinte turmas, e, em novembro passado, o caderno especial que comemorou os 25 anos do curso não fez referência ao seu trabalho de duas décadas. Como no antigo regime soviético, o jornalismo contemporâneo não parece preocupado com a preservação da memória.

Já na Folha de S. Paulo o processo se deu abruptamente, com a implantação de um projeto editorial cuja condução foi entregue a profissionais com pouca ou nenhuma experiência. Por isso, é mais fácil observar a mudança nessa redação, que inaugurou no Brasil o jornalismo obcecado por infográficos e estatísticas. Um jornalismo que se pretende imune a paixões.

O jornalismo indiferente

Foi na Folha que se inventou, por exemplo, o duvidoso método de contar multidões, que nunca funcionou – pela simples razão de que a multidão se move e não espera o repórter do jornal calcular quantas pessoas se aglomeram por metro quadrado numa praça. Na época em que se discutia, como numa operação de guerra, como definir o volume de uma manifestação de rua, um editor veterano saiu-se com esta: “É mais fácil contar as orelhas e dividir por dois, pois estatisticamente há menos pessoas com uma orelha só do que, por exemplo, com uma perna só”.

O experimentalismo da Folha contaminou os outros jornais, afetando, no curto prazo, jornais como o Zero Hora de Porto Alegre, e o Globo. Mas essa tendência não se consolidaria se as mudanças não coincidissem com o ingresso massivo, no mercado, da geração que chamaremos de “indie”.

A expressão é tirada do movimento que levou às paradas o chamado rock independente, gênero surgido nos anos 1980 que tinha como pressuposto a produção musical dissociada das grandes gravadoras. No caso do jornalismo, e especialmente na Folha de S. Paulo, “indie” era aquele indivíduo que não havia passado pelos grupos produtores de ideias nas décadas anteriores, ou seja, procurava-se o jornalista sem definição ideológica a priori. No projeto do diário paulista, esse profissional seria capaz de dar ao jornalismo um caráter mais “científico”, ao contrário do modelo clássico, que era chamado, em tom depreciativo, de “jornalismo impressionista”.

Acontece que não há ideia sem ideologia, ou seja, da intensa produção de ideias sempre irá resultar um pacote ideológico, mesmo em condições de uma suposta pureza científica do pensamento.

Ao impor às redações a ilusória condição de assepsia ideológica, a nova concepção dada ao jornalismo brasileiro apenas estimulou o predomínio de uma ideologia conservadora. Assim, o perfil “indie” deixou de representar “independência” e passou a se caracterizar como “indiferença” – como o padrão de um jornalismo sem paixão. Mas o jornalista ‘indie’ também envelhece. O problema é que, em vez de se manter anódino como na juventude, ele se torna reacionário.

Atletas de Baião reforçam Galo Elétrico na Copinha

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Três atletas oriundos da Escolinha Municipal de Futebol de Baião irão participar da Copa São Paulo de Futebol Junior, o maior torneio de futebol de base do mundo, que reúne centenas de clubes de todo o país e até do exterior. Os baionenses Warlison Benmuyal, Rômulo Varela e Adriano Nogueira jogarão pelo Independente Tucuruí, que é um dos representantes do Estado na competição. O Galo Elétrico vai disputar a primeira fase na cidade de Leme, pelo grupo H, ao lado de Fortaleza-CE, Botafogo-SP e Lemense-SP.

É a primeira vez que o clube participa da competição e pelo segundo ano consecutivo o município de Baião terá atletas participando, pois no ano passado o goleiro Marcos Vinícius atuou pelo Paysandu. Todos são alunos ou ex-alunos da escolinha de futebol da cidade localizada às margens do rio Tocantins. (Com informações da Ascom/Baião)

Fla projeta receita 52% maior que a do Corinthians

Os clubes de maior torcida do Brasil começam 2015 programando orçamentos com uma diferença considerável de arrecadação: o Flamengo programa ter uma receita bruta 52% maior do que o Corinthians neste ano. Sem considerar o valor planejado com venda de jogadores, o Rubro-Negro carioca espera ganhar R$ 355 milhões, contra R$ 234 milhões do Alvinegro paulista.

Os dois principais pontos que causam a distância do planejamento financeiro dos dois times são as receitas de bilheteria e o programa de sócio-torcedor. Enquanto o Fla tem a expectativa de receber R$ 49 milhões com a venda de ingressos nos jogos, o Corinthians não vai colocar nos cofres nada com este quesito, já que toda esta renda ficará com o fundo para pagar a Arena de Itaquera. Já a estimativa do Programa Nação Rubro-Negra é de arrecadar quase R$ 37 milhões, e o Fiel Torcedor deve render apenas pouco mais de R$ 6 milhões.

O orçamento flamenguista para 2015 também prevê vantagem em relação ao corintiano na área de patrocínios e publicidade (R$ 92 mihões, contra R$ 74 milhões), além do quadro social do clube e esporte amador, mas a diferença é menor nessas situações. A maior fonte de renda dos clubes segue sendo as cotas de TV : R$ 124 mihões para o Fla x R$ 118 milhões para o Timão. (Da ESPN)

Remo tenta contratar meia-armador argentino

img_7O meio-campista argentino que o Remo tenta contratar já defendeu o Gimnasia y Esgrima e o Aldosivi. Segundo informações repassadas há pouco via telefone por um diretor do clube, o jogador Gonzalo Gabriel Cabrera (foto) não está mais nos planos do clube. O jogador cobiçado pelos azulinos não teve ainda seu nome revelado, mas seria a grande atração do Remo para o Campeonato Paraense. Cabrera está numa faixa salarial muito acima das possibilidades do Leão Azul, por isso foi descartado.

Já o atacante Flávio Caça-Rato está praticamente descartado pelos azulinos. A proposta enviada a ele não foi bem recebida e a negociação não avançou. Confirmados até o momento o goleiro Cézar Luz, o zagueiro Ciro, o volante Mecena e o atacante João Henrique, além dos nativos Fabrício, Igor João, Ratinho, Ilaílson e Rafael Paty. (Com informações de Cláudio Columbia)