General trava investigação da Comissão da Verdade

Por Celso Lungaretti

Deu n’O Globo (clique aqui para acessar a íntegra):

O comandante do Exército, general Enzo Peri, proibiu os quartéis de colaborar com as investigações sobre as violências praticadas em suas dependências durante o regime militar. Em ofício datado de 25 de fevereiro, o general determinou que qualquer solicitação sobre o assunto seja respondida exclusivamente por seu gabinete, impondo silêncio às unidades. Por entender que a medida é ilegal, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) vai pedir à Procuradoria Geral da República que ingresse com representação contra o comandante.

O ofício foi usado pelo subdiretor do Hospital Central do Exército (HCE), coronel Rogério Pedroti, para negar ao MPF-RJ o prontuário médico do engenheiro Raul Amaro Nin Ferreira, que morreu na unidade em 12 de agosto de 1971. O documento médico poderia comprovar a suspeita de que Raul, que foi preso pelo DOPS na noite de 31 de julho, na Rua Ipiranga (Flamengo), não teria resistido às sessões de tortura. No ofício, Enzo Peri informa que a decisão abrange os pedidos feitos pelo ‘Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 e 1985’.

— O Ministério Público está adotando as medidas necessárias para remover esses obstáculos às investigações e responsabilizar os servidores que sonegam informações. De qualquer forma, é lamentável que o comando atual do Exército de um Estado Democrático de Direito esteja tão empenhado em ocultar provas e proteger autores de sequestros, torturas, homicídios e ocultações de cadáver — lamentou o procurador da República Sérgio Suiama.

 

O jornalista Luiz Cláudio Cunha disse quase tudo que havia a se dizer sobre o assunto. Eis os trechos mais importantes do seu artigo (para acessar a íntegra, clique aqui), publicado no site Brasil 247:

Não há mais clima de convivência possível entre o general Enzo Peri, chefe do Exército, e os seis comissários da CNV, diante da espantosa manchete de hoje do jornal O Globo: ‘Anos de chumbo: comandante impõe silêncio ao Exército’.

O repórter Chico Otávio recebeu do procurador Sérgio Suiama, da Procuradoria da República do Rio de Janeiro, um inacreditável ofício enviado em 25 de fevereiro passado aos quartéis de todo o País pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, proibindo qualquer colaboração para apurar crimes da ditadura que derrubou o presidente João Goulart. O general Peri chega ao requinte de mandar um modelo de ofício, em branco, instruindo cada quartel a rebater pedidos do Procurador-Geral da República para o seu gabinete em Brasília, no quarto andar do Bloco A do QG do Exército.

 

Será mais um ingrediente explosivo num pleito radicalizado?

 O cala-boca nacional do general Peri abrange qualquer pedido ou requisição de documentos feitos pelo ‘Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Poder Legislativo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 a 1985’.  Só quem pode responder a tudo isso, esclarece o ofício, é o Gabinete do Comandante do Exército, ou seja, o próprio general Peri, erigido agora com uma autoridade que transborda todas as esferas de poder.

É útil lembrar que os desmandos e abusos cometidos entre 1964 e 1985 constituem o foco principal da investigação da CNV, que apresentará ao País em dezembro próximo o seu relatório final.

A solução do impasse agora revelado cabe exclusivamente à Suprema-Comandante das Forças Armadas (FFAA), a quem o general se subordina nos termos da Constituição, e à Presidente da República, que criou a CNV em 2011 e a instalou no ano seguinte justamente para apurar graves violações dos direitos humanos no País. Dilma acumula as duas funções e a dupla responsabilidade.

Cabe a ela, e a mais ninguém, repor a autoridade de seu comando e o prestígio de seu cargo. Se nada fizer, Dilma perderá ambos — a autoridade e o prestígio.

 

SUPERIOR JAMAIS DEVE CONTEMPORIZAR 

COM INSUBORDINAÇÃO DE SUBALTERNO

Ninguém precisa correr a renovar seu passaporte, pois ainda não estamos na iminência de uma crise militar que possa servir como estopim de um novo golpe. No entanto, salta aos olhos que existe, sim, quem esteja semeando ventos, na esperança de que eles virem tempestades.

O que o Luiz Cláudio Cunha qualificou de manchete é, na verdade, uma pequena chamada de capa da edição de 22/08/2014 de O Globo, no topo da coluna. Ou seja, o jornal cumpriu seu papel de noticiar, mas, flagrantemente, não quis dar grande destaque ao que ele próprio apurou.

Podemos concluir que não está, por enquanto, favorecendo rupturas institucionais, pois evitou dar tratamento provocativo a um episódio que se prestava para tanto. E, se precedentes valem alguma coisa, havendo uma quartelada para sair do forno, encontraremos O Globo novamente colocando a toalha na mesa. Autocríticas insinceras não evitam a reincidência nos mesmos erros….

De resto, o fato de o comandante do Exército ter extrapolado em muito a própria autoridade e desrespeitado seus superiores hierárquicos (o ministro da Defesa e a presidenta da República), ao mandar um ofício rebelde e descabido a altos oficiais, não deve ser encarado como um mero acesso de mau humor.

Mas, a exemplo de 1964, só haverá golpe quando os verdadeiramente poderosos resolverem trilhar tal caminho. E eles não decidem em função de bravatas como a do general Peri, mas sim dos custos x benefícios da empreitada. Neste momento, as perdas seriam muito maiores do que os ganhos.  O que não nos exime da obrigação de acompanharmos atentamente a evolução dos cenários, para precavermo-nos de surpresas desagradáveis.

Por último: há exatos 19 dias, eu dei  (vide aqui), de graça, um bom conselho à presidenta Dilma, quando as Forças Armadas produziram um relatório de 455 páginas para negar as torturas, assassinatos, estupros e outras atrocidades que perpetraram nos anos de chumbo. Foi mais ou menos o mesmo da canção célebre do Chico Buarque, aquela que diz ser “inútil dormir, que a dor não passa):

Que resposta dará ao relatório-escárnio, ao indisfarçado deboche e pouco caso dos fardados com relação à CNV que ela tanto quis criar?

Eles estão blefando. Ela tem as cartas vencedoras. Na hora de decidir se vai ou não utilizá-las, deveria inspirar-se (por incrível que pareça…) no ditador Ernesto Geisel.

Até por ser militar, ele sabia que o superior jamais deve contemporizar com insubordinação de subalterno. Destituiu o comandante do 2º Exército, destituiu o ministro do Exército e ninguém mais contestou sua autoridade

Gostaria que ela reagisse como eu então aconselhei e o Luiz Cláudio Cunha está aconselhando agora. Temo, contudo, que o novo sapo também acabe sendo engolido. O que, claro, só fará aumentar o atrevimento dos insubmissos. Aí, outras e piores provocações virão.

Insuficientes para, sozinhas, devolverem o país às trevas, mas sempre perigosas, principalmente se houver uma sinergia com outros fatores de desestabilização.

 

       * jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

Bate-papo: Vandick faz balanço da gestão

PSC eleicao e muita confusao-Mario Quadros (81)

Por Cláudio Santos, especial para o blog

Em tempo recorde, o presidente do Paissandu, Vandick Lima, respondeu a todas as perguntas enviadas a ele por e-mail, abordando o atual momento do clube, com ênfase no desempenho no futebol. Gentil, Vandick não se esquivou das questões apresentadas e foi enfático quanto às críticas sobre excesso de contratações. Segundo ele, os mesmos que dão corda para que a diretoria contrate reforços são os primeiros a condenar depois. Defendeu o nome de Alberto Maia para substituí-lo e garantiu que, apesar dos problemas enfrentados, jamais pensou em largar tudo. 

CS– Seu mandato está chegando ao fim. Em comparação com a administração anterior, o que o sr. pensa ter feito melhor no futebol e na parte administrativa, presidente?
VL – Não comparo minha administração com a anterior. Se eu fosse ficar olhando pra trás não conseguiria administrar o clube. Quando me candidatei já sabia que o clube tinha problemas.
CS – Sua administração está sendo marcada, no futebol, pela demora na hora de fazer as contratações pedidas pelos técnicos que passaram pelo Paysandu. Neste ano, Mazola e Vica, reclamaram bastante disso. Por quê?
VL –  Existe uma pressão muito grande pra contratar. Depois, as mesmas pessoas que fazem essa pressão acabam dizendo que contratamos demais. Erramos em algumas contratações sim, mas não foi por demora e sim por erros de avaliações.
CS – Vivi uma grande expectativa pela sua eleição. Nesse dia, dormi 1h da manhã e acordei 4h para saber se o sr. tinha sido eleito. Vibrei muito, mas confesso que esperava bem mais de sua gestão no futebol. O que atrapalhou sua administração para que o futebol não conquistasse mais títulos nesses quase 2 anos de mandato?
VL – Na verdade, eu demorei pra me aproximar mais do futebol no primeiro ano. No segundo ano, fiquei mais próximo. Não conseguimos os títulos, mas tenho certeza que não foi por falta de qualidade do plantel. Ou o artilheiro do Brasil perder um pênalti na final da Copa Verde é falta de qualidade?
CS – O PSC teve um presidente que ganhou muitos títulos dentro de campo. O jeito dele pensar (e eu penso assim também) era: contrato um bom técnico, com antecedência, e ele vai montando o elenco ao meu lado. Na sua administração, foi bem diferente. O sr., junto com Sérgio Papellin e Roger Aguillera, contrataram, pelo menos, 95% dos jogadores. Ou seja, quem menos indicou foi quem iria treinar os jogadores, o técnico. Será que isso não foi um dos erros cometidos?
VL – Todo técnico que trabalhou comigo teve toda liberdade pra indicar quem ele quisesse. Lógico que fomos buscar dentro das possibilidades financeiras do clube. 
CS – Em muitas entrevistas, o senhor reclamou da falta de dinheiro para fazer contratações, mas gastou pra tirar do Luverdense o gerente de futebol, Sérgio Papellin. Na situação financeira em que o Paysandu estava, não seria melhor contratar um bom técnico e com ele ir montando o elenco?
VL – O Papellin ganha aqui o mesmo que ganhava na Luverdense. Não fizemos nenhuma loucura pra trazê-lo. Junto com Papellin trouxemos o Mmazola. Não é um bom técnico?
CS – Se eu lhe oferecesse uma boa comissão técnica e um bom gerente de futebol, para o senhor escolher uma das opções (até para economizar dinheiro) pra montar seu elenco. Quem o senhor escolheria, presidente?
VL – Lógico que o técnico é o mais importante.
CS – Sou um curioso do futebol, pesquiso, busco informações e posso lhe assegurar que os maiores erros nas contratações de jogadores partem de dirigentes que se metem a contratar. Pelo menos 90% das contratações que dão errado são feitas pelos dirigentes. O senhor tem conhecimento disso, presidente? O que pensa a respeito?
VL – Lógico que tudo que dá errado no futebol a culpa é dos dirigentes. Quando dá certo foi o técnico, os jogadores…
Posse do Novo Presidente do PaysanduCS – Na sua administração, o Paysandu cresceu administrativamente. Isso está bem claro. Tenho certeza que quem assumir receberá o clube bem melhor do que o sr. recebeu das mãos de Luís Omar Pinheiro, administrativamente falando. Quais as pessoas que mais lhe ajudaram e que lhe ajudam ainda, presidente?
VL – Todos da diretoria têm sido muito importantes. Agradeço demais a todos.
CS – Conversei muito como Vica, antes de ele ser contratado pelo Paysandu e me disse que iria pedir a contratação do Tiago Potiguar, ao saber, por mim, que estava deixando o Remo. “É muito bom jogador”, falou ele. Vocês tentaram a contratação desse jogador, presidente?
VL – Vica indicou 2 atletas para o Paysandu. O Jeferson maranhense nós trouxemos. Indicou 1 zagueiro do Santa Cruz, mas não conseguimos trazer porque ele queria dinheiro adiantado e nós não tínhamos.
CS – Na minha opinião uma das piores administrações do PSC foi na era Luiz Omar Pinheiro, mas, muitas vezes, a quando de uma derrota, ouvi alguns torcedores pedindo a volta dele e acredito que o sr. também tenha escutado. Nessa hora dá vontade de largar tudo, presidente? Qual seu sentimento ao ouvir absurdos como esse?
VL – Ouvi sim e fiquei triste, muito triste, mas nunca pensei em largar tudo. Tive muitos momentos de dificuldades, mas levarei meu mandato ate o fim.
CS – No futebol de base do Pará, nunca tinha visto um projeto tão bom para a base como o apresentado pelo diretor, à época, Bira Lima. Aliás, me pareceu entender, e muito, do que estava fazendo. O que aconteceu para que o sr. não aceitasse esse projeto dele para as divisões de base do Papão? Posso estar enganado, mas penso que esse foi um grande erro de sua administração.
VL – Realmente o projeto era muito bom. Foi um erro meu.
CS – O torcedor reclama que o PSC, no ano do seu centenário, pelo jeito, ficará sem título. Sinceramente, penso que o PSC ganha muito mais recebendo um estádio como a Curuzu pronto como nunca visto, Sócio Bicolor bombando e tudo mais. E ainda há a possibilidade de um acesso à série B, no que eu acredito. Concorda, presidente?
VL – Concordo e tenho esperanças de que vamos subir esse ano e encerramos o mandato deixando o clube onde encontramos, ou seja, na Série B e com estádio melhor, academia, placar…
CS – O sr. apoia alguma chapa nas eleições deste ano, já que não tentará a reeleição, segundo dizem, presidente? Se sim, por quê?
VL – Nosso candidato é dr. Alberto Maia. Pra continuar o trabalho iniciado em 2013.
CS – Caso o dr. Alberto Maia seja eleito, e como vai continuar o trabalho iniciado em 2013, poderia rever o projeto da base de Bira Lima, fazendo um convite para ele retornar ao clube?
VL – Eu mesmo ja falei com o Bira. Reconheci meu erro. Agora acho que se ele reapresentar, tem chances de ser aprovado porque eu já falei com o Maia que erramos.
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CS – O sr. tem algum desejo a realizar, ainda como presidente do PSC, nesses meses que faltam para o término do seu mandato? Se tiver, o que seria?
VL-  Tudo que eu quero é que o Paysandu suba, com fé em Deus vamos conseguir.
CS – O sr. teve uma passagem de sucesso como atleta do Paysandu e como presidente tem sido bastante questionado, principalmente no aproveitamento do time de futebol. Existe muita diferença nas duas funções que tornaram seu aproveitamento tão desigual?
VL – São funções diferentes e por mais incrível que pareça, o normal seria o futebol andar bem melhor que a administração, pois fui jogador. Não está sendo assim. Coisas do futebol. 
CS – Se o sr. pudesse voltar lá no início da sua administração o que faria de diferente no futebol, presidente?
VL – Só me arrependo de não ter ficado mais próximo do futebol desde o começo. Quis fazer diferente, cada um na sua função. Não deu certo e demorei pra entender isso.
CS – Hoje, o Condel bicolor mais atrapalha do que ajuda, presidente? O sr. considera o Conselho Deliberativo como oposição?
VL – Alguns conselheiros são oposição, mas isso é normal. Não posso dizer que o Condel é oposição. Quanto a ajudar ou atrapalhar, nem uma coisa nem outra
CS – Como é ser ídolo de uma das maiores torcidas do Brasil e ter jogado num grande clube como o Paysandu, presidente?
VL – Joguei em 15 times. O mais importante foi o Paysandu. Sou feliz por ter encerrado minha carreira como ídolo dessa torcida e eternamente grato por tudo que essa torcida fez por mim.
CS – O técnico Givanildo Oliveira teve toda paciência do mundo pra fazer do sr. o ídolo que é hoje no Paysandu. Enfrentou a pressão da mídia e do torcedor que pediam a sua demissão e com pulso forte mostrou que estava certo. Qual a sensação que o sr. teve, já como presidente, em ter que demitir quem lhe fez ídolo, cedendo à pressão da mídia e do torcedor, mesmo sabendo que ele era o menos culpado?
VL – Foi um momento de muita agonia pra mim. Givanildo foi o melhor treinador que tive, principalmente por tudo isso que você citou. Foi difícil mas ele entendeu.
CS – Gostaria que o sr. mandasse uma mensagem ao torcedor do Paysandu, que tanto espera pelo acesso, por uma decisão favorável do pleno do STJD no caso Brasília, entre outras coisas, além de torcer muito pelo seu sucesso à frente do clube.
VL –  Tenho muita esperança de que vamos ganhar no STJD. O Brasília tinha 4 jogadores irregulares. Temos time pra subir e faremos de tudo pra alcançar esse objetivo. No mais é agradecer a torcida tudo que fez por mim.
Observação: Na volta do Bate-Papo (após Copa do Mundo e férias escolares), o entrevistado do mês de Agosto foi o presidente bicolor Vandick Lima, ao qual agradeço por toda atenção que teve comigo. Penso que contribuiu muito para esclarecer alguns pontos de sua administração, e para o blog. Agradeço aqui ao grande amigo Inocêncio Mártires (Icca) e ao assessor de Comunicação do Paysandu, Fernando Torres, que me ajudaram a chegar até o presidente do Papão. Espero que os amigos tenham gostado. Em setembro, tem mais. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Fernandes reclama das críticas ao time

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Antes de embarcar com a delegação do Remo para o Ceará, o técnico Roberto Fernandes ministrou vários treinamentos em busca da equipe ideal para o jogo contra o Guarani de Sobral neste domingo à tarde. Ao mesmo tempo, Fernandes aproveitou para rebater as críticas ao seu trabalho, que cresceram em intensidade depois do insucesso diante do mesmo Guarani domingo passado em Bragança. “Vamos parar de denegrir os profissionais. Futebol é um esporte que tem seus resultados. Vejam o Felipão. Ele perdeu a Copa e apagou os títulos dele. Mas uma das equipes mais tradicionais do Brasil foi lá e o resgatou. Na hora que você perde você não é o rato e quando ganha não é o dono do mundo”, afirmou.

Fez até um breve balanço da carreira: “Pega meu currículo dos últimos cinco anos e observem o que eu fiz no futebol. Nos últimos cinco anos eu disputei quatro finais de campeonato e ganhei duas. Fiz duas Séries B dentro de zona de classificação. Ano passado peguei uma equipe rebaixada e terminei em quarto lugar no segundo turno. Ano retrasado fiquei 16 rodadas na zona de classificação”.

Negou divisões internas e atribuiu à pressão da torcida e de setores da mídia o descontentamento de jogadores do elenco. “Alguns jogadores ficaram muito chateados com essas coisinhas que tentam plantar dentro do grupo. É difícil, na derrota, dizer que o adversário mereceu, ponto. Vamos para o próximo jogo. O mundo não se acaba com uma derrota. “Quiseram criar uma relação ruim entre eu e o Roni, que tem todo nosso apoio. O Leandro foi um dos destaques do estadual, mas só porque não marca não presta? Pera lá”, disse. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Avião fantasma pode atrapalhar Marina

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De Brasil 247

A campanha de Marina Silva à presidência da República mal começou e já pode ter de enfrentar sua primeira séria turbulência. Reportagem da revista Época deste fim de semana sugere que a campanha do PSB cometeu crime eleitoral ao utilizar um avião fantasma – sim, o PR-AFA que desabou em Santos (SP), matando Eduardo Campos e outras seis pessoas.

Documentos obtidos pela revista (leia aqui a reportagem de Murilo Ramos, Marcelo Rocha e Diego Escosteguy), apontam que o avião continua sendo de propriedade do grupo AF Andrade, do setor sucroalcooleiro, que enfrenta grave crise financeira. Desta forma, não poderia ter sido cedido para a campanha de Eduardo Campos e Marina Silva, que também voou na mesma aeronave.

Ainda que pudesse ser utilizado como táxi aéreo, o que não é o caso, o avião deveria constar nas prestações de contas apresentada à Justiça Eleitoral pelo PSB, o que não foi feito. Confira um trecho:

ÉPOCA procurou a campanha do PSB à presidência da República com perguntas sobre o uso da aeronave PR- AFA. Entre outros questionamentos, perguntou se a chapa fizera pagamentos para usar a aeronave, se arcara com as despesas de manutenção e se declarara tais despesas na prestação de contas eleitoral. Na prestação parcial, referente ao mês de julho, não há citação às empresas BR Par e Bandeirantes. ÉPOCA perguntou, ainda, quantas vezes a candidata Marina Silva voou no avião e se ela tinha conhecimento sobre quem arrendara a aeronave. Até o fechamento desta reportagem, o PSB não respondera aos questionamentos. De acordo com a legislação eleitoral, uma empresa não pode fazer doações de bens ou serviços sem relação com sua atividade fim. Por isso, uma empresa do ramo sucroalcooleiro, como da AF Andrade, não poderia emprestar um avião. Se o alugasse, teria de comunicar a Anac. “A Anac não foi informada sobre nenhuma cessão onerosa da aeronave”, informou em nota.

A revista também ouviu um especialista em direito eleitoral, que falou até na hipótese de impugnação da candidatura:

Para o especialista em direito eleitoral Bruno Martins, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegar à conclusão de que houve omissão nas informações prestadas pela chapa, pode haver uma desaprovação das contas. “Em último estágio, pode haver até mesmo a impugnação da candidatura”, afirma.

Leão e Papão na campanha contra trabalho infantil

unnamedA dupla Re-Pa se une ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região na campanha “Cartão Vermelho ao trabalho infantil”, que visa afastar crianças de situações de riscos e abuso no trabalho infantil. Uma reunião realizada nesta quinta-feira, na sede do TRT, juntou representantes dos dois clubes e diretoria do tribunal, para definir a participação dos clubes. A campanha tem abrangência nacional e é uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O lançamento ocorreu no último dia 12 de junho, Dia do Combate ao Trabalho Infantil. A campanha conta com o apoio da Fifa, que iniciou ações ainda durante a Copa do Mundo.

O Papão vai aderir á campanha com iniciativas envolvendo os jogadores e os canais de comunicação oficiais do clube, como o site e as páginas nas redes sociais. Além disso, serão criados vídeos produzidos pela PapãoTV visando conscientizar os torcedores contra o trabalho infantil. Na região Norte, Remo e Paissandu são os primeiros clubes a aderir à campanha. A assinatura da parceria entre os clubes e o TRT acontecerá na próxima sexta-feira, 29, na sede do tribunal.