PSC mantém Dioguinho para a disputa da Série C

A diretoria do PSC informou na tarde desta terça-feira (12) que o contrato do atleta Dioguinho, que terminaria na próxima sexta-feira (15), foi prorrogado até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C deste ano. Dioguinho chegou ao clube no início da temporada. Em 12 partidas disputadas com a camisa bicolor, o atacante marcou quatro gols e deu uma assistência, embora não tenha conseguido conquistar a titularidade.

Ao mesmo tempo, a diretoria oficializou a dispensa do volante Dênis Pedra e do atacante Alex Silva, ex-Caeté, que tinham contrato apenas para a disputa do Parazão.

Nicolelis: “Use máscara e diga não ao absurdo”

Por Miguel Nicolelis

Acabo de dar um retweete numa sequência de tweets que confirma a seguinte máxima sobre a COVID-19:

Este é um vírus para não se ter! Nunca. Nem de forma assintomática, branda ou leve.

Este vírus pode causar múltiplas complicações crônica graves que reduzem a qualidade de vida e podem ser fatais

Portanto, remover máscaras e tentar mascarar a verdade, seja sobre o estado real da pandemia no Brasil e no mundo, ou tentar confundir a sociedade com a falsa dicotomia epidemia x endemia é literalmente atentar contra a saúde e bem-estar de dezenas de milhões de brasileiros.

Todo o mundo vai ter que lidar nos próximos anos e décadas com milhões de pessoas sofrendo de consequências graves desta pandemia. Como ela não acabou de forma alguma, quanto mais pessoas se infectarem pelo descaso das autoridades, mais casos de COVID crônica ocorrerão no futuro.

Com isso, mais vidas serão arruinadas por problemas médicos de todas as variedades, inclusive a possibilidade de uma “pandemia” de demência precoce em todo mundo, como também mais vidas serão encurtadas pelo aumento da mortalidade a longo prazo. Se isso não fosse suficiente

A COVID-19 crônica também pode afetar o sistema reprodutor de homens e mulheres com consequências ainda desconhecidas a longo prazo. Ou seja, podemos ter uma redução significativa de nascimentos em decorrência destes efeitos crônicos

Resumo da Ópera: não acredite de forma alguma nos arautos do otimismo que pregam aos 4 ventos que a pandemia acabou ou está por acabar. Ninguém pode afirmar isso com certeza. Esta narrativa perversa e irresponsável continua levando a mais mortes e a mais casos crônicos de COVID.

Ignore gestores que apenas jogam para a torcida num ano eleitoral. Pelo seu bem e pelo bem dos seus familiares e da sociedade como um todo, mantenha o uso das máscaras, evite ao máximo aglomerações, vacine-se e não ceda à tentação de achar que o normal voltou só porque alguns “experts” apoiados por gestores incompetentes/irresponsáveis e uma mídia que se rendeu ao poder dos “cliques e likes” assim decretaram.

O preço desta rendição incondicional é caro demais: a qualidade da sua vida futura – ou a falta dela – está em jogo.

Use máscaras e diga não ao absurdo.

Pacote completo: além de Viagra, Exército também comprou 60 próteses penianas

Parlamentares demandam uma investigação para apurar a compra de 60 próteses penianas pelo Exército. O deputado Elias Vaz e o senador Jorge Kajuru pedirão ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal uma investigação para determinar o porquê da compra de R$ 3,5 milhões. A reportagem é de Guilherme Amado, no portal Metrópoles. 

Foram realizados três pregões eletrônicos no ano passado para comprar as próteses penianas infláveis de silicone, com comprimento entre 10 e 25 centímetros, segundo dados do Portal da Transparência e o Painel de Preços do governo federal. Próteses infláveis podem durar entre 10 e 15 anos e são indicadas em casos de disfunção erétil. O valor das próteses infláveis costuma superar R$ 50 mil.

A compra se soma aos gastos em 35 mil unidades de Viagra, remédio indicado para disfunção erétil. A Defesa também gastou, no período de um ano, R$ 56 milhões em filé mignon, picanha e salmão para as Forças Armadas. (Com informações do Brasil247)

Sobre Dalmo Dallari

Por Camilo Vanucchi

Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil, em 1980, o jurista Dalmo Dallari, professor titular da USP, foi designado para fazer uma leitura na primeira agenda do sumo-pontífice em São Paulo: uma missa no Campo de Marte. Dallari representaria a Comissão Justiça e Paz (CJP), braço da cúria metropolitana voltado para a defesa dos direitos humanos, dos presos políticos e de seus familiares, que o arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns havia criado em 1972. Dallari havia sido seu primeiro presidente, por mais de um mandato, e, naquele momento, ainda era seu membro mais conhecido.

Na véspera, Dallari foi ao Campo de Marte para se inteirar dos preparativos e da liturgia do ato. Quis se certificar quantos minutos teria direito a usar para que pudesse fazer os últimos ajustes no texto, já escrito. Informações reunidas, foi embora para casa, no comecinho da noite. Ao chegar, bem em frente ao portão, levou uma coronhada e foi enfiado dentro de um carro. O grupo de agressores o levou para um terreno baldio na Avenida Juscelino Kubitschek e o espancou até deixá-lo caído, sozinho e ensanguentado.

A muito custo, Dallari se levantou e andou até a avenida. Demorou para que um motorista parasse e aceitasse levá-lo, machucado, de volta para casa. Foi a esposa quem o levou ao pronto-socorro. Durante todo o trajeto e também no atendimento médico, a maior preocupação de Dallari era com a missa. Ele precisava estar a postos para ler seu texto, uma agenda importantíssima, de alcance internacional, que agora talvez repercutisse ainda mais.

No dia seguinte, de cadeira de rodas, foi impedido de subir ao palco pelo acesso normal, nos fundos, por um militar. Amigos ergueram a cadeira de rodas nos braços e ele conseguiu chegar à tribuna. Levantou-se, amparado pelos colegas José Carlos Dias e Flávio Bierrenbach, ambos da CJP.

O Papa se assustou com os machucados, curativos e ferimentos e perguntou o que havia acontecido. Foi Dom Paulo quem respondeu, atribuindo o atentado a grupos de extermínio ligados à ditadura. “Fizeram isso com ele porque não tiveram coragem de fazer comigo, mas é um recado para mim”, acrescentou o arcebispo.

Dalmo Dallari, presente. Hoje e sempre!