Leão recebe goleiro e busca mais reforços

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Com aval do técnico Zé Teodoro, a diretoria decidiu manter o elenco do Remo treinando em Belém na fase de preparativos para o Campeonato Paraense. Depois que fracassaram as negociações para fazer a pré-temporada em Barcarena e Cuiarana, os dirigentes fizeram a opção pelo estádio Evandro Almeida.

Os jogadores têm se movimentado no estádio azulino em dois períodos. Na tarde desta segunda-feira aconteceu a apresentação do goleiro Camilo, mais recente contratação do clube. O atleta defendeu o ABC e o Icasa e é uma indicação de Zé Teodoro. O técnico também pediu a contratação de mais quatro reforços. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Joana Peres vence campeonato sub-20 de Baião

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A seleção do distrito de Joana Peres conquistou, no último sábado (10), o 1º Campeonato Baionense de Futebol da categoria Sub-20. Derrotou na final o time de Umarizal por 2 a 1, perante um público de mais de 1.500 torcedores presentes ao estádio do Norte América. Na foto acima, o momento da premiação do time campeão.

O objetivo do Conselho Municipal de Esporte é ampliar em 2015 os campeonatos amadores com novas categorias e com outros esportes, incluindo a edição feminina, para integrar as comunidades do município de Baião e revelar novos atletas.

Papel dos EUA na tragédia do Charlie Hebdo

Por Paulo Nogueira, no DCM

Você lê na mídia ocidental que os terroristas islâmicos que massacraram a turma do Charlie Hebdo foram “radicalizados” por este ou aquele clérigo muçulmano fanático. Esta é a melhor maneira de não enxergar o real problema.

Nada leva tanto ao terror jovens muçulmanos ao redor do mundo quanto a política de destruição contra o mundo árabe comandada pelos Estados Unidos e seguida cegamente pelos seus aliados europeus, como Reino Unido, Alemanha e França.

image66-600x395Uma coisa e apenas uma move os americanos e seguidores em sua predação: o petróleo.

Há, ou houve, o argumento hipócrita de que o que se deseja é levar a “democracia” aos países árabes.

Democracia uma ova, para usar a expressão de Luciana Genro. O objetivo é o petróleo, o petróleo e ainda o petróleo. A qualquer preço.

A pilhação ocidental é antiga.

Estados Unidos e Inglaterra se uniram, no começo da década de 1950, para derrubar um líder iraniano, Mossadegh, que ousara desejar uma partilha mais justa do petróleo do Irã.

Os historiadores registraram a fala de um ministro inglês para justificar a sabotagem contra Mossadegh: não seria possível proporcionar aos ingleses o mesmo nível de vida com uma divisão diferente dos lucros derivados do petróleo iraniano.

Este foi o padrão de conduta ocidental no Oriente Médio desde então.

Mais recentemente, outra vez Estados Unidos e Inglaterra se aliaram numa operação macabra: a Guerra do Iraque.

Sabe-se hoje que os argumentos utilizados por Bush e Blair para justificar a guerra foram falsos. O Iraque nãotinha armas de destruição em massa, ao contrário do que afirmaram Bush e Blair, dois verdadeiros criminosos de guerra.

O Iraque foi simplesmente destruído: crianças, mulheres, velhos, nada e ninguém foi poupado.

As bombas ocidentais não escolhem alvos.

É infalível: onde os ocidentais se metem com seus propósitos “civilizatórios”, as coisas pioram para os nativos.

A vida na Líbia sob Gadaffi era muito melhor do que é hoje, e os iraquianos sob Saddam viviam num paraíso comparado ao inferno que enfrentam hoje.

Imaginava-se que, com Obama, as coisas melhorariam.

Nada. Obama aumentou o uso de drones (aviões não tripulados, controlados à distância) para bombardear países do Oriente Médio.

A justificativa era matar extremistas, mas os drones têm ceifado rotineiramente milhares de vidas inocentes.

Essa chacina cotidiana não é notícia no Ocidente. É como se os mortos árabes não importassem, gente de uma subespécie não comparável aos guardiões da civilização ocidental.

Mas você pode avaliar o ódio e a vontade de vingança que vão se acumulando nas pessoas que, lá longe, testemunham as atrocidades.

É uma corrente de raiva que acaba tocando também jovens muçulmanos que vivem em países ocidentais.

É dentro desse quadro explosivo que surgem tragédias como a do Charlie Hebdo ou, mais para trás, da Maratona de Boston.

Ou, ainda mais para trás, a do 11 de Setembro.

Enquanto o Ocidente pilhar e destruir os países árabes, o terreno para a radicalização de jovens muçulmanos estará sempre fértil.

Há uma fórmula certeira para acabar com a fábrica de extremistas: os americanos e aliados darem o fora dos países árabes.

Mas quem quer falar disso?

Nem tudo que reluz é craque

POR GERSON NOGUEIRA

E o Palmeiras ficou com o grande prêmio. Seus dirigentes esbaldam-se na comemoração de uma vitória sobre tradicionais rivais. O alvo de tanta cobiça era o atacante Dudu, ex-Grêmio, que também era pretendido por 10 entre 10 grandes clubes brasileiros. O leitor há de perguntar quem é o boleiro tão valorizado assim da noite pro dia, como se fosse a versão brazuca de Lionel Messi.

Pois esse maravilhoso jogador marcou apenas três gols no recente Campeonato Brasileiro, rendimento pífio se comparado até ao de reservas das principais equipes – o corintiano Luciano, por exemplo, balançou as redes em seis oportunidades.

Além do Palmeiras, Corinthians e São Paulo se engalfinhavam há semanas pela aquisição de Dudu. E haja o povo curioso por saber informações do misterioso futebolista que teve a incrível média de 0,08 gol por partida na Série A.

unnamed (8)Alan Kardec, do São Paulo, jogou um número menor de jogos e fez o triplo de gols. Ainda assim, Dudu se transformou subitamente na sensação do começo da temporada. Vi vários jogos do Grêmio e Dudu me pareceu um atacante arisco e insistente, nada além disso.

Culpa do jogador? Claro que não. Os responsáveis pela criação de um mito a partir do nada são obviamente os próprios meios de comunicação, ávidos por encontrar pauta no período de entressafra do futebol profissional. Além deles, com igual importância no processo, aparecem os empresários do jogador e os dirigentes meia-boca, que praticam um antiquado modelo de gestão nos clubes.

Fica a sensação de que qualquer embusteiro é capaz de impressionar cartolas de grandes com alguns dedos de boa prosa. Dudu foi intensamente propagandeado aos gigantes de São Paulo a partir de notícias plantadas em jornais e na internet, atribuindo a ele virtudes até aqui não visíveis. Os programas esportivos na TV passaram a bombardear imagens de um único gol dele, marcado contra o Criciúma.

Como os são-paulinos morderam a isca e manifestaram interesse, oferecendo 3 milhões de euros ao Dínamo (da Ucrânia), seus espertos agentes passaram a fazer leilão. Deu certo. Logo, os corintianos entrariam no jogo e chegaram a 3,6 milhões de euros na oferta. Mas, depois de várias propostas e contrapropostas, os dois rivais se cansaram e desistiram da transação. Devem ter notado, a tempo, que estavam sendo levados no bico. Curiosamente, em meio a isso, o Grêmio em momento algum demonstrou maior esforço para segurar o atleta.

Veio então o Palmeiras, ávido por mostrar força e recuperar proeminência no futebol paulista. Entrou de sola na negociação e de sexta-feira a domingo conseguiu amarrar a contratação do badalado Dudu. Especula-se que vai pagar algo em torno de 4 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos do jogador. Como a coroar a patuscada, seus dirigentes saíram trombeteando sagacidade sobre os concorrentes, mas a vitória pode custar muito caro lá adiante.

O próprio Palmeiras já serviu de ponte para um falso craque, tão festejado como Dudu, há poucos anos: Kêirrison, o K9, que virou bala de festim em poucos meses de atividade no clube. Acabou negociado, mas ficou o sabor amargo de uma farsa midiática que não se sustentou. Jovem ainda, K9 desfila hoje seu mediano futebol com a camisa do Coritiba.

Aguardemos pelas façanhas do supervalorizado Dudu.

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Cautela prevalece no futebol regional

Os (maus) exemplos de fora costumam ser copiados com esmero aqui no Pará. Tem sido assim, há tempos. Para esta temporada, porém, a dupla Re-Pa demonstra um capricho raro na hora de contratar. O Papão tem tido a cautela extra de só anunciar oficialmente seus jogadores depois que eles firmam contrato.

As aquisições têm sido cirúrgicas, respeitando rigorosamente as necessidades do elenco e uma linha de gastos pré-estabelecida.

Na mesma toada, o Remo dá passos medidos, evitando enfiar o pé na jaca como na temporada passada, quando de uma tacada só a diretoria fez desembarcar em Belém mais de uma dúzia de contratados. Alguns, como o tempo revelaria, inteiramente sem condições de honrar o significado da palavra reforço.

Desta vez, somente a contratação de Flávio Caça-Rato extrapolou o teto estabelecido pelos dirigentes, embora justificada pela necessidade de um nome com bom apelo de marketing junto ao torcedor.

Os emergentes se comportam com igual parcimônia, limitados por orçamentos mais enxutos. O Castanhal tem sido o mais ousado, importando treinador e buscando reforços fora do Estado. Independente, São Francisco, Gavião, Tapajós, Cametá, Paragominas e Parauapebas fortalecem seus elencos com jogadores regionais, sem maiores extravagâncias.

Ainda bem.

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A festa pela cidade do “já teve”

Os 399 anos de Belém mereciam uma tremenda comemoração. A realidade, porém, é outra. O abandono de ruas e praças, item mais visível da degradação urbanística, desaconselha festejos entusiasmados no presente.

A memória daquela que um dia foi a encantadora capital da Amazônia é o que nos socorre neste 12 de janeiro. Que o futuro nos reserve o milagre da reconstrução.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 12)

Caça-Rato marca presença no Bola na Torre

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Flávio Caça-Rato, atacante contratado pelo Remo, foi o convidado do Bola na Torre deste domingo. Mostrou-se impressionado com o carinho e assédio da torcida remista, revelou que chegou a ser sondado pelo Paissandu e exibiu a face marqueteira, fazendo um ligeiro comercial do programa de sócio-torcedor do Leão, chamado Nação Azul.