
O mais tumultuado campeonato de todos os tempos está ameaçado de mergulhar em nova crise às vésperas da decisão. Tudo porque o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PA) julgou, na noite desta sexta-feira (1), os incidentes registrados no clássico entre Paysandu e Clube do Remo disputado a dia 20 de fevereiro e válido pela 7ª rodada da fase classificatória do Campeonato Paraense. Em pauta, infrações cometidas pelos dois clubes, envolvendo jogadores, dirigentes e torcedores.
No julgamento desta sexta-feira, o tribunal puniu o PSC com a perda de dois mandos de campo e uma multa no valor de R$ 5 mil. A decisão já vale para o segundo jogo da final do Parazão 2022. Com isso, os bicolores terão que jogar em outro estádio (fora de Belém) sem contar com a presença de seu torcedor. Já o Remo foi punido com a aplicação de multa de R$ 2 mil pela conduta do diretor Dirson Neto, que também foi suspenso por 30 dias.
Ao ser informado da decisão, o PSC se manifestou alegando que não foi notificado sobre o julgamento. Em nota, o clube expôs sua posição:
“O Paysandu Sport Club informa que tomou conhecimento de que seria julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Pará (TJD-PA), na tarde desta sexta-feira (1º), somente através de publicações que circularam na imprensa e nas redes sociais, uma vez que não foi notificado de forma oficial.
Vale ressaltar que o TJD-PA possui a lista de contatos oficiais do clube, que foi atualizada no início deste ano, na qual constam vários e-mails, mas enviou a notificação apenas para o endereço eletrônico que era usado pela antiga advogada do Paysandu, Renata Hachem, que faleceu ano passado, vítima de câncer. Aliás, este e-mail não faz parte da atualização enviada.
(Foto: John Wesley/Ascom PSC)
Muito estranho que isso tenha acontecido justamente às vésperas de um REXPA. Esse campeonato, este ano, às notícias de questões jurídicas, má gestão e organização do futebol tiveram mais repercussão do que o próprio futebol. Quando isso acontece, penso que devemos avaliar muita coisa. Repensar, por exemplo, a atuação da FPF.
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Alguém não quer o tri do Papão.
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A história do e-mail desativado do Telegram está fazendo escola. Foi a desculpa furada da plataforma das fakes news para ignorar as citações judiciais. Mas a esperteza esbarrou na sagacidade do ministro AM. Por aqui, parece que a manobra vai servir para tumultuar ainda mais o já tumultuado Parazão.
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