Remo faz 2 a 0, mas cede empate ao São José

Depois de um primeiro tempo equilibrado entre Remo e São José-RS, o jogo esquentou no segundo tempo e os gols foram surgindo. O Leão saiu na frente marcando logo aos 4 minutos: Leonan cruzou na cabeça de Brenner, que desviou para o fundo do barbante. Aos 10′, o segundo gol azulino. Rony recebeu lançamento na direita, dominou e cruzou com consciência para Rodrigo Pimpão finalizar para o gol. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa do Remo.

O jogo parecia dominado pelos azulinos, mas dois cochilos, aos 24 e aos 25 minutos, permitiram ao São José ir buscar o empate, com Cristiano e Maradona. Nos minutos finais, o Remo impôs pressão em busca do terceiro gol, mas não conseguiu mais encaixar nenhum ataque agudo. A melhor chance esteve nos pés de Marciel, mas a bola saiu à direita da trave do goleiro Fábio Rampi.

Uma atuação confusa dos azulinos, sem organização no meio-campo, baixa produtividade ofensiva e muitos erros de passe, lembrando a apresentação contra o Manaus na segunda rodada. Com o resultado, o Remo segue fora do G8, ocupando a 11ª posição.

Salve Jorge!

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge
Para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,
Tendo mãos não me peguem,
Tendo olhos não me vejam,
E nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, Me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
Protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
E Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
Seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
Estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
Defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
E que debaixo das patas de seu fiel ginete
Meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós.
Amém.

Leão tenta voltar ao G8

POR GERSON NOGUEIRA

Contra o São José-RS, o Remo cumpre hoje à noite seu terceiro compromisso no Brasileiro da Série C. Venceu o Vitória na estreia e perdeu para o Manaus na segunda rodada. Atuações distintas e que expressaram o atual estágio do time, ainda em busca da consolidação de um modelo de jogo diferente do que foi praticado no Parazão.

O Remo campeão do Estadual era estruturado num 4-3-3 clássico, próprio para atacar e tomar iniciativa na maioria dos jogos. O sistema nem sempre funcionou bem, tanto que o Remo empatou seis vezes na fase de classificação, jogando contra adversários inferiores no aspecto técnico.

A postura ofensiva só se revelou, de maneira mais clara, nas etapas de mata-mata. Contra o Caeté, a Tuna (mesmo perdendo a segunda partida da semifinal) e o PSC no primeiro confronto da decisão.

No Brasileiro, já na estreia em casa contra o Vitória, o time foi mais reativo, opção perfeitamente cabível dentro de uma competição marcada pelo equilíbrio entre as equipes. Diante do Manaus, o Remo voltou a mostrar cautela e preferiu esperar a movimentação do adversário. Quando tomou a iniciativa criou boas chances, todas desperdiçadas.

A configuração do meio-campo, sem um meia-armador de ofício, contribuiu para a forma conservadora de atuar. Marco Antonio foi o jogador de criação diante do Vitória e Marciel entrou contra o Manaus. Nos dois jogos, Felipe Gedoz entrou quase no fim, sem se destacar.

Acontece que na vitória sobre o Cruzeiro, pela Copa BR, Gedoz entrou nos 30 minutos finais e deu sinais de recuperação, contribuindo para a melhoria do passe e a criação de jogadas mais agudas. Essa evolução pode garantir seu retorno no confronto de hoje. Erick Flores também pode reaparecer.

No ataque, Bonamigo vai manter a formação que tem utilizado desde a primeira rodada, com Bruno Alves, Brenner e Rodrigo Pimpão. A defesa, liderada pelo ídolo Vinícius, terá novidade na ala direita. Rony substitui Ricardo Luz, que se contundiu nos treinos da semana.

O Zequinha gaúcho é um dos times do bloco intermediário da competição, mas joga como quase todo mundo: marcando forte e tentando explorar o contra-ataque. É jogo para o Remo lutar para voltar ao G8 da competição. (Foto: Samara Miranda/Ascom CR)

Fenômeno Azul reafirma força e impressiona

Da importante vitória do Remo sobre o Cruzeiro o que ficou mais evidente, gritante até, foi a forte interação entre time e torcida. A partida de quarta-feira teve lotação esgotada no Baenão e público vibrante, empurrando a equipe o tempo todo rumo à vitória – embora, em alguns momentos, as coisas em campo não permitissem tanto entusiasmo.

O técnico Paulo Bonamigo, ao final da partida, comentou que o comportamento do Fenômeno Azul revela “uma torcida verdadeira”, obviamente se referindo não só ao último jogo, mas a todo o histórico de apoio incondicional da massa remista. Nesta temporada, isto já ficou explicitamente claro nos confrontos decisivos do Parazão.

Torcida pode até não ganhar jogo, mas ajuda bastante. A vibração e a festa do torcedor azulino impressionaram até a torcida do rival mineiro. Nas redes sociais, a torcida cruzeirense elogiou bastante o papel exercido pelos adeptos do Leão Azul paraense.

Nas bilheterias, segundo números divulgados pela diretoria, o Remo arrecadou mais de R$ 391.835,00, com a presença da torcida na partida de terça-feira, com o saldo expressivo de R$ 235.559,77.

Aliás, o sucesso se estende à internet, onde o Remo conquistou marca inédita na última semana. O Leão aparece posicionado em sétimo lugar entre os grandes clubes brasileiros que se destacam no Facebook.

Tem muito a ver com os esforços do setor de marketing do clube, mas seria um objetivo inalcançável se a torcida não tivesse tanta força de engajamento. É claro que tudo está diretamente associado aos bons momentos vividos em campo, com a conquista do Parazão e o triunfo na primeira partida contra o Cruzeiro pela 3ª fase da Copa do Brasil.

Henan não convence, mas técnico enaltece

Depois do jogo com o ABC, em Natal, o técnico Márcio Fernandes surpreendeu com elogios rasgados à atuação do centroavante Henan, que entrou no decorrer do segundo tempo. Todo mundo sabe que o treinador avalizou a contratação do atacante, considerado jogador de sua confiança, mas a defesa entusiasmada soou deslocada porque o desempenho do camisa 9 foi pouco significativo na partida.

Ao contrário de Marcelo Toscano, que se deslocou o tempo todo, buscando jogadas até no campo de defesa do PSC, Henan voltou a atuar como centroavante tradicional, sem participação na construção das jogadas.

Não fez nenhuma finalização, tocou três vezes na bola e sua presença em campo pode ser considerada como nula. Mesmo assim, Márcio Fernandes gastou boa parte da entrevista pós-jogo tecendo loas ao atleta. Disse que Henan está evoluindo muito e que teve atuação acima da média.

Foi além: informou que o jogador vem se cobrando muito e que ele, Márcio, tem certeza de que logo ele irá ser muito útil ao time. Era desnecessário fazer toda essa louvação ao veterano centroavante, ainda mais sem amparo no rendimento dele em campo.

Ocorre que Henan é criticado desde o Parazão pelas fracas aparições. Chegou a ser “homenageado” pela torcida com o troféu Rafael Grampola, o centroavante que passou a temporada de 2021 enganando, sem fazer gols. Talvez esse incômodo tenha levado o técnico a funcionar como espécie de RP de Henan, coisa que não faz por outros jogadores. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste sábado, 23)