CBF imita Fifa e bane investidores do futebol

A CBF anunciou, por meio de seu site oficial, a criação do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol. O texto, que passa a reger todos os registros e negociações do futebol brasileiro, é, entre outras coisas, uma incorporação da nova regra da Fifa, que baniu a presença de investidores no futebol a partir de maio de 2015. As novas regras foram publicadas no site da CBF e preveem o fim dos investidores, como decidiu a Fifa desde o segundo semestre do ano passado. O regulamento da entidade indica que a partir de maio só os clubes poderão deter direitos econômicos dos jogadores.

De acordo com uma determinação da Fifa de dezembro de 2014, os contratos assinados de maio em diante só poderão apontar os próprios clubes como donos dos direitos econômicos de jogadores, o que determina o fim dos atletas “fatiados”, ao menos nos moldes atuais. Os contratos assinados de 1º de janeiro de 2015 até o início de maio estão em uma espécie de “limbo” de transição: Podem ter participação de investidores, mas duração máxima de um ano.

Por último, a Fifa determina que os contratos assinados de 2014 para trás seguem inalterados. Os direitos fatiados, portanto, serão respeitados até o cumprimento de cada um desses compromissos. A entidade proíbe, porém, que esses documentos sejam renovados ou estendidos. Com a publicação do regulamento de transferências, a CBF aplica todas essas normas ao futebol nacional.

Além da adaptação às normas da Fifa, a CBF ainda cria um documento oficial para tratar das regras de registros e transferências. No ano passado, o departamento responsável pelo assunto dentro da entidade se viu envolvido em diversas polêmicas, como o caso Héverton, que rebaixou a Portuguesa para a Série B, e o de Petros, que quase fez o Corinthians perder pontos no Campeonato Brasileiro-2014. (Do UOL)

Papão fecha com Cearense e quer Marlon

Depois de acertar a contratação do atacante Leandro Cearense (ex-Remo), o Paissandu se movimenta para fechar com outro ex-azulino: o lateral-esquerdo Marlon, que defendeu nas últimas temporadas o Criciúma e o Vasco. Segundo fontes ligadas ao clube – que não confirma a negociação -, os entendimentos com Marlon estão bem adiantados. (Colaborou Cláudio Santos)

O Charlie Hebdo e o Pasquim

POR JAGUAR

Fiquei sabendo por um telefonema do Chico Caruso: “E o ‘Charlie Hebdo’, hem?” Fiquei esperando o resto da piada. “Mataram o Wollinski, o Cabu e mais dez.” Quando caiu a ficha e me convenci de que era verdade, o impacto foi literalmente tão arrasa-quarteirão quanto o da explosão das Torres Gêmeas. Como disse o Ique no ‘Jornal da Globo’. Mas discordo quando acrescentou que “evidentemente” daqui pra frente os cartunistas irão se atemorizar e diminuir suas críticas ao Irã, sem trocadilho.

Os colegas de cartum, não sei, mas eu pretendo pegar mais pesado do que costumo. Para quem não viu a minha charge de quinta-feira passada, desenhei um suposto Alá com turbante e uma barba negra contrastando com a barba branca de um Deus ariano. Pela Lei do Corão, qualquer imagem do Profeta é um crime que deve ser punido com a morte. E agora? Os malucos extremistas que fuzilaram Wollinski e seus companheiros vão explodir também meus miolos? Façam suas apostas. Mas, voltando ao ‘Charlie Hebdo’, era mais interessante quando tinha colaboração do Siné (radical, achava que o jornal devia ser mais engajado politicamente; no auge das discussões xingava o pessoal de reacionário, um exagero, é claro).

Por causa disso de vez em quando brigava com Wollinski e sumia. Isso salvou sua vida: quando houve o atentado, estava longe do local do crime (em 2008, saiu definitivamente do quadro de colaboradores). Meu palpite é que agora vai voltar. A crônica está quase no fim e ainda não falei que tivemos um ‘Charlie Hebdo’ no Brasil, o ‘Pasquim’ . Os dois nasceram na mesma época (1969-70), eram semanários, no formato tabloide, feitos basicamente por cartunistas: Wollinski, Siné, Willen, Cabu, Reiser e outros no ‘Charlô’. Millôr, Ziraldo, Fortuna, Henfil, Claudius, Caulos, Redi e outros no ‘Pasca’. Em ambos, a tiragem era de cem mil, e a única fonte de renda vinha da venda em bancas ou assinatura (ou seja, estávamos sempre no vermelho).

Para os patrocinadores, éramos um bando de comunas. A diferença era que, na França, De Gaulle tinha sido eleito, e aqui estávamos no auge da ditadura, em pleno AI-5. Houve também um atentado a bomba (que não explodiu, deu chabu, um atentado subdesenvolvido). A mídia (acho que ainda não tinham inventado o nome) praticamente ignorou o fato. O importante é que, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Ainda bem que isso aqui é Terceiro Mundo.

Ritmo e som do Pará pra carioca ver

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POR MARINA GONÇALVES – O GLOBO

Curimbós, caixas de Marabaixo e barricas de boi soarão junto a surdos, caixas de guerra e tamborins. Depois de algum tempo  em Belém, o CaBloco Muderno desembarca na capital cariocatrazendo na mala os tambores da Amazônia –  misturados aos instrumentos do samba.  O lançamento acontece nessa quinta no Teatro Rival, em uma noite com convidados especiais como o DJ MAM, Pedro Luís e Guto Goffi, além dos blocos Thriller Elétrico e  Empolga às 9.

A ideia é do cantor e compositor Marco André, paraense e morador do Rio de Janeiro há quase 30 anos. Apaixonado pelos batuques de sua terra natal como o carimbó e a guitarrada, assim como pelo samba de raiz, ele viu a possibilidade de juntar tudo num mesmo toque. Por isso mesmo, o  repertório do CaBloco é variado: a base rítmica é feita através da mistura entre os tambores da Amazônia e os instrumentos do samba.

– Mas, nada nos prende, não somos um grupo folclórico. O CaBloco foi criado para viajar nas asas da criatividade. Em nosso CD gravamos músicas autorais, de compositores consagrados do Pará, como Dona Onete e Mestre Laurentino, de compositores consagrados do Rio, como Monarco e Ratinho, músicas próprias e alguns sucessos revisitados de forma completamente inusitada – explica Marco.

452_1323-cabloco2Estão presentes no disco e nos shows; “Sonífera ilha” dos Titãs, que virou um brega paraense, “Lindo balão azul” de Guilherme Arantes, com participação de Pepeu Gomes no CD – que viaja entre o banguê (ritmo de uma cidade do interior do Pará chamada Cametá) e o sambalanço -, e “Vai vadiar”, consagrada na voz de Zeca Pagodinho, arranjada entre o samba de raiz e o carimbó.

Na capital paraense, o desfile acontece durante o Círio de Nazaré, na segunda semana de outubro, e durante o carnaval de Belém. Na folia carioca a estreia será no domingo de carnaval, dia 15 de fevereiro, em Vila Isabel, berço de bambas como Martinho e Noel.

– Em nosso desfile cabem marcha rancho e até heavy metal, sempre com o gosto da mistura dos tambores do norte e cariocas. Logo, o que o público pode esperar é um show dançante, pra lá de alegre e recheado de um Brasil bem brasileiro, que deságua desde o norte até o sudeste, nas águas da inquietude.

O Rival fica na Rua Álvaro Alvim 33/37, na Cinelândia. Ingressos entre 25 e 60.

Palmeiras dispara em número de sócios

As diversas contratações do Palmeiras neste início de 2015 empolgou muito seus torcedores. Após o chapéu dado em Corinthians e São Paulo com a chegada de Dudu, o número de sócios-torcedores do clube voltou a subir. Nesta terça-feira (13), o clube voltou a se aproximar de seu maior rival, Corinthians, no número total. Com 67.721 sócios, o Palmeiras está a menos de 400 torcedores de ultrapassar o rival, que tem 68.095 sócios-torcedores.

Além de se aproximar do rival, o Palmeiras ultrapassou o Cruzeiro, que foi terceiro colocado por muito tempo. Os mineiros têm 66.913 sócios-torcedores neste momento. O líder ainda é o Internacional, com ampla vantagem. O clube colorado tem 127.970 sócios-torcedores, cerca de 16% do número total de sócios cadastrados dentre os clubes participantes da campanha “Por um futebol melhor”.

Real é o melhor do mundo; Cruzeiro é o 14º

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O Real Madri foi eleito o melhor time do mundo da temporada 2014 pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. Em segundo lugar, vem o Bayern de Munique. O terceiro é o Atlético de Madri. Na quarta posição, o Barcelona. Em quinto, uma surpresa: o Atlético Nacional, da Colômbia. O time brasileiro melhor situado é o bicampeão Cruzeiro, apenas em 14º lugar.

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Pedaço da Jules Rimet é achado nos porões da Fifa

Uma peça do troféu original da Copa do Mundo, que foi roubado no Brasil em 1983 e nunca mais recuperado, foi encontrada em um porão da sede da Fifa. Parte da base do troféu Jules Rimet, a peça encontrada tem gravados os nomes dos primeiros quatro campeões do mundo: Uruguai em 1930 e 1950 e a Itália em 1934 e 1938.

A taça, que foi entregue em definitivo ao Brasil após a conquista do tricampeonato mundial em 1970, foi roubada no prédio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, em 1983, quando tinha outra base.

300_a1d3faf2-ffe3-38cf-a230-23165858d652O troféu também fora roubado três meses antes da Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra. Dessa vez, foi recuperada uma semana depois ao ser encontrada por um cachorro chamado Pickles em um parque no sul de Londres.

David Ausseil, diretor de criação do museu da Fifa que será inaugurado em março do próximo ano, disse que o troféu ganhou uma nova base em 1954. “Achamos que nenhum presidente da Fifa viu isso desde o próprio Jules Rimet”, disse ele à BBC.

A relíquia ocatognal de 10 centímetros de altura será exposta no museu. Rimet, o “pai” da Copa do Mundo, foi presidente da Fifa entre 1921 e 1954. No início dos anos 1970, a Fifa criou um novo troféu para a 10ª Copa do Mundo, na Alemanha Ocidental, em 1974.

Mais de 50 desenhos foram enviados à Fifa por especialistas de sete países, e o projeto escolhido foi o do artista italiano Silvio Gazzaniga.

Ao contrário do troféu anterior, que foi entregue em definitivo ao Brasil como primeiro país a conquistar três Copas do Mundo, a atual taça permanece sempre com a Fifa, e uma réplica é entregue aos tricampeões. (Com informações da ESPN e da Ag. Reuters)