Ex-árbitro recorre a Kia e cita jogos do Timão

Do Blog do Paulinho

image21O ex-árbitro Anselmo da Costa apitou mais de 700 jogos em sua carreira, inclusive finais de campeonatos. Porém, em 2007, foi afastado da arbitragem por ser funcionário de V(W)anderlei(y) Luxemburgo no falido IWL. Três anos depois tornou-se consultor remunerado do Guarani. Ou seja, sempre manteve-se ao lado de gente complicada do esporte.

Na ultima segunda-feira, Anselmo enviou mensagem a Kia Joorabchian solicitando ajuda para a carreira do filho, jogador de futebol. Lembrou: “fiz várias finais do Corinthians”. Confira, na íntegra, o texto, a que o blog teve acesso, enviado pelo ex-árbitro:

“Bom dia, Sr. Kia Jorabchian,

Me chamo Anselmo da Costa – ex-árbitro FPF/CBF/Aspirante FIFA.

Fiz várias finais do Sport Club. Corinthians Paulista.

Tenho um filho de 16 anos – nascido em 1997, ele tem passaporte português e jogou na base do São Paulo,  Rio Branco e Corinthians de Los Angeles, zagueiro, 1,85m de altura.

O senhor poderia indica-lo a algum clube aqui do Brasil ou para fora ?

Não tem nenhum empresário.

Meu contato: anselmofifa@hotmail.com.

Telefone: (19) 3231-xxxx

Grato.”

Tidizê…

O passado é uma parada…

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“E uma vista magnífica que proporciona quando a sala imensa está em chamas com inúmeras luzes, revelando os vestidos lindos, jóias, cabelo negro e olhos brilhantes das senhoras brasileiras espiando diante de suas caixas de todos os lados. Entre os atos do espetáculo é costume de senhoras e senhores deixar seus camarotes e passear pelas varandas, que são profusamente iluminadas, comunicando-se uns com os outros por meio de um grande salão de baile na parte da frente do edifício”. Texto da Harper Magazine sobre o Theatro da Paz. (fevereiro de 1879).

Uma boa teoria conspiratória

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Por Miguel do Rosário

Como bom jornalista, eu odeio teorias de conspiração. Mas os últimos anos não foram saudáveis para pessoas como eu.

As revelações do Wikileaks, de que os EUA se envolveram em tudo que é golpe das últimas décadas, depois as informações de Snowden, sobre programas de computador ultrapoderosos, capazes de fazer, roboticamente, espionagem em massa e elaborar mapas de comportamento de países inteiros, reviveram todas as paranoias de conspiração que nós, do terceiro mundo, vínhamos tentando extirpar.

Hoje eu ainda odeio teorias de conspiração e luto para afastá-las do meu espírito, mas admito que sou um homem atormentado. Os EUA têm poder demais, é difícil acreditar que eles não usariam todas aquelas ferramentas mostradas por Snowden para exercer seus planos de domínio planetário.

Seja como for, o acidente aéreo que matou Eduardo Campos trouxe à baila novas teorias de conspiração. Tanto é que militantes do PSB foram ao enterro aos gritos de “Justiça!”

Nas redes sociais, a direita golpista tratou de disseminar a conspiração de que Dilma seria a responsável pela morte de Campos. Só que isso não faz sentido. Mesmo a teoria de conspiração mais bizarra tem de respeitar um fundamento: a quem interessa?

Dilma foi a principal prejudicada com a morte de Campos, porque a substituta, Marina Silva, sempre foi muito mais perigosa eleitoralmente do que o ex-governador de Pernambuco. A única teoria de conspiração que faz sentido envolve o nome de Marina Silva. Então, se algum desmiolado (ou gênio, nunca se sabe) quiser alimentar teorias de conspiração, reproduzo abaixo uma belíssima referência.

É um artigo escrito por Wayne Madsen, um blogueiro e jornalista investigativo que se tornou um dos maiores especialistas em teorias de conspiração dos Estados Unidos. É respeitado por grupos de esquerda e direita. Dezenas de sites importantes publicam frequentemente seus artigos. É entrevistado constante em diversos canais de TV.

Pois então, segundo Madsen, a morte de Campos e a ascensão de Marina podem envolver um plano orquestrado por bilionários americanos, com objetivo de derrotar Dilma Rousseff, cuja defesa da soberania nacional é vista como um estorvo aos interesses imperiais dos EUA e especuladores internacionais.

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Marina Silva, George Soros…  e mais um suspeito acidente de avião

Por Wayne Madsen [*]

As eleições presidenciais no Brasil marcadas para outubro estavam sendo dadas como resolvidas, com a reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff. Isso, até a morte, num acidente de avião, de um candidato absolutamente sem brilho ou força eleitoral próprios, economista e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Dia 13/8, noticiou-se que o avião que levava Campos – candidato de centro, pró-business, que ocupava o 3º lugar nas pesquisas, atrás até do candidato do partido mais conservador (PSDB), Aécio Neves, também economista e defensor da ‘’austeridade’’ – espatifara-se numa área residencial de Santos, no estado de São Paulo, Brasil. Campos era candidato do Partido Socialista Brasileiro, antigamente da esquerda, mas hoje já completamente convertido em partido pró-business.

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Como aconteceu nos partidos trabalhistas da Grã-Bretanha, da Austrália e Nova Zelândia, nos liberais e novos partidos democráticos canadenses, e no Partido Democrata dos EUA, interesses corporativos e sionistas infiltraram-se também no Partido Socialista Brasileiro e o converteram num partido da “Terceira Via”, pró-business e só muito fraudulentamente ainda denominado partido “socialista”.

Já é bem visível que os EUA tentam desestabilizar o Brasil, desde que a Agência de Segurança Nacional dos EUA espionou correspondência eletrônica e conversações telefônicas da presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT) e vários de seus ministros, o que levou ao cancelamento de uma visita de estado que Rousseff faria a Washington; e com o Brasil hospedando o presidente russo Vladimir Putin e outros líderes do bloco econômico dos BRICS em recente encontro de cúpula em Fortaleza.

O Departamento de Estado dos EUA e a CIA só fazem procurar pontos frágeis no tecido social do Brasil de Rousseff, para criar aqui as mesmas condições de instabilidade que fomentaram em outros países na América Latina (Venezuela, Equador, Argentina – na Argentina mediante bloqueio de créditos para o país, em operação arquitetada por Paul Singer, capitalista-abutre sionista) – e na Bolívia.

Mas Rousseff, que antagonizou Washington ao anunciar, com outros líderes BRICS em Fortaleza, o estabelecimento de um banco de desenvolvimento dos países BRICS, para concorrer contra o Banco Mundial (controlado por EUA e União Europeia) parecia imbatível nas eleições de reeleição. A atual presidenta era, sem dúvida, candidata ainda imbatível quando, dia 13 de agosto, Campos e quatro de seus conselheiros de campanha, além do piloto e copiloto, embarcaram no avião Cessna 560XL, que cairia em Santos, matando todos a bordo.

A queda do avião empurrou para a cabeça da chapa do PS a candidata que concorria como vice-presidente, Marina Silva. Em 2010, Silva recebeu inesperados 20% dos votos à presidência, como candidata de seu Partido Verde. Esse ano, em vez de concorrer sob a legenda de seu partido, Marina optou por agregar-se à chapa pró-business, mas ainda dita “socialista” de Campos. Hoje, Marina já está sendo apresentada – talvez com certo exagero muito precipitado! – como melhor aposta para derrotar Rousseff nas eleições presidenciais de outubro próximo.

BRICS-bankMarina, que é pregadora cristã evangélica em país predominantemente cristão católico romano, também é conhecida por ser muito próxima da infraestrutura da “sociedade civil” global e dos grupos de “oposição controlada” financiados por George Soros, capitalista e operador de hedge fund globais. Conhecida por sua participação nos esforços para proteção da floresta amazônica brasileira, Marina tem sido muito elogiada por grupos do ambientalismo patrocinado pelo Instituto Open Society [Sociedade Aberta], de George Soros. A campanha de Marina, como já se vê, está repleta de palavras-senha da propaganda das organizações de Soros: “sociedade sustentável”, “sociedade do conhecimento” e “diversidade”.

Marina exibiu-se ao lado da equipe do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. O ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, disse que a exibição de Marina naquela cerimônia havia sido aprovada pela Família Real Britânica, e que ela “sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”.

Marina também apoia com muito mais empenho que Rousseff as políticas de Israel para a Palestina. Como se vê também nas Assembleias de Deus de cristãos pentecostais, Marina participa de uma facção religiosa que acolhe, não raro nas posições de comando organizacional, membros do movimento mundial dos “Cristãos Sionistas”, tão avidamente pró-Israel quanto organizações de judeus sionistas como B’nai B’rith e o World Jewish Congress. As Assembleias de Deus creem no seguinte, sobre Israel:

Segundo a Escritura, Israel tem importante papel a cumprir no fim dos tempos. Por séculos, estudiosos da Bíblia ponderaram sobre a profecia de uma Israel restaurada. “Eis o que diz o Senhor Soberano: Tirarei os israelitas das nações para as quais foram. Reuni-los-ei de todas as partes e os porei juntos na sua própria terra”. Quando o moderno estado de Israel foi criado em 1948, e os judeus começaram a ir para lá, de todos os cantos do mundo, os estudiosos da Bíblia viram ali a mão de Deus em ação; e que nós viveremos lá os últimos dias.

Em 1996, Marina recebeu o Prêmio Ambiental Goldman, criado pelo fundador da Empresa Seguradora Goldman, Richard Goldman e sua esposa, Rhoda Goldman, uma das herdeiras da fortuna da empresa de roupas Levi-Strauss. Em 2010, Marina foi listada, pela revista Foreign Policy, editada por David Rothkopf, do escritório de advogados Kissinger Associates, na lista de “principais pensadores globais”.

O mais provável é que jamais se conheçam todos os detalhes do acidente que matou Campos. Participam hoje das investigações sobre o acidente a National Transportation Safety Board (NTSB) e a Federal Aviation Administration, do governo dos EUA. Membros dessas duas organizações com certeza serão informados do andamento das investigações e passarão tudo que receberem para agentes da CIA estacionados em Brasília, os quais tudo farão para ter o título “Trágico Acidente” estampado no relatório final.

A CIA sempre conseguiu encobrir sua participação em outros acidentes de avião na América Latina que eliminaram opositores do imperialismo norte-americano naquela parte do mundo. Dia 31/7/1981, o presidente Omar Torrijos, do Panamá, morreu quando o avião da Força Aérea panamenha no qual viajava caiu perto de Penonomé, Panamá. Sabe-se que, depois que George H. W. Bush invadiu o Panamá em 1989, os documentos da investigação sobre o acidente, que estavam em posse do governo do general Manuel Noriega foram confiscados por militares norte-americanos e desapareceram.

Dois meses antes da morte de Torrijos, o presidente Jaime Roldós do Equador, líder populista que se opunha aos EUA, havia também morrido num acidente de avião: seu avião Super King Air (SKA), operado como principal aeronave de transporte oficial pela Força Aérea do Equador, caiu na Montanha Huairapungo na província de Loja. No avião, também viajavam a Primeira-Dama do Equador, e o Ministro da Defesa e esposa. Todos morreram na queda do avião. O avião não tinha Gravador de Dados do Voo, equipamento também chamado de “caixa preta”. A polícia de Zurique, Suíça, que conduziu investigação independente, descobriu que a investigação feita pelo governo do Equador encobria falhas graves. Por exemplo, o relatório do governo do Equador sobre a queda do SKA, não mencionava que os motores do avião estavam desligados quando a aeronave colidiu contra a parede da montanha.

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Como o avião de Roldós, o Cessna de Campos também não tinha gravador de dados de voo. Além disso, a Força Aérea Brasileira anunciou que duas horas de conversas gravadas pelo gravador de voz da cabine de voo do Cessna em que viajava Campos não incluem qualquer conversa entre o piloto, copiloto e torre de controle naquele dia 13 de agosto. O gravador de voz da cabine a bordo do fatídico Cessna 560XL foi fabricado por L-3 Communications, Inc.de New York City. Essa empresa L-3 é uma das principais fornecedoras de equipamento de inteligência e espionagem para a Agência de Segurança Nacional dos EUA, a mesma empresa que fornece grande parte das capacidades de escuta de seu cabo submarino, mediante contrato entre a ASN (Agência de Segurança Nacional – NSA em inglês) e a Global Crossing, subsidiária da L-3.

Embora Campos não fosse inimigo dos EUA, sua morte em circunstâncias suspeitas, apenas poucos meses antes da eleição presidencial, substituído, como candidato, por elemento importante na infraestrutura política coordenada por George Soros, cria alguma dificuldade eleitoral para a presidenta Rousseff, que Washington, sem dúvida possível, vê como adversária.

Os EUA e Soros pesquisam já há muito tempo várias vias para invadir e desmontar, por dentro, o grupo das nações BRICS. A tentativa de Soros-CIA para pôr na presidência da China um homem como Bo Xilai foi neutralizada, porque os chineses conseguiram capturá-lo e condená-lo por corrupção, antes.

Com Rússia e África do Sul absolutamente inacessíveis para esse tipo de ardil, restam Índia e Brasil, como alvos dos esforços da CIA e de Soros para fazer rachar e desmontar o grupo BRICS. Embora o governo do direitista Narendra Modi na Índia esteja apenas começando, há sinais de que pode vir a ser a cunha de que os EUA precisam para desarticular os BRICS. Por exemplo, a nova Ministra de Relações Exteriores da Índia, Sushma Swaraj, é conhecida como empenhada e muito comprometida aliada de Israel.

No Brasil, hoje governado por Rousseff, a melhor oportunidade para infiltrar no governo um dos “seus” parece ser, aos olhos da CIA e Soros, a eleição de Marina Silva. Seria como um “Cavalo de Tróia” infiltrado no comando de um dos países do grupo BRICS, em posição para atacar por dentro aquele bloco econômico, mais importante a cada dia.

A queda do avião que matou Eduardo Campos ajudou a empurrar para muito mais perto do Palácio da Alvorada, em Brasília, uma agente-operadora dos grupos financiados por George Soros.

wayne-madsen2[*] Wayne Madsen é jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera, Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC. – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/08/21/uma-boa-teoria-de-conspiracao/#sthash.pYKo9raZ.dpuf

Revista tira de blog texto ofensivo a Míriam Leitão

Do portal Comunique-se

“A jornalista Míriam Leitão decidiu revelar as supostas (aprendi com os jornalistas a usar o termo quando não há provas) torturas que teria sofrido durante o regime militar”, assim começava o texto assinado pelo blogueiro Rodrigo Constantino e publicado às 14h52 da tarde dessa quarta-feira, 20, na página mantida pela Veja.com. Em seu post, o “liberal sem medo de polêmica” perguntava se a colunista iria pedir desculpas por ter sido “uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas” durante o início da ditadura militar brasileira.

Constantino, que neste mês completou um ano como blogueiro da Veja.com, argumentou que, apesar de lutar contra a ditadura, Míriam “não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade”. O post repercutiu rapidamente, chegando a ter mais 12 comentários na página após pouco mais de uma hora no ar (11 elogiosos à postura do blogueiro). Ao divulgar a análise em seu perfil no Facebook, o economista viu a mensagem ser compartilhada por mais de 100 internautas. O texto, entretanto, também foi alvo de críticas nas redes sociais.

constantino-miriam-leitao-vejaAlém de ser criticado por internautas e colegas da imprensa, o post do economista não pegou bem dentro da Editora Abril. Na manhã desta quinta, 21, quem entrou no blog de Constantino viu que o texto intitulado “Míriam Leitão fala da tortura que sofreu na ditadura e quer pedido de desculpas.Legítimo, mas e o seu pedido de desculpas?” sumiu. O internauta que tentou acessar o link direto recebeu a mensagem de que “a página que você tentou acessar não existe ou foi movida”. De fato, o texto foi removido do domínio da Veja.com a pedido de um editor, revelou o próprio autor.

“A pedido do editor da Veja.com, retirei do ar. Ele apresentou seus argumentos, eu concordei em parte, e achei melhor retirar. Poderia causar a impressão em alguns de que eram coisas equivalentes a tortura que ela sofreu e o comunismo que ela pregava, ambos tendo de pedir desculpas. Ainda acho que ela deveria fazer um reconhecimento público de que não lutava por democracia e não era uma heroína, mas faço isso em outra ocasião…”, escreveu Constantino em sua página no Facebook. O “liberal sem medo de polêmica” não divulgou, porém, o nome do editor que teria pedido para o post ser excluído.

O texto de Constantino foi publicado pela versão online da Veja horas depois de Míriam relatar, a pedido do jornalista Luiz Cláudio Cunha, como foi o período em que foi presa por ditadores. O ano era 1972. E a então jovem repórter, com 19 anos, foi detida e torturada por militares, mesmo estando grávida. No relato, informações de que sofreu ameaças de abuso sexual e que foi mantida nua, em uma sala escura, com uma jiboia. “Não era possível nem chorar, poderia atrair a cobra. Passei o resto da vida lembrando dessa sala de um quartel do Exército brasileiro”.

Outra revelação descartada

Por Gerson Nogueira

A decisão pegou quase todo mundo de surpresa pela esquisitice e ausência de bons motivos. O Remo anunciou anteontem a dispensa de um de seus mais promissores zagueiros. Desde Raul, que também não teve vida tranquila no clube, as divisões de base azulinas não produziam um beque de bons recursos como Igor João. Assim de supetão, alguém da diretoria ou da comissão técnica decidiu se livrar do jogador e ele foi descartado. Sem mais, nem menos.

unnamedComo ocorre com tantas outras revelações, o torcedor teve poucas oportunidades de ver Igor João jogar pelo time principal do Remo. Depois de dedicar mais de cinco anos ao clube, ele foi escalado apenas algumas vezes, em situações de emergência e aperreio, mas raramente começou partidas como titular da zaga.

Mas, por coincidência, foi com Igor João na zaga que o Remo garantiu o título estadual da temporada. Isso ocorreu no primeiro Re-Pa da decisão do Parazão, vencido pelos azulinos por 4 a 1. Na ocasião, o técnico Roberto Fernandes viu-se forçado a lançar oito reservas para suprir a ausência de jogadores contundidos e suspensos.

Igor João ficou incumbido de comandar a defensiva. E deu conta do recado. Ao lado de Yan, também oriundo da base remista, foi fundamental para o excelente resultado obtido. Ainda haveria um segundo clássico decisivo, vencido pelo Papão por 2 a 0, mas o título foi assegurado naquele primeiro confronto.

Desde então, como se tivesse desaprendido a jogar, não teve mais oportunidades entre os titulares. Mesmo quando a zaga fraquejou em lances bobos, como na estreia diante do Moto Clube ou nos instantes finais do jogo contra o River em Teresina.

Acabou relegado à condição de terceira ou quarta opção para a defesa, atrás de jogadores mais limitados, como Rubran. Agora, em medida de contenção de despesas, a diretoria resolveu abrir mão do jovem zagueiro. Podia ter começado a adotar medidas de ajuste financeiro evitando contratações de risco, como a do zagueiro Negretti e do atacante Danilo Lins.

Abrir mão de um atleta de bom nível revelado na própria base é daquelas atitudes que caracterizam gestões pouco preocupadas com projetos de médio e longo prazo. Trabalham sempre com a corda no pescoço e só conseguem ver saída na importação de “reforços”. Igor João foi sacado porque era um dos menos salários do clube, o que, em tese, deveria servir para preservá-lo um pouco mais.

Existem dúzias de exemplos a comprovar que essa linha de conduta é danosa aos clubes, mas por aqui a regra imutável é a de persistir no erro. Fez muito bem o grande benemérito azulino Ronaldo Passarinho em questionar junto ao presidente Zeca Pirão a razão da dispensa de Igor João. Não surtiu efeito prático, mas revelou que pelo menos uma voz de respeito no clube não concorda com a aloprada medida.

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Mais do mesmo na lista de Dunga

Ingênuos foram os que apostaram em convocação menos conservadora na primeira lista de nomes escolhidos por Dunga para a Seleção Brasileira. Como se os trágicos 7 a 1 não tivessem maior importância, o técnico decidiu prestigiar o grupo de Felipão convocando 10 de seus jogadores. Número muito expressivo para o paupérrimo futebol praticado pelo Brasil no Mundial.

Alguns são nomes até aceitáveis, como David Luiz, Luiz Gustavo e Oscar, mas outros se inserem na galeria dos descartáveis – Willian, Maicon, Fernandinho, Ramires, Hulk. A insistência em preservá-los denota a falta de critérios do novo comandante.

Que contribuição esses jogadores têm a dar à Seleção depois do que mostraram na Copa? Pelo visto, Hulk seguirá como a principal esperança para o ataque. Como não há milagre capaz de transformar caneleiro em craque, Hulk continuará rude e com parcos recursos. Enfim, o mesmo atacante esforçado e errático de sempre.

Acima de tudo, Dunga queimou preciosa oportunidade para impor nomes novos e experimentar jogadores deixados de lado por Felipão. Nesse sentido, soa como pura teimosia a ausência de Paulo Henrique Ganso, preterido pelo treinador, como já havia ocorrido em 2009 e 2010. Ao contrário daquela época, o camisa 10 não está na plenitude da forma, mas na crise técnica atual não é jogador para ser ignorado.

Apesar de boas novidades, como os cruzeirenses Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, Dunga esqueceu de convocar Lucas, que Felipão orgulhosamente preferiu não chamar para a Copa, optando por Willian. Ora, tudo o que o meia do Chelsea não fez em gramados brasileiros deveria ser motivo mais do que suficiente para resgatar Lucas.

As críticas à primeira lista de Dunga não anulam o fato de que o Brasil amarga um terrível período de entressafra, agravado pelas pouquíssimas opções ofensivas. A ausência de um legítimo camisa 9 na convocação é evidência desse cenário.

Ô fase.

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Águia sob nova/velha direção

João Galvão é o Águia, o Águia é João Galvão. Isto é algo que o torcedor marabaense sabe de cor e salteado há muito tempo. A pedidos, ele está de volta, chamado a socorrer o time em meio a uma situação desesperadora na Série C. Nunca o Águia esteve tão próximo do rebaixamento como atualmente. Galvão reassumiu o comando técnico depois da demissão do técnico Everton Goiano.

A mudança não elimina a estranheza com a guinada do clube em direção a um treinador importado nesta temporada. É provável que o fracasso do Águia no Parazão 2013 tenha forçado a experiência, que se mostrou ainda mais surpreendente quando o clube anunciou a contratação de Dario Pereyra.

Afastado do futebol há algum tempo, Dario chegou sob desconfianças e acabou confirmando os maus presságios. Desafiado a montar um novo time, mesmo com bons reforços, o uruguaio não conseguiu dar ao time a consistência exigida para uma competição dura e equilibrada como a Série C. Foi substituído por Everton Goiano, que seguiu na mesma toada.

Galvão entra em cena como último trunfo para impedir a queda. Não duvido que consiga seu intento, mas é inegável que a empreitada se impõe como a mais difícil que ele já enfrentou no clube. O consolo é saber que ninguém, além dele, pode salvar o Águia neste momento.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 21) 

CBF quer controlar “comércio de mandos”

A atuação de empresas na comercialização de mandos de campo chamou a atenção da CBF. Na última quinta-feira, a entidade enviou uma circular para as federações determinando que os clubes informem com quais empresas têm negociado os jogos nos novos estádios. No comunicado, a CBF lista seis informações que os clubes precisam informar, entre elas quem são os responsáveis pelas empresas, além da razão social e os contatos. De acordo com a circular, as informações serão usadas para cadastro junto à entidade.

O ofício foi enviado na semana em que uma mesma empresa foi a dona da renda de dois jogos no Mané Garrincha, em Brasília. Em duas partidas, a renda total foi de mais de R$ 3 milhões. No sábado, o mando de campo era do Botafogo, no clássico contra o Fluminense. E na terça, do modesto Vila Nova (GO), contra o Vasco.

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Botafogo venceu o Fluminense em Brasília
Botafogo venceu o Fluminense em Brasília

“Com a preocupação de conhecermos os agentes que têm operado jogos em novos estádios, estamos solicitando que as federações nos enviem os principais dados dessas empresas, para efeito de cadastrona CBF”, diz a circular. Os contratos são confidenciais, mas, geralmente, seguem o mesmo padrão. A empresa que se interessa por comprar a operação da partida paga uma quantia no ato da assinatura e estabelece uma porcentagem em favor do clube a partir de determinado número de público.

Federações e Governo do Distrito Federal também lucram

No caso do Botafogo, o alvinegro recebeu R$ 400 mil e mais cerca de R$ 200 mil referente a porcentagem prevista pelo público ter ultrapassado os 15 mil torcedores. A empresa ficou responsável por pagar as taxas e arcar com todos os serviços necessários para a partida (limpeza, segurança, venda de ingressos).

Os custos da empresa foram: pagou R$ 112,6 mil, referente a 5% da renda para as Federações do Rio e de Brasília, e ainda R$ 337,9 mil para o Governo do Distrito Federal, que administra o Mané Garrincha. De cerca de R$ 1 milhão que sobrou, pagou os serviços do estádio.

GAZETA PRESS

Vasco 'recebeu' Vila Nova no Mané Garrincha
Vasco ‘recebeu’ Vila Nova no Mané Garrincha

A reportagem estava no Mané Garrincha nas duas partidas e verificou que houve problemas na prestação de serviços aos torcedores. No jogo entre Vila Nova (GO) e Vasco, a organização abriu apenas três portões para acesso dos quase 20 mil torcedores presentes, o que provocou longas filas, fazendo com que muitos vascaínos entrassem somente aos 45 minutos de jogo.

No clássico, aos 20 minutos do segundo tempo ainda havia torcedores nas filas para comprar cachorro quente e refrigerante, devido ao insuficiente número de pontos de venda. Além disso, nos dois jogos, a área destinada à imprensa estava empoeirada e suja.

No fim do jogo entre Botafogo e Fluminense, a reportagem ainda flagrou alimentos que foram levados por torcedores espalhados pelo chão. Eles estavam próximo a um dos portões de entrada e não havia funcionários no local. (Da ESPN)