Leão marca 3 a 0 sobre o rival e fica mais próximo do título estadual

Com gols de Brenner (2) e Anderson Uchoa, o Remo derrotou o PSC na primeira partida da final do Parazão, na noite deste domingo, no Baenão. Com objetividade e marcando forte o tempo todo, os azulinos levaram a melhor e souberam controlar o jogo quando asseguraram a vantagem no placar.

O PSC tocava a bola, tinha mais posse, mas não produzia lances de perigo. Falhas seguidas de marcação no setor defensivo tornaram o time de Márcio Fernandes vulnerável, principalmente quando o Remo explorava o jogo aéreo.

No Remo, destaque para a movimentação defensiva, com Marlon à frente, e o bom trabalho dos volantes Uchoa e Paulinho Curuá. No ataque, Ronald e Brenner foram os mais acionados.

O campeonato das tretas

POR GERSON NOGUEIRA

Antes de rolar a bola para o primeiro duelo da final, entre Remo e PSC, neste domingo, o Campeonato Paraense confirmou sua vocação irrefreável para a bagunça com um episódio ocorrido na sexta-feira, 01. O TJD julgou os tumultos do primeiro clássico da competição, pela 7ª rodada da fase inicial, disputado na Curuzu, e puniu os dois clubes. O PSC, julgado à revelia, tomou uma pena mais pesada: a perda de dois mandos de campo.

Caso a decisão não seja revista, os bicolores não terão que jogar a partida de volta da decisão sem presença da torcida. A diretoria se defende alegando que não foi notificada – o aviso teria sido repassado para um contato que não pertence mais ao jurídico do clube.

É provável que a decisão do TJD seja revista ou suspensa até a próxima quarta-feira, data do segundo clássico. Independentemente disso, a nova treta deixa claro que o Parazão 2022 ficará marcado pelos acontecimentos extracampo e não pelas disputas com bola rolando, o que de qualquer forma é péssimo para a imagem do futebol paraense.

Diante dessas escaramuças, fica patente que o amor da torcida paraense pelas bandeiras de Remo e PSC é algo quase miraculoso se levarmos em conta os esforços externos para desacreditar o futebol local.

A primeira parte do texto foi consumida por essa comédia de erros que envolve a competição deste ano, mas a partir daqui o assunto é apenas futebol e as projeções para o jogo que abre a decisão.

Algumas ausências podem comprometer a qualidade da partida, desfalcando os dois times. No Remo, o lesionado Erick Flores é carta fora do baralho, juntando-se a Felipe Gedoz entre as baixas da equipe de Paulo Bonamigo. O zagueiro Everton Sena também pode desfalcar o Leão.

Com isso, Marco Antônio assume o papel de organizador, tendo como escolta Anderson Uchoa e Paulinho Curuá. Ronald entra na equipe, como ocorreu no confronto com a Tuna, impondo um modelo de jogo mais voltado para a transição rápida. No ataque, Brenner e Bruno Alves.

No PSC, a grande dúvida gira em torno da escalação do centroavante Danrlei, artilheiro e principal destaque do time nas quartas de final e semifinais do campeonato. A contusão na partida com o Águia ameaça o dianteiro baionense. Caso não jogue, Henan deverá ser o substituto.

Marcelo Toscano é outro que ainda é dúvida, mas o volante Bileu está definitivamente fora de combate. Para o ataque, com ou sem Danrlei, o técnico Márcio Fernandes conta com Marlon e Robinho.

Dois times em nível igual, depois que o Remo evoluiu nas quartas de final e o PSC sofreu ligeira desaceleração na virada da etapa classificatória. Um duelo encarniçado, sem favoritos, como manda a tradição.

Palmério (pai) é um dos heróis bicolores do 7 a 0

A história de Palmério Dória como goleiro do juvenil do Remo (e depois do PSC) acabou levando a um outro fato pouco conhecido que une nosso herói a uma das páginas mais gloriosas da saga bicolor: o pai dele, também chamado Palmério, foi o goleiro do Papão no 7 a 0 sobre o Leão.

O engraçado é que Palmério pai não estava escalado para a partida, mas o goleiro titular adoeceu na véspera e o segundo reserva se machucou ao descer do bonde a caminho do estádio. Aí, às pressas, tiveram que ir buscar Palmério em casa. Ele havia acabado de almoçar quando foi convocado.

O resto é história. Quando aparecem as fotografias do time que aplicou o 7 x 0, o goleiro que aparece não é o pai do Palmério.

Valdemar, irmão de Palmério, conta que o pai era um insubmisso. “Não havia se apresentado ao Serviço Militar. Quando o Brasil entrou na guerra, ele foi buscado de caminhão, junto com muitos outros e teve que servir obrigatoriamente. Como já era casado, precisava sair de madrugada para chegar ao 26 BC às 6h. Por isso, não tinha tempo para treinar”, conta.

Saiu do time do PSC justamente por isso, mas continuou inscrito na FPF. “Ocorre que, no dia do clássico, o goleiro de então, Simeão, ao saltar de um bonde, teria torcido o pé. Alguns dizem que foram os testículos, mas isso deve ser sacanagem. O segundo goleiro parece-me que era o Dico, um baixinho chamado de ‘gato sem asas’, devido ser um autêntico acrobata, também estava doente. Na falta dos dois goleiros, sobrou para Palmério”.

O placar mostra que ele se desincumbiu muito bem da tarefa. Palmerinho, o nosso herói do jornalismo, não herdou de graça tanto talento para defender no gol. Tinha pedigree.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 21h30, na RBATV. Em pauta, o primeiro jogo da decisão do Parazão. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. A edição é de Lourdes Cézar.

Sorteio põe Seleção de Tite em grupo garapa

O sorteio realizado na sexta-feira foi o primeiro ato dos eventos que marcam a Copa do Mundo. A distribuição dos grupos deixou o Brasil em boa companhia, tendo Suíça (de novo), Sérvia (também um repeteco) e Camarões. Para Tite, uma excelente notícia, levando em conta que o grupo H terá, por exemplo, Portugal encarando batalha encarniçada com Uruguai.

A Argentina também pode ter dissabores logo na primeira fase, encarando a Polônia do goleador Lewandowski, no grupo C. Alemães e espanhóis também terão um duelo particular no grupo E, repetindo um enfrentamento que já aconteceu em quatro Copas.

Os horários da Copa serão desafiadores para a torcida brasileira, com jogos que serão exibidos durante a manhã (horário de Brasília). A estreia, no dia 24 de novembro, uma quinta-feira, será contra a Sérvia. Que tudo saia à perfeição, como o sorteio faz crer. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 03)

Governo abre licitação que prevê pagar R$ 700 milhões a mais por ônibus escolares

Uma licitação bilionária do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) pretende realizar a compra de ônibus escolares com preços discrepantes dos encontrados comumente no mercado. Os documentos foram apontados pela instância de controle e da área técnica do fundo. O valor dos ônibus está em R$ 480 mil, quase duas vezes o valor máximo, que é de R$ 270,6 mil.

A operação foi feita dentro do próprio FNDE, que concentra a maior parte dos recursos destinados a investimentos na área de educação. O atual presidente do fundo, Marcelo Ponte, foi indicado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

A licitação faz parte da aquisição de até 3.850 veículos como parte do programa Caminho da Escola. O preço total da compra pode ir de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,045 bilhões, um aumento de 55%, cerca de R$ 732 milhões.

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que há a atuação direta de um dos diretores do órgão, Garigham Amarante. Ele foi indicado para o cargo por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido cujo qual o presidente Bolsonaro faz parte.

O diretor determina, nos documentos, que o processo deverá ser dado prosseguimento, com pequenos ajustes, mas mantendo os preços inflacionados, mesmo com os alertas. O pregão foi iniciado por ordem de Garigham, que é diretor de Ações Educacionais do Fundo.