Bismarck é apresentado e já treina no Leão

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Com 22 anos de idade, o meia-atacante Bismarck foi apresentado nesta terça-feira como o novo reforço azulino para as competições do primeiro semestre. Participou normalmente dos treinamentos físicos e táticos no estádio Evandro Almeida, podendo vir a ser relacionado para a segunda rodada do Parazão. Natural de Barbalha, o jogador se destacou defendendo o Icasa-CE, sob o comando de Dado Cavalcanti. Chegou a marcar um gol contra o Paissandu defendendo o time cearense. Cedido ao São Paulo no ano passado, integrou o sub-20 do Tricolor, mas não conseguiu se firmar. Indicado pelo técnico Zé Teodoro, foi contratado pelo Remo e entra na concorrência por uma vaga no setor ofensivo do time. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Donga, um caboclo baionense

POR ANTONIO FERNANDO RAMOS

A minha chegada na Vila Dutra não poderia ser melhor. Estacionei o carro diante de um bar, que não estava funcionando, onde tem uma mesa de bilhar, Lá estava um senhor moreno “pegando sol”, me dirigi a ele para perguntar pelo João “Crioula”, líder comunitário que fora meu contato.
10926317_699670693485487_523274347996235001_oChegando mais perto do senhor, que estava sentado, pude identificá-lo: Donga! Um filme longo passou pela minha cabeça: Lembrei-me de meu padrinho Sandoval, de quem, consta, Donga fora ama, quando morou com o saudoso Enéas, pai do meu padrinho. Lembrei-me que ele foi irmão da Dona Quelé, amiga da minha mãe. Nunca esqueço de sua “brejeira” (hábito de marcas nacos de tabaco) e das enormes cusparadas que dava do parapeito de casa em direção ao quintal. Uma das vezes acertou um irmão, o Sandro.
Lembrei-me que ele fora vaqueiro dos cordões de boi, junto com o finado Bala, marido da Guiomar (cujos filhos homens receberam nomes de personalidades: Garrastazu Médici, Jarbas Passarinho e Clodoaldo).
Mas uma coisa marcou o Donga para quantos o conheceram: era o melhor tocador de onça de Baião. Para os que não sabem, a onça é um “ancestral” da cuíca, só que feita cavada em um tronco, o rosto era de couro de jibóia e o “pau do meio” de flexeira.
Seu filho houvera chegado e começamos a conversar. Soube, então, que ele tem 96 (noventa e seis) anos. Está lúcido, anda pela vila, mas se queixa de reumatismo. Quis testar sua lucidez e perguntei pela Vassourinha e ele me contou que tinha como companheiros o Tio Binga e o Zé Gaia. Perfeito! Tempo bom, onde reuniam na Vila Cametá nas tardes para ensaiar as composições do Tio Binga (que é cantor e compositor, além de folclorista). Mas isso é outra história. 

Uma briga que não tem santinhos

DO BLOG DO MENON

O fato já é conhecido. A TVG (genial tirada do meu amigo GiovaniMartinelli @gmartinelli) transmitiu o jogo entre Palmeiras e Redbull e modificou o nome do time campineiro, que foi chamado de RBr ou algo assim. Pior, ainda, modificou o logo da empresa.

Ou seja, praticou mau jornalismo, assassinou o fato e deixou o financeiro se misturar com o editorial. Quanto a assassinar o fato, já fez pior. Em 25 de janeiro de 1984 chamou um ato público em favor das Diretas Já de comemoração do aniversário de São Paulo.

Qual a preocupação com a verdade? Quem, um dia no futuro, for procurar nos arquivos, não saberá que o governador Franco Montoro comandou aquele ato que iniciou e fortaleceu a campanha pela liberdade no país. E não saberá que o futebol brasileiro chegou ao ponto de ter um time com nome de bebida, sem torcida alguma.

E aí entra o lado B da história. O fato de o Redbull formar um time de futebol no Brasil como já fizera em outros países não significa um avanço no futebol brasileiro. Pelo menos na minha opinião. Eu me lembro quando o Luciano do Valle saudava o comandante Rollim  por bancar o XV de Piracicaba. Dizia que o futebol não poderia perder o Rollim. Perdeu. E daí? Mudou alguma coisa. Antes do Rolim, havia o Romeu Ítalo Rípoli a sustentar o XV. E hoje há Paulo Nobre no Palmeiras.

Uma pergunta: quando os donos da Redbull resolveram fazer um time no Brasil, eles pensaram

a) Vamos ajudar a desenvolver o esporte querido de tantos brasileiros

b) Vamos entrar no futebol brasileiro e difundir nossa marca na rede de televisão que tem grande parte da audiência sem gastar nada?

Eu, por mim, vou fechar o bloco – como diz o Vitor Guedes @vitão_guedes, aniversariante de ontem – quando houver um jogo entre Redbull x Tubaína.

O mesmo vale para empresas que patrocinam times de vôlei. São tratadas como mecenas, como salvadoras da Pátria, como aquela que garante a subsistência de nossos atletas. Ora, por que não patrocinam times tradicionais do esporte? Por que não colocam seu logo no time de volei do São Paulo, Palmeiras, Portuguesa, Corinthians, Santos? Ora, é muito mais fácil montar um time e esperar que os narradores da Globo digam seu nome durante uma hora, no mínimo. De grátis? Ah, vá.

É um assunto com vários lados. Acho muito passional tratar a TVG como vilã, como alguém que impede bondosos capitalistas de ajudar o desenvolvimento do esporte brasileiro. Muito simplista.

Quanto ao blog:

1) Vou falar Redbull. O mínimo possível, porque não gosto de time assim, mas como é uma realidade mundial….

2) Vou continuar falando Morumbi, Itaquerão e arena do Palmeiras. Torcedores do Corinthians ficam bravos. Dizem que os jornalistas, ao agirem assim, impedem ou no mínimo não ajudam o clube a vender naming rights. Ora, e por que eu tenho de ajudar? Não sou pago para isso. Não é minha função. E não tenho culpa da incompetência alheia ou da retração da economia que deixam o estádio sem nome.

3) Allianz Arena? Nem a pau. Eles dão desconto no meu seguro da casa?

Ih, será que eu sou como a Globo? Bem, se for, chegaremos à conclusão que a Globo não erra sempre