Leão sofre, mas avança

POR GERSON NOGUEIRA

Os lances agudos foram poucos, mas o cerco imposto pelo Treze no 1º tempo e na reta final do segundo período fizeram o Remo voltar a conviver com a sofrência. De qualquer forma, a vitória abre as portas para a classificação à próxima fase da Série C. Três pontos importantíssimos que deixaram o Leão em 2º lugar no grupo A, com 26 pontos.

A partida começou em ritmo forte, com o Remo pressionando muito pelos lados. Logo aos 11 minutos, o lance decisivo da noite: em cobrança de escanteio, o zagueiro Gilberto Alemão foi agarrado na área e o árbitro marcou o pênalti. Salatiel cobrou e marcou seu primeiro gol pelo Leão.

Depois do gol, o Remo reduziu a pressão e o jogo foi ficando lento, pois o Treze não tinha criatividade para superar a marcação azulina. Eduardo Ramos, abaixo do rendimento habitual, não acelerava as ações no meio-campo. As laterais, que se tornaram o ponto alto do time desde a chegada de Paulo Bonamigo, também não funcionavam a contento.

A ausência de Marlon deixou o lado esquerdo órfão. Tcharlles e Dudu Mandai não participavam do jogo como deveriam. Além disso, Dudu não conseguiu fazer a jogada de inversão e passagem até a linha de fundo para cruzamentos na área, como Marlon normalmente faz.

Salatiel, que tem boa estatura, foi pouco explorado no jogo aéreo e os melhores momentos foram produzidos pela velocidade de Hélio, embora sem nenhuma jogada mais aguda. O Remo foi recuando, o jogo ficou muito travado pela marcação e os seguidos erros de passe.

O Treze acordou e passou a aproveitar as subidas do lateral Gustavo e a presença de Neto Baiano na área. Aos 44’, em jogada de Vinícius Barba, Danilo Bala cabeceou perigosamente rente à trave esquerda. Aos 47’, Nilson Junior desviou com perigo e Vinícius fez grande intervenção.

Para a segunda etapa, o Remo veio com Carlos Alberto no lugar de Eduardo Ramos, que jogou abaixo das condições ideais. A movimentação melhorou resultando em boa presença ofensiva nos primeiros minutos. Logo aos 6’, Salatiel chutou forte para boa defesa de Andrey.

Aos 9’, Charles disparou de média distância, a bola tocou no gramado e estourou na trave. Quatro minutos depois, Ricardo Luz fez sua melhor aparição na partida. Cruzou na área e o lateral Gilmar, do Treze, tentou desviar e quase botou a bola dentro das redes.

Wallace substituiu Salatiel e o ataque ganhou em rapidez e habilidade. Aos 20’, Carlos Alberto pegou da entrada da área e a bola passa perto. Para deter o crescimento do Remo, o técnico Márcio Fernandes trocou Gilmar por Douglas, que deu mais aceleração ao meio-campo paraibano.

A partir daí, o Treze voltou a imprimir pressão rondando a área do Remo em vários momentos. Dos 35’ em diante, o visitante conseguiu cinco escanteios, sempre perigosos e buscando o centroavante Neto Baiano.

Grande chance azulina só mesmo aos 37’, quando Wallace recebeu passe de Carlos Alberto e ficou em condições de ampliar, mas o chute muito alto, sem perigo. Em seguida, o Treze apertou e Vinícius voltou a aparecer bem em chute rasteiro de Bruno Mota.

Apesar das poucas chances de gol, o jogo foi disputado em ritmo forte. O Remo permitiu espaços que tornaram o Treze mais perigoso do que realmente é, deixando a situação tensa até o fim. O time se ressentiu da falta de intensidade pelos lados e de qualidade no meio-campo, mas compensou com entrega e esforço de marcação.

Vitória garante Papão de volta ao G4

Um gol de pênalti, marcado por Uilliam aos 48 minutos do 1º tempo, garantiu ao Papão sua terceira e estratégica vitória fora de casa. O time de João Brigatti impôs forte movimentação, envolvendo o Jacuipense com troca de passes no meio e nas laterais, principalmente na esquerda com Bruno Collaço. A zaga se mostrou firme, contendo o ataque visitante.

O PSC começou fechado em seu campo, retendo a bola e marcando muito no meio. Com isso, não permitia ao Jacuipense se aproximar da área. De maneira geral, o equilíbrio dava o tom, principalmente na quantidade de trombadas e faltas, algumas ríspidas.

Aos 18 minutos, Levi testou com muito perigo, na melhor chance criada pelo Jacuipense até então. Vinícius Leite deu a resposta aos 30’, cobrando falta. Quando a partida parecia se encaminhar para o empate na etapa inicial, o Papão chegou ao gol já nos acréscimos.

O meia Juninho foi atingido por Raniele na área e Uilliam Barros converteu a penalidade máxima aos 48 minutos.

Na etapa final, Wesley Matos veio no lugar de Perema (que já tinha amarelo) e o PSC adotou uma postura mais recuada e limitando-se a explorar os contragolpes. O Jacuipense tirou Levi e botou Gustavo para reforçar o ataque. Em seguida, substituiu Tiaguinho por Wesley Popó.

A equipe da casa partiu com tudo para a tentativa de reação e quase chegou lá, aos 27’, num chute de Mauri de fora da área. De maneira geral, o PSC já não se arriscava fora de campo, preocupado em conter o Jacuipense.

Os passes errados e a quantidade de faltas deixavam a partida feia, arrastada e sem jogadas mais elaboradas. O PSC, mesmo dosando as tentativas ofensivas, levava perigo quando investia com Vinícius e Uilliam, que imprimiam velocidade e confundiam a marcação.

Sem pressa, com tranquilidade, o Papão conduziu o jogo até o final sem correr maiores riscos. Garantiu a vitória e voltou ao G4, iniciando uma arrancada que pode levar à classificação.

Outro patamar: a bitola do Flamengo agora é 4

A sempre vibrante torcida rubro-negra está em choque. O domingo virou dia de sofrimento e purgação de pecados. No domingo passado, a paulada foi aplicada pelo S. Paulo de Fernando Diniz. Dois penais perdidos pelo Fla e um apagão na etapa final quase resultou em mais gols tricolores.

Quando aquela peia parecia um mero acidente de percurso, eis que o Galo de Jorge Sampaoli aplicou ontem outra sonora goleada, incontestável, com direito a dois gols em sete minutos iniciais.

Domènec Torrent terá que dar muitas explicações à exigente massa rubro-negra. Humilhações seguidas não estavam na agenda do campeão continental, que há até pouco tempo se orgulhava de estar noutro patamar. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 09)

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