Nota do Governo sobre a execução na Indonésia

Brasília-DF, 17/01/2015 17:45:22

NOTA À IMPRENSA

Sobre execução do brasileiro Marco Archer

A Presidenta Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer ocorrida hoje às 15:31 horário de Brasília na Indonésia.
Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a Presidenta dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país.
A Presidenta Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.
O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.
Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada.
O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

Secretaria de Imprensa

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Quantidade com qualidade

POR GERSON NOGUEIRA

Os aviões pousam trazendo reforços em penca para a dupla Re-Pa. Pelas minhas contas, nas últimas duas semanas foram pelo menos 17 (12 só para o Papão) desembarques. É muita gente, sem dúvida, mas cabe notar que desta vez há um fato a justificar tanto desembolso por parte dos clubes. Os velhos titãs fecharam a temporada 2014 com elencos enxutos, depois que vários jogadores encerraram contrato ou foram dispensados.

unnamed (59)Li e ouvi muitas opiniões de torcedores, reclamando das contratações em larga escala, principalmente no Papão. A crítica não é totalmente descabida, pois se ampara na noção de que os clubes devem conter a todo custo o ímpeto consumista. Está cravada na memória coletiva a lembrança recente de gastanças homéricas, com resultados desastrosos.

Apesar de guardar semelhanças com métodos costumeiramente usados pelos dirigentes, a política atual já se pauta por um cuidado maior na avaliação dos jogadores, levando em conta as necessidades do time e o custo de cada aquisição, além de considerar aspectos extracampo, como o comportamento e a disciplina profissional.

Para isso tem contribuído decisivamente a profissionalização da gestão. Entre nós ainda é um processo em fase embrionária, mas que já apresenta pontos positivos. A entrada em cena da figura dos executivos remunerados é um dado importante, que pode fazer com que o futebol do Pará, pelo menos quanto à dupla Re-Pa, dê o esperado salto rumo à modernidade.

Detalhes tão pequenos marcam a diferença entre clubes organizados e outros administrados à moda antiga. Com os gerentes executivos, os clubes deixaram de lado aquele hábito antigo de trombetear contratações antes de fechar o negócio.

Cartolas, bate-paus, corneteiros e apaniguados saíam pelas emissoras de rádio alardeando a vinda deste ou daquele atleta, situação que se revelava muitas vezes mentirosa. Quando o acerto não se concretizava, o ônus ficava todo com o clube, visto como pouco confiável tanto pela torcida quanto pelos representantes de jogadores.

Quando o Remo trouxe Sérgio Papelin há três anos, buscava começar essa atualização de seus procedimentos no futebol. Houve algum avanço, mas Papelin era uma ave rara em meio à confusão reinante no clube. Seu trabalho foi observado por outros clubes e ele voltou no ano passado para organizar a gestão no Papão, com saldo bastante positivo. Deu tão certo que a nova diretoria remista tratou de ir buscar um executivo e encontrou Fred Gomes.

A atual política de contratações, mais austera e menos espalhafatosa, está diretamente atrelada ao estilo de trabalho tanto de Papelin quanto de Fred. Ambos gostam do trabalho silencioso, evitando os holofotes. O fato é que, depois de anos, o anúncio de reforços passou a ser responsabilidade das assessorias de imprensa, como deve ser.

É claro que a simples presença de executivos profissionais não garante 100% de acerto nas contratações. Futebol não é ciência exata, nem é regido pelas leis da matemática. Muitas vezes um jogador que se destaca no Maranhão ou em Alagoas não funciona no Pará, e vice-versa. Acontece.

O papel dos executivos é o de minimizar a possibilidade de erros. Cercam-se de todas as informações possíveis para fazer contratações pontuais, adequadas às posses do clube. Não inventaram ainda uma fórmula melhor do que esta para garantir êxito nesse negócio complexo chamado mercado da bola. Feito o dever de casa, resta torcer para que a sorte abençoe as escolhas e apostas dos eternos rivais.

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Perigo: sangue nos olhos do matador

Leandro Cearense deixou o Remo, onde havia sido titular durante toda a temporada passada, para encarar uma disputa renhida por um lugar no ataque do Papão. Aceitou um contrato de risco, que terá duração de quatro meses, prorrogáveis se o jogador for aprovado.

Significa que sua chegada é cercada de desconfiança, ao contrário dos demais reforços adquiridos pelo Papão, inclusive o desconhecido gaúcho Aylon, apresentado ontem junto com ele. Todos têm contrato válido até a disputa da Série B.

Como conhece bem o Parazão, o ex-azulino pode surpreender. Foi artilheiro pelo Cametá há três anos e leva sobre os demais a vantagem de conhecer bem as características de jogo dos times regionais e, principalmente, os gramados onde o torneio será disputado.

Sua passagem pelo Remo marcou uma inflexão negativa na carreira. Marcou gols, mas não foi o jogador decisivo que a diretoria remista esperava ter ao adquirir 70% de seus direitos econômicos. A frustração foi tanta que Cearense saiu sem que a torcida manifestasse qualquer protesto.

Pelas palavras do jogador, ele também saiu frustrado. E reside aí a grande possibilidade de uma volta por cima com a camisa do Papão. Além de assumir paixão de torcedor pelo clube de Suíço, parece imbuído daquela faísca de motivação capaz de mover céus e terras.

Cearense está com sangue nos olhos. Foi desafiado a provar seu valor. Cuidado com ele.

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Bola na Torre

Giuseppe Tommaso apresenta o programa, com a participação de Valmir Rodrigues, Ronaldo Porto e deste escriba de Baião na bancada. Em pauta, a semana do futebol paraense. Começa por volta de 00h10, logo depois do Pânico, na RBATV.

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Equívocos marcam a Seleção da Fifa

A coisa aconteceu no meio da semana, mas não posso deixar passar. Dona Fifa, que já havia pisado na bola ao eleger Messi o craque da Copa no Brasil, derrapou de novo na escolha da seleção de melhores do ano. Escalar Tiago Silva e David Luiz soou como deboche diante das atuações de Miranda, Mertesacker, Godin e Hummels na temporada.

Não por acaso a presença dos dois na lista gerou todo tipo de gozação nas redes sociais. Depois dos 7 a 1 em BH nenhum zagueiro brasileiro merecia ganhar prêmio.

O mesmo vale para a descabida inclusão de Iniesta no meio-campo, quando Hazard, Vidal e Pogba tiveram um ano muito mais inspirado.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 18) 

Castanhal vence amistoso em ritmo de Alemanha

Em fase de preparação para o Parazão, o Castanhal por 7 a 1 goleou na manhã deste sábado o time do Bom Jesus, que disputa o campeonato municipal castanhalense, por 7 a 1, no campo do União. Os gols da vitória do Castanhal foram anotados por Maninho (3), Georges (2), Danilo e Nenê Apeú. Elias fez o único gol do Bom Jesus. Na partida, o técnico Carlos Alberto Dias procurou utilizar todos os jogadores do elenco, os contratados e também os que ainda estão fazendo testes.
No primeiro tempo, Dias escalou a seguinte equipe: André Luís; Lisa, Hallyson, Charles e Lineker; Billy, Georges, Léo Carioca e Geovani; Cleyton Boka e Daniel. Já no segundo tempo o time foi completamente modificado: Paulo Eduardo; Pablo, Nêm, Bruno Aguiar e Paulo André; Victor, Alessandro, Magson e Nenê Apeú; Maninho e Danilo, que substituiu Pablo.

Craque do Bayern é mordido por crocodilo

4w650c0-bild-300x168Era só o que faltava. Enquanto o Campeonato Alemão não volta, o Bayern de Munique aproveita o tempo de sobra para treinar no Catar. Só que neste sábado, um acontecimento no mínimo insólito tirou o sossego dos atuais lideres da Bundesliga.

Durante atividade em um campo de golfe, o atacante Robben foi apanhar uma bola que havia caído no lago e acabou surpreendido por um crocodilo, que o mordeu na mão esquerda. Além do grande susto, o holandês sofreu apenas ferimentos leves.

As informações são do diário alemão Bild.

Re-Pa abre I Copa Amazônia na quarta-feira

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O primeiro confronto do ano entre Remo e Paysandu está confirmado para quarta-feira (21), às 21h, no estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão), valendo pela I Copa Amazônia de Futebol, que terá o Bahia como terceiro participante. O objetivo é mobilizar a torcida, depois de dois meses sem ver um jogo de futebol em Belém.

O vencedor do clássico paraense enfrentará o Bahia na decisão da Copa Amazônia, no próximo domingo, 25 de janeiro, também no Mangueirão, às 16h. A promoção conta com o apoio dos torcedores, ansiosos para ver em ação os novos jogadores da dupla Re-Pa.

A realização do clássico era especulada há uma semana, embora alguns dirigentes se mostrassem contrários à ideia, temendo que os times ainda não estivessem em condições de se apresentar bem. Essas resistências foram vencidas pela proposta financeira feita aos dois rivais pela empresa que promoverá o torneio.

“Acompanhar um Re-Pa é sempre uma emoção muito grande. Poder estar incentivando o seu clube, vibrar com os jogadores e torcedores, é um momento único. Tenho certeza que vamos estrear 2015 com o pé direito e com uma grande vitória”, observou a torcedora azulina Suellen Oliveira ao DOL.

“Esse momento é aguardado por todos os torcedores. Essa rivalidade dentro de campo, a zoação entre as torcidas, o incentivo e o apoio dos torcedores é fundamental para iniciarmos o ano bem. Convoco todo mundo para acompanhar essa festa e ver o Papão dar uma pisa em campo”, brincou o torcedor bicolor Renato Oliveira.

Os presidentes do Paysandu, Alberto Maia, e do Remo, Pedro Minowa, se reuniram neste sábado (17) com representantes da empresa NC, promotora do evento, para assinar o contrato de participação na I Copa Amazônia. Não foi divulgado o valor das cotas destinadas aos clubes, nem informado o preço dos ingressos nos dois jogos. (Com informações da Rádio Clube e do DOL/Arte: Atorres)

Será que a fonte secou?

POR GERSON NOGUEIRA

Com a nostalgia própria dos românticos, costumo dizer aos meus filhos que o brasileiro é o fã de futebol mais difícil de ser agradado. Também pudera. Aqui floresceu a mais genial confraria de craques da história do esporte. Metade daquela seleção de todos os tempos que a Fifa ou algumas revistas europeias de vez em quando gostam de escolher tem DNA brazuca.

unnamed (56)Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Tostão, Gerson, Rivelino, Jairzinho e Ronaldo Fenômeno estão sempre ali entre os mais votados e citados. Não há nenhum outro país com tamanha variedade de craques para entrar nessa seleção ideal.

É claro que o tempo é implacável, principalmente com a memória crítica das pessoas e vamos combinar que a última década abalou muito as convicções sobre o valor do futebol que o Brasil legou ao mundo.

A situação comporta quinhões de culpa de muita gente, embora seja possível dizer que a origem maior do problema está lá na base, onde os jogadores são descobertos e as joias são buriladas. Faz algum tempo já que os efeitos perversos da má formação se fazem notar nos gramados brasileiros.

A formação deficiente dos atletas é uma realidade nacional há décadas, desde os tempos de Perácio e Pirilo, mas suas consequências só passaram a representar graves prejuízos nos últimos anos quando a produção de craques já não é tão farta como no passado.

Foi preciso um choque elétrico de alta magnitude, como aquela surra inominável diante da Alemanha na Copa, para que a maioria das pessoas se conscientizasse da terrível entressafra de jogadores que assola o país do futebol. Até então prevalecia o pensamento generalizado de que brasileiro é bom de bola e resolve a parada sem temer adversário.

Quando Kroos, Müller e seus colegas puseram o escrete de Felipão na roda a história passou a ser vista com outros olhos. Antes tarde do que nunca.

Acontece que o espetáculo tem que continuar e, ao mesmo tempo, o mundo tem pressa e avidez por novos artistas da bola. A existência luminosa de dois supercraques como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo dominando a cena só acentua a indigência do jogo que se pratica no Brasil.

Vem daí o grande desafio dos técnicos e jogadores em ação por aqui. Precisam entender que não há mais o conceito de ilha, comum nos anos 60 e até meados de 80, quando o que ocorria no Brasil era o que bastava para o torcedor.

Hoje, no mundo embalado pela instantaneidade proporcionada pelas plataformas on-line, o conceito de globalização do futebol é mais que uma digressão teórica. É um fato. E o que conta para o torcedor é o que ele vê se desenrolar nas lotadas arenas do rico futebol europeu.

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Lá, diante de torcidas cada vez mais exigentes, desfilam futebolistas do mundo inteiro. Na cultuada Champions League as nacionalidades desafiam as quase caducas barreiras clubísticas. Curiosamente, com exceção de Neymar, os brasileiros que merecem ainda algum relevo são todos zagueiros ou meio-campistas defensivos.

Sinal atordoante de que é justificada a insatisfação nacional com as peladas domingueiras do Campeonato Brasileiro. Com o fator agravante de que aqui, como na Europa, poucos nativos são protagonistas. Os melhores e mais criativos meias são argentinos – Conca, D’Alessandro, Dátolo – e os atacantes mais produtivos são o peruano Guerrero e o boliviano Marcelo Moreno.

Sem perspectivas de mudanças imediatas no cenário desolador, chega-se à conclusão de que o nosso maior problema é conviver eternamente com a consciência do passado glorioso e a desconfiança de que a fonte secou.

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Quando o treino supera o jogo

Chamou atenção durante a semana uma frase meio despretensiosa do atacante Müller, do Bayern de Munique, avaliando que muitos treinos do time alemão são mais difíceis do algumas partidas da Champions League. Não foi um comentário arrogante, apenas realista.

O Bayern reúne hoje alguns dos maiores craques do planeta e tem no comando do time aquele que é talvez o mais cerebral dos técnicos em atividade. Pep Guardiola.

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Direto do blog

“O governo fechou patrocínio do campeonato paraense de futebol, mais uma vez. Em troca de mais de 800 mil reais, transmitirá jogos do certame. Clubes de futebol são entidades privadas. Arrecadam muito dinheiro por semana. Contratam times inteiros e depois não dão resposta sobre a administração do dinheiro a ninguém. Para entrar com tamanha soma, o governo deveria participar do planejamento do campeonato. Exigir das prefeituras das cidades o compromisso de estádios, mesmo que pequenos, absolutamente preparados para receber os jogos. Gramados impecáveis, arquibancadas, segurança. Deveria incentivar o turismo no Estado, oferecendo pacotes com meio de transporte, hotel e ingressos.

Deveria exigir um número x de atletas paraenses em cada equipe, como incentivo aos valores locais. Deveria transmitir para Belém um jogo que estiver sendo disputado fora da cidade. Assim, usaria o futebol como fator de integração. Arrecadaria impostos, alimentaria o Turismo. Aí dá para entender esses mais de 800 mil reais. Se não for assim, creio que cada um de nós pode pleitear um dinheiro do governo para fazer o que quiser e pronto, não é? Inimaginável é essa ignorância que atordoa. O Estado dá um dinheiro que é nosso e pronto. Tudo de maneira amadora, menos o dinheiro. Pode?”.

Por Edyr Augusto Proença (via Facebook), analisando a renovação do contrato entre o Governo do Estado e os clubes.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 17)