Os Beatles se apresentam em ensaio para o programa de TV “Round The Beatles” nos estúdios de TV Rediffusion. Em Londres, 1964.
Mês: novembro 2020
Globo faz ficção sobre a crise econômica culpando Dilma e isentando Temer e Bolsonaro

Por Victor Farinelli
Uma reportagem sobre a atual crise econômica vivida pelo Brasil, exibida neste domingo (8) pelo Fantástico, tem causado grande repercussão nas redes sociais devido ao que parece ser uma imposição de narrativa. Na matéria, o programa defende a ideia de que a situação econômica atual do país é responsabilidade do governo de Dilma Rousseff, encerrado em maio de 2016.
Além disso, a reportagem não atribui nenhum tipo de responsabilidade a Paulo Guedes, ministro da Economia há quase 2 anos. Os internautas também perceberam outras omissões, especialmente de políticas implementadas pelo governo de Michel Temer e mantidas por Jair Bolsonaro, como a reforma trabalhista e o teto de gastos.
Sobre o atual presidente, o programa atribuiu a ele responsabilidades pessoais, sobre os erros de suas posições com respeito à geopolítica internacional ou à sua postura diante da pandemia, mas evitou qualquer tipo de crítica à sua política econômica – tanto que seu principal ministro da área foi ignorado completamente.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) também reclamou que mesmo a possível justificativa da emissora de buscar um contexto histórico da crise em sua matéria se mostrou ideologizada: “não a contextualiza politicamente nem diz onde se originou: no momento em que Aécio e as elites não aceitaram a derrota de 2014 e passaram a sabotar o Brasil”.
A matéria também foi criticada por “dizer que a desigualdade social diminuiu drasticamente durante a primeira década dos Anos 2000 e voltou e não deixa claro o porquê disso e nem quem estava no governo nessa época” – durante aqueles anos, especialmente no período em que a desigualdade diminuiu, o presidente era Luiz Inácio Lula da Silva. (Da Revista Fórum)
Ataques de hackers tiram do ar Portal da Alepa
Ataques de hackers forçaram o Portal da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) a sair do ar de 06 a 08/11/2020, por medida de segurança, do Coordenador do Centro de Processamento de Dados, Orêncio Coutinho.
Foram observados mais de cem tentativas claras de violação sobre as páginas da “Transparência” e no “Banco de Leis”.
O portal voltou à normalidade nesta segunda (9), depois que os protocolos de segurança foram reforçados e um backup de dados foi atualizado para evitar outros ataques.
Leão sofre, mas avança
POR GERSON NOGUEIRA
Os lances agudos foram poucos, mas o cerco imposto pelo Treze no 1º tempo e na reta final do segundo período fizeram o Remo voltar a conviver com a sofrência. De qualquer forma, a vitória abre as portas para a classificação à próxima fase da Série C. Três pontos importantíssimos que deixaram o Leão em 2º lugar no grupo A, com 26 pontos.
A partida começou em ritmo forte, com o Remo pressionando muito pelos lados. Logo aos 11 minutos, o lance decisivo da noite: em cobrança de escanteio, o zagueiro Gilberto Alemão foi agarrado na área e o árbitro marcou o pênalti. Salatiel cobrou e marcou seu primeiro gol pelo Leão.
Depois do gol, o Remo reduziu a pressão e o jogo foi ficando lento, pois o Treze não tinha criatividade para superar a marcação azulina. Eduardo Ramos, abaixo do rendimento habitual, não acelerava as ações no meio-campo. As laterais, que se tornaram o ponto alto do time desde a chegada de Paulo Bonamigo, também não funcionavam a contento.
A ausência de Marlon deixou o lado esquerdo órfão. Tcharlles e Dudu Mandai não participavam do jogo como deveriam. Além disso, Dudu não conseguiu fazer a jogada de inversão e passagem até a linha de fundo para cruzamentos na área, como Marlon normalmente faz.
Salatiel, que tem boa estatura, foi pouco explorado no jogo aéreo e os melhores momentos foram produzidos pela velocidade de Hélio, embora sem nenhuma jogada mais aguda. O Remo foi recuando, o jogo ficou muito travado pela marcação e os seguidos erros de passe.
O Treze acordou e passou a aproveitar as subidas do lateral Gustavo e a presença de Neto Baiano na área. Aos 44’, em jogada de Vinícius Barba, Danilo Bala cabeceou perigosamente rente à trave esquerda. Aos 47’, Nilson Junior desviou com perigo e Vinícius fez grande intervenção.
Para a segunda etapa, o Remo veio com Carlos Alberto no lugar de Eduardo Ramos, que jogou abaixo das condições ideais. A movimentação melhorou resultando em boa presença ofensiva nos primeiros minutos. Logo aos 6’, Salatiel chutou forte para boa defesa de Andrey.
Aos 9’, Charles disparou de média distância, a bola tocou no gramado e estourou na trave. Quatro minutos depois, Ricardo Luz fez sua melhor aparição na partida. Cruzou na área e o lateral Gilmar, do Treze, tentou desviar e quase botou a bola dentro das redes.
Wallace substituiu Salatiel e o ataque ganhou em rapidez e habilidade. Aos 20’, Carlos Alberto pegou da entrada da área e a bola passa perto. Para deter o crescimento do Remo, o técnico Márcio Fernandes trocou Gilmar por Douglas, que deu mais aceleração ao meio-campo paraibano.
A partir daí, o Treze voltou a imprimir pressão rondando a área do Remo em vários momentos. Dos 35’ em diante, o visitante conseguiu cinco escanteios, sempre perigosos e buscando o centroavante Neto Baiano.
Grande chance azulina só mesmo aos 37’, quando Wallace recebeu passe de Carlos Alberto e ficou em condições de ampliar, mas o chute muito alto, sem perigo. Em seguida, o Treze apertou e Vinícius voltou a aparecer bem em chute rasteiro de Bruno Mota.
Apesar das poucas chances de gol, o jogo foi disputado em ritmo forte. O Remo permitiu espaços que tornaram o Treze mais perigoso do que realmente é, deixando a situação tensa até o fim. O time se ressentiu da falta de intensidade pelos lados e de qualidade no meio-campo, mas compensou com entrega e esforço de marcação.
Vitória garante Papão de volta ao G4
Um gol de pênalti, marcado por Uilliam aos 48 minutos do 1º tempo, garantiu ao Papão sua terceira e estratégica vitória fora de casa. O time de João Brigatti impôs forte movimentação, envolvendo o Jacuipense com troca de passes no meio e nas laterais, principalmente na esquerda com Bruno Collaço. A zaga se mostrou firme, contendo o ataque visitante.
O PSC começou fechado em seu campo, retendo a bola e marcando muito no meio. Com isso, não permitia ao Jacuipense se aproximar da área. De maneira geral, o equilíbrio dava o tom, principalmente na quantidade de trombadas e faltas, algumas ríspidas.
Aos 18 minutos, Levi testou com muito perigo, na melhor chance criada pelo Jacuipense até então. Vinícius Leite deu a resposta aos 30’, cobrando falta. Quando a partida parecia se encaminhar para o empate na etapa inicial, o Papão chegou ao gol já nos acréscimos.
O meia Juninho foi atingido por Raniele na área e Uilliam Barros converteu a penalidade máxima aos 48 minutos.
Na etapa final, Wesley Matos veio no lugar de Perema (que já tinha amarelo) e o PSC adotou uma postura mais recuada e limitando-se a explorar os contragolpes. O Jacuipense tirou Levi e botou Gustavo para reforçar o ataque. Em seguida, substituiu Tiaguinho por Wesley Popó.
A equipe da casa partiu com tudo para a tentativa de reação e quase chegou lá, aos 27’, num chute de Mauri de fora da área. De maneira geral, o PSC já não se arriscava fora de campo, preocupado em conter o Jacuipense.
Os passes errados e a quantidade de faltas deixavam a partida feia, arrastada e sem jogadas mais elaboradas. O PSC, mesmo dosando as tentativas ofensivas, levava perigo quando investia com Vinícius e Uilliam, que imprimiam velocidade e confundiam a marcação.
Sem pressa, com tranquilidade, o Papão conduziu o jogo até o final sem correr maiores riscos. Garantiu a vitória e voltou ao G4, iniciando uma arrancada que pode levar à classificação.
Outro patamar: a bitola do Flamengo agora é 4
A sempre vibrante torcida rubro-negra está em choque. O domingo virou dia de sofrimento e purgação de pecados. No domingo passado, a paulada foi aplicada pelo S. Paulo de Fernando Diniz. Dois penais perdidos pelo Fla e um apagão na etapa final quase resultou em mais gols tricolores.
Quando aquela peia parecia um mero acidente de percurso, eis que o Galo de Jorge Sampaoli aplicou ontem outra sonora goleada, incontestável, com direito a dois gols em sete minutos iniciais.
Domènec Torrent terá que dar muitas explicações à exigente massa rubro-negra. Humilhações seguidas não estavam na agenda do campeão continental, que há até pouco tempo se orgulhava de estar noutro patamar.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 09)
Pra quem não viu ao vivo: Bola na Torre, 08.11
O passado é uma parada
Alfred Hitchcock e os pássaros.
Rock na madrugada – Dave Grohl & Norah Jones, “Maybe I’m Amazed”
Capitais do Nordeste, Sul e Sudeste desaprovam governo Bolsonaro
Empate entre Manaus e Ferroviário ajuda dupla Re-Pa
Carol: “Se tivesse gritado ‘Bolsonaro mito’ nada teria acontecido”
A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg se diz surpresa com a repercussão de sua manifestação política contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido). Ela afirma que, no mundo do esporte, outras manifestações —favoráveis ao presidente— foram tratadas de forma distinta. “Tenho certeza de que se eu tivesse gritado “Bolsonaro, mito!”, nada teria acontecido”, afirmou a jogadora em entrevista ao jornal O Globo.

“O Felipe Melo [jogador do Palmeiras] dedicou um gol ao presidente e não aconteceu nada. Os jogadores da seleção masculina de vôlei Maurício e Wallace fizeram o número 17 com as mãos e também não foram punidos. E eles se manifestaram no auge da campanha eleitoral”, completou.
Em setembro deste ano, durante uma transmissão do SporTV, a jogadora gritou ‘Fora, Bolsonaro’ —ato que foi repudiado pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e que rendeu a ela uma denúncia por parte da procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). A jogadora foi condenada a pagar uma multa, mas recorreu e conseguiu converter a condenação em advertência. Ao jornal O Globo, ela afirmou que recorreu também da advertência e que espera a Justiça marcar um novo julgamento.
“Eu não estou proibida de jogar e nem preciso pagar multa alguma. O que busco é absolvição da advertência. Eu não deveria ter sido advertida pelo que fiz”, afirmou.
Para a jogadora, o fato de ser mulher também teve influência no caso. “Qualquer pessoa que se manifeste contra o governo vai sofrer punição. Agora, as coisas só tomaram as proporções que tomaram por eu ser mulher”, disse. Solberg afirmou ainda acreditar que seu julgamento foi “muito machista”: “Se eu fosse homem, não teriam falado comigo daquela forma. Tentaram me calar porque sou mulher”.
A jogadora conta que ficou “muito incomodada” com a forma que o presidente do STJD se dirigiu a ela, “como se estivesse falando com uma criança, com a sobrinha dele”. “[O presidente do STJD] disse que me deu um susto, um puxão de orelhas, sabe? Sou uma mulher de 33 anos, dois filhos”, ponderou. “O que ele está pensando? Está falando com quem? Fiquei com muita raiva! Ele foi extremamente machista”.
Ao jornal O Globo, Solberg disse ainda que o grito contra Bolsonaro não foi um ato pensado, mas sim algo que aconteceu por impulso. “Não pensei em nada”, disse a jogadora, que afirmou ainda não conseguir ser “duas pessoas, a Carol atleta e a Carol fora das quadras”. “Sou uma só”, sentenciou. “O que aconteceu é que, depois que terminou o jogo, eu sentindo toda aquela felicidade… Sei lá, de repente me veio a seguinte reflexão: como posso estar aqui feliz e o país estar de cabeça para baixo? Pantanal queimando, as pessoas morrendo de Covid, o presidente fazendo homenagem a torturador, atacando a imprensa ao dizer que vai dar soco na cara do repórter… Fui invadida por um sentimento de revolta e, quando vi, estava gritando”, disse.
“Foi espontâneo. As pessoas estão sofrendo e eu feliz por uma partida de vôlei?”, ponderou. (Transcrita do UOL)
Qual o seu 10 favorito?
O passado é uma parada
Darcy Ribeiro, Lula, Franco Montoro, Mário Soares e Leonel Brizola em um encontro pela Internacional Socialista. Rio de Janeiro, 1983.