Atacante paraense assina contrato com o Fluminense

20141223_224935destaqueO atacante paraense Lucas Gomes, de 24 anos, é uma das contratações do Fluminense para a temporada 2015. Natural de Bragança, ele foi destaque do Icasa-CE este ano e era desejado por outros clubes da Série A. O time cearense estava na Série B e acabou rebaixado, mas o atacante conseguiu se sobressair. “Ele é muito jovem e estava sendo monitorado por vários clubes. O Lucas fez sete gols este ano e teve um grande destaque na Série B”, disse Roma, seu empresário.

O contrato de Lucas será de um ano. Ele voltará a Bragança nos próximos dias e depois vai se incorporar ao elenco do Flu, que tem pré-temporada programada para Miami e Orlando, nos Estados Unidos. “O jogador está muito feliz e empolgado, afinal, vai jogar na Série A. Ele se apresenta no dia 07 de janeiro, mas precisa tirar os documentos para viajar com o time para a pré-temporada”, contou Roma. (Com informações do Bola e do DOL)

“Choro” de D. Venina é igual às suas “denúncias”

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Por Eduardo Guimarães

A entrevista que a ex-gerente da Petrobrás Venina Veloso da Fonseca concedeu ao programa Fantástico, da Globo, no último domingo, não acrescentou nada ao que disse anteriormente. A entrevista apenas tratou de dar cor e forma aos ataques que a nova “heroína” da mídia vem fazendo aos superiores na empresa e que, agora, estendeu, sem provas, ao ex-presidente Lula.

A entrevista inócua e politizada dessa senhora ocupou ¼ de um programa de cerca de duas horas de duração, mas, de novo mesmo, tal entrevista só “revelou” que o ex-diretor Paulo Roberto Costa teria lhe feito uma declaração que implicaria o ex-presidente Lula em irregularidades na Petrobrás.

Ao dizer que que Costa apontou o retrato de Lula ao insinuar que ele seria “derrubado” caso as “denúncias” da subordinada fossem investigadas, a ex-gerente implicou um ex-presidente da República com base em nada. A Globo, com essa entrevista, fez a mesma coisa que a revista Veja na véspera da eleição presidencial em segundo turno, há menos de dois meses.

Como tudo o que Venina diz não tem sustentação em nada mais do que sua palavra, na mesma linha do que faz poder-se-ia dizer que a investigação interna da Petrobrás a que está sendo submetida está por trás de suas denúncias tardias, que demoraram anos para ser feitas publicamente.

A “explicação” dessa senhora para a autorização que deu à Petrobrás em 2004 e em 2006 para que firmasse contratos de quase oito milhões de reais com a empresa do homem com quem se casaria em seguida, é risível. Dizer que tudo está esclarecido porque só se casou com ele um ano depois de lhe autorizar o segundo contrato, não dissolve suspeita alguma.

A Petrobrás, em resposta às denúncias de Venina, alega que mandou investigar tudo que ela fez chegar à direção da empresa. Porém, a empresa informa também que, paralelamente, a denunciante é alvo de suspeitas e investigações.

Esse fato foi minimizado pelo Fantástico.

A extensa entrevista dessa senhora ao programa global, portanto, parece ter tido o único objetivo de, em determinado ponto, envolver Lula da mesma forma covarde com que ele sempre foi envolvido em acusações de seus adversários políticos, ou seja, sem prova alguma e sem possibilidade de defesa eficiente, porque fica a palavra de um contra o outro.

Lá pelo fim da entrevista, como seria de esperar de quem faz o papel de heroína, coube a Venina apresentar a Pièce de résistance do que soa como farsa:  o choro.

A voz embargada e a longa pausa, apesar de sugerirem fortemente que a nova heroína midiática chorava, não se fizeram acompanhar de um elemento que falta ao pranto assim como as provas faltam às acusações: Venina chorou sem derramar uma mísera lágrima, sem seus olhos marejarem.

Dizer que o choro de Venina resumiu-se à modulação da voz é tão válido quanto ela fazer as acusações que fez. Nem este que escreve nem aquela que acusa têm provas de que, respectivamente, o choro foi simulado ou os fatos relatados pela ex-gerente são verídicos.

Diante da denúncia sem provas da tal Venina, portanto, é que decorre presunção igualmente sem provas de que o choro dela foi forjado. A tese é tão boa quanto a do Fantástico ao levar essa mulher ao ar para enlamear a imagem de Lula, quem a mídia partidarizada e os políticos que essa mesma mídia apoia temem que se candidate à sucessão de Dilma em 2018.

Na TV, o Rolando Lero ao tucupi

Por Carlos Mendes, via Facebook

O jornalista Elias Pinto levanta uma questão importante na relação entre jornalistas e autoridades públicas, no caso o governador Simão Jatene, a propósito do programa “Roda Viva”, da TV Cultura nacional, exibido ontem, não ao vivo, mas gravado. Jatene pintou o sete em cima de jornalistas totalmente desinformados ou sequer informados sobre as coisas do Pará. Elias diz que se Lúcio Flávio Pinto e eu estivéssemos em uma roda igual a essa, para entrevistar Jatene, a coisa seria totalmente diferente e não aquela coisa modorrenta, açucarada, vista em rede nacional.
10882175_723854161062163_6430225162625479726_nMal saído de uma eleição disputadíssima, cheia de acusações e denúncias, o governador desfilou no programa como se no Pará não vivêssemos com graves problemas nas áreas de saúde, segurança pública, educação e saneamento. Como ninguém o questionou sobre tais questões, ele navegou lépido a faceiro, embalado pelas levantadas de bola do mediador Augusto Nunes, um tucano de carteirinha.
Mais lamentável foi a postura dos jornalistas da Folha de São Paulo e do Estado, perdidos numa ignorância cósmica sobre as coisas do Pará. Não se viu, por exemplo, nenhuma pergunta sobre as três ações judiciais impetradas pelo Ministério Público Eleitoral que poderão redundar, se forem acolhidas, na perda do mandato de governador de Jatene por abuso de poder político e compra de votos. Também nada se perguntou sobre a violência que domina Belém e todo o interior do Pará, onde o crime organizado age com desenvoltura.
Além disso, nenhuma palavra sobre as filas dos doentes recusados em hospitais públicos ou nesses cemitérios de vivos em que foram transformados nossos Pronto Socorros Municipais. O pior índice de saneamento do país, a miséria africana do Marajó e o saque das riquezas minerais e florestais do Estado também foram ignorados.
O “Roda Viva”, na verdade, perdeu uma boa chance de mostrar para o Brasil o Pará real, que Jatene, poupado de questionamentos, fez questão de passar bem longe. Menos por culpa do próprio Jatene, que desfilava com ar de ator de filme B norte-americano, e mais pelo vazio de seus entrevistadores. Se eu e Lúcio Flávio fizéssemos com o governador reeleito a entrevista que não houve no “Roda Viva”, o público teria um programa quente e vibrante, daqueles em que não se pode perder sequer um minuto. Uma entrevista séria e de alto nível, com as perguntas que os paraenses gostariam que fossem respondidas e que ficaram pendentes após o fim da campanha eleitoral.
Talvez, quem sabe, isso ainda possa ocorrer no “Linha de Tiro”, pela Internet, direto do estúdio da Fundação Metrópole. Se Jatene, é claro, não tremer e topar.

Bate-papo com Emerson Dias, ex-gerente do Remo

Por Cláudio Santos

Entrevista com Emerson Dias, ex-diretor executivo do Clube do Remo na gestão de Zeca Pirão. Responsável pela indicação e negociação com vários jogadores que foram trazidos para o clube no começo do ano, Emerson terminou muito criticado pela má campanha do Remo na Série D. Nesta conversa, ele esclarece vários pontos polêmicos de sua passagem pelo clube e ressalta o fato de que ajudou o clube a recuperar o título estadual depois de cinco anos, assumindo a responsabilidade por contratações polêmicas, como as de Leandrão, Zé Teodoro e Eduardo Ramos. Critica, também, os novos dirigentes remistas, que falam em modernidade mas têm na equipe pessoas que não estão habituadas nem a usar e-mails.

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Qual era a sua função dentro do Remo?

Emerson Dias – Diretor executivo, fiz o projeto da camisa 33, trouxe o londrina para o amistoso, consegui o investidor para o amistoso, participei diretamente das contratações de atletas, organizava planejamento de treinamentos, viagens, estava diretamente ligado ao departamento de futebol, diretoria e presidência.

Qual a maior dificuldade que encontrou no Remo pra realizar seu trabalho?

ED – Existiram várias dificuldades: 1º) É que todo mundo quer se meter no futebol, do porteiro aos conselheiros, todos acham que entendem de futebol, todos querem indicar jogadores. 2º) Tem vários funcionários ultrapassados no clube, que não sabem nem o que é e-mail. 3º) As fofocas.. tem pessoas no clube que são piores que vizinhos para fofocar. 4º) As reuniões.. que eram para serem sigilosas vazava para todo mundo saber, na realidade outros problemas existiam, se for falar todos, vai ser mais de uma página.

Recentemente, na audiência do jogador Zé Soares contra o Remo, você era testemunha do clube e não compareceu, comprometendo ainda mais o clube. Por que você não foi?

ED – Eu fui na 1ª audiência e não fui chamado, nem eu como testemunha do clube e nem o Thiago Potiguar, testemunha do Zé Soares. Na 2ª eu não lembrei da data, estava em Mosqueiro, voltando para Belém quando a dra. Vanessa me ligou. Eu estava me dirigindo p/ fórum, mais não fui chamado, nem eu e nem o Thiago Potiguar.

Em conversas você sempre me falava muito bem do técnico Roberto Fernandes e da vontade de trazer ele pro Remo… Passado algum tempo, esse técnico foi contratado. Foi indicação sua?

ED – Sim, Roberto eu já conheço há alguns anos, primeiro contato eu fiz, depois o Thiago conversou com ele é em seguida o pirão.

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Quais os jogadores que você indicou ao Remo e que foram contratados?

ED – Maycki Douglas, Rogélio, Max, Diogo Silva, Jadilson, Dadá, Eduardo Ramos, Athos, Leandrão e Rodrigo Fernandes.

O presidente Zeca Pirão disse que você tem contrato com o clube até final 2015. Só que ele não se reelegeu e a nova diretoria não quer você no Baenão, como amplamente divulgado. Qual a sua posição, diante dessa situação?

ED: A minha 1ª posição foi entrar em contato com o Henrique Custódio e o Cláudio Jorge. Os mesmos falaram pra eu continuar indo trabalhar, pois sou funcionário do clube. Mas, na terça-feira(16/12) e quarta feita(17/12), o coronel Maroja comunicou aos porteiros que eu não poderia entrar no clube para trabalhar. Na sexta-feira(19/12) fui buscar meu notebook, mais não deixaram eu entrar no clube novamente. O funcionário Eliezer me entregou o Notebook no portão. Até o momento estou tranquilo, vou procurar resolver a situação da melhor maneira possível, com respeito.

Pelo que li, essa proibição veio do diretor de futebol, Albanir Pontes, que disse que não trabalharia com você. O que você pensa que levou o Albanir a tomar essa atitude? Aliás, esse mesmo diretor, em sua última passagem pelo clube, não deixou boas lembranças, mas foi “premiado” e está de volta ao clube do Remo

ED – Informaram a mim que foi determinação do coronel Maroja, sei que o Albanir falou essa situação, respeito a posição dele, pq temos que trabalhar com quem confiamos, esse foi um dos meus erros no Remo, ser bonzinho com quem não merece. Era para ter reformulado todos os setores e não fiz isso. Quando chega uma pessoa nova no clube, com ideias novas, os antigos no clube, ficam boicotando o trabalho. Não sei o motivo que levou o Albanir a tomar essa atitude, creio que seja por influências de outras pessoas. Não tenho nada contra ele. Sobre o insucesso de certos diretores, quem tem que falar é o grupo que prega a modernidade, o conselho, os sócios, que aliás eu sou sócio remido. Uma coisa é certa, eu em 1 ano e 4 meses, fiz muitas mais que pessoas que passaram 5 anos no clube e não fizeram nada.

Pode acontecer de você receber seu salário do Remo, sem trabalhar, já que és funcionário do clube e não deixam você realizar seu trabalho?

ED – No futebol existe uma frase que fala, rei posto é rei morto. Ou seja, para concluir, o futebol sempre vão privilegiar quem está em evidência. Estou procurando resolver a minha situação amigavelmente.

Você e o Thiago Passos comandaram o futebol do Remo… Onde vocês erraram? O que você não faria, novamente?

ED – Erramos em algumas contratações, mais prefiro não falar nomes de atletas por respeito aos mesmos e por ética, o que eu não faria novamente hoje, é contratar dois jogadores com as mesmas características e as mesmas estaturas. O nosso campeonato, pelas situações de gramados, os clubes tem que ter jogadores de força, velocidade, técnica e um bom biótipo, pois fizemos 41 jogos na temporada, com 17 vitórias, 15 empates e 09 derrotas, fizemos 70 gols e sofremos 51, sendo que dos 51 gols sofridos, 20 foram de bola aérea. Com esses números, tive a noção de saber onde erramos.

Como era o seu relacionamento com o então vice-presidente do Remo, Marco Antônio Magnata, e com o vice de futebol, Henrique Custódio, à época?

ED – Meu relacionamento com o Marco Antônio, sempre foi de respeito, eu sempre respeitei a hierarquia do clube. Com o Dr. Henrique custodio, o relacionamento sempre foi bom, de ambas as partes, foi uma das pessoas que me levou para o clube do Remo, junto com o Thiago passos e o Pirão.

Na sua opinião, por que jogadores rodados e bons, como Eduardo Ramos, Thiago Potiguar, Leandrão e Athos, não deram certo no Remo?

ED – O Eduardo ele alternou bons e maus momentos no clube, mas nas decisões ele sempre foi bem, na final do 1º turno, final do 2º turno e na final do campeonato onde ganhamos de 4×1, ele foi muito bem. O Thiago Potiguar, foi o nosso melhor jogador do 1º turno, ajudou bastante, no 2º turno o desempenho dele caiu, o Leandrão, infelizmente realmente não deu certo, digo infelizmente porque ele foi um profissional exemplar, o menor percentual de gordura entre os atletas, um dos melhores preparos físicos e um atleta de grupo, infelizmente não deu certo e o Athos, ele é um atleta muito técnico, de pouca força e velocidade, com muita qualidade com a bola no pé, não conseguiu se adaptar no nosso futebol, mais pela Chapecoense foi uns dos responsáveis pelo acesso a série A 2014.  Acontece, que pela situação que o Remo se encontra, todas as  partidas os jogadores tinham que ser os melhores, só que são seres humanos e nem sempre um atleta consegue ter o mesmo desempenho da partida anterior.

Sempre falo a amigos que você e o Thiago Passos fizeram tudo certinho, nas contratações de bons jogadores, montaram um excelente elenco, mas não adianta isso se quem vai comandar não tiver qualidade. O erro foi na escolha dos técnicos? Charles, Aguinaldo e Roberto Fernandes?

ED – O erro foi de todos nós. O Charles ganhou o primeiro turno com 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, ele saiu pela derrota vergonhosa para o Internacional, onde a culpa não foi só dele e sim dos atletas e diretoria, nós sempre falávamos no clube que, quando ganha, ganha todo mundo e quando perde, perde todo mundo. O Agnaldo ficou interinamente por 2 jogos e o Roberto conseguiu reerguer a nossa equipe, onde estávamos em 6º na classificação e conseguimos nos classificar em 2º lugar, atrás do Paysandu, perdemos o 2º turno. A meu ver o Re-Pa 3 x 3 e o 4 x 1 foram os dois melhores jogos do campeonato paraense, onde o Clube do Remo foi campeão, coisa que há 5 anos não era. Então assim como houve erros, também houve acertos, infelizmente que ninguém fala dos culpados, que deixaram o Remo ser julgado à revelia e perder quatro mandos de campo, o que, além de prejudicar o clube financeiramente, prejudicou o desempenho da equipe e essas pessoas que prejudicaram o clube estão voltando e ninguém fala nada. 

A quando das eleições, muitos sócios diziam, nas redes sociais, que se o Pirão continuasse com você, não votariam na chapa dele, a 1. A que se deve essa rejeição ao seu nome? Na sua opinião, por que Pirão não foi reeleito?

ED – A rejeição sinceramente eu não sei o motivo, existe no Remo muita gente falsa, que não tem coragem de falar na frente da pessoa, só fala por trás. Quando estão na frente, ainda cumprimentam. Eu não sei ser assim. Creio que eu e o Thiago Passos fomos dois dirigentes mais novos a serem campeões no clube e isso incomoda. Eu tinha 30 anos na época e o Thiago, 32. Na minha opinião, o Pirão não foi reeleito porque não tivemos o acesso. No futebol infelizmente as pessoas, os torcedores só enxergam os erros, os acertos esquecem ou fingem que esquecem. Muitos torcedores são ingratos.

Alguma coisa que eu deixei de perguntar e que você queira esclarecer?

ED – Queria esclarecer que nesse período de 14 meses que fiquei no Remo fiz o projeto da camisa 33, que vendeu várias camisas, e com esses valores podemos viabilizar contratações, pagar funcionários no final de 2013. Trouxe o Londrina para o amistoso e eu consegui o investidor para custear o jogo. Consegui o amistoso em Parauapebas, consegui um valor de empréstimo junto ao Joinville do Eduardo Ramos, trouxe o patrocínio da Cremer e consegui ajudar diretamente o remo a ser campeão paraense que há 5 anos não ganhava nada. Quero dizer que me considero bicampeão paraense, porque ajudei trazer o Eduardo Ramos junto com o Roger Aguilera para o Paysandu, onde foi considerado o melhor jogador do campeonato e o zagueiro Raul, também com o Roger Aguilera, que entrou na história do futebol paraense por ser o zagueiro que conseguiu fazer 3 gols em duas finais. Entre erros e acertos, eu considero que acertei mais do que errei durante o período que fiquei à frente, junto com o Thiago. Sempre trabalhei de forma honesta, transparente, me dediquei ao máximo ao clube. Agora o slogan da chapa 2 fala que é o Remo rumo à modernidade, mas mantém pessoas que nem e-mail e planilha sabem fazer. Que modernidade é essa ?

Nota aos leitores: o Bate Papo de fim de ano foi com o diretor executivo do Remo na gestão do presidente Zeca Pirão, Emerson Dias. Penso que foi importante para o blog pra esclarecer algumas coisas sobre a vida interna do Clube do Remo. Espero que os amigos tenham gostado.

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Blatter: “Copa do Mundo no Brasil foi a número 1”

Do Correio Braziliense
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Com o fim do ano se aproximando, o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, fez um balanço de tudo que aconteceu em 2014. Como não poderia ser diferente, o foco principal foi a Copa do Mundo realizada no Brasil. O dirigente não poupou elogios à competição e garantiu que foi o melhor Mundial que já acompanhou.
“Foi a número 1, sem dúvida a número 1. Falando especificamente sobre o esporte, o futebol que foi apresentado, foi a primeira vez que vi os jogos desta forma. Normalmente, na primeira fase são jogos mais táticos, mas dessa vez tivemos muitos gols, que deram à Copa um aspecto ofensivo, de muitas oportunidades, e de ambiente cheio de emoção do primeiro ao último jogo”, disse em vídeo publicado no site da entidade.
Mas os elogios de Blatter não se resumiram ao que foi visto em campo. O presidente da Fifa também fez questão de aprovar a organização, mesmo após tantos atrasos em estádios e obras de infraestrutura. A maior preocupação do suíço era em relação a possíveis protestos e desaprovação social, mas o que se viu, no geral, foi um clima pacífico.
“Foi um grande futebol, uma grande organização. Talvez esperássemos alguns problemas sociais, mas sempre disse que quando a bola começasse a rolar estes problemas estariam acabados. Porque o Brasil é um país de futebol e refletiu isso na organização. Foi incrível”, avaliou.
A análise foi entoada pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Principal elo entre a entidade e o governo brasileiro ao longo de toda a organização, ele viu de perto os problemas e as dificuldades enfrentadas pelo país, mas no fim também ficou extremamente satisfeito com o Mundial.
“Foi um grande sucesso, um sucesso para os fãs, para todas as pessoas que foram ao Brasil. Todos eles adoraram a atmosfera, já conheciam o Brasil e confirmaram o que o país tem para oferecer ao mundo. Tivemos um grande futebol e um grande campeão”, avaliou, exaltando também a campanha da campeã Alemanha.