Zé Teodoro é o novo técnico do Leão

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O Clube do Remo apresentou na tarde desta quinta-feira o técnico Zé Teodoro como o comandante da equipe para a temporada 2015. Zé foi indicado pelos integrantes da Chapa 1, à frente o candidato a vice Marco Antonio Magnata, que havia começado as negociações com o treinador há duas semanas. Como foi derrotada na eleição, procurou o presidente eleito Pedro Minowa e sugeriu a contratação de Zé Teodoro. O negócio foi sacramentado ontem. O técnico falou de seus planos para comandar o Remo e elogiou a torcida azulina. (Fotos: MARCO SANTOS/Bola) 

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Papão é um dos 3 campeões de venda da Puma

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Os números da comercialização de produtos da marca Puma pelo Paissandu colocam o clube entre os três que mais faturaram na temporada 2014. As vendas na loja oficial do Papão totalizaram cerca de R$ 6 milhões na temporada, ficando próximo do total de vendas obtido pelo Botafogo no Rio – cerca de R$ 6,5 milhões. Em primeiro lugar em vendas da Puma está o Grêmio, com quase R$ 8 milhões no ano. O êxito vem confirmar o bom trabalho desenvolvido pelo departamento de Marketing bicolor, dirigido pelo publicitário Ricardo Gluck Paul. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Os Beatles e o futebol

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São muitos os palpites e as pistas sobre os times de coração dos Beatles, mas uma verdade sobre a relação deles com futebol parece intocável: John Lennon era o melhor da banda com a bola nos pés. A afirmação é de Pete Best, o primeiro baterista dos Beatles, depois substituído por Ringo Starr.

“John era o mais habilidoso da banda, ele até poderia ter jogado mais futebol, para ser justo. Como a maioria dos garotos, sonhávamos jogar nos grandes clubes, mas, em geral, não éramos muito bons. Provavelmente é por causa disso que nos tornamos músicos”, disse Best, em entrevista reproduzida pelo Daily Mail.
De acordo com o ex-baterista, no início da banda, o contato com a bola era mais frequente. John Lennon aparecia chutando uma bola nos momentos livres, carregando-a sempre por perto. Mas assim que Pete Best foi embora e a banda explodiu, o futebol ficou em segundo plano, assim como o desejo de Lennon de virar jogador.
Quando o sucesso chegou para os Beatles, suas preferências no futebol foram pouco divulgadas, seguindo conselho de um empresário. A ideia era não criar antipatia com determinada torcida, principalmente em Liverpool, terra do time homônimo e do Everton.
Lennon e George Harrison se esforçaram mais para manter suas paixões em sigilo, mas as dicas sugerem que Lennon torcida pelo Newcastle e Harrison gostava do Liverpool, time de seu filho. Paul McCartney, por sua vez, já foi ligado às duas equipes de Liverpool, mas sua ex-mulher Linda revelou certa vez que num duelo entre Liverpool e Everton, ele ficava com a segunda opção.
Ringo Starr, por sua vez, é fã do Arsenal e diz nutrir simpatia pelo Liverpool. E Pete Best, o Beatle do começo da caminhada, torce assumidamente pelo Everton. Eles todos só coincidiam em uma coisa no futebol: no pouco jeito com a bola, exceção feita a John Lennon. (Do UOL) 

O afeto que se encerra

Por Gerson Nogueira

O futebol há muito tempo deixou de ser uma brincadeira, um folguedo de fim de semana. Permanece assim para aqueles apaixonados pela boa e velha pelada entre amigos, que cultivam um rachão no campinho do interior. Ainda é possível ver isso quando se viaja para rincões mais distantes da capital. Aquele agrupamento de pessoas felizes correndo atrás de uma bola. Essa imagem é a essência do jogo.

Quando o futebol passou a movimentar fortunas, transformando humildes garotos em milionários da noite pro dia, ele começou a perder a graça – não para esses felizardos, obviamente. Mas deixou de ser empolgante e até ingênuo sob o ponto de vista dos que gostam de ver times jogando em busca de um triunfo, mas que não abrem mão de caminhos jeitosos para alcançar seus objetivos.

Os meninos ricos com o futebol continuarão a enriquecer mais e mais, juntamente com seus agentes e com os dirigentes que guardam as chaves dos cofres. Nós, pobres mortais que curtimos o jogo, temos que nos contentar em torcer para que novos meninos apareçam e joguem muito antes de serem cooptados pela fama e a fortuna.

Há exceções. Lionel Messi está podre de rico, mas joga uma barbaridade. Cristiano Ronaldo, idem. Neymar ainda é uma incógnita. Ainda não é um supercraque, embora já esteja em patamar acima dos operários da bola. Precoce, já tinha amealhado seu primeiro milhão de reais em sua estreia no time titular do Santos. É provável que a precocidade também o ajude como estrela internacional e ele logo atinja os píncaros da glória.

unnamed (13)Cheguei a este tema, tão controverso como vasto, em face de declarações de Renê Simões, ontem, ao ser apresentado como novo treinador do Botafogo. Bom de conversa, todo trabalhado nas teorias de autoajuda, Simões andava gramando certo ostracismo, depois de ter sido pioneiro no comando da Seleção Brasileira de futebol feminino.

Para Simões, futebol bonito é que conta como filosofia, mas o Botafogo precisa de objetividade e pragmatismo para voltar à Primeira Divisão. Falou pouco, disse tudo. É um alento para os botafoguenses do mundo inteiro – sim, somos muitos – saber que o novo comandante é apóstolo da vida prática e não vai se perder em viagens delirantes.

A dura realidade é que a Série B, mais do que a A, vive de transpiração e luta. Não há muito espaço para circunlóquios e firulas. Um jogo de Série B é marcado por chutes incessantes, fazendo com que a bola, coitada, não tenha um segundo de descanso. Jogadores precisam estar atentos, ligados na tomada, sem perder o foco – e a direção da bola, é claro.

Simões terá o árduo desafio de comandar a campanha do Botafogo para voltar à elite, tarefa das mais indigestas em ano particularmente equilibrado na Segunda Divisão. Além dos quatro que baixaram da Série A, o campeonato terá mais uns 10 ou 12 times na briga pelo acesso, como analisei há duas semanas aqui.

Particularmente, gostei de ver a menção de Simões ao afeto pelo bom futebol, aquele de antanho, quando a bola era tratada quase sempre com esmero e até deferências. Jogador de verdade não dava bico, nem tropeçava na redonda. Era comum ver autênticos casos de amor entre bola e boleiros.

Pelé, Garrincha, Nilton, Didi, Amarildo, Tostão, Rivelino, Gerson, Jair, Sócrates, Ademir da Guia, Dirceu Lopes, Maradona, Zico, Cruyff, Romário, Ronaldo, Zidane, Henry, Robben e os três citados lá no começo. Paro aqui para não encompridar muito a prosa.

Todos foram e são extremamente amorosos com a redonda, legítimos inspiradores do conceito de futebol como espetáculo. Simões sabe que não pode oferecer isso no Botafogo em 2015, mas foi afetuoso ao lembrar que ainda há a alternativa do bom e bonito.

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Hesitações atrasam ainda mais o Leão

A diretoria do Remo segue fazendo mistério e adiando a divulgação do nome do novo técnico da equipe. O tempo está passando, o clube perdeu um mês nas escaramuças eleitorais e corre o risco de adentrar 2015 ainda sem um treinador. O elenco, em consequência disso, está incompleto e mesmo a garotada que deve ganhar chance segue sem orientação ou treinamento para o Parazão.

O campeonato começa no dia 1º de fevereiro justamente com a estreia do Remo diante do Parauapebas, no estádio Evandro Almeida. Os demais clubes, incluindo o Parauapebas, estão formados e vêm jogando, o que já representa uma grande vantagem em relação ao campeão paraense de 2014. Se Zé Teodoro resiste às investidas do clube, o bom senso recomenda que se busque de imediato uma alternativa. Sob pena de botar em risco a campanha no Estadual.

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Direto do blog

“O maior problema do Remo, para mim, nunca foi o técnico ou os jogadores, mas a mais absoluta falta de visão gerencial de futebol dos muitos que tomaram a responsabilidade de tocar o futebol azulino. A escolha de técnico local ou de fora redunda num comportamento profissional para os técnicos de fora, e outro aos locais. Sinomar e Guerreiro não tiveram a mesma liberdade dada a RF, por exemplo, sobre contratações e método de trabalho. As coisas são mais limitadas aos locais. Galvão e Cacaio seriam, sim, ótimas opções ao Clube do Remo, dadas as circunstâncias”.

De Lopes Junior, analisando os erros da gestão do Remo no futebol em 2014.

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Idas e vindas do mercado boleiro

Ao que parece, o Papão decidiu não perder mais tempo negociando com o jovem atacante Ruan, repentinamente valorizado pelos quatro jogos finais na Série C. A visibilidade que o jogador teve este ano certamente seria amplificada na Série B. Por isso, soa esquisito que apresente tantas exigências para permanecer no clube. A diretoria age bem em seguir em frente, liberando-o e partindo para contratar um substituto.

Bruno Veiga, que resolveu ficar, não perdeu a chance de citar um suposto interesse de outros clubes, “inclusive da Série A”, para fazer média com a torcida. Ora, defender o Papão é uma excelente oportunidade profissional, não podendo ser encarado como mero gesto de gratidão.

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Até a volta

A coluna entra em breve recesso, com retorno previsto para meados de janeiro. Descanso merecido para os leitores e baluartes aqui no Bola, embora os comentários continuem no blog e redes sociais. Vou aproveitar para mergulhar nos livros, de política a rock’n’roll, sem esquecer lançamentos recentes da praia esportiva.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 18)

Quem sabe, sabe…

“O que me frustra não é o ódio que as pessoas estão vendendo ou tentando disseminar contra o PT. O que me assusta é um programa como o Bolsa Família ser tão odiado por uma elite que joga fora de comida todo dia aquilo que falta na mesa de milhões e milhões de brasileiros”.

Lula, ex-presidente da República