Rock na madrugada – N. Young/Pearl Jam, Rockin’in the Free World

Valtinho errou, mas não foi o único

É natural que a torcida esteja frustrada e preocupada com o futuro do Paissandu na Série C. A classificação, que parecia plenamente possível, agora ficou mais distante – embora não impossível. Concordo com os internautas que avaliam como ruim a postura do técnico Valter Lima na condução da equipe no jogo deste domingo. A escalação era a mais coerente, mas o time não rendeu, pouco criou e excedeu-se nos erros de passe e finalização. A meu ver, o maior erro do técnico – que sempre apoiei, por considerá-lo competente e sério – foi a demora em fazer mexidas na equipe. Ainda no fim do primeiro tempo era possível observar a extrema dificuldade que o Paissandu tinha para criar jogadas rápidas no meio-campo. 

Não apenas Dadá jogava mal. Zeziel também não foi bem. Uma opção possível (não sei se treinada) seria a entrada de Balão para ajudar no meio-campo e adiantar Vélber para funcionar como segundo atacante. Apesar dos gols perdidos, não tiraria Zé Carlos, única referência para o jogo aéreo. E o jogo aéreo, como se sabe, é o último bastião de qualquer time na hora do sufoco. Além disso, Torrô também perdeu um caminhão de gols. Depois que ele saiu, o ataque murchou ainda mais.  

Por fim, em favor de Valter Lima, tão crucificado, é importante observar que um time depende de individualidades – e, em casos extremos, recorre a elas. Contra o Icasa, poucos jogadores atuaram bem. Vélber, a principal peça, foi apenas regular, alternando alguns lances inspirados e outros de total omissão. Zeziel também foi irregular. Jucemar voltou aos piores dias e Aldivan parece ter esquecido o bom futebol do Parazão. Até mesmo os volantes Dadá e Mael estiveram mal. Balão e Zé Augusto, que entraram no segundo tempo, nada acrescentaram ao time. É improvável que um técnico (qualquer um) resolva tantas pendências.

Tribuna do torcedor

Por Carlos Eduardo Lira Silva

Como torcedor, tenho que acreditar, afinal só peru morre de véspera, mas é inegável que o PSC deu um passo atrás ao perder tantos gols, mesmo não jogando bem. Eu, diferentemente de muitos torcedores, acredito mais em Valter Lima do que no plantel. O que quero dizer com isso? Valter é um bom estrategista, capaz de criar um esquema para vencer o Icasa, mas os jogadores, com a qualidade que têm, serão capazes de executar o plano tático?

Ao assistir o jogo, ficou evidente que o Icasa tem problemas com jogadas pelo meio, tanto que as principais jogadas do PSC foram por lá, inclusive o lance que gerou escanteio do primeiro gol. Nesse sentido, o que fazer? Se eu fosse Valtinho, tiraria o Zé Carlos (que para mim é peça nula no ataque do PSC) e começaria o jogo com o seguinte ataque Zé Augusto, Torrô e (surpresa) Moisés.

Por que Moisés? Pela velocidade e capacidade de driblar desse jogador, coisa que hoje nenhum jogador tem coragem. Minha defesa seria: Rógério, Luciano e Bernardo. O meio eu escalaria com Paulo de Tarcio, Mael, Vélber e Michel. O esquema seria no 3-2-2-3. O que isso significaria? Eu deixaria os dois volantes plantados na frente da defesa, liberaria Vélber e Michel para a criação pelo meio e laterais (ou seja, não teria lateral de origem) dando a eles também a responsabilidade de fechar no meio e abriria Moisés pela esquerda e Torrô pela direita e Zé para fazer o pivô que marcariam no campo do adversário.

Pode parecer locura, mas vejamos: Jucemar não está fazendo nada. Aldivan está muito mal e Zeziel não está conseguindo jogar a mesma bola do paraense.

Tricolor já sonha com o tetra

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A sequência de cinco vitórias colocou o São Paulo no pelotão de frente do Campeonato Brasileiro. Empolgado com a quarta colocação, o atacante Borges deixou a turbulência no passado e avisou que o Tricolor está agora na briga pelo título.

Com o triunfo por 3 a 1 sobre o Goiás, na noite deste domingo, o São Paulo chegou aos 30 pontos na classificação, apenas cinco abaixo do líder Palmeiras, que ainda tem um jogo a menos na competição. Além disso, Borges lembrou a importância de um triunfo sobre concorrente direto, pois o Goiás é o segundo colocado, com 32.

Ficha técnica: Paissandu 1, Icasa 1

Paissandu 1 x 1 Icasa
        
Local: Curuzu
Árbitro: Pericles Bassols Cortez – RJ
Renda: R$ 277.500,00. Público: 12.400 (pagantes), 1.080 credenciados; total: 13.480 torcedores.
Cartões amarelos: Velber, Zé Augusto e Lê (Paysandu); Pantico, Alan, Marcos Vinicius e Alan (Icasa)
Gols: Luciano a 1’/1T (PSC); Marciano aos 12’/2T (Icasa)
        
Paissandu
Paulo Wanzeller; Jucemar (Balão), Luciano, Rogério Corrêa e Aldivan; Mael, Velber, Dada (Lê) e Zeziel; Zé Carlos (Zé Augusto) e Torrô. Técnico: Válter Lima.

Icasa
Aloísio; Alan, Tiago e Everaldo; Marcos Vinícius (Felipe Almeida), Dodô (Serginho), Ricardo Baiano, Júnior Xuxa e Panda; Pantico (Joelson) e Marciano. Técnico: Flávio Araújo.

Coluna: O pecado de não saber vencer

A espera pelo gol não durou nem um minuto. Logo no primeiro escanteio, o Paissandu balançou as redes. Parecia um script perfeito para coroar a gigantesca expectativa criada pela torcida durante toda a semana. A vantagem inicial tão cedo era tudo o que a Curuzu, lotada, desejava.

O desenrolar do jogo baixou um pouco o entusiasmo, pois o Icasa não se abalou e começou a tocar a bola, tentando se espalhar pelo campo. Logo aos 7 minutos, Pantico acertou um voleio e quase igualou. Mas os ventos ainda eram favoráveis ao Paissandu.

Um cruzamento de Torrô encontrou Zé Carlos livre. O cabeceio passou rente ao travessão. O equilíbrio já era predominante, apesar do entusiasmo e dos incentivos da torcida. Faltava ao Paissandu determinação nas jogadas ofensivas e um capricho maior nas finalizações.

No começo do segundo tempo, Torrô e Zé Carlos desperdiçaram novas oportunidades. Marciano, não. Em lance recuperado à altura do meio-campo, a bola chegou ao artilheiro, que se livrou de Lê e Luciano, batendo firme no canto esquerdo de Wanzeller, que ainda tocou na bola.

O gol, logo aos 12 minutos, poderia ter funcionado como o grito de alerta para sacudir o time, tirando-o da letargia ofensiva. Não foi assim. O empate desestruturou emocionalmente a equipe, deixou a torcida apreensiva e abalou visivelmente o técnico Valter Lima.

Por alguns minutos, o Icasa se tornou senhor absoluto das ações e esteve a pique de desempatar. Só então o Paissandu começou a reagir. Torrô perdeu mais uma bela chance, depois de passe perfeito de Vélber. Zé Augusto entrou no lugar de Zé Carlos, mas Valtinho poderia ter optado por sacar Torrô ou Zeziel, que não fazia boa partida.

Sem Zé Carlos, o Paissandu perdeu referência para o jogo aéreo, sempre uma alternativa para situações difíceis. Balão entrou em lugar de Jucemar e nada acrescentou. Perdeu todos os lances pela direita, cruzando mal ou arrematando longe da trave, como no último lance, já nos acréscimos.

 

Valtinho, que vinha sendo poupado, desta vez mostrou hesitações inaceitáveis para uma situação-limite. Já no intervalo deveria ter lançado Zé Augusto ou reposicionado Vélber como segundo atacante.

Outro descuido: o meia Júnior Xuxa, sem marcação, dominou a meia cancha e formou com Pantico (que saiu contundido) e Marciano um trio dos mais perigosos. Essa falta de vigilância resultou no empate e poderia ter sido até mais trágica, se o segundo gol fosse validado.

 

A classificação (e a vaga para a Série B) ficou mais difícil porque o Paissandu demonstrou que tem um time inferior ao adversário. Mas, apesar disso, nem tudo está perdido: um gol ainda pode ser suficiente.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 10)

De volta ao ar

Conto com a compreensão dos amigos e colaboradores para o tempo que o blog ficou sem postagens. Tive problemas para acessar a internet do computador que usava hoje à tarde e só agora, após o Bola na Torre, consegui finalmente as condições para acessar o blog.

Já nem é Clube, é Seleção…

Jornada esportiva da Rádio Clube neste domingo:

15h50 Paissandu x Icasa

Estádio da Curuzu

Narração – Guilherme Guerreiro

Comentários – Rui Guimarães

Reportagens – Dinho Menezes e Hailton Silva

 

21h Bola na Torre (TV RBA)

Guerreiro – Tomazo – Valmir – Gerson

Botafogo 0, Atlético-PR 1

O clichê é surrado, mas, sem dúvida, há coisas que só acontecem ao Botafogo.