Mês: outubro 2012
Papão goleia Salgueiro e só depende de um empate
“Vamos subir, Papão!!” Este conhecido grito de guerra da torcida alviceleste começou a ser entoado ainda no primeiro tempo do jogo diante do Salgueiro, neste domingo à tarde, no estádio Edgar Proença. Com grande atuação, o Paissandu goleou por 4 a 0 e assumiu a terceira colocação no Grupo A da Série C. O time paraense pressionou desde o começo e estabeleceu boa marcação no meio-de-campo, impedindo que o armador Clébson levasse o Salgueiro à frente. Ainda assim, aos 8 minutos, Peri quase marcou em falha da zaga bicolor. Aos 10 minutos, em rápida manobra na entrada da área, Alex Gaibu quase abriu o placar. Quando o jogo parecia mais equilibrado, surgiu o primeiro gol. Em grande jogada, Kiros mandou para as redes, depois de fintar o goleiro. Com grande duelo no meio-de-campo, a partida prosseguia travada e com poucas oportunidades. Somente aos 40 minutos, Gaibu desperdiçou nova oportunidade.
No segundo tempo, porém, o Papão marcou logo aos 3 minutos, novamente com Kiros, desta vez aproveitando rebote na área. O jogo ficou movimentado, com tentativas de parte a parte. Aos 15 minutos, o veterano Júnior Ferrim errou o cabeceio diante da trave de João Ricardo. Empurrado pela Fiel, o time de Lecheva logo chegou ao terceiro gol. E que gol! Aos 22, Tiago Potiguar acertou um belíssimo disparo, sem defesa para o goleiro pernambucano. A goleada foi fechada, aos 42 minutos, Pikachu cobrou com perfeição falta no ângulo do goleiro Luciano.
Com o triunfo, o Paissandu chegou aos 24 pontos e assumiu a terceira posição na classificação do Grupo A e agora depende apenas de um empate diante do Icasa na rodada final (domingo, 17h), em Juazeiro do Norte. Até mesmo com uma derrota o Paissandu pode se classificar, desde que o Santa Cruz não vença o Águia em Marabá. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
FICHA TÉCNICA
Paissandu: João Ricardo; Pikachu, Marcus Vinícius, Fábio Sanches e Pablo; Vanderson, Ricardo Capanema, Alex Gaibu e Harison (Lineker); Tiago Potiguar (Neto) e Kiros (Rafael Oliveira). Técnico: Lecheva.
Salgueiro: Luciano; Márcio Tamandaré, Sérgio Rafael, Luiz Eduardo e Peri; Pio, Rodolfo Potiguar, Vitor Caicó (Júnior Ferrim) e Clébson (Charles); Marciano e Elvis (Edmar). Técnico: Neco.
Árbitro: Edmar Campos da Encarnação (AM). Assistentes: César Augusto de Oliveira Vaz (TO) e Rogério de Oliveira Braga (PI).
Público Pagante: 23.408; credenciados – 3.010; público total – 26.418. Renda: R$ 456.620,00.
Sampaio é campeão invicto da Série D
Com mais de 40 mil pagantes no Castelão, o Sampaio Corrêa conquistou neste domingo o título brasileiro da Série D. Derrotou o Crac por 2 a 0, gols de Eloir e Pimentinha, e garantiu o título invicto da competição. O time do Maranhão é o único clube brasileiro a conquistar as três divisões inferiores à elite do futebol nacional, pois já tinha sido campeão da Série B, em 1972, e da Série C, em 1997. A conquista coroou o retorno do Sampaio à Terceira Divisão, após três temporadas na quarta. O Crac ficou com o vice, mas, assim como Mogi Mirim e Baraúnas, que foram eliminados na semifinal, também conquistou o acesso à Série C 2013.
Águia é goleado e fica na zona da degola
O Águia voltou a ser goleado fora de casa nesta Série C. Levou de 4 a 0 do Treze-PB, no estádio Amigão, em Campina Grande, e entrou na zona do rebaixamento do Grupo A. Com 19 pontos, o Águia é o nono colocado e precisa derrotar o Santa Cruz na última rodada para escapar à degola. O time de João Galvão começou a ser derrotado neste domingo logo aos 22 minutos do primeiro tempo. Aderlan marcou para o Treze. No segundo tempo, Ney Mineiro marcou aos 5 e aos 11 minutos, sufocando qualquer possibilidade de reação do Águia. Brasão estabeleceu a goleada aos 36 minutos. O Azulão ainda perdeu os jogadores Branco e Juliano para o confronto decisivo de domingo contra o Santa Cruz, em Marabá. Ambos foram expulsos de campo.
FICHA TÉCNICA
Treze: Beto; Aderlan, Thiago Gasparetto (Alexandre), Adalberto e Celico; Wagner Rosa, Júlio Zaboto, Éverton César e Cristian (Pardal); Brasão e Ney Mineiro. Técnico: Sérgio Cosme
Águia: Marcelo Cruz; Ivonaldo, Roberto, Carlão e Starley (Luis Fernando); Daniel, Vando (Branco), Analdo (Marquinhos Marabá) e Flamel; Danilo e Juliano. Técnico: João Galvão
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO). Assistentes: Edson Antônio de Sousa e Márcio Soares Maciel.
Série C: Paissandu x Salgueiro (comentários on-line)
Campeonato Brasileiro da Série C
Local/hora – Estádio Edgar Proença, às 17h.
Na Rádio Clube, Guilherme Guerreiro narra e Carlos Castilho comenta. Reportagens: Dinho Menezes.
A encruzilhada de Lecheva
Por Gerson Nogueira
O melhor desempenho proporcional entre os técnicos do Paissandu na Série C 2013 pertence a Lecheva. Em quatro jogos, duas vitórias e dois empates. Conquistou metade dos triunfos do clube na competição e, acima de tudo, transformou o estado de ânimo do elenco depois do longo jejum de vitórias sob o comando de Givanildo Oliveira.
Não é exagero dizer que, caso Lecheva não tivesse assumido o barco, o Paissandu caminhava para o fundo do poço. Pelo andar da carruagem, o time teria continuado com a sequência de empates caseiros, afastando-se cada vez mais da zona de classificação.
Lecheva estancou a queda de rendimento e imprimiu nova mentalidade na Curuzu. O discurso derrotista foi substituído de imediato pela ênfase na reação e na esperança de acesso. O técnico tranquilizou os jogadores, descartando novas contratações.
Por incompetência gerencial e um quê de sorte, a espalhafatosa tentativa de contratar Marcelinho Paraíba acabou fracassando. Além do alto custo do negócio, a entrada no elenco de um jogador famoso poderia ter efeito desastroso.
Além de dar à equipe um desenho tático simples e objetivo, no velho e eficiente 4-4-2, definiu uma formação titular e não mexeu mais. Foi a primeira vez que o torcedor viu o Paissandu repetir escalações seguidas. Os bons resultados têm a ver diretamente com essa estratégia.
Reflexo natural do crescimento do time pode ser observado no rendimento individual de jogadores como Rafael Oliveira, Kiros e Moisés, que estavam na mira da torcida pela fraca produção ofensiva. Sob a batuta de Lecheva, todos voltaram a marcar. Rafael e Kiros, três vezes, cada.
E os méritos de Lecheva incluem, também, uma habilidosa atuação para desarmar espíritos no grupo, que chegou a ensaiar motins quando Givanildo ainda era o comandante. Os salários continuaram atrasados, mas o novo técnico soube extrair dos jogadores esforço e dedicação.
A bem sucedida passagem de Lecheva tem hoje seu mais importante desafio. Contra o Salgueiro, a vitória é fundamental para garantir a classificação ou manter vivas as chances. Todos os preparativos da semana foram marcados por opiniões serenas quanto ao jogo, procurando sempre não valorizar o insucesso de dois anos atrás.
Pelo caráter decisivo do confronto, aguarda-se um Paissandu agressivo desde os primeiros minutos, visto que a vitória é o único resultado que interessa. A possível utilização de Tiago Potiguar como quarto homem de meio-de-campo, com Kiros e Rafael Oliveira na frente, pode dar ao time mais poderio de ataque sem reduzir a força no setor de criação.
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Decisão na Série A
O Fluminense já é o novo campeão brasileiro. A impressionante acumulação de pontos pelo time de Fred & Deco torna improvável uma reversão nas últimas sete rodadas do Brasileirão. Apesar das reduzidas chances percentuais, a última das tentativas de tirar o título do Tricolor cabe ao Atlético-MG em embate programado para hoje.
Caso o Galo fracasse, o Flu pode comemorar a conquista antecipada e o campeonato passa a valer exclusivamente pela disputa em torno de vagas à Libertadores e a luta suicida contra o rebaixamento.
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Quinteto de ouro
Mesquita, o Azougue do Baenão, cansou de ver o Remo descer ladeira abaixo. Das laterais do estádio Mangueirão, onde exerce atividade profissional, o ex-ídolo da torcida azulina acostumou-se a ver decepções em série. Várias vezes desabafou aos repórteres sua indignação com a falta de fibra e compromisso de jogadores importados.
Para não ficar apenas na crítica passiva, Mesquita decidiu se unir a outros ex-craques do Leão e formar um grupo de trabalho para ajudar o clube. As primeiras conversas aconteceram durante a festa de aniversário de Aderson, que marcou época como volante de um dos maiores times da história do Remo.
Preocupados com a prolongada crise do clube, Dico, Dutra, Bira, Mesquita e Aderson pretendem buscar ideias, opiniões e propostas para encaminhar à diretoria do Remo. O que não falta ao quinteto é conhecimento de causa.
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Factóide na Vila
STJD tenta justificar a omissão geral determinando, com atraso de três dias, a interdição da Vila Belmiro, em consequência da demora no atendimento ao jogador Rafael Marques porque a ambulância não podia chegar ao gramado. O clube até começou a se adaptar para permitir o acesso de veículos ao campo, mas a decisão tem o objetivo claro de aplacar as críticas, que respingaram até na alta cúpula da CBF.
A questão agora é saber por quanto tempo a punição será mantida. O Santos garante que derruba a interdição na segunda-feira. Alguém duvida?
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Zé Augusto, eterno ídolo da Fiel bicolor, é o convidado deste domingo no Bola na Torre. Programa estreia novo cenário e começa às 23h45 na RBATV, logo depois do Pânico na Band. Apresentação de Guilherme Guerreiro.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 21)
Sobre os eleitos da Copa 2014
“Se ganhar a Copa do Mundo pela sexta vez parece um sonho impossível neste momento — e se perder uma Copa do Mundo pela segunda vez no país pentacampeão parece um pesadelo insuportável — pior é pensar no que fazer, depois da Copa, com os estádios que estão sendo construídos, com dinheiro público, em Cuiabá, Natal, Brasília e Manaus, onde nem sequer times da Primeira Divisão do futebol nacional há.”
De Juca Kfouri, em artigo na revista CartaCapital.









