Gedoz é reforço para o Leão no clássico decisivo

Felipe Gedoz é a grande novidade na relação de atletas do Remo para o clássico decisivo do Campeonato Paraense desta quarta-feira, dia 6. O camisa 10 estava em tratamento de uma lesão na panturrilha esquerda e tinha previsão de retornar aos gramados somente na Série C. O zagueiro Everton Sena, com tendinopatia, e o meia-atacante Erick Flores, com lesão na coxa esquerda, seguem de fora.

Na manhã desta terça-feira, 5, o técnico Paulo Bonamigo dirigiu o último treino coletivo para o clássico, observando os volantes Pingo e Marciel para a vaga de Anderson Uchoa, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. A escalação deve ser anunciada horas antes da partida.

E a diretoria anunciou mais um reforço: é o lateral-esquerdo Renan Castro, que já está em Belém. Carioca, de 26 anos, Renan tem passagem por clubes como Vasco, Ituano, Guarani-SC, Ipatinga, Márcio Dias, Pedra Rubras, de Portugal, Goiânia, Mirassol, Anapolina, Atibaia e Joinville.

O Re-Pa decisivo começa às 20h, no estádio da Curuzu, com arbitragem do paulista Rafael Claus (Fifa). Como venceu a partida de ida por 3 a 0, o Remo pode perder por até dois gols de diferença para conquistar o título estadual de 2022. (Foto: Samara Miranda/Ascom do Remo)

TJD recua, concede efeito suspensivo e Curuzu é liberada para o clássico da final

O Tribunal de Justiça Desportiva acatou, na tarde desta terça-feira, o pedido de efeito suspensivo para a punição que havia sido aplicada ao PSC e, com isso, o clássico Re-Pa da final do Parazão será disputado na Curuzu com a presença de público. No entanto, o Papão não foi absolvido das acusações e uma nova data será marcada para avaliar a defesa a ser apresentada pelo departamento jurídico bicolor.

Os ingressos para o clássico ainda estão sendo vendidos aos preços de R$ 50,00 a arquibancada e R$ 80,00 a cadeira. Somente os torcedores que receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19 ou o imunizante em dose única terão acesso garantido ao caldeirão bicolor, por determinação dos órgãos públicos. A Fiel Bicolor pode comprar os ingressos nas lojas Lobo.

Na última sexta-feira, 1, o TJD condenou o PSC por objetos jogados no gramado pela torcida bicolor no primeiro clássico Re-Pa do ano, em fevereiro. A pena, aplicada à revelia, foi perda de dois mandos com portões fechados. O clube ainda foi multado em R$5 mil, mais perda de dois mandos de campo e o reparo de uma placa danificada no dia do jogo. O Remo foi condenado a pagar R$ 2 mil em multas.

As novidades azulinas

POR GERSON NOGUEIRA

É fato que o Remo precisa reforçar o time para a Série C. O que se viu no Campeonato Paraense, independentemente da conquista do título ou não, foi suficiente para cravar que o elenco atual não está pronto para o Brasileiro. Várias posições apresentam carências óbvias. Por essa razão, não houve surpresa quando o clube anunciou quatro reforços na véspera do primeiro jogo da decisão.

Três atacantes – Fernandinho, Neto e Rodrigo Pimpão – e um zagueiro, Igor Morais, integram o pacote inicial. Mais cinco atletas devem ser anunciados nos próximos dias, começando pelo lateral Renan Castro. Jean Patrick, volante que jogou no CRB, e Vanilson, atacante que quase veio para o Parazão, também estão na lista.

A diretoria trabalha também em busca de dois meias, atendendo solicitação do técnico Paulo Bonamigo, preocupado com um dos maiores problemas do Remo desde a temporada passada. Felipe Gedoz é o único armador de ofício, o que deixa o time em situação de risco, como ensina o velho provérbio popular: quem tem um, não tem nenhum.

O problema ocorrido com Gedoz neste Parazão reforçou a necessidade de reaparelhar o time com urgência ali na meiúca, onde as coisas realmente começam. A ideia é ter três jogadores especialistas na construção de jogadas, capazes de dar ao ritmo o ritmo e a cadência que a Série C exige.

Dos jogadores já confirmados, três estão em Belém iniciando exames e depois serão liberados para treinos. No domingo, tiveram a oportunidade de acompanhar no Baenão o confronto com o PSC, sentindo de perto a temperatura do maior clássico regional e a força da torcida azulina, que lotou o estádio.

Pimpão (foto) ficou de desembarcar na madrugada de hoje em Belém. É a contratação mais arrojada e, ao mesmo tempo, o nome mais badalado de todos. Estava no Operário-PR e aceitou a proposta do Remo justamente pelas informações de que o clube vai brigar pelo acesso à Série B.

O interesse remista fez com que o atacante de 34 anos recusasse investida do Oriente Médio. Havia sido sondado pelo Al Fujairah, dos Emirados Árabes. Recentemente, descartou propostas para atuar na Coréia do Sul, Irã e Tailândia. A multa rescisória para Pimpão no Remo é considerada alta para um jogador da Série C: R$ 200 mil para o mercado interno e R$ 500 mil para clubes do exterior.

Nome escolhido para levantar a torcida azulina, Pimpão defendia o Operário desde 2021, onde fez três gols e deu quatro assistências. Com boa movimentação pelos lados, o atacante vai reeditar no Leão a dupla com Brenner, que deu certo no Botafogo, em 2017.

Direto do blog campeão

“O PSC tem vários bodes na sala e Ricardinho, Marcelo Toscano e Henan são os mais barbudos. Este time contratado pelos dirigentes é uma enganação e estes jogadores sub-40 deveriam entender que o tempo deles já passou. Além destes três ilustres bodes, ainda há uma manada de cabritos que não fazem nenhuma diferença no plantel. Falta garra, respeito pela camisa e, sobretudo, um mínimo de qualidade. Na minha opinião, ficariam os goleiros + Igor Carvalho, Serginho, José Aldo, Robinho e Danrlei. Aproveitaria a onda de boataria e mandaria o resto dos cabritos, quem comprou e os tratadores todos pra comerem em outro pasto. O PSC vai ter que lutar pra não cair, pois neste novo formato a Série C ficou mais difícil”. Aldo Valente, um bicolor preocupado

Ricardinho reafirma compromisso com o Papão

Ainda nem havia baixado a poeira da derrota de 3 a 0 frente ao Remo, pela decisão do Campeonato Paraense, e o PSC já convivia com um princípio de incêndio: a informação de que o volante/meia Ricardinho havia pedido para deixar o clube às vésperas do primeiro clássico. Por horas, a história circulou pelos sites sem que ninguém se pronunciasse a respeito.

No começo da tarde, o PSC reagiu. O presidente Maurício Ettinger fez o primeiro desmentido. Depois, em entrevista, Ricardinho prometeu cumprir o contrato até o fim da temporada. Até a esposa do jogador precisou se manifestar nas redes sociais negando a suposta saída.

De toda sorte, o impacto dos boatos gerou uma situação que só aumenta a responsabilidade do veterano meio-campista (36 anos), contratado a peso de ouro pelos bicolores para ser o astro da companhia.

Apesar de ter atuado em 11 dos 12 compromissos oficiais do Papão em 2022, Ricardinho só conseguiu uma vez jogar por 90 minutos. Com limitações de ordem física, raramente consegue permanecer por mais de 45 minutos em campo. No Re-Pa da 7ª rodada, deixou o campo no início do 2º tempo; no deste domingo, saiu aos 30 minutos de jogo.

É uma situação pactuada. O PSC sabia das condições do atleta e aceitou o risco da contratação. No ano passado, defendendo o Botafogo na Série B, teve baixo aproveitamento. Quando não estava lesionado, entrava quase sempre nos minutos finais.

Na Curuzu, apesar de dispor de mais tempo para se recuperar entre os jogos, Ricardinho sentiu bastante o impacto de atuar em campos ruins do interior em meio ao inverno amazônico. A disputa de uma Série C que se prenuncia duríssima é seu próximo desafio – que ele, ontem, prometeu estar pronto a cumprir.

A lesão no pé que o tirou precocemente do duelo com o Remo esfriou o ânimo da torcida e talvez impeça sua participação no decisivo prélio de amanhã, na Curuzu.

A conferir. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 05)

Do Carrossel Holandês e de Johan Cruyff, lendário Capitão da Copa 74

Quem não foi a campeã

Deixou inesquecível rastro

Nos que da arte são fã

A Seleção Holandesa Jogou com bem mais beleza

Que a Alemanha, a anfitriã

Parecendo peladeiro

Total desarrumação

Apenas o goleiro

Tinha fixa posição

Mas era um selecionado

Muito bem articulado

Que encantou a multidão

Era a Laranja Mecânica

Com seu Futebol Total

Naquela Copa Germânica

Ganhava, monumental

Das equipes estrangeiras

Inclusive a Brasileira Tricampeã Mundial

Uma Esquadra diferente

Com objetivo final

Jogar sempre para a frente

Em linha de vertical

O tempo todo atacando

Fazendo lembrar um bando

Mas com estilo magistral

Os de fora do gramado

Pareciam até ver

Bando desorganizado

Todo mundo a correr

Pra ter a posse de bola

Até guardar na cachola

E a Holanda sempre a vencer

Time Holandês encantado

Foi algo arrebatador

Muito bem orientado

Rinus Michels, treinador

Tinha um cara que bailava

Na verdade, comandava

Johan Cruyff jogador

CRUYFF, cérebro da equipe

Que jogava pra vencer

Parecia ser da estirpe

Difícil de se dizer

De que planeta ele veio

Pois jogava com recheio

Da elegância e do saber

Um craque super, bonito

Não somente genial

De lembrar até um Beatle

E era intelectual

Canhoteiro, também destro

Foi ele o grande maestro

Da Holanda fenomenal

O Maestro que jogava

Com impressionante visão

Em tudinho articulava

Na Holandesa Seleção

Passe de longa distância

Ou curto, numa elegância

Era poética encenação

Jogador habilidoso

Foi Capitão Menestrel

Do Escrete fabuloso

O Lendário Carrossel

A Holanda alaranjada

Lá dos sonhos enviada

Que cumpriu bem seu papel

Jogador POLITIZADO

No auge da profissão

Recusou ser convocado

Pra Holandesa Seleção

Não quis ir para Argentina

DITADURA ASSASSINA

Mandava nessa nação

Ao pendurar sua chuteira

De capitão jogador

Cruyff seguiu a carreira

Como grande treinador

Durante quase dez anos

Barcelona, soberano

Em tudo foi vencedor

Jetro Cabano Fagundes

Ilha do Marajó, país chamado Pará