Saiba quem é o “salvador” dos clubes do Rio

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Do UOL

Os investidores do futebol brasileiro vivem momento de desconfiança, mas há quem ande na contramão em meio à queda de valores de patrocínio e à revisão dos altos salários pagos a jogadores e treinadores. Uma exceção é Neville Proa, dono da empresa de bebidas Viton 44. O empreendedor aproveita as dúvidas dos concorrentes para abrir parceria com os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. O empresário “salva” o futebol carioca com injeção de R$ 50 milhões, no total, em patrocínio para a temporada 2015.

Além de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, Neville Proa também aposta em retorno de marketing ao se unir com o Maracanã. São mais R$ 4 milhões para expor sua marca no estádio e fazer seus produtos ganharem ainda mais espaço no Rio de Janeiro.

“Toda grana que eu coloco volta a mais. O investimento dá um grande retorno. Se não tivesse isso, não colocaria um centavo lá. Eu não sou maluco de rasgar dinheiro. O futebol foi minha grande descoberta para alavancar a empresa. Eu tinha um grande produto e precisava de uma fantástica divulgação. Em termos de marketing, foi muito bom. Consegui”, exaltou o dono da Viton 44, Neville Proa.

O Botafogo abriu as portas para a empresa no futebol carioca em 2011. Com uma verba de R$ 6 milhões pela omoplata – ombro – da camisa, a Viton 44 deu o primeiro passo neste modelo de negócio. Três anos depois, Neville Proa aumentou em 800% a quantia investida no esporte. No início, o patrocínio da empresa era motivo de piada por parte dos rivais, que hoje se beneficiam do acordo.

O UOL Esporte apurou que o novo acordo com o Botafogo ainda não está assinado, pois o empresário espera documentação que comprove a liberação da conta do Botafogo, na qual o empresário deseja efetuar pagamentos de forma direta.

Os dirigentes alvinegros, porém, já conseguiram convencer o empresário em manter o acordo, que acontece desde 2011. Neville Proa cogitava acabar com a ligação por causa dos problemas financeiros do Botafogo nesta temporada. Durante boa parte do ano, o empresário pagou as cotas do patrocínio em juízo e até recebeu visitas de um oficial de justiça que desejava conhecer as fontes de receita alvinegras.

Em contato com a reportagem, Neville Proa adiantou que o negócio ainda não está fechado justamente pelas problemas jurídicos do clube. Caso a assinatura do negócio seja sacramentada, a empresa será patrocinadora master do Botafogo, com a marca sendo exibida no local mais valorizado o uniforme – na frente da camisa.

9 comentários em “Saiba quem é o “salvador” dos clubes do Rio

  1. Lider, Yamada e Big Ben poderiam ter sido. Mas os supermercados patinam e a farmácia foi vendida parcialmente. Pelo que suga do Estado e pouco aplica em projetos sociais, a Vale poderia ser. Um patrocínio de 500 mil por mês para a dupla da capital, totalizando 1 milhão, seria uma ninharia. Se eu fosse dirigente, tentaria.

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  2. A diferença é que lá o valor investido tem retorno em mídia…aqui, exceção ao Paysandu neste ano com a série B, quem vai por grana em time sem divisão e que só tem garantia de aparacer por 4 mese do ano? O clube topa um patrocinio de risco? Acho que não…mas se vcs fossem o dono da grana, investiriam sem garantias de aparecer?
    Simples assim…não tem filantropia…aliás até tem, vide o patrocinio do governo do estado, que aos clubes é um excelente negócio.

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  3. O bicolor tem calendário. Quanto sos azulinos, bastaria fazer um contrato com cláusula automática de renovação, em caso de cassificação. Saídas existem, mas tem que correr atrás.

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  4. Big Ben é a única grande empresa que aplica no futebol, as demais empresas preferem olhar apenas para seu próprio umbigo, por exemplo: Formosa, Grupo Lider, Visão e Yamada.

    PS.: Eles não estão patinando, como o colega Jota disse, eles optam por não patrocinar. É uma opção até certo ponto compreensível, posto que o dinheiro colocado em Remo e Paissandu, até pouco tempo, tinham prestações de conta desconhecida.

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  5. Sim, celira, mas quando a vale era estatal, patrocinava um clube – fraco, é verdade – o Valeriodoce de Itabira. Quanto à rede de farmácias, a venda inviabiliza maiores patrocínios. Salvo engano, os Aguillera “só” tem 20% da empresa. Mas os supermercados patinam porque são geridos por pessoas da família e não por empresários profissionais. São empresas familiares, sem visão de mercado. Imagine um deles dando 250 mil para a dupla da capital. Agora sobre a prestação de contas, a culpa é do patrocinador. No contrato, deveria ficar estabelecido e é fácil fiscalizar, abrindo por exemplo uma conta bancária específica para o pagamento da folha de salários com os valores indo diretamente para a conta dos atletas.

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  6. Acredito que muitos casos como este podem se tratar de lavagem de dinheiro sujo. Quanto a VALE, ficamos com os buracos no solo e muita propaganda para disfarçar o que perdemos.

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  7. O futebol brasileiro é descapitalizado. Há baixíssimos investinentos em patrocínios de clubes devido ao feudalismo estrutural do futebol nacional. Ademais, quais são as grandes empresas nacionais exceto os bancos (privados e estatais) e fabricantes de bebidas dispostos a expor suas marcas em meio a uma série de outras delas nas camisas dos clubes? Eu não investiria um centavo. Muitos clubes europeus tem o triplo de patrocinadores que enfeiam as camisas brasileiras, mas por que apenas um desponta no uniforme dos times? Por que no velho continente (sobretudo Inglaterra, Alemanha e Espanha) forjou-se uma estrutura que privilegia a imagem dos clubes e de quem ajuda a bancá-los: pré-jogo, pós-jogo, revistas com históricos de confrontos a cada partida, programas semanais das ligas (resumos das rodadas, entrevistas com dirigentes, empresários/investidores e jogadores, ações de clubes e empresas nas cidades-sede dos times junto a orfanatos, creches, associações de bairro, escolas, escolinhas de futebol e grupos de terceira idade), premiação da liga organizadora para o melhor jogador de cada partida… com uma estrutura de vizibilidade dessas, com ligas e clubes organizados e fortes quem não gostaria de expor sua marca com EXCLUSIVIDADE na camisa de um time? Temos essa estrutura no Brasil? Não. Como querem investidores então? Por isso a Premier League/Bundesliga são o que são e a nossa Séria A é o que é…

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