Consenso confraterniza na Aclep

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Encontro de advogados na confraternização do Consenso Futel Clube, na tarde de sábado, na sede da Aclep. O azulino André Cavalcante, diretor jurídico do Clube do Remo, recebe seu presente de fim de ano (a camisa do Leão) das mãos do bicolor Inocêncio Mártires Coelho, conselheiro eleito do Paissandu. A confra reuniu vários dos integrantes do Consenso, grupo formado a partir da amizade surgida aqui no blog. O amigo André é candidato a conselheiro do Leão na eleição do próximo dia 13 de dezembro.

Vale-tudo no andar de baixo

Por Gerson Nogueira

A temporada 2015 reafirma a impressão de que a disputa contra o rebaixamento é o lado negro da força no Campeonato Brasileiro. Não pelo caráter depreciativo da batalha titânica para se safar. Refiro-me a situações que tornam a competição desigual entre os times ameaçados pela degola.

Depois que o formato de pontos corridos se consolidou no Brasil, ordenando as divisões e dando um tom mais meritório às conquistas, virou praxe dizer que os campeonatos são mais justos. Em termos.

unnamed (10)O fato é que já há algum tempo a Série A tem sido palco de visível descompromisso dos times já classificados quando se aproxima a reta final da competição. Este ano, as rodadas finais voltaram a apresentar jogos com equipes desfalcadas contra adversários que lutavam pela sobrevivência, enquanto outros times tinham obstáculos mais fortes.

Apesar da dificuldade natural de exercer um controle, o regulamento deveria exigir que os clubes respeitassem a competição até o fim, escalando times completos, mesmo quando não têm mais interesse nos jogos.

A emoção que ronda a rodada deste domingo, quando Palmeiras, Vitória e Bahia se lançam a uma autêntica briga de foice no escuro em disputa da última vaga de continuar na Série A, não disfarça algumas distorções.

Há, por exemplo, a ameaça velada por parte do Atlético-PR em relação ao Vitória. Devido a um calote de R$ 400 mil, o Furacão decidiu escalar um time misto contra o Palmeiras. A intenção de dar o troco foi confirmada pelo próprio presidente do clube paranaense, Mário Celso Petraglia.

Estranhamente, ninguém parece incomodado com a situação, que pode vir a manchar o encerramento do campeonato. O fato é que, enquanto o Verdão terá pela frente um Atlético meia-boca, a dupla Ba-Vi deve encarar adversários mais bem dispostos. O tricolor desafia o Coritiba completo na festa de despedida do craque Alex. O Vitória se vira contra o Santos, também inteiro, em Salvador.

No ano passado, a trapalhada do caso Héverton deu tintas melancólicas ao final do torneio. Neste ano, a briga sem freios pelos ameaçados ao rebaixamento pode conduzir a novo vexame.

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Mudanças para deixar tudo na mesma

As canetadas que a CBF deu no Regulamento Geral das Competições bem que podiam ter contemplado um mecanismo de regulação da disputa na zona do rebaixamento, a fim de reprimir o já tradicional vale-tudo. Ao contrário, a entidade se preocupou apenas em manter as coisas como estão.

Se por um lado limitou a 60 a quantidade de jogos em seus campeonatos e insinua fiscalizar as viagens de clubes brasileiros ao exterior, no outro extremo decretou a proibição a ações judiciais movidas por torcedores, confrontando o Estatuto do Torcedor e o Código de Defesa do Consumidor.

De mais a mais, eleger o STJD como instância máxima e única para as pendências esportivas seria uma decisão perfeita se o tribunal tivesse atuação acima de questionamentos ou dúvidas. Como isso não é real, as decisões da CBF perigam virar letra morta antes de entrarem em vigor.

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Uma torcida de verdade

Mesmo na última posição do campeonato alemão, o Borussia Dortmund recebeu em seu estádio na sexta-feira um público de 80.600 pessoas para empurrar o time no jogo contra o Hoffenheim. Sei que a cultura futebolística germânica é bem diferente da nossa, mas vamos combinar que é uma baita façanha.

Não conheço time no Brasil, vivendo circunstância parecida, que conseguiria mobilizar uma multidão de torcedores para festejar seus jogadores. Talvez só a apaixonada torcida argentina seja capaz disso, e olhe lá.

Por essas e outras, há tempos que passei a acreditar na diferença entre amar um clube e torcer por vitórias (e conquistas). Parece redundância, mas não é a mesma coisa. Sempre há muita gente pronta a aclamar vitórias, mas para glorificar uma bandeira – mesmo nas fases negras – é preciso algo mais.

Os alemães de Dortmund conhecem bem essa diferença.

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Bola na Torre

Carlos Castilho, o comentarista Bola de Ouro e mestre de todos nós, estará abrilhantando o programa de hoje à noite. Guilherme Guerreiro apresenta e estaremos lá, ao lado de Giuseppe Tommaso, na bancada de debatedores. Começa por volta de 00h15, depois do Pânico.

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O ranking dos sortudos

Quando alguém se der ao trabalho de montar o ranking informal dos desportistas mais sortudos do planeta, seguramente haverá lugar de honra para Rubens Barrichello, que só foi brilhante nas patrioteiras narrações de Galvão Bueno. É verdade que ele tem colegas ilustres nessa lista.

O piloto forma um trio de responsa com o ex-goleiro Doni, que saltou do banco corintiano para a titularidade na Seleção, e com o ex-atacante Caio, hoje comentarista, uma eterna promessa de craque que jamais vingou, embora tenha jogado por alguns dos melhores clubes do mundo.

Eterno coadjuvante, Rubinho amealhou uma bela fortuna correndo pela Ferrari e, no fim das contas, mal agradecido, ainda veio com aquela lorota de injustiça. Tudo porque a escuderia italiana dava prioridade ao supercampeão Michael Schumacher.

A recente vitória na Stock Car vem confirmar a incrível trajetória de Rubinho. Por incrível que pareça, foi o primeiro campeonato de automobilismo vencido por ele em 23 anos!

Tão longo jejum não travou uma carreira endeusada por boa parte da mídia. É preciso reconhecer: o homem pode ser lento, mas tem lá seus méritos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 07)